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PR1 CND – Rota de Conímbriga (2ª Parte) (Condeixa-a-Nova)

A segunda parte do PR1 – CND – Rota de Conímbriga tem cerca de 9 kms e desenvolve-se a nordeste das Ruínas Romanas de Conímbriga. Fazendo o percurso no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio, segue primeiramente em direcção ao Castellum de Alcabideque e após subida à serra, desce e continua pelos campos de cultivo até Condeixa-a-Nova, passando depois por Condeixa-a-Velha, já muito perto de reencontrar as Ruínas de Conímbriga.
Ponho-me então ao caminho, seguindo as indicações bem visíveis junto à bilheteira do Complexo das Ruínas. Este percurso pode ser feito na sua totalidade sem a necessidade de adquirir o bilhete para zona vedada das ruínas, no entanto, aconselho uma visita à “cidade romana de Conímbriga” para perceber melhor toda esta região e a sua importância para a civilização romana.
A cerca de 400 metros, atravesso um túnel sob a IC3 e continuo na estrada em asfalto que passa por diversas zonas habitacionais, até chegar a Alcabideque. É uma estrada com pouco trânsito e ladeada, em muitas secções, por muros antigos de pedra. Com sombra abundante e com os terrenos agrícolas a dominar a paisagem, é ao quilómetro 3 que, pela Rua da Ponte, entro em Alcabideque.
Mais adiante viro na Rua do Canto e chego rapidamente ao Castellum, a nascente de água que abastecia outrora a cidade de Conímbriga, por um aqueduto com cerca de 3 quilómetros. No Parque de Santo António, uma envolvente relvada e bem cuidada, recebe os visitante que podem também observar alguns patos e porquinhos da Índia que aqui constroem o seu lar. Esta aprazível zona histórica tem também um espelho de água que não sei se não será também utilizado para banhos nos dias quentes de Verão. No interior das ruínas da torre de captação de água, encontro um ninho com ovos de pata enquanto na água, uma outra passeia com os seus filhotes.
No lavadouro perto, as lavadeiras da povoação cuidam da roupa ainda “à moda antiga” enquanto colocam a conversa em dia.
Continuo a caminhada deixando o casario da aldeia para trás e mais adiante viro à direita por um trilho de terra batida que inicia a subida da serra. Esta é a secção mais exigente, especialmente se o dia estiver com temperaturas elevadas, mas depois de chegar ao topo, a descida é feita pela encosta oposta, com sombra abundante, a suficiente para recuperar as energias perdidas.
Chego à povoação de Rivolta e no Largo de Santo António, a fonte presta-lhe homenagem. À saída da aldeia, os lavadouros continuam também em plena actividade. Que bom testemunhar estas actividades que em muitos outros locais já se perderam.
Algumas secções desta rota são comuns com a GR26 e com o Caminho de Santiago. Encontro por isso um grupo de peregrinos que percorre o Caminho sem grandes pressas nem horários marcado. Caminha ao sabor do caminho.
Entro em Condeixa-a-Nova e percorro o Parque Verde da Ribeira de Bruscos. Sempre orientado pela boa sinalização do percurso, tomo agora a direcção de Condeixa-a-Velha. Encontro a aldeia logo depois da ponte sobre a IC3 e ao chegar, detenho-me no Largo do Chafariz onde observo com atenção o painel de azulejos evocativo de uma Condeixa de outros tempos.
Continuo pela Rua das Ruínas e regresso ao Complexo de Conímbriga, após cerca de 9 kms percorridos, num percurso interessante e contando apenas com uma secção mais exigente, a subida à serra após Alcabideque.

FICHA TÉCNICA

Vídeo
PR1 CND – Rota de Conímbriga (2ª Parte) (Condeixa-a-Nova)

Reportagem Fotográfica
PR1 CND – Rota de Conímbriga (2ª Parte) (Condeixa-a-Nova)

Folheto/Mapa
Não
disponível

Onde Ficar
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Distância
8,93 kms
(circular)

ALTIMETRIA

Altimetria - PR1 CND – Rota de Conímbriga (2ª Parte) (Condeixa-a-Nova)

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