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PR4 - Percurso Pedestre de Pereiro - Caminhos da Fonte (Alcoutim)

Ao chegar à povoação de Pereiro, no concelho de Alcoutim, a procura não foi longa até encontrar o painel informativo do “PR4 – Percurso Pedestre de Pereiro – Caminhos da Fonte”. Ali estava, à sombra dum eucalipto no largo desafogado do início da Rua Nova.
Pereiro, apesar de fazer parte do interior algarvio, lembra-me uma tradicional aldeia alentejana. A Rua da Escola, uma rua larga, virada para os campos dourados, com as suas casas térreas, caiadas e com as portas e janelas delineadas a amarelo ou azul, é disso um exemplo.
Iniciei aí a caminhada de cerca de 10kms em direcção a Fonte Zambujo. Os primeiros passos foram dados em asfalto, virando depois à esquerda para um trilho de pedra e terra batida. Passei junto à extremidade da barragem de regadio do Pereiro, que nesta altura (Verão) estava completamente seca. Depois das chuvas, nas suas águas podem ser observadas várias espécies de aves que ali procuram alimento.
Continuei o caminho, seco e árido que cortava terras de cultivo recentemente lavradas. Fonte Zambujo estava já perto.
Cheguei à povoação onde, junto à antiga escola primária, hoje o Núcleo Museológico “A Construção da Memória”, uns caçadores ultimavam os preparativos para mais um dia de caça.
Muitas destas humildes habitações apresentam já um elevado grau de degradação, tendo sido algumas mesmo abandonadas e deixadas à sorte dos elementos, até à última pedra cair por terra.
Num dia como tantos os outros, agricultores amanhavam a terra, fonte do seu sustento diário.
Saí da povoação por um caminho antigo em calçada e ladeado por muros de xisto. Desci o monte e pouco tempo depois era já visível a próxima povoação, Fonte Zambujo de Baixo. Não sei quantos habitantes ainda aqui residem pois apenas uma senhora já com idade avançada, surgiu numa porta, movida pela curiosidade de ver passar a pé alguém estranho naquelas bandas. Continuei agora para Silveira, a aldeia abandonada na serra.
Pelo caminho em terra batida, vários coelhos selvagens saltitavam entre as ervas secas. Cheguei novamente a uma estrada em asfalto que percorri no sentido da aldeia do Pereiro.
Após algumas centenas de metros, ali estava Silveira, um monte outrora habitado e que agora espera melhor destino do que este triste abandono. O passar do tempo é certo e a aldeia de Silveira comprova isso mesmo. As pequenas habitações rurais foram deixadas à sua sorte, sendo agora apenas ocupadas por algumas aves que nelas se protegem.
É triste.
Ao caminhar pela aldeia senti que entrei num outro espaço-tempo, numa outra dimensão.
É triste.
Incomoda-me ver aldeias como esta a definhar e a morrerem uma após a outra, morrendo assim também parte das nossas raízes como País, que não mais renascerão. É um pouco de nós que morre também, um pouco do nosso Portugal.
Deixei a aldeia para trás, continuando a pensar na vida quotidiana que ali se teria no passado.
Faltam agora cerca de 2 kms para o Pereiro, onde terminei a caminhada e a última descoberta destas férias no concelho de Alcoutim.

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9,96 Km (circular)
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