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Caminhada no Covão d'Ametade (Manteigas)

Ainda os primeiros raios de sol não aqueciam o dia e já eu me tinha posto a caminho da Serra da Estrela.
O Inverno foi longo e chuvoso. O regresso do tempo ameno teve de ser comemorado com um fim de semana entre amigos numa das zonas mais bonitas do nosso Portugal.
Começámos por uma visita ao Museu do Pão em Seia. Já não era a primeira vez que percorria as salas e corredores da história do pão mas visitar este local é sempre especial. As guias do Museu, simpáticas e empenhadas, tornam a descoberta muito mais apelativa, quer para os adultos, quer para as crianças que têm uma secção dedicada ao seu imaginário infantil.
Terminámos com a degustação de um pão com chocolate que nos entreteu o estômago até à hora de almoço.
Seguimos para o Sabugueiro, a aldeia mais alta de Portugal a cerca de 1200 m de altitude. Comprámos um delicioso Queijo da Serra no local do costume e quando chegámos ao acesso à Torre, este já se encontrava fechado pelas autoridades, que encaminhavam o trânsito para a estrada de acesso a Manteigas. Muitos tiveram a mesma ideia que nós e aproveitaram o fim de semana solarengo para ver a Serra da Estrela ainda coberta de branco. São sempre imagens incríveis que gravamos na memória (e nos vários cartões das máquinas fotográficas digitais :)).
Optámos então por regressar à Torre ao final do dia e dirigimo-nos agora para o local escolhido para o piquenique: o Covão d’Ametade.
A 1420m de altitude é um dos ícones da Serra da Estrela a não deixar de visitar. Na estrada da Torre para Manteigas, está situado no inicio do vale glaciar (o maior vale glaciar da Europa) que vai até esta localidade.
A sua beleza invulgar resulta do depósito de sedimentos numa planície onde antigamente foi uma lagoa de origem glaciar. Ao seu redor, os magestosos “Cântaros” convidam à descoberta, à aventura. É usado por isso como Campo Base e Parque de Campismo durante muitas actividades desportivas pela Serra.
Aproveitámos uma das mesas do parque ainda com sol e lá montámos o nosso “estendal”. Salada de bacalhau com grão, bola de carnes, pizza, tomate e alface, doces diversos, enfim…a mesa ficou composta em poucos segundos. Os nossos estômagos também.
Ali estávamos nós, perto da nascente do Rio Zêzere, ouvindo as suas primeiras águas límpidas que iriam percorrer os cerca de 200 kms até se juntarem com as águas do Tejo, na localidade de Constância.
O piquenique terminou já o sol se escondia por detrás do Cântaro Magro. Ainda assim, houve tempo para as normais brincadeiras na neve que por ali restava enquanto caminhávamos um pouco naquele pequeno paraíso.
Àquela hora não iríamos arriscar a subida à Lagoa dos Cântaros e ao Cântaro Gordo. Era um trilho lento de montanha e tempo era coisa que já não dispúnhamos. Ficará com certeza para a próxima visita à Serra da Estrela.
Voltámos agora à Torre onde ainda apanhámos os últimos raios de sol do dia e seguimos viagem para Abrunhosa-a-Velha, no concelho de Mangualde, que nos iria acolher durante o fim de semana.

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Caminhada no Covão d’Ametade (Manteigas)
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Caminhada no Covão d'Ametade (Manteigas)
1,19 Kms (circular)
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