PR3 GMR - Rota da Penha (Guimarães)O Monte da Penha é o pulmão de Guimarães, um impressionante manto verde que é também o protagonista deste percurso pedestre, o “PR3 GMR – Rota da Penha”. Aqui predominam as formações graníticas, penedos, grutas e desfiladeiros que oferecem a este miradouro natural uma beleza singular e nele possibilitam a realização de passeios e caminhadas, numa convivência perfeita da natureza no seu estado mais puro com vestígios e edificações de devoção cristã.
Este percurso pode iniciar-se no Parque da Cidade ou junto à Igreja de Nossa Sra. da Consolação e Santos Passos (S. Gualter). Eu optei por começar junto a este monumento classificado como Imóvel de Interesse Público, cujas origens remontam a uma pequena ermida construída em 1576.

O Monte da Penha é o pulmão de Guimarães, um impressionante manto verde que é também o protagonista deste percurso pedestre, o “PR3 GMR – Rota da Penha”.

Deixo para trás o centro da cidade e começo a ascensão do monte que, nos primeiros 3 km, passa de piso em asfalto para escadaria e mais tarde para trilhos em gravilha e terra batida, num desnível de 400m em altitude, apenas nesta secção. Por cima da minha cabeça, os cabos em aço do teleférico atalham a distância até ao cimo do monte. O regresso seria feito numa daquelas cabines mas não iria pensar nisso agora. O dia estava bastante quente e por isso o ritmo nesta fase inicial estava relativamente baixo.
Chego finalmente às sombras frondosas e à paisagem verdejante da Penha. A sinalização do percurso encaminha-me por túneis inesperados entre imponentes penedos de granito, grutas e desfiladeiros apertados. Alguns destes recantos singulares têm nome, lembro-me por exemplo do “Penedo do Barco”, da “Gruta do Padre Caldas”, do “Penedo Suspenso”, do “Penedo do Susto”, da “Gruta de S. Sebastião” e da “Gruta do Ferreiro”.
Apesar de se reconhecer a ocupação da Penha no período pré-histórico foi “apenas” nos últimos três séculos que a acção humana se intensificou. E isso nota-se fundamentalmente na já referida religiosidade, bem presente e enquadrada com os cenários graníticos do monte.
Ao cimo de uma escadaria, sobre grandes penedos, ergue-se a Capela de São Cristóvão junto a uma torre sineira com ameias. O Santo, padroeiro dos motoristas, está representado numa imagem bem no centro do peculiar altar de pedra.
Chego ao Santuário da Penha, obra do arquitecto Marques da Silva, que se destaca em todo o seu esplendor, na modernidade intemporal das linhas direitas. No monumento de homenagem a Pio IX detenho-me um pouco para apreciar pausadamente a paisagem minhota ao redor. Desfruto de uma peça de fruta e enquanto recupero energias, beneficio destas vistas privilegiadas antes de regressar.
Para quem desejar passar mais algum tempo no Monte de Penha, pode usufruir das condições do Parque de Campismo, totalmente integrado numa paisagem idílica.
Poderia ter feito a descida pelo mesmo caminho e quase no centro da cidade, tomar a direcção do Convento de Santa Marinha da Costa, terminando logo a seguir no Parque da Cidade. Em vez disso, optei por descer de teleférico e assim ter uma outra perspectiva da cidade de Guimarães e sua envolvente.

FICHA TÉCNICA

6,7 kmslinear
só ida
ALTIMETRIA
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