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Percurso Pedestre da Ega a Arrifana (Condeixa-a-Nova)

A povoação da Ega tem uma longa e rica história para contar. As suas terras foram doadas à Ordem dos Templários em 1145, com o intuito de as povoar e travar o avanço dos Mouros para norte. Com a extinção da Ordem do Templo, a Ordem de Cristo instalou-se na região, promovendo a prosperidade e a paz, fazendo diversas transformações ao longo dos séculos e deixando as suas marcas também nas edificações locais.
São assim muitos os vestígios desta história riquíssima, como por exemplo o pelourinho actualmente situado na Estrada Nacional 342 (EN342), a Igreja Matriz de estilo manuelino, desde a sua reconstrução em 1520, e o Paço dos Comendadores, conhecido também por Paço da Ega, que se destaca no cimo do monte à chegada à aldeia. Aquando da doação de D. Teresa aos Templários, o Paço terá assumido funções de defesa contra as ofensivas dos Mouros, sendo mais tarde constituído sede da Comenda da Ordem de Cristo, com a extinção da Ordem do Templo já referida anteriormente.
É interessante poder observar ainda hoje vários vestígios que comprovam as diferentes épocas deste Imóvel de Interesse Público. Falar com Teresa Meneses Almeida, a co-responsável pelo Paço da Ega, é como abrir um livro ou fazer uma viagem retrocedendo vários séculos no tempo. Tantas são as histórias que fluem em dois dedos de conversa que é um gosto ouvir esta partilha. No Paço encontro, entre outros motivos de interesse, uma impressionante Janela Manuelina, pedras tumulares com inscrições romanas que testemunham homenagens aos entes queridos defuntos e ainda muitas outras histórias que permanecem desconhecidas como é o caso das duas “caras” nas paredes do pátio interior.
É aqui mesmo que inicio a caminhada, no átrio principal onde temos a forte sensação de estar no interior de um castelo medieval. Desço o monte em direcção ao centro da aldeia de Ega. Defronte ao Largo de S. Martinho, um amplo espaço requalificado em 2004, encontro a Igreja Matriz em estilo manuelino. Desço o largo pelo passeio junto às piscinas e contorno-o, encaminhando-me para a Rua Fonte da Ega. Tomo a direcção da Rua Casal da Cruz de Baixo, que liga a Ega à povoação da Arrifana, passo o túnel sob a A1 e sempre em frente, ao final de 1300 metros, viro à esquerda num pequeno trilho em terra batida, mesmo antes de um novo túnel que passa sob a EN1.
Este trilho leva-me a essa via trânsito desenfreado e é com muito cuidado e atenção que a atravesso para entrar na estrada de acesso à aldeia de Arrifana. Deveria ter optado pela opção mais segura que seria a de continuar sob o túnel da EN1 e encontrar tranquilamente a Rua Principal da aldeia pelo outro lado.
No edifício da Escola Primária encontro muita informação sobre o carso existente nesta região. Alguns dados que obtive antecipadamente e que pude confirmar nos mupis presentes na Escola Primária, indicam que perto deste local existe uma gruta com cerca de 150m, mas de difícil acesso, bem como um algar. Infelizmente não os consegui encontrar e a sua visita deve ser feita acompanhado por espeleólogos, pelo que não insisti muito e continuei a caminhada na Rua Principal até ao extremo oposto da localidade, onde encontrei a Fonte da Arrifana e a zona de banhos.
O espaço, convertido também num pequeno parque de merendas, tem um espelho de água pouco profunda e um passadiço em metal sobre as águas que une as duas margens.
Pela rua em calçada que acompanha as pequenas hortas junto ao canal, regresso à EN1, atravessando-a novamente para entrar num caminho rural que rasga os campos agrícolas onde predominam olivais, vinhas e milharais. É já final de tarde e o sol, antes de se despedir, beija com os seus raios os campos férteis, tornando as suas cores muito mais quentes e intensas.
Enquanto testemunho todo o trabalho árduo na lavoura, para assim extrair o melhor que estas terras têm para dar, um coelho passa por mim desenfreado, corre uns 50 metros na mesma direcção como que a desafiando-me a avançar mais rápido.
Viro à direita no trilho que passa sobre as águas quase estagnadas do Rio de Mouros, nesta época do ano. Mais adiante chego a uma secção de pinhal e continuo pela esquerda, seguindo por baixo da A1 até entroncar com a Estrada Nacional 342 (EN342) de acesso à aldeia da Ega. Olhando para a esquerda, lá no alto, vejo o Paço e a Torre da Igreja.
Depois da ponte sobre o Rio de Mouros descubro o Pelourinho de estilo manuelino à entrada da povoação. Na Estrada Municipal 607 (EM607) chego rapidamente ao Paço da Ega onde termino o percurso de cerca de 7,5kms e com um grau de dificuldade baixo.

FICHA TÉCNICA

Vídeo
Percurso Pedestre da Ega a Arrifana (Condeixa-a-Nova)

Reportagem Fotográfica
Percurso Pedestre da Ega a Arrifana (Condeixa-a-Nova)

Folheto/Mapa
Não
disponível

Onde Ficar
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Distância
7,48 kms
(circular)

ALTIMETRIA

Altimetria - Percurso Pedestre da Ega a Arrifana (Condeixa-a-Nova)

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