Arquivo da Categoria ‘Viseu’

PR4-TND – Rota dos Caleiros (Tondela)

Autor: SolaGasta Em 11 - Março - 2013
PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)

Estava um frio de rachar naquela manhã.  Cheguei cedo ao Caramulo e após pedir algumas informações no Posto de Turismo, encaminhei-me para o Caramulinho, o ponto mais alto da Serra, onde teria início o PR4-TND – Rota dos Caleiros.
Este percurso circular com uma extensão de cerca de 9 km (se contarmos com a subida ao Caramulinho) tem desníveis moderados e um grau de dificuldade médio.
Antes de iniciar o trilho propriamente dito, subi até ao marco geodésico que assinala o ponto mais alto da serra, com cerca de 1070 m de altitude.
Blocos de gelo formavam-se ainda nas paredes rochosas que delimitavam o trilho.
A respiração tornava-se difícil mas ao chegar ao topo, as dificuldades compensaram. A paisagem oferecida era deslumbrante. A 360º podia ter uma panorâmica da Serra do Caramulo e de toda a sua beleza e imponência. Infelizmente não me demorei muito a apreciar tal cenário, pois estar ali parado com o vento gélido da serra a massacrar os ossos não me parecia ser uma boa opção. Afinal ainda tinha alguns quilómetros para devorar.

Iniciei então a Rota dos Caleiros avançando em estradão de terra batida, acompanhando terrenos de pastagens de montanha, com pasto viçoso, cercados por muros de pedra para protecção e contenção do gado nestas altitudes de clima rigoroso.
Penetrando a paisagem rochosa, o trilho poderia estar melhor assinalado em algumas zonas, onde as marcas são inexistentes ou quase imperceptíveis devido à deterioração provocada pelas agrestes condições climatéricas. Algumas mariolas vão-me ajudando a manter na rota certa.
A névoa que teimava em pairar no céu impedia agora que o olhar fugisse para longe, mas ainda assim, continuava fascinado pelas vistas que tinha à minha frente fazendo com que a opção de realizar esta caminha fosse desde já compensada.
Ao chegar à estrada asfaltada e após algumas dezenas de metros nela percorridos, virei à direita entrando em caminhos onde a urze tenta ganhar espaço a toda a pedra existente. Acompanhando o trajecto dos antigos caleiros, que forneciam água às povoações serranas, em breve cheguei a Jueus.
Destacando-se do casario, a capela da aldeia situa-se em local privilegiado. Do seu adro podem-se ver os restos da calçada romana e as ruinas da aldeia do Carvalhal, agora desabitada.
Fui recebido em êxtase por dois cães, um dos quais fez a gentileza de me acompanhar até à saída da povoação.
Algumas novas construções anunciam o regresso das suas gentes às aldeias. Alguns emigrados, outros vindo dos meios urbanos, procuram aqui paz, descanso e uma vida com outra qualidade.
O gado alimenta-se a meu lado, indiferente à minha passagem. As paisagens singulares continuam a servir de inspiração para calcorrear o caminho.
Infelizmente, em algumas árvores inocentes, continuam a ser penduradas fitas de plástico que serviram para marcação a um qualquer evento desportivo. Lembrem-se por favor de as retirar pois decididamente, não embelezam as nossas serras.
Dirijo-me para o Pedrogão, um local com poucas habitações, onde se respira tranquilidade. Aqui, o Penedo do Equilíbrio espicaça a imaginação.
O padeiro acabou de chegar e os poucos habitantes juntam-se no largo da fonte para o receber. O pão quente para o almoço chegou na hora certa.
Continuei a caminhada e mais adiante encontrei um aqueduto construído ao longo de um muro de granito, que permitia às populações trazer a água do alto da serra para as suas actividades quotidianas.
Após uma ofegante subida, restam agora algumas centenas de metros até ao local onde iniciei esta rota. Passando por uma de muitas torres eólicas já existentes na serra do Caramulo, encontrei de novo a estrada em alcatrão em direcção ao Caramulinho.

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PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)
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PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)
9,09 Km
(circular)
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Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)

Autor: SolaGasta Em 3 - Junho - 2012
Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)

Este percurso foi realizado no Retiro da Fraguinha – um Parque de Campismo Rural no concelho de São Pedro do Sul – e pelos trilhos nas suas proximidades.
A convite de uns amigos para um fim de semana bem passado na natureza, desloquei-me a terras de São Pedro do Sul, onde na Fraguinha encontrei um pequeno paraíso. Situado na freguesia de Candal, em plena Serra da Arada, este pedaço de céu é o local ideal para uns dias de descanso, longe do rebuliço quotidiano das nossas cidades, em pleno contacto com a natureza.
Foi a caminhar pelo parque que descobri todo o seu encanto. Ao som do chilrear dos pássaros desenferrujei as pernas num pequeno percurso antes de abrir as hostes para o jantar.
Na brasa, umas sardinhas iam a assar. Acompanhadas com salada de tomate e pimentos iam ser o prato principal num jantar à luz das estrelas. Era noite de S. João e a tradição assim o ditava.

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Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)
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Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)
1,03 Km
(linear)
GPS
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Para mais informações sobre o Retiro da Fraguinha, aceder AQUI

Pelas pontes de Vouzela (Vouzela)

Autor: SolaGasta Em 1 - Maio - 2011

Pelas ruas de Vouzela (Vouzela)Há dias assim. A chuva não parava de cair e por muito que quisessemos, por muita vontade que houvesse, não insistimos e apenas percorremos algumas centenas de metros em Vouzela.

Pelas ruas empedradas do Centro Histórico, chegámos à ponte romana. Subimos ao encontro da antiga ponte ferroviária de Vouzela. Após a sua travessia, regressámos ao local de partida para nos abrigarmos ao sabor de uma jeropiga e castanhas assadas.

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Pelas Ruas de Vouzela (Vouzela) Pelas ruas de Vouzela (Vouzela) Mapa de Vouzela (Vouzela)
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Santa Cruz da Trapa - Vila Nova - Burguela (São Pedro do Sul)A minha travessia do maciço central dos Picos da Europa proporcionou-me, para além de uma experiência inesquecível, para além do registo de memórias de paisagens avassaladoras, um grupo de novos amigos que, até então desconhecidos, partilhavam apenas o gosto pela aventura.

No último dia em Espanha, prometemos um reencontro para breve.
Meses depois, Santa Cruz da Trapa foi o local escolhido para esse reencontro. Perto de São Pedro do Sul e Arouca, era a localização perfeita para à nossa disposição encontrarmos um vasto leque de percursos pedestres assinalados, com diferentes graus de dificuldade e temáticas. Seria uma óptima oportunidade para “matar saudades” de uma forma diferente, juntando o gosto de caminhar à vontade de conviver com quem se gosta.

Um após outro, durante a manhã, fomo-nos instalando efusivamente no alojamento escolhido. As conversas fluíam com facilidade.
Recordar histórias, rir com as peripécias de cada um na montanha e o que a montanha significou para cada um, foi a ementa servida durante o almoço.

Pela tarde, para desentorpecer as pernas, percorremos os caminhos da freguesia saboreando o reencontro tão aguardado.

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(não disponível)
Santa Cruz da Trapa - Vila Nova - Burguela (São Pedro do Sul) Ver Google Maps
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Este foi um percurso há muito desejado e por isso muito especial.
A minha avó é natural de Mortágua, mais propriamente da aldeia de Monte de Lobos. Durante quase uma vida, os meus avós aguardavam ansiosamente por alguns dias de felicidade e sossego passados na terra onde sempre se sentiam tão bem. Era uma fuga à cidade e a todo o seu reboliço.
Lembro-me de passar dias da minha infância com os meus primos no “poço fundo” (uma piscina natural no rio que assim denominámos), ou na ponte à entrada da aldeia, banhando-me na água pura e fresca que corria livremente entre os enormes seixos escorregadios.
Lembro-me das vindimas, da azáfama entre as vinhas carregadas com bagos doces e suculentos, de pisar as uvas no lagar e sentir o odor intenso que varria o monte. Os dias pareciam não terminar.
Ainda hoje os olhos do meu avô brilham, sorriem e quase saem das órbitas quando falamos de Monte de Lobos. Terra que não a dele mas que o acolheu e lhe ofereceu dias de intensa felicidade.
Assim que eu soube que Mortágua tinha um percurso pedestre assinalado, não podia deixar de o levar lá. Era como que um regresso às origens, ao lugar onde tantas vezes foi feliz.
Companheiro também de outras caminhadas não se fez nada rogado e combinámos o dia.
Contactei a Autarquia de Mortágua que de imediato se disponibilizou para me enviar o mapa do percurso.
No dia marcado, chegámos à pequena ponte sobre a Ribeira das Paredes, na estrada que liga a aldeia do Carvalhal a Laceiras, ainda a tempo de sentir o orvalho matinal a escorrer pelas verdes folhas do bosque. Estávamos no início do PR1 – Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes.
A escassos metros encontrámos um Moinho de Água. O percurso, bem delineado e assinalado, segue o curso da Ribeira das Paredes, também designada por Ribeira dos Moinhos.
Encontrámos pelo trilho vários locais que convidam ao lazer, a parar um pouco, observar e ouvir. Tendo a ribeira como banda sonora, descobrimos as ruínas de antigos moinhos de rodízio, locais agora restaurados e convertidos em parques de merendas, corredores com árvores recentemente plantadas, demonstrando o cuidado que a autarquia dedica a este tipo de turismo.
Ao chegar à aldeia de Paredes, localidade com cerca de 50 habitantes, a sinalização indicava que as quedas de água estariam já próximas.
Atravessámos a pequena aldeia para entrar num caminho agrícola que nos transporta para uma floresta verdejante. Sempre com água em abundância, encontrámos uma flora diversa que crescia selvagem ao longo do trilho. Uns pés de morangos aqui e acolá foi o que mais curiosidade nos despertou…
Após serpentear por eucaliptais altivos chegámos finalmente às cascatas. A água que nelas caía e que ao longo dos anos castigou a pedra da sua base, formou pequenas piscinas naturais que agora convidam a um prolongado refresco.
Com as quedas de água em pano de fundo, os bolos de bacalhau da avó nem tempo tiveram para apreciar a paisagem…
Regressámos pelo mesmo trilho. Restava matar saudades da família que ainda em Monte Lobos resiste. Felizmente.

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PR1 - Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes (Mortágua) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Ver Google Maps
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Pelas Ruas de Castro Daire (Castro Daire)

Autor: SolaGasta Em 20 - Maio - 2010
“A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar. Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César. Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.”
in “Câmara Municipal de Castro Daire

Foi já um pouco cansados e “moídos” de tantos quilómetros percorridos que chegámos a Castro Daire. Ainda assim, após deixarmos o automóvel à entrada da vila, percorremos as suas ruas e travessas com alguma réstia de espírito de descoberta. A possível de encontrar nos nossos espíritos cansados.
Descobrimos miradouros sobranceiros ao vale, a imponente Igreja Matriz que se destaca com o seu estilo Neoclássico (século XIX) e a sua torre sineira.
Após descansarmos uns minutos no jardim da vila, regressámos a casa.
Foi sem dúvida um dia preenchido pelos concelhos de São Pedro do Sul e Castro Daire que nos enriqueceu a alma.

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Pelas Ruas de Castro Daire (Castro Daire) Pelas Ruas de Castro Daire (Castro Daire) Ver Google Maps 

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Aldeia Típica da Pena (São Pedro do Sul)

Autor: SolaGasta Em 8 - Maio - 2010

Num vale profundo, a cerca de 20 km de São Pedro do Sul (Viseu), encontrámos a Aldeia da Pena. Protegida dos ventos da serra e onde o sol apenas consegue chegar algumas poucas horas por dia, é uma das pérolas de xisto da Serra de São Macário.
A aldeia enquadra-se num cenário natural de rara beleza, aninhada no fundo do vale, confundindo-se com a própria serra que a envolve.
A minha primeira visita à Aldeia da Pena ocorreu à cerca de 10 anos aquando de uma passagem d’ano com alguns amigos em São Pedro do Sul. Chegámos ao final do dia à aldeia, quando a iluminação natural já escasseava mas a primeira imagem que tive do lugar acompanhar-me-á para sempre. Hoje, passados 10 anos, parece que pouco ou nada mudou.
Ao chegar, a paisagem é arrebatadora. Iniciámos a descida pela estrada de asfalto aberta à poucos anos atrás.
Do isolamento que durante anos se abateu sobre a aldeia nasceu a lenda do morto que matou o vivo.
Sem acessos rodoviários, os mortos da Aldeia da Pena eram transportados em ombros num esquife (uma espécie de caixão) até ao cemitério de Covas do Rio. O trajecto entre estas duas aldeia é bastante acidentado e numa dessas viagens, o insólito ocorreu e o azarado que carregava a parte de trás do caixão escorregou e este caiu-lhe na cabeça, matando-o, dando assim origem à história/lenda do morto que matou o vivo.

A aldeia merece uma visita demorada…pelos estreitos caminhos, por entre espigueiros, construções de xisto e lousa, e após uma visita à pequena capela, chegámos à loja de artesanato onde nos deliciámos com o trabalho do Sr. António e a sua mulher. A sua arte única para construir minúsculas réplicas de habitações de xisto merece ser reconhecida. No seu pequeno espaço podemos ver tudo o que a inspiração da Pena consegue transmitir através das suas mãos, originando tão belas criações.
Aproximava-se a hora do almoço e entrámos na tasca da aldeia apenas para uns petiscos… saímos bem mais pesados, acreditem…
Junto ao fogão a lenha, o frio das paredes de xisto deixou de se sentir, transformando a pequena sala negra num cantinho acolhedor, com muitas histórias para contar. Começámos com um presunto bem curado que casou muito bem com um um jarro de tinto da casa. Ao lado, algumas fatias de queijo de cabra e broa posicionavam-se para a nossa degustação. Não nos fizemos rogados. Seguimos para um arroz de feijão malandrinho que acompanhava um belo entrecosto e febras grelhadas.
Esta típica tasca é gerida por um jovem casal que tendo raízes na aldeia, desde sempre viveu na cidade.
Há uns anos atrás tomaram a decisão de abandonar o quotidiano citadino para oferecer um sinal de esperança no que diz respeito à sobrevivência da Pena durante os próximos anos. Estando a aldeia quase despovoada na altura, alguma vida nova começara agora a nascer no vale.
Já neste lugar encantado nasceram as suas duas filhas que por ali brincam e correm felizes.
Deixámos a Pena para trás, até à nossa próxima visita, e seguimos para Castro Daire, a última paragem antes do regresso a casa.

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Aldeia Típica da Pena (São Pedro do Sul) Aldeia Típica da Pena (São Pedro do Sul) Ver Google Maps

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Para informações adicionais visitem o blog “Raizes” ou esta reportagem no “Portal IOL”

No Alto de São Macário (São Pedro do Sul)

Autor: SolaGasta Em 1 - Maio - 2010

A pouco mais de 10 km a norte de São Pedro do Sul encontramos o Monte de São Macário. Foi ao seu ponto mais alto, a cerca de 1052 m de altitude que fizemos esta caminhada.
Como local de culto religioso atrai todos os anos milhares de peregrinos e forasteiros que lá se deslocam como prova da sua fé.
Como em quase todas as histórias e lendas, existem diversas versões:

“Conta-se que Macário era um homem cuja profissão obrigava a prolongadas ausências de casa. Uma vez, depois de uma dessas ausências, ele regressou a casa mais cedo do que se esperava e encontrou um homem a dormir na sua cama. Julgando que a sua mulher o estava a trair e cego pelo ciúme, logo Macário matou o homem adormecido. Assim que consumou o crime, Macário verificou, horrorizado, que tinha acabado de assassinar o seu próprio pai, que a sua esposa tinha acolhido em sua casa durante a sua ausência. Para expiar tão grande pecado, Macário fez-se então eremita e foi viver para uma gruta, onde passou o resto da sua vida em jejuns e oração.”

In “A Matéria do Tempo

“A lenda diz que, em tempos remotos, S. Macário terá matado uma serpente enorme que aterrorizava os povos da Pena e da região de Covas do Rio. A serpente escondia-se numa cova funda onde apenas saía para espalhar o terror e a morte naquela zona da serra.
Aliviada com a morte do monstro, a população construiu uma capela no alto do monte em honra de S. Macário que, como eremita, viveu inicialmente na cova da serpente e mais tarde na capelinha que ficou com o seu nome.”

In “Arouca.biz

A pequena capela que se vê na fotografia acima foi construída no local da gruta onde hipoteticamente viveu São Macário. Esta capela foi alvo de uma disputa entre duas freguesias vizinhas, S. Martinho das Moitas e Sul, que reclamavam para si as esmolas deixadas pelos fiéis. Para a resolver, construiu-se, no ponto mais alto da serra, a poucas centenas de metros desta, uma outra capela, maior do que esta e abrigada dos ventos por um muro de pedra, a qual foi também dedicada ao Santo.
Assim, cada freguesia ficou com a sua “Capela de São Macário” e a disputa ficou sanada. O interesse dos fiéis divide-se agora entre as duas capelas existentes.

O vento gélido que se abatia sobre o cume da serra paralisava-nos o corpo pelo que, ainda que as grandiosas vistas da Serra da Arada fossem dignas de uma observação mais prolongada, não demorámos muito mais tempo. Descemos em direcção à Aldeia da Pena.

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No Alto de São Macário (São Pedro do Sul) No Alto de São Macário (São Pedro do Sul) Ver Google Maps

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Aldeia Típica do Fujaco (São Pedro do Sul)

Autor: SolaGasta Em 22 - Abril - 2010

Não sabíamos o que iríamos encontrar. No website do município de São Pedro do Sul descobrimos uma referência à Aldeia Típica do Fujaco como uma das atracções turísticas da região.
- Ok, se recomendam, aqui vamos nós! – pensámos.

Depois de uma descida íngreme de automóvel eis que nos deparámos com um pequeno aglomerado de casas aconchegadamente “encavalitadas” umas nas outras…como se tratasse de um rebanho de ovelhas assustadas que se protegem contra um eventual predador. Eis que chegámos à Aldeia do Fujaco.

Localizada numa encosta da Serra da Arada, existem dúvidas quanto à origem do seu nome, no entanto, reza uma lenda que há muitos e muitos anos atrás, travou-se por ali uma batalha. Um homem desertou da frente dessa batalha para se esconder debaixo de uma fraga. Para evitar adormecer e ser surpreendido pelos lobos, dedicou-se à renda, vejam só que prendado…
Algum tempo depois encontrou a sua cara metade por aquelas bandas ( já devia entretanto ter saído debaixo da fraga, digo eu… ) casou e constituiu família nesse local.
Segundo esta história, o nome de Fujaco vem assim de fujão, referindo-se a este homem que fugiu. A povoação nasce no “local para onde se esconde o fujão”.
Parámos o carro antes de chegar ao fundo do vale, num pequeno apêndice em terra batida que se desviava para fora da estrada alcatroada e iniciámos a caminhada.
Primeiro em alcatrão serpenteando até ao inicio do aglomerado de pequenas casas, que entre socalcos verdes e vegetação rasteira acompanham o poderoso monte em pano de fundo.
Iniciámos a subida da aldeia pelas ruas estreitas de pedra gasta pela erosão do tempo. Abrigados por paredes de Xisto e telhados em lousa foi já ofegantes que atingimos o topo onde o ar respirado rejuvenescia os pulmões.
Lá em baixo no vale, a água corria a grande velocidade alimentando os moinhos e o ribeiro do Fujaco.
Já na descida de regresso, um rebanho de cabras tilintava sonoro irrompendo pela encosta. Seguiam para o cimo do monte pastar. Enquanto os frágeis cabritos ficam em socalcos de erva tenra ou no curral, os animais mais maduros são encaminhados diariamente para pastos no cimo dos montes.
Original neste quotidiano é que a tarefa de pastor vai rodando entre todos os habitantes da aldeia, cabendo a vez a todos de levar o seu gado bem como o do seu vizinho do lado.
No final do dia, o gado recolhe aos currais, descendo sozinho dos pastos como que teleguiado, mais preciso que um qualquer equipamento de GPS…regressa a “casa” para mais uma noite de descanso com a barriga cheia…
Nós seguimos para o próximo destino, o Alto de São Macário.

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Aldeia Típica do Fujaco (São Pedro do Sul) Aldeia Típica do Fujaco (São Pedro do Sul) Ver Google Maps

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Nota: Para ouvir e sentir um pouco o pulso à Aldeia do Fujaco, visitem o interessante projecto Aldeias Sonoras.

Termas de São Pedro do Sul (São Pedro do Sul)

Autor: SolaGasta Em 15 - Abril - 2010
“Localizadas no coração da região de Lafões, as termas de S. Pedro do Sul estão entre as mais procuradas do país. Um espaço que combina bem-estar, saúde e lazer, cujas águas são reconhecidas pelos seus efeitos minero-medicinais.
Devido aos seus poderes curativos, já eram utilizadas pelos romanos e, mais tarde, no século XII, também as frequentaram figuras ilustres do reino português, como D. Afonso Henriques, que viria a conceder foral à vila.
Actualmente, as termas dispõem de equipamento moderno, bem como várias estruturas de lazer. São uma das principais estâncias termais do país.”

In “Descubra Portugal

Não foi para “fazer termas” que nos deslocámos a São Pedro do Sul. Por muito que nos agradasse, o objectivo nesse dia era outro: descobrir o concelho, percorrendo a vila e algumas das aldeias tradicionais ainda teimosamente habitadas e por sinal vivamente recomendadas.

Chegámos, ainda o orvalho matinal se abatia sobre as árvores. O frio era intenso…de luvas postas e bem agasalhados iniciámos a caminhada pelas Termas de São Pedro do Sul.

Percorremos a Rua Dr. João de Almeida em direcção ao Jardim Termal. A fonte de água quente recebeu-nos em júbilo e nela aquecemos as mãos enquanto o vapor causado pela diferença de temperatura com o exterior nos beijava as faces.

Seguimos pela ponte sob o rio Vouga em direcção a uma unidade hoteleira com o mesmo nome.

Na Rua Filipe Jorge Mendes Frazão descobrimos um amistoso café debruçado sobre as margens do rio, ideal para a nossa primeira dose de cafeína. Aqui nos aquecemos enquanto lá em baixo as águas do Vouga, indiferentes a qualquer condição climatérica corriam e corriam, como se nada mais existisse, como cegas atrás de um grande amor e apenas descansassem ao encontrá-lo…na Ria de Aveiro…

Continuámos a caminhada, atravessando agora a ponte pedonal de regresso à Rua Dr. João de Almeida onde partimos para o nosso próximo destino: a Aldeia do Fujaco.

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Termas de São Pedro do Sul (São Pedro do Sul) Termas de São Pedro do Sul (São Pedro do Sul)

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PR4 – Percurso “Anta de Mazes” (variante) (Lamego)

Autor: SolaGasta Em 7 - Maio - 2009

PR4 - Percurso Anta de Mazes (Lamego)Um amigo fez anos.
Como se este ainda não fosse um excelente motivo para passarmos o fim de semana fora, resolvemos juntar um percurso pedestre ao programa.
Assim, no passado dia 25 de Abril fizemos as malas e partimos com destino a Arícera (concelho de Armamar) onde reservámos o alojamento num turismo rural.

Dos percursos pedestres analisados escolhemos o PR4 – Percurso “Anta de Mazes” – concelho de Lamego – na sua variante mais curta pois tínhamos no grupo caminhantes com pouca experiência e queríamos transmitir o gosto por esta actividade sem arriscar em demasiados esforços logo no primeiro trilho realizado.

Chegámos ao largo principal de Mazes onde de imediato encontrámos o mapa indicativo do trilho bem como as placas de sinalização do inicio do percurso.
Depois de uma curta subida atravessando a aldeia, iniciámos a descida até aos Moinhos da Faia. Na bifurcação da variante mais curta do percurso tomámos a esquerda, continuando o trilho descendente. Ao chegar aos moinhos aproveitámos para restabelecer as energias com um pequeno piquenique.
A tranquilidade do lugar faz-nos desejar por mais visitas em breve, talvez no calor do Verão quando nos pudermos refrescar nas pequenas lagoas que se formam na suave corrente.

Com os estômagos mais pesados, deixámos os moinhos para trás e iniciámos a subida até ao miradouro onde por um trilho protegido e bem tratado (aliás, todo o percurso está muito bem assinalado) continuámos até uma nova placa com a indicação “PR4″ aqui, como por opção iríamos fazer a variante mais curta, seguimos em frente iniciando a descida que nos levaria de volta a Mazes.

Fica a vontade de regressar, desta feita para a realização do percurso completo.

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PR4 - Percurso "Anta de Mazes" (Lamego)

PR4 - Percurso "Anta de Mazes" (Lamego)

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Percursos Pedestres em Viseu

Autor: SolaGasta Em 10 - Março - 2008
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Se considera interessante a informação disponibilizada neste website, ofereça-nos uma água para nos refrescarmos na próxima caminhada. Clique aqui.

Este espaço é dedicado a todos os que queiram ver divulgadas as suas actividades pedestres. Se é o seu caso, envie-nos o pedido de divulgação através da página CONTACTOS
Percursos Pedestres em Aveiro
Percursos Pedestres em Beja
Percursos Pedestres em Braga
Percursos Pedestres em Bragança
Percursos Pedestres em Castelo Branco
Percursos Pedestres em Coimbra
Percursos Pedestres em Évora
Percursos Pedestres em Faro
Percursos Pedestres em Guarda
Percursos Pedestres em Leiria
Percursos Pedestres em Lisboa
Percursos Pedestres em Portalegre
Percursos Pedestres em Porto
Percursos Pedestres em Santarém
Percursos Pedestres em Setúbal
Percursos Pedestres em Viana do Castelo
Percursos Pedestres em Vila Real
Percursos Pedestres em Viseu
Percursos Pedestres nos Açores
Angra do Heroísmo (Terceira), Calheta (São Jorge), Horta (Faial), Lagoa (São Miguel), Lajes das Flores (Flores), Lajes do Pico (Pico), Madalena (Pico), Nordeste (São Miguel), Ponta Delgada (São Miguel), Povoação (São Miguel), Ribeira Grande (São Miguel), Vila Franca do Campo (São Miguel), Praia da Vitória (Terceira), Santa Cruz da Graciosa (Graciosa), Santa Cruz das Flores (Flores), São Roque do Pico (Pico), Velas (São Jorge), Vila do Corvo (Corvo) e Vila do Porto (Santa Maria)
Percursos Pedestres na Madeira
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