Breve descrição

Na sequência das obras de construção do Convento de Mafra, iniciadas em 1717 por ordem de D. João V e da sagração da sua Basílica, efetuada em 1730, foi decidido construir um parque adjacente ao Convento que lhe servisse de logradouro, para o fornecimento de lenhas e outros produtos e, ao mesmo tempo, de local de lazer.
Dessa forma por ordem daquele monarca são criados o Jardim do Cerco e a Tapada Real de Mafra, cujos terrenos foram, nos anos de 1744/1748, adquiridos por compra, e nalguns casos por expropriação forçada, tendo desde logo sido adjudicada a empreitada de construção do muro que a circunda em toda a extensão e cujo comprimento total é de 21 Km.
Aquando da sua constituição, a Tapada Real ficou com uma área aproximada de 1.187 hectares sendo, ao que se julga, posteriormente, dividida em três partes. A 1ª Tapada tem uma área de 360 hectares, encontrando-se afeta à Escola Prática de Infantaria e Centro Militar de Educação Física e Desportos, servindo de seu campo de apoio.
Esta 1ª Tapada, contígua ao Convento de Mafra, engloba o Jardim do Cerco, com 8 hectares, com acesso por um portão existente do lado esquerdo do Palácio Nacional de Mafra e que, presentemente, se encontra sob administração da Câmara Municipal de Mafra.
A 2ª Tapada, ou Tapada do Meio, e a 3ª Tapada, ou Tapada de Fora, têm a área total de 819 hectares, constituindo hoje uma única unidade.
Para este raid, foram delineados quatro percursos com distâncias variadas, para que todos possam participar. Os trajetos com 6kms e 10kms realizam-se na 1ª tapada de Mafra. Os participantes que realizarem as distâncias de 15kms e 20kms percorrerão todas as tapadas.
Independentemente da sua opção, o importante é que venha fazer parte desta incursão à Tapada Nacional de Mafra em mais um Roteiro Aventura.

Data

Evento: 27 de maio de 2012
Dia limite de inscrição: até 23 de maio à taxa reduzida, ou no dia 27 de maio com taxa acrescida, ou quando for atingido o limite de participantes permitido para cada evento.

Inscrições e preços

Até 23 de maio:
– Passeio Pedestre 15/20 kms – 7,00€
– Passeio Pedestre 6/10 kms – 5,00€
No dia 27 de maio:
– Passeio Pedestre 15/20 kms – 14,00€
– Passeio Pedestre 6/10 kms – 10,00€

Para se inscrever, aceda a: http://www.roteirosaventura.pt/detalhes.php?sobre=InscricoesRaid&idevento=4

Limites de participação

Passeio Pedestre 15/20 kms: 500 participantes
Passeio Pedestre 6/10 kms: 300 participantes

Idade mínima para participação nos eventos

Os menores de idade que não estejam acompanhados pelos seus responsáveis legais só poderão participar neste passeio com a idade mínima de 14 anos e com um termo de responsabilidade devidamente preenchido e entregue à organização no dia do passeio.
Os menores quando acompanhados pelos seus responsáveis legais podem participar no passeio, considerando-se implícito que os seus encarregados se responsabilização pelo seu comportamento e estado físico e psíquico.

Programa

07h00 – Abertura do secretariado permanente para levantamento das inscrições
08h30 – Final do levantamento das inscrições
09h00 – Início percursos pedestres 15km e 20 km
09h30 – Início percurso pedestre 6km e 10km
11h30 – Hora prevista para a chegada dos primeiros participantes
15h00 – Final do evento

Local de concentração

O local de concentração é a Escola Prática de Infantaria (portão norte) – parede lateral norte do Palácio Nacional de Mafra.
Coordenadas GPS: 38° 55’ 08’’ N; 9° 19’ 11’’ W.

Para ver todas as informações da actividade: http://www.roteirosaventura.pt/detalhes.php?sobre=evento&id=4

Nota: A responsabilidade da organização da caminhada é da entidade acima mencionada. O SolaGasta é apenas um meio de divulgação da actividade em causa.

O II Raid Pedestre na Tapada Nacional de Mafra realiza-se no domingo, dia 29 de Maio.
Esteja atento à abertura das inscrições!
Para mais informações contacte por email: raid@tapadademafra.pt ou pelo tel. 261817050 ou subscreva a newsletter em:

http://www.tapadademafra.pt/index.php?mod=newsletters

Para mais informações:

Morada:
Tapada Nacional de Mafra
Portão do Codeçal, 2640-602 Mafra

Coordenadas GPS
38º57’53 N
009º18’09 W

Telefone:
+351 261 817 050 (dias úteis)
+351 261 814 240 (Fins-de-semana e feriados)

Fax:
+351 261 814 984

e-mail:
geral@tapadademafra.pt
informacoes@tapadademafra.pt

Nota: A responsabilidade da organização da caminhada é da entidade acima mencionada. O SolaGasta é apenas um meio de divulgação da actividade em causa.

Percurso Pedonal - Lagoa da Barrinha (Mira)Mira foi o nosso destino no passado dia 14. É um concelho especialmente vocacionado para actividades “outdoor” pois é percorrido por uma ciclovia construída pela Autarquia, com o apoio do Ministério do Ambiente e fundos comunitários.
Em zona de lagoas, pinhais, ribeiros, caniçais, foresta e palhais, podemos encontrar uma diversidade de fauna e flora que nos surpreende.
Foi aproveitando parte desta ciclovia que realizámos o percurso pedonal da Lagoa da Barrinha.
Iniciámos a caminhada na vila, seguindo em direcção ao posto de turismo local, onde entrámos no trilho asfaltado da ciclovia.
Poucas dezenas de metros à frente tivemos a companhia de um “amigo felino” que baptizámos de Félix ( ver fotografias e vídeo ) que pouco tempo depois nos trocou por uma sombra apetitosa junto à lagoa…
Continuámos pelo caminho delimitado, de zonas asfaltadas, passámos para pontes, passadiços de madeira e terra batida.
Ao chegármos à escola de remo virámos à esquerda onde encontrámos um painel de sinalização que nos encaminhou para as ilhas.
Observámos algumas espécies de aves que por ali nidificam e flora característica destas zonas dunares.
Regressámos à vila com muito apetite para o piquenique que se seguia.
À tarde iriamos percorrer a Lagoa de Mira (ver próximo post) .

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedonal - Lagoa da Barrinha (Mira) Percurso Pedonal - Lagoa da Barrinha (Praia de Mira)
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PR1 - Cidade da CalcedóniaO trilho “Cidade da Calcedónia” entra directamente para o lote dos trilhos com maior grau de dificuldade até hoje percorridos pelo SOLA GASTA. Foi duro sim mas valeu realmente a pena.
Este percurso realiza-se no coração da Serra do Gerês. Com início no cruzamento das estradas EN 304 e EN 307, na freguesia de Covide, concelho de Terras do Bouro.
Ao chegar ao cruzamento fomos recebidos por uns amigos muito especiais. Três cães vadios que nos saudaram de uma forma efusiva. Um deles, revelou-se o mais especial de entre todos, sendo o nosso guia e companheiro durante os cerca de 10 km do trilho. Foi baptizado pelos caminhantes de “Ralf”.

E assim seguimos com o Ralf pela EN 307 em direcção a Campo do Gerês. 500 metros à frente, no lugar de Várzeas virámos à direita por um caminho de calçada granitíca que logo se transforma em terra batida. Iniciámos a subida até ao Cabeço da Calcedónia.
A subida começa através de pequenos bosques que aos poucos vão dando lugar a paisagens tipicamente montanhosas, onde predominam enormes rochas em granito. Estas esculturas naturais são dignas de registo pois devido à constante erosão assumem muitas vezes formas semelhante a rostos humanos e animais.

Ao chegarmos ao cume da montanha, as paisagens são deslumbrantes. Aproveitámos para descansar um pouco, refrescarmo-nos e tirar fotografias que registassem o momento. O Ralf tentava aparecer em todas…o mais engraçado é que ele parecia estar a gostar tanto do percurso como nós pois de quando em vez subia a uma rocha mais alta e ali ficava a desfrutar das vistas em redor, enquanto esperava por nós. Magnífico.

Chegámos à Cidade da Calcedónia, com a sua famosa fenda entre duas pedras gigantescas. Seguimos as indicações nas placas e iniciámos a descida para Covide a 3,5 km.

Uma descida dura por entre verdejantes bosques alternando com blocos granitícos típicos de paisagens montanhosas, com caminhos estreitos estre as escarpas da montanha, um misto de aventura, desporto radical e tranquilidade que só o contacto com a natureza nos pode proporcionar.

Soube bem refrescarmo-nos nas águas frias e limpidas do Poço Azul, uma pequena piscina fluvial na base da montanha, mesmo a poucas dezenas de metros do final do percurso.

Vídeo Mapa Informação geográfica
Parte I
PR1 - Cidade da Calcedónia (Covide e Campo do Gerês) - Parte I
Parte II
PR1 - Cidade da Calcedónia (Covide e Campo do Gerês) - Parte II
PR1 - Cidade da Calcedónia (Covide e Campo do Gerês)
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PR3 - Rota das Laranjeiras (Sever do Vouga)O segundo objectivo do dia era a realização do “PR3 – Rota das Laranjeiras”.

Pelo mapa disponibilizado no website da Câmara Municipal de Sever do Vouga, este percurso tem o seu início no largo fronteiro à Igreja Matriz de S. Martinho em Pessegueiro do Vouga. No entanto, depois de parte do grupo ter preferido ficar na praia fluvial da Quinta do Barco, recompondo-se da caminhada matinal, foi daí que saíram os restantes elementos para dar início a esta pequena rota.

Com cerca de 9,5 Km de extensão, o PR3 com altitudes entre os 30 e os 166m tem um nível de dificuldade considerado baixo.
Deixámos a praia fluvial e chegámos à EN 328. Descemos até à ponte, atravessámos o Vouga e seguimos pela esquerda junto ao rio na EN 16.
Poucos metros à frente surge a calçada da Barquinha à nossa direita, uma estreita ruela em escadaria que subimos, por entre laranjeiras, quintais e terrenos de cultivo.

Chegámos ao lugar da Barquinha e depois de o atravessarmos rumámos até Porto Carro, seguindo depois para Pessegueiro do Vouga.
No largo fronteiro à Igreja Matriz de S. Martinho observámos o mapa com o descritivo de todo o percurso (afinal era ali o seu inicio “oficial”).
Avançámos para o Calvário de onde se pode observar umas belas paisagens dos lugares circundantes. Descemos por entre quintais e laranjareiras até ao largo de Stº. António. Aqui, desviámo-nos do percurso assinalado para restabelecer energias no café mais próximo.

Depois da pausa, retomámos o percurso na subida para a capela de Stª. Quitéria. À sua esquerda inicia-se a descida pela floresta vindo de encontro à antiga via-férrea do Vouga.
Seguindo pela esquerda pela antiga linha agora asfaltada, chegamos à Ponte do Poço S. Tiago construída em alvenaria no início do séc. XX.
Avançamos até à antiga Estação de Paradela e à antiga Fábrica de Massas Alimentícias “Vouga”.
Com o sol já encondido no horizonte, entrámos na recta final do percuro. De novo na EN 328 descemos até à praia fluvial onde os restantes elementos do grupo nos esperavam.

Objectivos alcançados. Estavamos cansados e “moídos” mas sentiamo-nos realmente muito bem, com a sensação de dever cumprido.
Seria uma pena ter trocado este domingo por um outro qualquer passado em casa, no sofá, em frente à televisão…afinal, porquê ficar no sofá quando temos tanto País para ver?

Vídeo Mapa Informação geográfica
PR3 - Rota das Laranjeiras (Sever Do Vouga) PR3 - Rota das Laranjeiras (Sever do Vouga)
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PR2 – Cabreia e Minas do Braçal (Sever do Vouga)Deslocámo-nos a Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, para a realização de mais dois percursos pedestres.
O primeiro deles, o “PR2 – Cabreia e Minas do Braçal”, com início no parque de lazer da Cascata da Cabreia, freguesia de Silva Escura, é constituido por um conjunto de percursos de pequena rota, todos circulares, cada um com diferentes graus de dificuldade.
Optámos pelo mais extenso, o PR2.3, com cerca de 10 km.
Ainda com o dia fresco avançámos para montante da cascasta, em sentido inverso ao descrito no folheto disponibilizado pela Câmara Municipal de Sever do Vouga. Como o percurso está bem sinalizado em ambos os sentidos, não encontrámos qualquer problema de orientação.
Após atravessarmos algumas pequenas povoações chegámos à aldeia de Fojo onde nos refrescámos e reforçamos a dose de protector solar. Aí o sol já se sentia forte e todos os cuidados eram poucos. Seguimos caminho.

Mais adiante fizemos um pequeno desvio no percurso para visitarmos a antiga fundição do complexo de minas outrora existente naquela zona. Passámos por túneis usados para tratamento dos fumos libertados durante a fundição do minério e ao chegarmos às antigas Minas do Braçal, aproveitámos para almoçar.
Na margem do Rio Mau, encontrámos o lugar perfeito, junto a um antigo moinho de água, com algumas pequenas cascatas por companhia.
Nas minas, desactivadas em 1959, extraia-se o chumbo argentífero bem como volfrâmio embora em pequenas quantidades. Nas ruinas ainda hoje se podem distinguir várias infraestruturas usadas na transformação do minério, um edifício onde funcionavam vários serviços administrativos da Companhia das Minas do Braçal e a “Casa do Engenheiro”, hoje completamente abandonada e com sinais de eventuais “ocupantes ocasionais”.
Retomámos caminho e pouco depois chegámos às antigas Minas da Malhada, um complexo de minas não tão exuberante como o anterior mas sem dúvida interessante.
Passámos por Folharido e após uma subida íngreme, obstáculo que se revelou difícil para alguns caminhantes, chegámos ao parque da lazer da Cascata da Cabreia com o primeiro objectivo do dia concluído.

Satisfeitos, visitámos a praia fluvial da “Quinta do Barco” onde parte do grupo gozou de um merecido descanso.
Os mais destemidos iniciaram aí o segundo percurso do dia que descreverei no próximo “post”: o PR3 – Rota das Laranjeiras.

Vídeo Mapa Informação geográfica
PR2 - Cabreia E Minas Do Braçal (Sever Do Vouga) PR2 - Cabreia e Minas do Braçal (Sever do Vouga)
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PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz)

Foi no passado domingo, dia 13 de Julho, que decidimos fazer o PR6/FF, a Rota das Salinas na Figueira da Foz. O percurso circular tem o seu início e fim no Núcleo Museológico do Sal. Para quem vem do Norte pela N109, depois da Ponte Edgar Cardoso (Ponte da Figueira da Foz), chegamos a uma rotunda onde viramos à direita para a Gala. Quase de imediato surje uma nova rotunda onde temos de ter atenção à placa indicativa do “Ecomuseu do Sal”. Seguimos pela esquerda, atravessámos a vila e nas primeiras bombas de gasolina virámos à esquerda na placa. Entrámos numa estrada de terra batida, com casas e armazéns típicos para o armazenamento e venda do sal. Pouco depois chegámos ao destino. O Núcleo Museológico do Sal, na Marinha Municipal do Corredor da Cobra (Armazéns de Lavos, Lavos) foi inaugurado em Agosto de 2007. Com a exposição permanente podemos conhecer todos as fases da formação do sal e a evolução histórica que teve em Portugal. O percurso pedestre, com cerca de 3Km de extensão e bem assinalado, é feito por caminhos entre as salinas e pequenas estradas em terra batida.
O dia escolhido foi perfeito. Se por um lado fomos brindados com um sol maravilhoso e temperatura amena, ideial para a realização de caminhadas, por outro presenciámos a recolha do sal das salinas pelos marnotos! Acumalado em pequenos montes ao longo dos estreitos caminhos (como podem ver na foto anexa ao texto e no vídeo), o sal de uma qualidade superior (sim, provámos…) transformava a paisagem.
Por entre salinas e armazéns fomos encontrando várias placas descritivas da fauna e flora local. O percurso com um grau de dificuldade baixo pode ser realizado por caminhantes de todas as idades. Existem pequenos bancos de madeira estrategicamente colocados ao longo da rota para que os mais cansados relaxem um pouco e apreciem as vistas.

Vídeo Álbum Folheto/Mapa Onde ficar Perfil Extensão
PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz)
PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz)
PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz)
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PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz)
6,19 Kms (circular)
DOWNLOAD GPS (GPX + KML)
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DV - Dornes Verde (Dornes - Ferreira do Zêzere)Sentado no sofá lia os créditos finais do filme Dot.com…Aquela peculiar península, as mágicas paisagens, o rio envolvente…era ali que se iria realizar o próximo percurso pedestre do SOLA GASTA.
“Águas Altas” no filme de Luís Galvão Teles era afinal a vila de Dornes em Ferreia do Zêzere.

Após umas pesquisas na web e alguns emails trocados, descobri três percursos criados pela Florzêzere – Associação de Desenvolvimento Florestal do Concelho de Ferreira do Zêzere: “Dornes Verde”, “Dornes Azul” e “Grande Dornes”.
Saímos no dia 6, sexta-feira, ainda sem saber muito bem qual ou quais dos percursos a realizar, pois apenas teriamos acesso ao mapa na sede da associação, precisamente na vila de Dornes.

Ao final da tarde chegámos a Ferreira do Zêzere, mais propriamente a Chão da Serra onde assentámos arraiais para o fim de semana.
Acordámos bem cedo na manhã seguinte e depois do pequeno almoço partimos para Dornes.

Depois das primeiras fotos, verificámos que estávamos sem pilhas para a máquina fotográfica, o que tornaria impossivel a descrição visual deste percurso…regressámos para as comprar.
O mini-mercado mais próximo ficava a 10 km…as pilhas ainda estavam embaladas e nem nos passou pela cabeça testá-las ao sair da loja…seguimos novamente para Dornes…
Qual seria a probabilidade das pilhas não estarem carregadas, estando ainda embaladas? – Sinceramente, muito baixa de certeza.
Mas foi exactamente isso que aconteceu…talvez por estarem na prateleira à demasiado tempo, talvez por estarem ao sol…qualquer que tenha sido a razão, fez-nos regressar para um novo reabastecimento.
Com este caricato episódio já passavam das 11:30 h quando iniciámos o percurso. Optámos por “Dornes Verde”.

Com início no largo da Igreja junto à Torre Pentagonal, atravessámos a vila paralelamente à margem do rio até à Ponte da Ribeira de S. Guilherme. Aí, descemos por um caminho florestal até ao lagar de S. Guilherme.
A sinalética não está visível em algumas partes cruciais do percurso pelo que a dada altura saímos da rota traçada no mapa original, reinventando um pouco o trajecto (como poderão ver no ficheiro de informação geográfica abaixo)…
Iniciámos uma subida ingreme no final da qual virámos à esquerda, regressando a Dornes…primeiro por estrada em terra batida que posteriormente veio encontrar a “estrada dos cruzeiros”.
Durval Rosário Marcelino, cidadão de Paio Mendes, freguesia vizinha de Dornes, mandou erigir entre Paio Mendes e a igreja matriz de Dornes, numa distância de aproximadamente 3 km e ao longo da estrada, 14 cruzeiros de granito em tamanho grande, memorizando e honrando as 14 estações da Paixão de Jesus Cristo. Original sem dúvida.
No parque de merendas parámos para reestabelecer energias.
Fica a vontade de um dia regressarmos, desta vez para a realização do “Grande Dornes”.

Vídeo Mapa Informação geográfica
DV - Dornes Verde - Ferreira do Zêzere Mapa DV-Dornes Verde (Dornes-Ferreira do Zêzere)
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Nota: O mapa deste percurso foi-nos enviado pela Associação Florzêzere com autorização da Junta de Freguesia de Dornes para a publicação neste blog.

Verride - Brulho - AbrunheiraDepois de um borrego assado no carvão e um arroz de cabidela bem condimentado não foi fácil arranjar argumentos para nos mexermos…
Bem, mas a digestão tinha de ser feita e nada melhor do que um pequeno percurso para ajudar…
Um objectivo adicional era também testar uma nova funcionalidade que a partir de hoje iremos adicionar como complemento aos percursos descritivos: o percurso gravado em GPS, formato “.kmz” para poder ser vizualizado e analisado em aplicações como o Google Earth ou o Virtual Earth.

Esta pequena rota teve o seu início em Verride, no concelho de Montemor-o-Velho. Para quem não conhece a vila, pode começar no Largo Dr. Alves Guardado e descer por um caminho em terra batida, em direcção a sul.
Na primeira bifurcação, continuámos a descer pela direita. Encontrámos um rebanho de ovelhas que, atentas à nossa passagem, repousavam.
Seguimos observando as sementeiras de milho até às ruinas de um antigo moinho onde ainda hoje se encontram duas mós à espera de, quem sabe, uma nova vida.
Conta-se na vila que em tempos idos, todos estes campos ficavam submersos durante longos períodos de cheias. Havia assim a necessidade de “subir” os poucos caminhos existentes para que as populações não perdessem o contacto entre si.
Ao elevá-los, foram enterradas lages que alguns dizem ser romanas. Não sabemos…hoje apenas se vislumbra um muro em pedra que, a um nível inferior, nos vai acompanhando no trajecto.
Chegámos à Quinta do Brulho, antiga fonte e estância de banhos, hoje propriedade privada.
Iniciámos a subida do monte até à Abrunheira, por entre pinheiros, eucaliptos e vinhas geometricamente podadas, aguardando o precioso fruto que muitas alegrias nos dá.
A Primavera cobria os vales de verde e amarelo, as papoilas teimavam em salpicar os campos com o seu vermelho vivo e as cerejas pediam para ser colhidas, em cerejeiras abundantes.

Na Abrunheira, entrámos em estrada alcatroada, agora de regresso a Verride.

Vídeo Mapa Informação geográfica

Verride - Brulho - Abrunheira

Ver mapa
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PR2 - Parque Natural do Alvão (Agarez - Galegos da Serra - Arnal)Ao pequeno-almoço, os quilómetros percorridos no dia anterior ainda se sentiam nos nossos músculos, colocando algumas dúvidas sobre a realização do segundo percurso previsto.
Um reforço no café e mais um “papo-seco” foi o quanto bastou para a decisão ser tomada. Preparámos as mochilas e seguimos viagem.
O GPS teimava em não encontrar o satélite…e assim voltámos a velha e fiel táctica do “quem tem boca vai a Roma”…

Não foi fácil encontrar a placa do início do percurso. Descobrimo-la logo depois da aldeia de Agarez, seguindo pela estrada em direcção a Galegos.

Os primeiros 30 metros apresentaram-se de imediato. Uma subida íngreme e intimidadora que indiciava um PR2 completamente diferente do realizado no dia anterior.

Entre os 700 e os 1000 metros de altitude, com um elevado grau de dificuldade que obrigava a várias paragens, os 6,5 km foram percorridos em sensivelmente 4 horas.
Os contrastes entre os campos verdes, as cores quentes da Primavera no Parque Natural do Alvão e os declives rochosos, com predominância para o granito biotítico com formação de bolas, continuavam a impressionar-nos.Com uma vasta panorâmica sobre Vila Real e regiões circundantes continuámos a subir. Descobrimos a aldeia de Galegos da Serra, o antigo moinho e a sua queda de água…continuámos a subir.

Fomos ao encontro da Escola Ecológica de Arnal onde repousámos por uns instantes.
Iniciamos a descida até à aldeia com o mesmo nome. Fomos recebidos por um rebanho de cabras montanhesas, presença constante por estas escarpas.

Iniciámos o caminho de regresso, agora por estrada alcatroada, mas nem por isso menos interessante.
Várias foram as zonas que convidavam a uns banhos. Quedas de águas, pequenos riachos, lagoas…um paraíso ainda “intacto” que vive em perfeita comunhão com o homem.
Havemos de voltar, pensámos…

Na recta final ainda pudemos observar algumas esculturas que a natureza tinha reservado para nós…rochas que lembravam figuras humanas, animais, que puxavam pela nossa imaginação…

Regressámos a Vila Real cansados mas satisfeitos…ainda com algum tempo para conhecer a cidade.

Vídeo Mapa Informação geográfica

PR2 - Parque Natural Do Alvão (Agarez - Galegos Da Serra - Arnal)

PR2 - Parque Natural do Alvão (Agarez - Galegos da Serra - Arnal) (não disponível)

 

PR1 - Parque Natural do Alvão - Das Barragens ao BarreiroNo passado fim de semana prolongado de 25 a 27 de Abril carregámos as mochilas e partimos para Vila Real.
Foi na pousada da juventude local que assentámos, com o objectivo de descobrir mais uns percursos pedestres, desta vez no Parque Natural do Alvão.

Por volta das 10h da manhã chegámos a Lamas de Olo (situada entre as cotas de 1000 metros e 1050 metros).
Iniciámos a marcha ao encontro das barragens, Cimeira e Fundeira, que marcam o início propriamente dito deste percurso.
São aproximadamente 13,3 km com um grau de dificuldade médio percorridos em piso misto com caminhos de pé posto, carreteiros e troços de estrada alcatroada.

O Parque Natural do Alvão, nesta época primaveril, está pintado de tons quentes, próprios da enorme biodiversidade florística presente. É uma tela impressionantes de cores que cobre os montes e encostas do parque.
Podemos encontrar várias espécies raras ou endémicas como o cravo-dos-alpes ou a açucena-brava, para além de carvalhos, vidoeiros, azevinhos, castanheiros, pilriteiros e muitas outras espécies de flora.
O tilintar da água, que corre num rumo certo entre as pedras, está constantemente presente ao longo de todo o trajecto, através de pequenos cursos que cortam a rocha e a esculpem com a ajuda do tempo.

Do alto da serra olhamos ao longe a Senhora da Graça, imponente no seu altar, meta de uma das mais importantes provas do ciclismo nacional, a Volta a Portugal.

Ao chegar à aldeia de Barreiro (situado entre as cotas de 950 metros e 975 metros), com cerca de 50 habitantes, iniciámos o percurso de regresso a Lamas de Olo, agora por estrada alcatroada. Parámos na fonte para restabelecer energias entretando perdidas…
Ao fim de aproximadamente 5h, regressámos a Lamas de Olo para saborear um merecido café na aldeia.

A caminho de Vila Real, agora de automóvel, observámos umas convidativas quedas de água, que ao construírem uma pequena lagoa era quase impossível resistir à tentação de um mergulho primaveril. A água gelada rapidamente nos ajudou a esquecer essa ideia.

Para quem se queixa do trânsito citadino, fomos “parados” por um rebanho de cabras, que, nada satisfeitas com a intromissão, resolveram “embirrar” com o carro…e quando digo “embirrar”, bem podia dizer “em marrar”…
Não é só nas cidades, portanto…

Por último e antes de chegar ao refrescante duche na pousada, passámos pelas Fisgas do Ermelo…uma imponente cascata, ladeada por escarpas assustadoras que cortam efectivamente o fôlego…isto caso ainda tivéssemos algum para ser cortado…

O dia já ia longo…fomos descansar.

Vídeo Mapa Informação geográfica

PR1 - Parque Natural Do Alvão - Das Barragens Ao Barreiro

Parque Natural do Alvão (não disponível)

 

PR7 - Nas escarpas da MizarelaEste foi o primeiro percurso realizado pelo solagasta. O percuro pedestre da Serra de Arouca tem um nível de dificuldade acima da média, mas vale bem a pena.
Antes de o iniciarmos, visitámos as “Pedras Parideiras” junto à aldeia da Castanheira.
De mochila às costas, iniciámos o percurso junto ao miradouro da Frecha da Mizarela.
Descemos com a queda de água ao fundo e fomos acompanhando o rio até à pequena aldeia da Ribeira. Lá, recuperámos forças para a subida que se adivinhava difícil.
Valeu a pena…do alto das escarpas a paisagem era deslumbrante, encontrámos quedas de águas, pequenas lagoas, lugares onde a natureza ainda nos consegue transmitir aquela sensação de tranquilidade e paz cada vez mais difícil de encontrar…

Vídeo Mapa Informação geográfica

PR7 - Nas Escarpas Da Mizarela

PR7 - Nas escarpas da Mizarela (não disponível)
Para receber os percursos no seu email,
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Acredito que em cada concelho de Portugal existem lugares à espera de ser descobertos e eternizados que, por uma ou outra razão, são ainda desconhecidos da maior parte de nós. Acredito que a melhor forma de os conhecer é caminhando.
Estas são as minhas viagens por Portugal.
A pé, claro está. (ler +)


Se considera interessante a informação disponibilizada neste website, ofereça-nos uma água para nos refrescarmos na próxima caminhada. Clique aqui.

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