Arquivo da Categoria ‘Porto de Mós’
Pelas Ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós)
PR3 (PMS) – Lapa dos Pocilgões (Porto de Mós)
Passeio nocturno por Alvados (Porto de Mós)
Após um intenso dia de descoberta nas Serras de Aire e Candeeiros, percorrendo as encostas da Fórnea e explorando as imensas galerias das grutas no subsolo, a noite foi tranquila. Após um delicioso jantar na “Tasca da Ti Maria dos Queijos”, a digestão foi feita com uma ligeira caminhada pelas ruas da aldeia de Alvados.
“Segundo tradição local, o topónimo provém de Albardos, sua primeira designação, e esta de albardar. Conta-se, que D.Afonso Henriques teria pernoitado com as suas tropas neste lugar, hoje chamado Alvados. A certa altura, recebeu notícias sobre os mouros, seus inimigos, e deu ordem para “albardar” (pôr albardas nos animais), rumo a Arrimal . Assim se começou a chamar a esta povoação Albardos. Albardos provém do árabe “al barde”, com o significado de coisa fria ou áspera.”
in “www.freguesia-alvados.pt“Na aldeia encontramos a Igreja Matriz, uma das mais antigas da diocese de Leiria, e no seu adro, o cruzeiro.
Regressámos à Pousada da Juventude para o merecido descanso.
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(não disponível) |
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1,28 km |
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À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós)
Se as Grutas de Mira de Aire são as mais imponentes e as de Alvados as mais intimistas, as Grutas de Santo António são talvez as mais românticas, as que mais alimentam o nosso imaginário.
Foi nelas que decidimos fechar esta tarde passada no subsolo da Serra de Aire e Candeeiros.
Chegámos a umas instalações desertas onde outrora deveria ter funcionado um café, um restaurante e várias lojas, talvez de artesanato e outros “souvenirs”. Hoje encontrámos tudo encerrado num desalento e abandono inquietantes.
Descobrimos a bilheteira com a ajuda de umas discretas indicações. O guia tinha acabado de descer com um grupo de turistas, pelo que guardámos os bilhetes no bolso e ansiámos pelo seu retorno.
Entretanto, mais alguns companheiros se juntaram a esta espera.
Com a chegada do guia, de imediato percebemos que, mais do que alguém que nos indicasse o caminho, tínhamos à nossa frente um experiente contador de histórias e porteiro da imaginação. Abriu-nos portas do nosso imaginário enquanto ao som das suas palavras desbravávamos as galerias das grutas.
Foram descobertas em 1955 por um menino de 5 anos que, seguindo o voo agitado de uma “gralha” pelo meio da vegetação rasteira, deu com a entrada de um “algar”, com vários metros de profundidade, onde este pássaro característico da região se refugiou.
Após insistência do rapaz que pediu ajuda a um grupo de trabalhadores de uma pedreira próxima, onde trabalhava o seu pai, desceu até ao fundo do desconhecido “algar”, através de cordas e caixas de fósforos, encontrando aí um novo mundo subterrâneo composto por formações naturais calcárias, com contornos e transparências nunca por ele antes vistas.
Com um percurso de 293 metros, nos seus corredores e galerias deixámos a imaginação voar. As formações rochosas assumiam formas peculiares que assemelhávamos, entre outras coisas, a animais e partes do corpo humano.
Regressámos à Pousada da Juventude de Alvados para uma noite tranquila com um passeio pela vila.
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293m |
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Para mais informações, aceder a: www.grutassantoantonio.com
À descoberta das Grutas de Alvados (Porto de Mós)
Após a visita às Grutas de Mira de Aire, seguimos para Alvados. Ao chegar ao complexo das grutas deparámo-nos com umas instalações que sentiram visivelmente a passagem do tempo pelas suas paredes. Pensámos que talvez estivessem encerradas.
A um olhar mais atento descobrimos um balcão e, por detrás deste, dois funcionários. Entrámos e comprámos os bilhetes que nos dariam acesso a uma visita guiada pelas Grutas de Alvados. Na vitrine, algumas peças de artesanato local, livros e folhetos turísticos da região preenchiam os espaços vazios. Nas nossas costas um pequeno bar servia de apoio aos visitantes. Informaram-nos que não serviam refeições nem petiscos pelo que, enquanto aguardámos pela hipotética chegada de mais alguns interessados “exploradores” (para optimizar o tempo do guia, o que compreendemos perfeitamente), entretemo-nos com alguns snacks e sandes que trazíamos na mochila desde manhã.
Infelizmente e durante o tempo de espera mais ninguém apareceu. Assim sendo, iniciámos a visita e uma conversa interessantíssima a cada passo dado. Foi um descobrir de histórias, sentimo-nos verdadeiros espeleólogos, experientes exploradores do subsolo, vasculhando entre galerias estreitas e túneis claustrofóbicos, captando atentamente toda a informação possível.
Histórias que percorreram o nosso imaginário, como a de um veado que caiu por uma abertura no tecto da gruta e ali ficou, no centro da maior galeria, petrificado para todo o sempre. A formação calcária assim o diz.
Estas grutas, com uma beleza completamente diferente das de Mira de Aire, têm connosco uma relação de maior proximidade. Ao explorar os seus recantos sentimo-nos como que fazendo parte daquelas paredes de cores quentes.
Embora menos imponentes do que as de Mira de Aire, não deixam por isso de ser belas e de merecer uma visita. Sinceramente.
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Para mais informações, aceder a: www.grutasalvados.com
À descoberta das Grutas de Mira de Aire (Porto de Mós)
A hora da visita guiada aproximava-se. Já com o bilhete irrequieto na mão, preparava-me para dar inicio à visita às Grutas de Mira de Aire.
Situadas no Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros estas grutas foram descobertas em 1947 e ainda hoje continuam a decorrer expedições em galerias e canais inexplorados. É uma constante descoberta a que se observa nestes labirintos subterrâneos.
Após um breve vídeo de apresentação sobre as grutas e o parque natural envolvente, iniciei o percurso pelo trilho aberto ao público das Grutas de Mira de Aire. Inserido num grupo com cerca de 20 pessoas, a caminhada foi acompanhada com pormenorizadas descrições das galerias que ia desvendando a cada passo dado.
A imensidão e grandiosidade das grutas é realmente impressionante. Com cerca de 11 km de extensão de galerias conhecidas, apenas cerca de 600 metros estão abertos ao público.
Enquanto descia a uma profundidade de 110 metros tentava captar todas as cores e relevos das paredes calcárias. Estalactites, estalagmites e colunas esculpidas, ao longo dos anos, pela água em contacto com estas paredes sobressaem por toda a parte, resultando em belos conjuntos artísticos, como que nascendo com aprumo e perfeição das mãos do melhor escultor.
A última secção do percurso é talvez a mais artificial e humanizada, onde repuxos e fontes de várias cores e formas dão as despedidas aos seus visitantes.
Daí a pouco regressei à luz do dia, deixando para trás este mundo encantado.
Para mais informações sobre as grutas, visitar: www.grutasmiradaire.com
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(não disponível) |
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PR6 (PMS) – Fórnea (Porto de Mós)
Foi na Pousada da Juventude de Alvados que dei entrada naquele final de tarde de sexta-feira. Pela frente tinha planeado uns dias repletos de actividades pedestres. Estava no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e iria aproveitar cada minuto para o conhecer melhor.
Check-in feito enquanto lá fora, a noite cobria de negro os montes que pintavam a janela do meu quarto .
Apesar das elevadas expectativas que tinha em relação às actividades pedestres que iria realizar, a primeira aventura foi mesmo gastronómica.
Em cada local visitado procuro descobrir aqueles recantos mais típicos, que retratem da forma mais fiel possível as raízes e cultura de uma região. Assim, com o aproximar da hora do jantar, dirigi-me à aldeia do Livramento, à procura da “Tasca da Ti Maria dos Queijos”.
Encontrei um espaço acolhedor onde cada petisco é cuidadosamente preparado para nos confortar, deixando-nos uma sensação de bem estar e saciedade que, no meu caso, se prolongou pelo resto do fim de semana. Os queijos caseiros confeccionados pela “Ti Maria” foram degustados quer como entrada quer como sobremesa…ao mesmo tempo umas boas-vindas e uma despedida de tão deliciosa refeição.
Regressei à Pousada para uma noite de descanso.
Aos primeiros raios de sol de sábado estava já junto ao Café da Bica em Alcaria (na estrada que liga Porto de Mós a Alvados) onde iniciei o PR6 (PMS) – Percurso Pedestre da Fórnea.
A Fórnea “trata-se de uma magnífica estrutura em anfiteatro com cerca de 500m de diâmetro e 250m de altura, corresponde à cabeceira encaixada do Ribeiro da Fórnea escavado em calcários margosos e margas do Jurássico Inferior a que se sobrepõe os calcários do Jurássico Médio.” – in ICNB
O trilho inicia-se por um caminho de terra batida, entre terras de cultivo, oliveiras e figueiras, acompanhando o Ribeiro da Fórnea que nesta altura do ano estava com muito pouco caudal.
Deixando as terras agrícolas para trás encontramos, no inicio da subida para a Cova da Velha, uma pequena cascata para nos refrescar antes da íngreme subida.
A Cova da Velha é uma pequena gruta na vertente da Fórnea com uma nascente de baixo caudal que vai alimentar o Ribeiro da Fórnea. Existem várias nestas escarpas mas esta é talvez a mais importante. O acesso é feito por um pequeno trilho com alguma instabilidade pelo que nesta fase deveremos ter cuidados redobrados.
Após visita à Cova da Velha, o regresso é feito pelo mesmo caminho até Alcaria num total de cerca de 4 km (ida e volta) com um grau de dificuldade média/baixa.
Segui caminho para uma tarde passada debaixo de terra. As Grutas de Mira de Aire, Alvados e Santo António preencheram o resto do meu dia. Nos próximos posts descreverei essas experiências “underground”.
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