Arquivo da Categoria ‘Melgaço’

Vila de Melgaço – Pelas ruas até ao Castelo (Melgaço)

Autor: SolaGasta Em 24 - Março - 2010

Foi com um “ratinho na barriga” que chegámos a Melgaço. E para o satisfazer, nada melhor do que entrar na primeira pastelaria que vimos.
De imediato começaram a “chover” fatias de empanadas de carne, de pizzas e alguns folhados que empurrados com meias de leite quentinhas ( não combina mas foi o que nos apeteceu… ) lá foram alimentando o incomodativo “rato”…
O concelho de Melgaço é composto por dezoito freguesias. A vila oferece-nos ainda hoje alguns traços da época medieval. Desde o velho castelo com uma imponente Torre de Menagem, construído pelo Prior do Mosteiro de Longos Vales em 1197 (no tempo de D. Sancho I), passando pelas ruas em calçada portuguesa, até ao diverso património histórico, como a Casa do “Solar do Alvarinho”, a Igreja Matriz dedicada a Santa Maria da Porta, o Convento das Carvalhiças, a Capelinha do Santo Cristo e a Capela de Nossa Senhora de Orada.

No Largo Hermenegildo Solheiro deixámos para trás a Câmara Municipal, a caminho da Porta de D. Afonso III. Percorremos a Rua Direita que, orgulhosa, exibia a sua calçada portuguesa, indicando-nos o caminho para o castelo.
- Sempre em frente seguirão e, antes da Igreja avistar, à esquerda virarão!
No castelo, classificado como Monumento Nacional, a sua Torre de Menagem ainda hoje o protege e guarda. Convertida num núcleo museológico, recebeu-nos enquanto vigiava a vila lá do alto. A tarde já ia longa e após uns momentos fotográficos pelas ameias e espaços em redor, regressámos, não sem antes visitar, a Igreja Matriz, também designada por Igreja de Santa Maria da Porta. Segundo reza a história, assumiu primitivamente esta designação por se encontrar junto a uma porta da muralha do castelo. Não conseguimos confirmar a origem do nome, no entanto fica a nota.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Vila de Melgaço - Pelas ruas até ao Castelo (Melgaço) Vila de Melgaço - Pelas ruas até ao Castelo (Melgaço)  

 

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Porta de Lamas de Mouro (Melgaço)

Autor: SolaGasta Em 2 - Fevereiro - 2010

A aldeia de Lamas de Mouro situa-se a cerca de 18 kms de Melgaço, a sua sede de concelho.

“De acordo com o Padre Aníbal Rodrigues, toma o nome da qualidade do seu solo – lamas, pastagens de gado cheias de água – e do rio Mouro, que nasce no seu território.
Foi terra com povoamento muito remoto, possuindo alguns vestígios da cultura dolménica e castreja (de origem céltica).”
in “Câmara Municipal de Melgaço

Aqui foi inaugurada em 2004 a primeira das cinco “Portas” previstas para o Parque Nacional da Peneda-Gerês: a “Porta de Lamas de Mouro“.
É uma estrutura correspondente a uma área com cerca de 10 hectares, vocacionada para a recepção, recreio e informação dos visitantes do Parque que durante todo o ano escolhem o Gerês como destino turístico.

Esta Porta, cujo tema é a “Ordenamento do território”, é composta por três edifícios e diversos espaços ao ar livre.

Foi neste espaço que esquecemos a gélida manhã que se abatia na montanha, realizando um pequeno passeio pedestre com cerca de uma hora de duração.
Parte do percurso percorrido foi dentro do Trilho Interpretativo de Lamas de Mouro que ficará para uma próxima oportunidade.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Lamas de Mouro (Melgaço) Passeio Pedestre - Lamas de Mouro (Melgaço) Ver Google Maps
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Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro (Melgaço)

Autor: SolaGasta Em 26 - Janeiro - 2010

Uma nuvem de vapor surgia a cada expiração. As faces rubras doíam a cada movimento de ar. O gelo que a noite trouxera estalava a cada passo dado. Estávamos em Dezembro, em Castro Laboreiro.
A vila de Castro Laboreiro integra o concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.

Segundo o website da Câmara Municipal de Melgaço:

”O seu nome vem de duas palavras Castrum, Castro – povoação fortificada pelo povo castrejo, de raça celta, que, depois do seu nomadismo durante milhares de anos nos planaltos, vivendo da caça e da pesca, e depois do pastoreio, se fixou nos outeiros para ali viver em comunidade e se defender das tribos invasoras, desde quinhentos anos antes de Cristo até ao século VI da era cristã: Laboreiro – do Latim “Lepus”, leporis, leporem, leporarium, lepporeiro, leboreiro.”

A freguesia é caracterizada por inúmeras brandas e inverneiras.
As brandas são os lugares de maior altitude, mais produtivos e agradáveis nos meses quentes, fornecendo aos animais melhores oportunidades de alimentação.
As inverneiras, nas zonas de mais baixa altitude, servem de abrigo ao frio nos meses de Inverno e estão localizadas nos vales da freguesia.
Este ciclo anual repete-se há milhares de anos pelos habitantes deste planalto situado a cerca de mil metros acima do nível do mar.

Serpenteando, corre pela vila o rio Laboreiro. Ainda podemos observar ao longo do seu curso velhas pontes da época de ocupação romana.

Pelas ruas da freguesia encontrámos os internacionalmente famosos cães de Castro Laboreiro. É uma raça pura, dócil, altiva e de grande porte, originária desta região montanhosa, que desde o século VIII, são grande motivo de orgulho das suas gentes.

Este percurso inicia-se no centro da vila, em frente a uma unidade hoteleira, onde encontramos a sinalética com o mapa do “PR3 – Trilho Castrejo”. Não era esta a rota que iríamos percorrer mas sim um pequeno trilho pela vila até ao Castelo e de regresso, passar pelo miradouro.

Deixámos para trás a Igreja Matriz, construída primitivamente no século XII, em estilo românico e que é hoje imóvel de interesse público e o pelourinho, monumento nacional que data de 1560.

Iniciámos a subida para o Castelo passando pelo Núcleo Museológico, um centro de documentação que guarda a história e a memória dos castrejos, que acabámos por visitar. Ao lado ainda podemos observar uma casa tipicamente castreja, com a “decoração” e ferramentas usadas durante séculos pelas gentes locais.
Uma curiosidade: foi nessa casa que ocorreram as gravações de um episódio especial da série da RTP “Conta-me como foi“, primeira temporada, quando a família regressou à terra lembram-se?

De volta ao trilho, por entre penedos tão característicos daquela região, estalactites caíam aos nossos pés, derretendo-se com o sol cada vez mais alto.
Em algumas zonas, redobrámos o cuidado a cada passo dado pois o gelo acumulado era tanto que as rudes e ásperas pedras assemelhar-se-iam a pistas de patinagem artística se o cuidado fosse pouco…
Felizmente chegámos ao Castelo sem sustos de maior.

“O Castelo de Castro Laboreiro, diz o povo ter sido obra dos mouros. Pinho Leal, no seu, “Portugal Antigo e Moderno”, afirma mais certo ser atribuível aos romanos. O Pe. Aníbal Rodrigues coloca-o, porém no ano de 955, fundado por S. Rosendo, governador do Val del Limia, desde Maio desse ano, por nomeação de D. Ordonho III, rei de Leão. D. Afonso Henriques rodeou-o de muralhas e, nos princípios do século XIV, quando caiu um raio no paiol de pólvora, que fez todo o polígono ir pelos ares, D. Dinis ordenou a sua reedificação.”

in “Câmara Municipal de Melgaço”

Resumindo, em Castro Laboreiro sentimo-nos em casa. A simpatia e acolhimento que desde a nossa chegada recebemos fazem-nos querer regressar…em dias mais amenos de preferência, pois apesar de não nos incomodarmos muito com o frio, 7º negativos chateiam um bocadinho…

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedestre - Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro (Melgaço) Percurso Pedestre - Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro Ver Google Maps
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Nota: Pode obter mais informações de Castro Laboreiro no website da Câmara Municipal de Melgaço

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