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PR6 VCT – Trilho dos Moinhos de Vento de Montedor (Viana do Castelo)Os dias eram cada vez mais pequenos e foi já quase ao pôr-do-sol que percorri o “PR6 VCT – Trilho dos Moinhos de Vento de Montedor”, na freguesia de Carreço, concelho de Viana do Castelo.
O trilho começa a norte das praias de Carreço, depois de terminada a estrada empedrada que acompanha a beira-mar e dá acesso à Praia de Fornelos. No mesmo ponto começa também o “PR7 VCT – Trilho do Forte de Paçô” e ambos os percursos assinalados partilham parte dos caminhos neste peculiar Monte de Montedor.
Junto ao painel informativo da rota, encontro as Pias Salineiras de Fornelos usadas para extracção do sal na Idade do Ferro. Por um caminho de terra e areia chego a um afloramento granítico onde se situam algumas das Gravuras Rupestres Pré-Históricas de Montedor, as Gravuras Rupestres de Fornelos. Não as consegui identificar nas paredes rochosas mas segundo informações recolhidas, representam cervídeos e equídeos, datando possivelmente da Idade do Bronze.
Inicio a subida do pinhal por um trilho com grandes lages até encontrar as primeiras habitações do Lugar de Mondedor. Entre muros altos de pedra percorro as ruas da povoação até um novo núcleo de gravuras, as Gravuras Rupestres da Fraga da Bica, que representam possivelmente a figura humana.

Chego ao Farol de Montedor, construído em 1910 no lugar de um antigo povoado castrejo da Idade do Ferro.

Um gato preto observa-me atentamente enquanto subo na Rua do Bom Sucesso em direcção ao farol. À direita, as ruínas da antiga capela da Nossa Senhora do Bom Sucesso repousam, quase passando despercebidas.
Chego ao Farol de Montedor, construído em 1910 no lugar de um antigo povoado castrejo da Idade do Ferro. É o farol localizado mais a norte do país. Continuando a seguir a sinalização do trilho, que diga-se em abono da verdade que está bem presente durante todo o percurso, virei à esquerda para encontrar o Moinho do Petisco, ainda em funcionamento. Durante alguns dias do ano é possível ver as suas velas ao vento captando a energia necessária para mover a mó, como nos velhos tempos do auge da sua actividade. Aproveito para saborear a paisagem sobre o mar, que me é oferecida deste local. A luz do sol pinta o horizonte em tons de prata e ouro, que se fundem na linha que separa o céu do oceano. Ao largo um cargueiro desloca-se para sul…
Desço agora pelas ruas da povoação até encontrar a bifurcação onde os dois trilhos assinalados se afastam. Sigo pela esquerda e a cerca de 50m encontro os outros dois moinhos de vento, o Moinho de Cima e o Moinho do Marinheiro, que constituem um dos núcleos museológicos do Museu do Traje. Sigo na estrada de pedra e viro por um caminho florestal que me levará de regresso à beira-mar e ao ponto de partida deste percurso.

Casa de Santa Filomena

FICHA TÉCNICA

2,0 kmscircular
ALTIMETRIA
Altimetria
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