Arquivo da Categoria ‘Portugal’

Caminhada Solidária a favor da família de Adriano Martins (Figueira da Foz)

Emocionante. A palavra é suficiente para descrever o que se passou naquela manhã na Figueira da Foz.
Foram cerca de 2 mil pessoas que participaram na caminhada solidária a favor da família de Adriano Martins, o agente da Polícia Marítima que perdeu a vida numa operação de salvamento na praia do Cabedelo, no concelho da Figueira da Foz, no passado dia 10 de Abril.
A caminhada teve inicio na Esplanada Silva Guimarães, após uma sessão de apresentação e aquecimento muscular, e percorreu a Avenida do Brasil, entre a Figueira e a vila de Buarcos, até à Rotunda do Pescador onde retomou o sentido contrário.
Organizada pela Associação Figueira com Sabor a Mar, em parceria com a Associação Coração Delta, através do projecto “Tempo para dar”, contou com a presença do comendador Rui Nabeiro, do actor Fernando Mendes e João Ataíde, presidente da autarquia.
No final, foi prestada a devida homenagem e entregue à família de Adriano Martins o valor de 6203 euros angariados nesta iniciativa.

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Caminhada Solidária a favor da família de Adriano Martins (Figueira da Foz)
Caminhada Solidária a favor da família de Adriano Martins (Figueira da Foz)
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Caminhada Solidária a favor da família de Adriano Martins (Figueira da Foz)
3,79 Km
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Trilho da Baleia Verde – Carriço (Pombal)

Autor: SolaGasta Em 4 - Junho - 2013
Trilho da Baleia Verde - Carriço (Pombal)

Depois do pequeno Trilho da Lagoa de S. José no Carriço, segui em direcção à Praia do Osso da Baleia, onde no parque de merendas, a poucas dezenas de metros da praia, fiz um leve piquenique.
O Trilho da Baleia Verde começava ali e eu tinha reservado este percurso para a sobremesa.
Foi difícil encontrar o inicio do trilho devido à inexistência de sinalética ou qualquer outra informação no parque de merendas, mas após algumas investidas nos caminhos circundantes, consegui encontrar as primeiras marcas.
Este percurso circular é feito pela floresta litoral, dando-nos a conhecer a sua rica biodiversidade.
Avanço por caminhos florestais, à sombra de pinheiros, enterrando as botas na fina areia dourada.
Percorro aceiros e arrifes seguindo as marcas que, agora bem visíveis, permitem a fácil orientação.
Após o último temporal, muitas árvores ainda se encontram caídas à espera de limpeza. O odor a camarinhas intercalado com o da resina dos pinheiros, motiva-me para mais uns passos.

Sempre tendo o mar como banda sonora, continuo a avançar pela Mata Nacional do Urso, entre pinhais, líquenes, urze, silvas e muita vegetação autóctone, habitual neste terreno dunar.
Existem vários suportes informativos ao longo do trilho mas sem qualquer informação ou mapa, apenas os suportes em madeira resistem ao tempo.
Continuo a progredir em tapetes de caruma e areia. Perto do final, encontro alguma dificuldade em definir o trilho correcto. Com caminhos tapados pela vegetação, as marcas encontradas mais adiante confirmaram a rota certa.
Após os cerca de 4 km circulares regressei ao parque de merendas com mais um objectivo cumprido.

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Trilho da Baleia Verde - Carriço (Pombal)
Trilho da Baleia Verde – Carriço (Pombal)
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Trilho da Baleia Verde - Carriço (Pombal)
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Trilho da Lagoa de S. José – Carriço (Pombal)

Autor: SolaGasta Em 28 - Maio - 2013
Trilho da Lagoa S. José - Carriço (Pombal)

Este pequeno trilho circular, originalmente com cerca de 2,5km, contorna a Lagoa de S. José, na Mata Nacional do Urso. Foi inaugurado a 2 de Outubro de 2007 no âmbito do projecto ECOMATUR – Ecoturismo na Mata Nacional do Urso e tem o seu inicio e fim junto à Guarda do Juncal Gordo.
À chegada estacionei junto à cerca de madeira e enchi os pulmões com todo o ar puro que consegui inalar. Soube bem.
Ao som do chilrear de pássaros iniciei a caminhada pelas sombras proporcionadas por altos eucaliptos, tornando esta parte inicial do trajecto muito fresca e agradável.
Junto ao passadiço de madeira, o coachar das rãs era ensurdecedor até se aperceberem da minha passagem. De um momento para o outro, fez-se um silêncio assustador.
O percurso está bem assinalado em quase toda a sua extensão, apenas faltando sinalética mais ou menos a meio do trilho, numa curva onde avancei pelo caminho errado e percorri mais algumas dezenas de metros do que o previsto. Rapidamente percebi que devia regressar e um pouco mais à frente voltei a encontrar a sinalética do percurso certo.
Existem diversos painéis informativos durante o trilho, que nos fornecem informações sobre os vários tipos de vegetação e fauna que podemos encontrar.
Por entre eucaliptais, dunas e pinhais, rapidamente cheguei ao fim do percurso. Um percurso fácil e acessivel que pode ser realizado em qualquer época do ano.
Para quem vier a contar ver uma lagoa com um grande nível de água, onde se possa banhar e praticar algum desporto aquático, desengane-se. Não é esse o tipo de lagoa que aqui encontramos. A Lagoa de S. José, é o habitat de muitas espécies animais e vegetais que coabitam em águas pouco profundas. 

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Trilho da Lagoa S. José - Carriço (Pombal)
Trilho da Lagoa S. José - Carriço (Pombal)
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Trilho da Lagoa S. José - Carriço (Pombal)
2,72 Km
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Caminhada da Marina ao Centro Histórico de Lagos (Lagos)

Autor: SolaGasta Em 23 - Maio - 2013
Caminhada da Marina ao Centro Histórico de Lagos (Lagos)

Depois de um delicioso arroz de pato e de uns impagáveis momentos entre amigos, fui percorrer as ruas de Lagos, para conhecer mais um pouco desta bonita cidade.
Estacionei junto à marina e iniciei a caminhada em direcção ao Centro Histórico. O sol já quase se escondia deixando Lagos num lindo lusco-fusco.
Atravessando a ponte pedonal sobre a Ribeira de Bensafrim, caminhei pela Avenida dos Descobrimentos paralela às águas que corriam para a foz.
Os restaurantes e bares preparavam-se para mais uma noite de azafama, a julgar pela quantidade de turistas que percorria as ruas calcetadas do Centro Histórico.
A Igreja de Santo António, com as duas torres sineiras de diferentes dimensões, sobressai no casario.
Na Praça Gil Eanes destaca-se o edificio dos Paços do Concelho e a estátua de Dom Sebastião, de João Cutileiro.
Regressei à marina despedindo-me de Lagos já era noite.

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Caminhada da Marina ao Centro Histórico de Lagos (Lagos)
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Caminhada da Marina ao Centro Histórico de Lagos (Lagos)
2,28 Km
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Percurso Pedestre da Ponta da Piedade (Lagos)

Autor: SolaGasta Em 7 - Maio - 2013
Percurso Pedestre da Ponta da Piedade (Lagos)

As voltas aceleradas da vida fazem-me por vezes protelar aquilo que deveria ser colocado em capital destaque no meu quotidiano, o estar com os amigos. Por comodismo, longas distâncias geográficas ou qualquer outra desculpa parva, dou por mim a intercalar longos períodos de tempo, com o convívio com pessoas que para mim são especiais. Esta ida a Lagos serviu para restabelecer um pouco o equilibrio das coisas.
Cheguei cedo e com tempo para uma caminhada matinal. Em pesquisas efectuadas previamente, a Ponta da Piedade chamou a minha atenção pela beleza das suas falésias e recortes rochosos.
Estacionei junto ao farol e iniciei o percurso percorrendo as escadas esculpidas na rocha, em direcção ao pequeno cais de partida do barco que percorre algumas grutas locais.
Voltei a subir e após contornar o farol, caminhei em direcção a noroeste por caminhos abertos no topo das falésias.
As paisagens enchiam a vista. Pequenas enseadas e praias escondidas fazem desta zona um monumento natural digno de visita.
Entretanto, a chuva fez uma breve aparição e o regresso foi um pouco mais molhado do que o esperado…
Ao almoço, com a amizade para prato principal e as recordações dos tempos de estudante para sobremesa, passámos uns belos momentos de convívio.
Pela tarde iria percorrer a marina e o Centro Histórico de Lagos.

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Percurso Pedestre da Ponta da Piedade (Lagos)
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2,35 Km
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De Aveiro ao Furadouro - Ovar (1ª etapa a Caminho de Santiago de Compostela)

Já há muito tempo que tenho como projecto pessoal fazer o caminho português de Santiago de Compostela. Queria descobrir “o caminho”, as gentes que o percorrem e as outras que o caminho atravessa, absorver as paisagens e guardar na memória as conversas com desconhecidos, que a cada passo mais, menos o serão.
Com alguns amigos planeámos esta aventura para começar em Aveiro. Apesar de o percurso entre Aveiro e Porto não fazer parte do caminho original, gostariamos de o percorrer, pois junto à costa e à Ria, as paisagens são fascinantes e iriam dar o mote para o resto da aventura.

A ideia subjacente a toda esta longa caminhada seria sempre a de continuar a caminhar enquanto fosse divertido e nos sentissemos bem, para conseguir saborear e aproveitar ao máximo o momento.
Acordámos às 5h da manhã do dia 25 de Abril. O Dia da Liberdade seria o dia perfeito para iniciar este projecto pois é exactamente assim que eu me sinto quando caminho, livre.
As mochilas já bem compactas onde já não cabia nem mais um par de meias, estavam prontas de véspera. Saimos em direcção à Sé de Aveiro.
Pelas ruas da cidade, a ansiedade transformava-se agora em felicidade. Finalmente iniciei “o caminho”.
A primeira etapa do dia levaria-nos ao Forte da Barra onde o “ferry” das 8h:50 nos transportaria até São Jacinto. A alternativa era ir a nado, mas não dava muito jeito…
Ao chegar a São Jacinto fizemos a primeira pausa para um café e um reforço alimentar. Soube bem aproveitar aquele sol matinal junto à Ria de Aveiro.
Continuámos com a Ria como pano de fundo até à Torreira, onde num pequeno parque de merendas junto à praia fluvial parámos para almoçar. Por esta altura já os pés ardiam com várias bolhas de água. Contava esperar até à Pousada de Juventude de Ovar, perto da praia do Furadouro, onde trataria devidamente das mazelas.
Com cerca de 40 quilómetros nas pernas, os últimos foram já percorridos com extrema dificuldade. O planeamento de 9 dias entre Aveiro e Santiago de Compostela mostrou ser assim muito ambicioso, com algumas etapas diárias acima dos 40 quilómetros que se iriam revelar mais um sacrificio do que um prazer.
Por vezes achamos que somos máquinas mas o corpo prega-nos algumas partidas. Devemos ouvi-lo e ajustar o esforço diário ao que ele nos for dizendo. Todos dizem que “o caminho” nos ensina muito e eu já comecei a aprender com ele.
A próxima etapa será para breve.

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De Aveiro ao Furadouro - Ovar (1ª etapa a Caminho de Santiago de Compostela)
De Aveiro ao Furadouro (1ª etapa a Caminho de Santiago de Compostela)
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De Aveiro ao Furadouro - Ovar (1ª etapa a Caminho de Santiago de Compostela)
39,54 Km
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Caminhada pelo Centro Histórico de Portalegre (Portalegre)

Autor: SolaGasta Em 28 - Abril - 2013
Caminhada pelo Centro Histórico de Portalegre (Portalegre)

Ao chegar a Portalegre, estacionámos junto ao famoso Plátano do Rossio e foi percorrendo a Avenida da Liberdade, em direcção ao Centro Histórico, que encontrámos o Posto de Turismo local. Fica na Rua Guilherme Gomes Fernandes e de lá saimos com as melhores indicações para visitarmos a cidade.
O tempo não chegava para tudo mas a visita ao Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino era indispensável. Com a ajuda do guia fomos descobrindo esta arte que, infelizmente pouco divulgada, nos surpreendeu pela sua perfeição e qualidade. Vimos obras de arte de valor incalculável e por isso aconselho uma visita, se passarem por Portalegre.
Saímos do museu e continuámos a caminhada em direcção à Sé Catedral (ver fotografia acima). Continuámos para o castelo enquanto íamos espreitando as ementas que encontrávamos pelas ruas da cidade.
Chegámos ao Castelo na hora de almoço pelo que demos com as portas fechadas e já não conseguimos entrar.
Decidimos descer e seguir a sugestão de um amigo, corroborada pelo funcionário do turismo que nos indicaram o sitio ideal para almoçar. Açorda à alentejana, sopa de tomate e carne do alguidar com migas foram alguns dos petiscos que desapareceram num instante na nossa mesa.
Claro que depois da barriga cheia, caminhar era uma actividade muito exigente e assim sendo, despedimo-nos de Portalegre com as melhores recordações possíveis.

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Caminhada pelo Centro Histórico de Portalegre (Portalegre)
Caminhada pelo Centro Histórico de Portalegre (Portalegre)
Ver em www.cm-portalegre.pt
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Caminhada pelo Centro Histórico de Portalegre (Portalegre)
3,21 Km
(circular)
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PR4 VLR – Caminho do Xisto de Água Formosa (Vila de Rei)

Autor: SolaGasta Em 16 - Abril - 2013
PR4 VLR - Caminho do Xisto de Água Formosa (Vila de Rei)

Após uma semana de chuva constante, o sábado trouxe alguma acalmia e o céu limpo e a temperatura amena criaram as condições ideais para esta caminhada.
Com um grupo de amigos, parti à descoberta do Caminho do Xisto de Água Formosa, no concelho de Vila de Rei.
Estacionámos a cerca de uma centena de metros da aldeia de Água Formosa, num pequeno parque de estacionamento de apoio. Descemos a estrada em asfalto que serpenteia o vale e nos levaria à ponte da Ribeira da Galega.
A aldeia de casas de xisto e ruas estreitas, situa-se na outra encosta do vale, junto às margens da ribeira.
Fomos recebidos por um simpático casal que nas suas lides matinais encontrou tempo para uns minutos de conversa. Aconselharam-nos qual o caminho a seguir e o que deveriamos ver.
Deixámos as ruas empedradas para trás e rapidamente chegámos à fonte cuja água deu o nome à aldeia. Esta fonte ainda hoje é usada pela população local.
Por antigos trilhos de agricultores e moleiros, seguindo uma levada, sempre lado a lado para montante com a Ribeira da Galega, chegámos às ruinas de uma antiga azenha.
Mais à frente, continuámos a percorrer a levada e encontrámos um antigo lagar de azeite que servia a comunidade local.
Continuámos agora a acompanhar a Ribeira da Valada e até à povoação de Vilar do Chão embrenhámo-nos em pinhais, deixando a ribeira cada vez mais distante.
No último quilómetro, retomámos parte do caminho já percorrido, até ao regresso a Água Formosa.
Este percurso circular com quase 8 km de extensão, apresenta alguns declives com baixo grau de dificuldade o que o torna acessível a praticamente todos os visitantes.

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PR4 VLR - Caminho do Xisto de Água Formosa (Vila de Rei)
PR4 VLR - Caminho do Xisto de Água Formosa (Vila de Rei)
Ver em
aldeiasdoxisto.pt
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PR4 VLR - Caminho do Xisto de Água Formosa (Vila de Rei)
7,76 Km
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Percurso Pedestre do Castelo de Paderne (Albufeira)

Autor: SolaGasta Em 30 - Março - 2013
Percurso Pedestre do Castelo de Paderne (Albufeira)

Atrasei-me um pouco em Albufeira e era já final de tarde quando cheguei a Paderne. A cerca de 1 km da aldeia, encontrei a placa com indicação do percurso pedestre (ver imagem acima) e estacionei.
Iniciei nesse ponto a caminhada em direcção ao Castelo de Paderne.
De origem islâmica, foi construído provavelmente no séc. XII e é hoje imóvel de interesse público.
Os primeiros passos são dados entre campos agrícolas e terras de pousio, onde o trilho de terra batida é delimitado a espaços por oliveiras e alfarrobeiras.
Depois de passar por baixo da Via do Infante, continuei pela direita, acompanhando a Ribeira de Quarteira até ao açude e à azenha. Aqui, algumas espécies de aves aproveitavam para se alimentarem nas águas baixas das margens da ribeira.
O sol escondia-se rapidamente no horizonte, até mais depressa do que o previsto. Isso levou-me a repensar todo o percurso. Não o tinha planeado 
muito bem e infelizmente, devido à hora tardia com que o iniciei, decidi encurtar a caminhada. Não estava preparado para uma caminhada noturna e por segurança, não conhecendo a zona, o melhor foi mesmo voltar para trás. O Castelo vi-o do açude, lá no alto, e nada mais. Regressarei com tempo para uma visita mais prolongada.

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Percurso Pedestre do Castelo de Paderne (Albufeira)
Percurso Pedestre do Castelo de Paderne (Albufeira)
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ccdr-alg.pt
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Percurso Pedestre do Castelo de Paderne (Albufeira)
3,41 Km
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Caminhada urbana em Albufeira (Albufeira)

Autor: SolaGasta Em 25 - Março - 2013
Caminhada urbana em Albufeira (Albufeira)

Depois do Percurso de Interpretação da Praia Grande, na Lagoa dos Salgados, dirigi-me para a cidade de Albufeira.
Aproximava-se rapidamente a hora de almoço e era nesta localidade de braços abertos ao mundo, junto da enorme diversidade de oferta gastronómica, que iria concerteza encontrar o petisco ideal para continuar a descoberta do Algarve. 
Ao chegar, caminhei um pouco pelas ruas vivas e palpitantes, onde o encontro com diversos idiomas era uma constante. Desci pela Rua Miguel Bombarda em direcção aos areais de ouro que são um dos maiores atractivos desta cidade. No Largo Engenheiro Duarte Pacheco assisti a vários espectáculos ao ar livre. A música ecoava pelas ruas que embocavam nesta praça solarenga.
Foi numa esplanada da Rua 5 de Outubro que parei para degustar um bife de atum ao sabor de uma leve brisa marítima. A viagem faz-se também pela mesa, certo?
A meu lado, turistas de várias nacionalidades eram atraídos pelos empregados dos restaurantes, que sugeriam os seus melhores pratos na esperança de cativar mais um cliente.
Com o estômago agora composto, encaminhei-me para a Praia dos Pescadores. Queria aproveitar o sol ao sabor de um café e com o horizonte ao meu alcance.
Assim me detive em conversas animadas mas o tempo escasseava…a noite já não tardava e queria ainda visitar o Castelo de Paderne. Pus-me ao caminho.

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Caminhada urbana em Albufeira (Albufeira)
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Caminhada urbana em Albufeira (Albufeira)
4,81 Km
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Percurso de Interpretação da Praia Grande - Trilho Nascente (Silves)

O Algarve é muito mais do que as suas magníficas praias. Muito mais existe para descobrir para além de extensos areais, um mar de águas quentes, hotéis e condomínios luxuosos.
Foi esse outro Algarve que procurei durante uma semana, tentando todos os dias encontrar locais menos conhecidos e diferentes dos habituais destinos de férias.
A primeira descoberta aconteceu na Praia Grande e Lagoa dos Salgados, perto de Armação de Pêra. Foi aqui que encontrei o Percurso de Interpretação da Praia Grande.
O percurso divide-se em dois trilhos pedestres, o nascente e o poente, que juntos correspondem a 5,5 Km de extensão. A ligação entre os trilhos pode ser feita através de uma caminhada na praia ou de um trilho de terra batida, com poucas centenas de metros, que se desenvolve entre as dunas e os campos agrícolas. Optei por realizar apenas o Trilho Nascente, percorrendo cerca de 3,50 Km num percurso circular por caminhos de terra, passadiço em madeira e areal.
Junto ao parque de estacionamento da praia, o painel informativo não engana. Para além de informação das paisagens e riquezas naturais existentes, no percurso existem três estações temáticas, cada uma com o respectivo painel informativo: o Cordão Dunar, a Lagoa dos Salgados e a Zona Húmida dos Salgados.
A lagoa é alimentada por duas linhas de água doce, as Ribeiras de Espiche e de Vale Rabelho. Neste ecossistema pouco profundo encontrei uma enorme variedade de avifauna, que entre juncos e áreas de caniçal serpenteia livremente, alimentando-se e descansando, algumas de longas viagens migratórias.
Depois do passadiço de madeira, o regresso é feito pelo areal da Praia Grande. Ao longe, Armação de Pêra destaca-se na paisagem.

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Percurso de Interpretação da Praia Grande - Trilho Nascente (Silves)
Percurso de Interpretação da Praia Grande - Trilho Nascente (Silves)
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Percurso de Interpretação da Praia Grande - Trilho Nascente (Silves)
3,59 Km
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PR4-TND – Rota dos Caleiros (Tondela)

Autor: SolaGasta Em 11 - Março - 2013
PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)

Estava um frio de rachar naquela manhã.  Cheguei cedo ao Caramulo e após pedir algumas informações no Posto de Turismo, encaminhei-me para o Caramulinho, o ponto mais alto da Serra, onde teria início o PR4-TND – Rota dos Caleiros.
Este percurso circular com uma extensão de cerca de 9 km (se contarmos com a subida ao Caramulinho) tem desníveis moderados e um grau de dificuldade médio.
Antes de iniciar o trilho propriamente dito, subi até ao marco geodésico que assinala o ponto mais alto da serra, com cerca de 1070 m de altitude.
Blocos de gelo formavam-se ainda nas paredes rochosas que delimitavam o trilho.
A respiração tornava-se difícil mas ao chegar ao topo, as dificuldades compensaram. A paisagem oferecida era deslumbrante. A 360º podia ter uma panorâmica da Serra do Caramulo e de toda a sua beleza e imponência. Infelizmente não me demorei muito a apreciar tal cenário, pois estar ali parado com o vento gélido da serra a massacrar os ossos não me parecia ser uma boa opção. Afinal ainda tinha alguns quilómetros para devorar.

Iniciei então a Rota dos Caleiros avançando em estradão de terra batida, acompanhando terrenos de pastagens de montanha, com pasto viçoso, cercados por muros de pedra para protecção e contenção do gado nestas altitudes de clima rigoroso.
Penetrando a paisagem rochosa, o trilho poderia estar melhor assinalado em algumas zonas, onde as marcas são inexistentes ou quase imperceptíveis devido à deterioração provocada pelas agrestes condições climatéricas. Algumas mariolas vão-me ajudando a manter na rota certa.
A névoa que teimava em pairar no céu impedia agora que o olhar fugisse para longe, mas ainda assim, continuava fascinado pelas vistas que tinha à minha frente fazendo com que a opção de realizar esta caminha fosse desde já compensada.
Ao chegar à estrada asfaltada e após algumas dezenas de metros nela percorridos, virei à direita entrando em caminhos onde a urze tenta ganhar espaço a toda a pedra existente. Acompanhando o trajecto dos antigos caleiros, que forneciam água às povoações serranas, em breve cheguei a Jueus.
Destacando-se do casario, a capela da aldeia situa-se em local privilegiado. Do seu adro podem-se ver os restos da calçada romana e as ruinas da aldeia do Carvalhal, agora desabitada.
Fui recebido em êxtase por dois cães, um dos quais fez a gentileza de me acompanhar até à saída da povoação.
Algumas novas construções anunciam o regresso das suas gentes às aldeias. Alguns emigrados, outros vindo dos meios urbanos, procuram aqui paz, descanso e uma vida com outra qualidade.
O gado alimenta-se a meu lado, indiferente à minha passagem. As paisagens singulares continuam a servir de inspiração para calcorrear o caminho.
Infelizmente, em algumas árvores inocentes, continuam a ser penduradas fitas de plástico que serviram para marcação a um qualquer evento desportivo. Lembrem-se por favor de as retirar pois decididamente, não embelezam as nossas serras.
Dirijo-me para o Pedrogão, um local com poucas habitações, onde se respira tranquilidade. Aqui, o Penedo do Equilíbrio espicaça a imaginação.
O padeiro acabou de chegar e os poucos habitantes juntam-se no largo da fonte para o receber. O pão quente para o almoço chegou na hora certa.
Continuei a caminhada e mais adiante encontrei um aqueduto construído ao longo de um muro de granito, que permitia às populações trazer a água do alto da serra para as suas actividades quotidianas.
Após uma ofegante subida, restam agora algumas centenas de metros até ao local onde iniciei esta rota. Passando por uma de muitas torres eólicas já existentes na serra do Caramulo, encontrei de novo a estrada em alcatrão em direcção ao Caramulinho.

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PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)
PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)
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PR4-TND - Rota dos Caleiros (Tondela)
9,09 Km
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Caminhada na Lagoa de Albufeira (Sesimbra)

Autor: SolaGasta Em 13 - Fevereiro - 2013
Caminhada na Lagoa de Albufeira (Sesimbra)

O pequeno almoço, composto por torradas e um galão, soube muito bem após uma noite tranquila e bem dormida.  O fim de semana entre amigos no Parque de Campismo CAMPIMECO estava agora no segundo dia e antes de regressar a casa, ainda restavam algumas horas para esticar as pernas na Lagoa de Albufeira, culminando depois com um almoço de chocos fritos em Setúbal.
Depois das malas feitas, deixámos o Parque de Campismo em direcção à lagoa.
Pertencente ao concelho de Sesimbra, mais propriamente à freguesia do Castelo, a Lagoa de Albufeira pode atingir os 15 m de profundidade máxima, sendo considerada por isso a mais profunda de Portugal. É constituída por 3 lagoas, a Grande, a Pequena e a da Estacada e desde o ano de 1987 que é Reserva Ecológica Nacional.
Na Primavera é aberto o cordão dunar que separa a lagoa do mar e a água salgada junta-se assim às águas doces provenientes das ribeiras da Ferraria, Apostiça e Aiana. Todas alimentam o rico ecossistema lagunar existente.
É um local de rara beleza, com condições excepcionais para a prática de diversos desportos como por exemplo a canoagem, vela, windsurf e kitesurf.
Percorri as suas margens num pequeno passeio matinal.
Uma caminhada de contrastes, pois se de um lado a lagoa permanecia tranquila, como se ainda estivesse a acordar de uma longa noite, do outro reinava o mar furioso onde as ondas quebravam num movimento contínuo, uma após a outra.
Despedi-me da lagoa e dirigimo-nos para Setúbal, não sem antes percorrer algumas estradas da Serra da Arrábida, apreciando com calma as magníficas paisagens que nos eram oferecidas.
Fizemos uma paragem obrigatória no Portinho da Arrábida, onde a sua bela praia de areias claras e água transparente contrasta com a imponente Serra que se ergue nas suas costas.
Para terminar, resta apenas dizer que os chocos fritos estavam deliciosos!…

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Caminhada na Lagoa de Albufeira (Sesimbra)
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PR2 – SSB – Maravilhas do Cabo (Sesimbra)

Autor: SolaGasta Em 8 - Fevereiro - 2013
PR2 - SSB - Maravilhas do Cabo (Sesimbra)

As condições atmosféricas no Cabo Espichel, naquela tarde, não eram as mais favoráveis. O vento soprava forte nas falésias enquanto aguardava pela chegada de alguns amigos de outras aventuras. Combinámos um fim de semana de convívio no Parque de Campismo CAMPIMECO com umas caminhadas à mistura.
Após uma visita ao Santuário da Nossa Senhora do Cabo (também denominado Santuário de Nossa Senhora da Pedra da Mua ou Santuário do Cabo Espichel) e à Ermida da Memória, iniciámos o percurso pedestre propriamente dito.
Com cerca de 5 Km, este trilho circular deve ser feito com algum cuidado, nomeadamente nas zonas de falésia, pois em dias de vento forte como foi o caso, pode tornar-se perigoso.
O céu estava coberto com um manto de nuvens densas que adivinhavam tempestade. Felizmente tal não aconteceu e nem um pingo de água caiu nas nossas cabeças.
Por entre rasgos momentâneos, os raios de sol bem definidos tocavam no mar, originando imagens de rara beleza.
Parámos para observar as pegadas do Período Jurássico da Pedra da Mua, nas lajes rochosas subjacentes ao Santuário e à Ermida da Memória. Este geomonumento é classificado como Monumento Natural.
Mais à frente uma nova paragem para a observação das pegadas do Cretácico. Podem aqui reconhecer-se pegadas de grandes dinossauros bípedes ornitópodes.
Entre histórias partilhadas e conversas de amigos que já não se reencontravam há demasiado tempo, este fluiu sem que por isso déssemos conta.
O regresso culmina acompanhando, durante largos metros, parte do aqueduto que transportava a água da povoação da Azóia até à mãe d’água do Santuário do Cabo Espichel.
Já nos automóveis, protegidos do forte vento que teimava em não acalmar, iniciámos a viagem em direcção ao Parque de Campismo onde iríamos pernoitar.

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PR2 - SSB - Maravilhas do Cabo (Sesimbra)
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PR2 - SSB - Maravilhas do Cabo (Sesimbra)
5,15 Km
(circular)
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Caminhada em Tróia (Grândola)

Autor: SolaGasta Em 3 - Fevereiro - 2013
Caminhada em Troia (Grândola)

Cheguei a Tróia ao final da tarde. Não pude deixar de sentir a sensação de estar a invadir um condomínio privado ou um resort de luxo. Os jardins bem tratados ladeavam a estrada que me levava até à ponta da língua de areia, onde se ergue a localidade de Tróia.
Encontrar lugar de estacionamento foi como descobrir uma agulha num palheiro mas após algumas voltas consegui ficar com um pequeno espaço acabado de desocupar por um turista que regressava da praia.
Dei assim inicio à pequena caminhada de descoberta da Península de Tróia. Segui em direcção à praia, percorrendo as ruas já na sombra dos grandes edifícios de apartamentos e hotéis que cresceram em localizações privilegiadas. Com a praia a seus pés, são estes empreendimentos o refúgios de muitos turistas que todos os anos animam as praias de Tróia.
Pelo passadiço de madeira que se estende sobre as dunas, cheguei à marina, olhando a Serra da Arrábida e a cidade de Setúbal na outra margem. Agora o Estuário do Sado surgia como pano de fundo na paisagem.
Já o sol se escondia nas águas atlânticas quando regressei ao Parque de Campismo da Lagoa de Santo André, não sem antes passar pela praia da Comporta onde terminei o dia numa esplanada à beira mar.

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Caminhada em Troia (Grândola)
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1,30 Km
(circular)
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Caminhada na Lagoa e Praia de Melides (Grândola)

Autor: SolaGasta Em 22 - Janeiro - 2013
Caminhada na Lagoa e Praia de Melides (Grândola)

A Lagoa de Melides, no concelho de Grândola, fica junto à praia com o mesmo nome e, especialmente durante os dias quentes de Verão, é um local de “romaria” com muitos veraneantes a aproveitar a beleza do local para passar umas horas de descanso.
Foi nesta tranquilidade que aproveitei para esticar um pouco as pernas, fazendo uma pequena pausa na viagem desde a Lagoa de Santo André até Tróia.
A lagoa prolonga-se para o interior sob a forma de campos de arroz, sem fim à vista. São vários hectares de um grande valor ecológico que concentram uma enorme diversidade de fauna e flora.
Percorri as suas margens até onde o tempo limitado me deixou. Infelizmente a tarde já ia a meio e queria ainda conhecer Tróia. Despedi-me com um “até já” pois, sinceramente, quero regressar a esta região e desfrutar com mais calma de toda a sua beleza.

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Caminhada na Lagoa e Praia de Melides (Grândola)
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PR1 – Vereda de Brescos (Santiago do Cacém)

Autor: SolaGasta Em 13 - Janeiro - 2013
PR1 - Vereda de Brescos (Santiago do Cacém)

O “PR1 – Vereda de Brescos” está integrado nos percursos assinalados de Santiago do Cacém. É um percurso circular com cerca de 11 quilómetros e que tem o seu início e fim no Parque de Campismo da Lagoa de Santo André.
Optei por fazer o percurso no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, caminhando assim nos primeiros quilómetros lado a lado com a Lagoa de Santo André. Fui observando a incrível diversidade de avifauna existente enquanto avançava tranquilamente sob o olhar curioso de algumas manadas de gado.
Ao chegar a uma bifurcação num pequeno monte descampado, deixei de ver a sinalização do trajecto.
Segundo o mapa que levava comigo, teria de atravessar a estrada nacional para continuar no percurso certo e com algum sentido de orientação lá consegui chegar à estrada que une as localidades de Vila Nova de Santo André e Aldeia de Brescos.
Depois de a atravessar, continuei a não ter vestígios de marcações. Cheguei à povoação de Foros da Quinta, procurei por alguém que me pudesse informar sobre o caminho correcto a seguir, mas sem sucesso.
Após algumas tentativas infrutíferas de encontrar marcações, optei por regressar à estrada nacional e seguir até à Aldeia de Brescos pelo asfalto. Já na aldeia, encontrei de novo o trilho assinalado até chegar ao parque de campismo.
É um percurso fácil, mas devido à falta de sinalização em alguns locais, atalhei os 11 quilómetros para cerca de 9,5.

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PR1 - Vereda de Brescos (Santiago do Cace?m)
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PR1 - Vereda de Brescos (Santiago do Cacém)
9,57 Km
(circular)
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Caminhada na Praia e Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém)

A cerca de 15 km de Santiago do Cacém encontrei o Parque de Campismo da Lagoa de Santo André. Foi desde lá que parti para dois dias de descoberta de mais uma belíssima região que em Portugal podemos e devemos visitar: a Lagoa de Santo André.
Entre dunas, um imenso lençol de água convida à contemplação. Observo uma diversificada avifauna que enriquece este ecossitema. Pouco incomodadas com a minha presença, as aves continuam a alimentar-se ou simplesmente a descansar à minha passagem.
Percorri a língua de areia que separa a lagoa do mar e que, uma vez por ano, é aberta para proporcionar uma renovação de águas na lagoa. Um evento que marca simbolicamente o início da Primavera e ao qual aderem as gentes locais e não só.
Esta pequena caminhada para matar o tempo até à hora de almoço, foi um delicioso aperitivo para o bitoque que se seguiu num restaurante local…

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Caminhada na Praia e Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém)
Caminhada na Praia e Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém)
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Caminhada na Praia e Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém)
2,39 Km
(linear – ida e volta)
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Passeio Pedestre no Badoca Safari Park (Santiago do Cacém)

Autor: SolaGasta Em 2 - Janeiro - 2013
Passeio Pedestre no Badoca Safari Park (Santiago do Cacém)

A manhã foi passada a percorrer os trilhos do Badoca Safari Park. Fica em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, e em cerca de 90 hectares podemos conhecer cerca de 600 animais selvagens correspondentes a 75 espécies diferentes.
Neste parque natural somos convidados a passar um dia diferente em terras alentejanas. No meio da natureza passeamos lado a lado com gnus, girafas, zebras…observamos aves de rapina em voos rasantes, aves exóticas e todas as suas cores deslumbrantes…na ilha dos primatas deixamo-nos impressionar com tantas semelhanças com o ser humano…
À hora marcada parti no pequeno safari que permite um contacto mais próximo com alguns habitats. É interessante ver o comportamento das diferentes espécies e a curiosidade com que nos recebem.
Foi no parque de merendas que fiz uma pausa para um breve piquenique antes do regresso.

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Passeio Pedestre no Badoca Safari Park (Santiago do Cace?m)
Passeio Pedestre no Badoca Safari Park (Santiago do Cacém)
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Passeio Pedestre no Badoca Safari Park (Santiago do Cacém)
7,85 Km
(circular – incluindo Safari em comboio turístico)
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Caminhada na Nazaré (Nazaré)

Autor: SolaGasta Em 15 - Dezembro - 2012
Caminhada na Nazaré (Nazaré)

Foi na Nazaré, com uns berbigões de cebolada, que terminei o dia.
Para abrir o apetite (como se fosse preciso…) realizei um pequeno passeio de cerca de 3km pela marginal e ruas da vila, observando toda a azáfama desta localidade de actividades turísticas e piscatórias.
Ao sol secavam os famosos carapaus que depois de secos são um petisco apreciado por muitos. Informei-me sobre esta iguaria junto da peixeira que os vendia. Explicou-me como se devem preparar e comer. Trouxe uns quantos para experimentar.
Entrei então numa pequena taberna, numa das praças interiores, e sentei-me para degustar um prato de berbigões. Acompanhados com bom pão e uma taça de vinho verde, foi o final de tarde perfeito na Nazaré.
Regressei quando já o sol se escondia no Atlântico. A Avenida Manuel Remígio estava agora mais tranquila…

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Caminhada na Nazare? (Nazare?)
Caminhada na Nazaré (Nazaré)
Ver no cm-nazare.pt
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Caminhada na Nazaré (Nazaré)
2,78 Km
(linear – ida e volta)
GPS
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Caminhada no Buddha Eden Garden (Bombarral)

Autor: SolaGasta Em 6 - Dezembro - 2012
Caminhada no Buddha Eden Garden (Bombarral)

Naquela manhã solarenga e fria, fui à procura do Buddha Eden Garden. As indicações que tinha não eram muitos precisas mas como “quem tem boca vai a Roma”, lá consegui encontrar a Quinta dos Loridos, no Carvalhal, onde se situa o jardim.
Comprei o bilhete e iniciei a descoberta deste espaço concebido pelo Comendador José Berardo.
Com cerca de 35 hectares, este jardim oriental nasce na sequência da destruição dos Budas Gigantes de Bamiyan pelo Governo Talibã, no centro do Afeganistão. O Comendador Berardo, decidiu erguer este espaço, prestando assim homenagem a estas obras primas, referências espirituais e culturais da humanidade.
Ao percorrer os caminhos rasgados no jardim, encontro um vasto património, obras de arte impressionantes que nos transmitem uma certa paz, olhando-nos fundo, inspiram tranquilidade e harmonia.
Circundei o lago central ao som de pequenas ondulações provocadas pelo vento. Alguns patos curiosos acompanhavam os visitantes, talvez na expectativa de serem brindados com algum petisco.
Foi uma caminhada tranquila e um tempo bem passado. Uma sugestão final para a possibilidade de colocação de placas informativas junto a cada obra exposta, ou em alternativa, fornecer um pequeno descritivo aquando da compra do bilhete.

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Caminhada no Buddha Eden Garden (Bombarral)
Caminhada no Buddha Eden Garden (Bombarral)
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Caminhada no Buddha Eden Garden (Bombarral)
3,44 Km
(circular)
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Nota: Para mais informações ver www.buddhaeden.com

PR7 TVD – Rota das Quintas (Torres Vedras)

Autor: SolaGasta Em 29 - Novembro - 2012
PR7 TVD - Rota das Quintas (Torres Vedras)

A chuva não parava de cair. O sol sorria a espaços originando uma multiplicidade de arco-iris com diferentes graus de intensidade, à medida que diminuía a distância até S. Domingos de Carmões.
Cheguei ao local marcado, para o inicio da caminhada de inauguração do PR7 TVD – Rota das Quintas, antes da hora prevista.
Perto da Junta de Freguesia local, já uma imensidão de gente aguardava ansiosa, ultimando os preparativos para os cerca de 15 km do percurso.
Após os discursos das entidades responsáveis, nomeadamente da Câmara Municipal de Torres Vedras, com o apoio do Académico de Torres Vedras e da Junta de Freguesia de Carmões, iniciámos a caminhada subindo a Rua da Igreja. Uns passos mais adiante, saímos da povoação em direcção a Corujeira.
Com poucas centenas de metros já percorridos, era bem notório qual seria a dominante deste percurso circular que, ao passar por áreas principalmente rurais, onde as vinhas assumiam particular destaque, estava pintado com uma palete de cores retalhadas pelas diversas quintas por onde passávamos. Vários tons de verdes, amarelos e castanhos enchiam os nossos olhos.
Continuámos para a Carrasqueira e ao chegar a Carreiras, o São Pedro que até então tinha sido compreensivo, fez cair sobre nós uma chuva intensa que perdurou o tempo suficiente para nos encharcar.
Por descidas em terrenos enlameados chegámos à Quinta Vale de Cavalos onde à nossa espera aguardava um magnífico reforço energético.
Reestabelecidas as forças, parte do grupo regressou a Carmões, optando pelo trajecto mais curto, enquanto os restantes continuaram para terminar os cerca de 15 km. Inclui-me neste segundo grupo.
Saímos então em direcção a Alfeiria e passando também por Maceira e Casal do Mato continuámos a subir até atingir a altitude máxima de perto de 300m no Santuário da Nossa Senhora dos Milagres (Dois Portos).
Após uma breve pausa para descansar e apreciar as magníficas paisagens circundantes, iniciámos a descida por entre eucaliptais, de regresso a S. Domingos de Carmões.
Passámos por Braçal, onde na Rua das Fontes pudemos encher os cantis para os últimos metros da caminhada.
A chegada estava agora próxima e o fim de uma animada manhã também. Foi um percurso com um grau de dificuldade fácil e possível de realizar durante todo o ano, em cerca de 3,5 / 4 horas.

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PR7 TVD - Rota das Quintas (Torres Vedras)
PR7 TVD – Rota das Quintas (Torres Vedras)
PR7 TVD – Rota das Quintas (Torres Vedras)
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PR7 TVD - Rota das Quintas (Torres Vedras)
14,49 Km
(circular)
GPS
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Caminhada em Santiago do Cacém (Santiago do Cacém)

Autor: SolaGasta Em 6 - Novembro - 2012
Caminhada em Santiago do Cacém (Santiago do Cacém)

A tarde em Santiago do Cacém foi bem aproveitada. Iniciei a caminhada na zona baixa da cidade em direcção ao Centro Histórico.
Lá no alto, o Castelo de braço dado com a Igreja Matriz de Santiago do Cacém protegem e vigiam a povoação, como se ainda hoje os perigos pudessem surgir de todos os lados e a qualquer instante.
Numa das ruas estreitas e empedradas da subida, parei para um café. Entre casas modeladas pela colina, encontrei um espaço ainda forrado com mosaicos de outras décadas no chão, onde as cadeiras de ferro circundavam as poucas mesas redondas. No balcão ao centro, dois clientes partilhavam o passar dos minutos com a televisão sintonizada numa novela de principio de tarde. Sentei-me na mesa próximo da entrada do café, junto à pequena janela.
Não demorou muito até estar de novo em ritmo ascendente, a caminho do Posto de Turismo do Centro Histórico onde obtive mais informações sobre a cidade e região.
O Castelo e a Igreja ficam logo ali, ao final da rua. Detive-me um pouco no átrio frontal da Igreja, olhando para baixo e respirei fundo.
Circundei as muralhas do Castelo pelo Passeio das Romeirinhas apreciando as paisagens que os meus olhos conseguiam atingir.
Na descida, passei pelo Pelourinho de Santiago, junto à Igreja da Misericórdia na Praça Conde do Bracial e continuei a descer até ao Parque Verde da Quinta do Chafariz.
A descoberta de Santiago do Cacém estava agora a chegar ao fim, mas não me despedi sem ter primeiro provado uns chocos fritos deliciosos que enriqueceram ainda mais aquele final de tarde.


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Caminhada em Santiago do Cace?m (Santiago do Cace?m)
Caminhada em Santiago do Cacém (Santiago do Cacém)
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Caminhada em Santiago do Cacém (Santiago do Cacém)
3,69 Km
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De Vila Nova de Santo André à Praia do Porto das Carretas (Santiago do Cacém)

Depois de chegar a Vila Nova de Santo André e de me instalar num turismo rural bem simpático, pedi algumas informações na recepção sobre locais para caminhar na região. A primeira sugestão foi o percurso que nos leva à Praia do Porto das Carretas.
Malas desfeitas e pus-me ao caminho.
Depois de atravessar a EN-265-1 em direcção a Oeste, percorri uma pequena estrada que acompanha a zona lagunar em direcção à praia. Ao longe, as águas da lagoa de Santo André invadiam os campos agrícolas onde a diversidade de aves que ali se alimentavam era imensa.
Esta estrada com pouco trânsito (pelo menos no dia em que a percorri) é aproveitada, não só para chegar à praia, mas também para a prática de desporto. Caminhadas, corrida e ciclismo, de tudo um pouco é praticado pelos residentes.
Rapidamente cheguei à Praia do Porto das Carretas. Sentei-me, descalcei as botas, enterrei os pés na areia e descansei ao som do mar.
O regresso foi feito pelo mesmo caminho, ainda antes do cair da noite.

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De Vila Nova de Santo André à Praia do Porto das Carretas (Santiago do Cacém)
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6,85 Km
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Caminhada em Grândola (Grândola)

Autor: SolaGasta Em 13 - Outubro - 2012
Caminhada em Grândola (Grândola)

A caminho de Santo André onde iria passar uns dias de descanso, fiz uma pausa na vila de Grândola, distrito de Setúbal, para almoçar e esticar um pouco as pernas.
Passei pelo Posto de Turismo local para pedir um mapa e sugestões de restaurantes na vila.
Munido com algumas informações, iniciei uma pequena caminhada de desentorpecimento enquanto procurava ao mesmo tempo as ementas dos restaurantes que ia encontrando. Estava com vontade de degustar uns chocos fritos, típicos da região de Setúbal, mas entretanto optei por um delicioso bacalhau à brás deixando os chocos para mais tarde.
Grândola é toda ela um monumento à revolução portuguesa, o 25 de Abril de 74. Encontrei várias referências a esse importante acontecimento que mudou a história do nosso país, como por exemplo o “Memorial ao 25 de Abril” na entrada norte da vila.
Depois de tomar café, regressei ao carro para seguir viagem para Santo André.

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Caminhada em Grândola (Grândola)
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PR – Trilho Ricardo Magalhães (Macedo de Cavaleiros)

Autor: SolaGasta Em 10 - Outubro - 2012
PR - Trilho Ricardo Magalhães (Macedo de Cavaleiros)

Cheguei já tarde para quem ainda vai iniciar um percurso pedestre. Eram quase onze da manhã quando estacionei o carro na aldeia de Santa Combinha e o calor já se fazia sentir com alguma intensidade.
Com uma localização privilegiada numa língua de terra que penetra a albufeira da barragem do Azibo e perto da praia fluvial com o mesmo nome, a aldeia estava repleta de vida naquela manhã. Estávamos no último dia de Julho e muitos dos filhos da terra tinham já regressado dos países de acolhimento para as merecidas férias de Verão. Outros preparavam as casas para o tão desejado reencontro com os familiares que ainda estariam por chegar.
Segui as placas com indicação do percurso, atravessando a aldeia pela rua central em pedra.
Situada em lugar de destaque e a poucos metros do inicio da caminhada, a Capela de São Gonçalo dá as boas vindas a quem por ali passa.
Do pequeno parque infantil bem cuidado saíam crianças pelas mãos dos pais, satisfeitas com a brincadeira tida. Ali podiam correr, gritar, correr mais um pouco…tinham o dia inteiro para o fazer, afinal estavam de férias na terra dos avós.
Detive-me um pouco no miradouro, desfrutando da paisagem sempre peculiar e absorvente que uma albufeira pode oferecer.
Passando pela Igreja Matriz, continuei em direcção ao Centro Interpretativo do Parque Natureza do Azibo. À chegada virei à direita descendo o monte até um nível próximo da água. O percurso bem delimitado, desenvolve-se agora em contacto permanente com as águas do Azibo. Espalhados pelo percurso, vários bancos em madeira e dois observatórios de aves possibilitam um possível descanso nesta rota de nível de dificuldade baixo.
Contornando a península, regresso ao Centro Interpretativo para logo a seguir encontrar de novo o casario de Santa Combinha. Na pequena esplanada do café, as duas mesas gastas pelo tempo eram o palco para uns dedos de conversa. Histórias de uma vida de trabalho, de um ano passado longe dos mais queridos, fluíam a cada café servido.
O regresso a casa era agora uma realidade bem presente. Após uma semana em terras transmontanas, regresso a casa mais “rico”. As gentes que conheci, a gastronomia que provei e os locais visitados fazem com que me despeça de Trás-os-Montes com um um simples “até já”…

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PR - Trilho Ricardo Magalhães (Macedo de Cavaleiros)
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PR - Trilho Ricardo Magalhães (Macedo de Cavaleiros)
4,44 Km
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Caminhada pelas ruas de Gondesende (Bragança)

Autor: SolaGasta Em 25 - Setembro - 2012
Caminhada pelas ruas de Gondesende (Bragança)

Gondesende é uma pequena freguesia do concelho de Bragança.
Localizada a cerca de 13 km da sede de concelho, facilmente encontrei a placa com a indicação da aldeia, seguindo na estrada nacional 103 que liga Bragança a Vinhais
.
Fazendo parte integrante do Parque Natural de Montesinho esta aldeia respira um silêncio e uma paz que não me deixou indiferente. Apetece ficar por ali uns dias, descansar naquela tranquilidade, embrenhar-me para além das casas de xisto e madeira. No centro da povoação, destaca-se a a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção e perto, o edifício da Junta de Freguesia. Fora do casario, o pequeno edifício da Escola do 1º Ciclo resiste ao passar dos dias. Não sei se ainda hoje em actividade ou apenas à espera que o desgaste dos anos a vença, como acontece infelizmente em muitas outras freguesias rurais do nosso Portugal.
Anseio pelo dia em que este processo de desertificação se inverta, dando lugar ao regresso das crianças às terras dos seus pais e avós. Só assim conseguiremos evitar que se percam por completo as raízes de um povo.
Foi a pensar neste país de desequilíbrios que regressei a Bragança.

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Caminhada pelas ruas de Gondesende (Bragança)
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0,90 Km
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Caminhada pelas ruas de Vinhais (Vinhais)

Autor: SolaGasta Em 19 - Setembro - 2012
Caminhada pelas ruas de Vinhais (Vinhais)

Vinhais tem as características invejáveis de uma localidade transmontana: boas gentes, uma saborosa gastronomia e belas paisagens. De tudo um pouco pude comprovar nesta visita à vila sede de concelho, pertencente ao distrito de Bragança.
Estacionei o automóvel fora do casario e iniciei a descoberta começando a caminhada na rua principal que atravessa toda a vila.
Surge de imediato enquadrada a zona histórica de Vinhais, onde o que resta da antiga muralha envolve um núcleo de casas que se encaixam, lado a lado, nas pequenas ruas de pedra. Entro por elas e rapidamente chego ao largo do pelourinho.
Fora das muralhas, os campos agrícolas dominam a paisagem sendo ainda um meio de sustento e complemento alimentar para muitas famílias.
Regresso à rua principal, passo a Câmara Municipal, e vou beber uma água na Praça do Município. Aprecio durante uns momentos os verdes montes que acolhem e protegem a vila.
Lá em baixo destaca-se o Parque Verde de Artes e Ofícios, recentemente inaugurado. É um espaço que tem por objectivo revitalizar e dar a conhecer os usos e costumes da região. Em diversas casas de madeira podemos encontrar expostos objectos de outros tempos, relacionados com as actividades agrícolas e artesanais da região.
O sol escondia-se agora e a hora do jantar aproximava-se a passos largos. Num restaurante local a mesa encheu-se de suculentas carnes mirandesas, um bom vinho e um bom pão proporcionando assim um final de dia digno do mais feliz dos seres.

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Caminhada pelas ruas de Vinhais (Vinhais)
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1,11 Km
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Do Parque Biológico de Vinhais à Ciradelha (Vinhais)

Autor: SolaGasta Em 4 - Setembro - 2012
Do Parque Biológico de Vinhais à Ciradelha (Vinhais)

Este percurso pedestre ao pólo da Ciradelha, tem o seu inicio no Parque Biológico de Vinhais.
Seguindo as placas indicativas do PR4 VNH percorri a estrada em asfalto até cortar à esquerda num cruzamento com trilho em terra batida, iniciando
a subida para a Ciradelha.
O calor estava sufocante e a ascensão fazia-se a um ritmo lento, aproveitando as pequenas sombras de uma flora diversificada.
Ao chegar ao topo, fui brindado com uma deslumbrante paisagem. O observatório de madeira construído para fornecer aos visitantes mais informações sobre a diversidade de habitats e espécies observáveis no local estava, infelizmente, fechado.
Sentei-me na sua sombra enquanto os batimentos cardíacos regressavam a ritmos normais.
Os montes retalhados a diversos tons de verdes e castanhos alternavam vidas, histórias de homens simples que deles retiram ou retiraram o seu sustento.
Regressei pelo mesmo trilho ao ponto de partida. Tinha agora a vila de Vinhais para descobrir.

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Do Parque Biológico de Vinhais à Ciradelha (Vinhais)
Do Parque Biológico de Vinhais à Ciradelha (Vinhais)
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3,25 Km
(linear – ida e volta)
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Caminhada no Parque Biológico de Vinhais (Vinhais)

Autor: SolaGasta Em 1 - Setembro - 2012
Caminhada no Parque Biológico de Vinhais (Vinhais)

O Parque Biológico de Vinhais, localizado em pleno Parque Natural de Montesinho, oferece aos seus visitantes um contacto próximo com a diversidade de fauna e flora autóctones permitindo assim um agradável passeio pedestre para toda a família.
Iniciei a caminhada depois de adquirir o bilhete na recepção e de visualizar um curto filme sobre o parque e a região em que se insere.
Observei aves de rapina, javalis, veados e espécies mais habituadas ao contacto com o homem, como cabras, ovelhas, porcos, burros, patos e galinhas.
Caminhei à sombra de carvalhos e castanheiros, entre outras espécies, e no final, deliciei-me com os odores do jardim de plantas aromáticas e medicinais.
Terminei a visita com uma água fresca no café de apoio ao parque. Sentado na esplanada escutava a algazarra de sons com que os animais me brindavam enquanto pensava já na próxima caminhada: o trilho até à Ciradelha.

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Caminhada no Parque Biológico de Vinhais (Vinhais)
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Caminhada no Parque Biológico de Vinhais (Vinhais)
1,38 Km
(circular)
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Nota: Mais informações sobre o Parque Biológico de Vinhais em: www.parquebiologicodevinhais.com

Pelas ruas da Aldeia de Montesinho (Bragança)

Autor: SolaGasta Em 26 - Agosto - 2012
Pelas ruas da Aldeia de Montesinho (Bragança)

Esta pequena caminhada na aldeia de Montesinho, uma aldeia tipicamente transmontana situada em pleno Parque Natural de Montesinho, foi bastante agradável, apesar de atribulada. Saí de Bragança ainda ensonado e só quando cheguei a Montesinho é que percebi que a carteira tinha ficado na pousada. A ideia inicial de tomar um café pela aldeia e comprar água para uma caminhada mais longa ficou assim sem efeito. Restou-me passear um pouco, entre casas e ruas de pedra, sentindo o pulsar de um refrescante acordar na serra.

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Pelas ruas da Aldeia de Montesinho (Bragança)
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Pelas ruas da Aldeia de Montesinho (Bragança)
0,88 Km
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Subindo até ao Centro Histórico e Castelo de Bragança (Bragança)

Foi depois de me instalar na Pousada de Juventude que parti à descoberta da cidade de Bragança.
Antes de saciar a sede de a conhecer, tinha de saciar a fome que trazia no estômago. Seguindo indicações da funcionária da Pousada, encontrei o centro comercial mais perto onde devorei um prato de comida rápida. Não sou grande adepto destas soluções alimentares mas quando não existe ou não se conhece alternativa, que remédio temos senão trocar a nossa maravilhosa gastronomia por algo mais simples e prático. Era já tarde e essa foi a melhor solução encontrada.
Segui em direcção ao Posto de Turismo onde me disponibilizaram um mapa da cidade. Com ele, iniciei a subida ao Centro Histórico, percorrendo as avenidas, ruas e travessas debaixo de um calor sufocante.
Apenas na esplanada em frente à Igreja de Santa Maria encontrei a desejada sombra onde aproveitei para descansar um pouco. Estava já no interior das muralhas do castelo de Bragança.
Para além da Igreja já referida, o Domus Municipalis
(um edifício único de arquitectura civil românica no país) e o Pelourinho são outras das atracções do centro histórico.
Pausadamente fui percorrendo e conhecendo as ameias e as paisagens que me ofereciam. Em cada pedra a sua história e nas estreitas ruas que atravessam o centro histórico as gentes tomam conta da sua vida, põem a conversa em dia com os vizinhos, saúdam quem passa…pensei como seria a vida no séc. XV, aquando da sua construção, quais as conversas, que actividades e sons encheriam as ruas…
Regressei à Pousada para o merecido descanso.

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Subindo até ao Centro Histórico e Castelo de Bragança (Bragança)
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6,96 Km
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Da Aldeia Nova a São João das Arribas (Miranda do Douro)

Autor: SolaGasta Em 26 - Julho - 2012
Da Aldeia Nova a São João das Arribas (Miranda do Douro)

Ouvi dizer que em São João das Arribas, na freguesia de Paradela em Miranda do Douro – a mais oriental freguesia do território nacional – somos brindados com umas vistas privilegiadas sob o Douro Internacional. Assim sendo, não podia deixar passar a oportunidade de o comprovar.
Iniciei a caminhada em Aldeia Nova, onde deixei o automóvel estacionado. Primeiro pelas ruas da aldeia em pedra e depois por caminhos em terra batida, fui descendo até São João das Arribas.
Pude efectivamente comprovar o que diziam. A vista panorâmica sobre parte do curso do rio Douro é de cortar a respiração. Contemplei durante largos minutos aquele quadro magnifico, sentado num banco de pedra colocado estrategicamente no miradouro.
Nas minhas costas, a capela estava fechada pelo que não a consegui visitar.
Regressei pelo mesmo caminho a Aldeia Nova, onde aproveitei para comprar um delicioso mel de produção caseira.

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Da Aldeia Nova a São João das Arribas (Miranda do Douro)
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3,00 Km
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Caminhada no Parque Urbano do Rio Fresno (Miranda do Douro)

Autor: SolaGasta Em 23 - Julho - 2012
Caminhada no Parque Urbano do Rio Fresno (Miranda do Douro)

O Parque Urbano do Rio Fresno é um local propício para a realização de uma caminhada suave e tranquila.
Onde outrora existia um espaço desleixado e deixado à sua sorte, a autarquia de Miranda conseguiu operar uma transformação de relevo, dotando o parque das condições e equipamentos necessários para receber os visitantes num espaço tão nobre da cidade.
Percorri as margens do rio debaixo de um calor abrasador. Numa escassa sombra aproveitei para degustar a famosa Bola Doce de Miranda que tinha comprado numa pequena pastelaria local. Que delicia, acreditem!
Carregadas as baterias, continuei descendo o parque por trilhos bem definidos em calçada e piso sintético, olhando lá no alto as ruínas do antigo castelo.
O calor apertava cada vez mais e no café do parque fiz uma pausa para saborear um pires de tremoços e uma cerveja fresquinha. Não é o mais aconselhável numa caminhada mas era o que estava mesmo a apetecer com todo aquele calor sufocante. Sentado na esplanada, descansava ao som relaxante emitido pelos repuxos de água.
Continuei a caminhada circundando todo o parque urbano.
Era já quase noite quando regressei ao quarto para me preparar para o jantar. No pensamento pairavam as tentadoras opções: posta mirandesa ou alheira, o que cairia no prato esta noite?

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Caminhada no Parque Urbano do Rio Fresno (Miranda do Douro)
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Pelas ruas de Vimioso até à Atalaia (Vimioso)

Autor: SolaGasta Em 17 - Julho - 2012
Pelas ruas de Vimioso até à Atalaia (Vimioso)

Do centro da vila de Vimioso, caminhei para este seguindo as placas com indicação de “Atalaia”.
A Torre da Atalaia é uma torre militar de observação que fazia parte do sistema defensivo que controlava as fronteiras com o reino de Leão. Com cerca de 6 metros de altura é efectivamente um local privilegiado de observação para toda a região em redor. Segundo o GPS, estava agora a 746 m de altitude.
No trajecto de regresso, o estômago começou a dar sinal. Parei num estabelecimento público (por razões óbvias não divulgarei o nome) para perguntar onde se podiam comer duas sopas ali perto. Sem grandes alternativas para nos indicar, a senhora que prontamente nos atendeu ao balcão esgueirou-se para a sua cozinha e saiu de lá com duas sopas de legumes quentinhas para nos servir. Pedimos duas águas para matar a sede e na hora de pagar, qual o nosso espanto quando fomos informados que as sopas eram oferta. Nem com a nossa repetida insistência nos deixaram pagar…”era uma oferta de Vimioso para lá voltarmos com os amigos…” – dizia a afável senhora.
Este episódio demonstra realmente a simpatia, o sentimento de partilha e o bem receber das gentes transmontanas. Senti-me muito pequenino naquele instante.
Nunca é demais voltar a agradecer. O meu muito, muito obrigado.

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Pelas ruas de Vimioso até à Atalaia (Vimioso)
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2,98 Km
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Da Aldeia ao Castelo de Algoso (Vimioso)

Autor: SolaGasta Em 11 - Julho - 2012
Da Aldeia ao Castelo de Algoso (Vimioso)

Cheguei à pacata aldeia de Algoso a meio da manhã, já o sol ia alto e bem quente. No café vizinho da Igreja Matriz aproveitei para me refrescar com uma garrafa de água, enquanto escutava o silêncio das ruas carregadas de lendas e história. Ao meu lado, um fiel amigo repousava também na tímida sombra das plantas ornamentais que limitavam aquela esplanada.
Depois do último gole de água iniciei a caminhada propriamente dita, seguindo uma leve brisa em direcção ao castelo. Deixei para trás as ruas de pedra que percorriam o casario da aldeia e entrava agora em estrada de asfalto.
Acompanhando a subida e espaçadas algumas dezenas de metros, umas pequenas capelas, que penso simbolizarem os cinco Mistérios Gloriosos, erguiam-se na margem esquerda da estrada. À frente e olhando para o cimo do monte, o castelo era já visível.
Ao chegar, detive-me a saborear as paisagens em redor. Ao fundo no vale, a ponte romana resiste como pode à passagem do tempo. Pomares e outras terras de cultivo intercalam com montes praticamente virgens onde a presença do homem não é notada. Retalhos em vários tons de verdes e amarelos pintam o horizonte até onde a vista consegue alcançar.
Após visita ao castelo, regressei pelo mesmo caminho ao centro da aldeia. A próxima paragem seria Vimioso.

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Da Aldeia ao Castelo de Algoso (Vimioso)
Da Aldeia ao Castelo de Algoso (Vimioso)
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Da Aldeia ao Castelo de Algoso (Vimioso)
3,25 Km
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Percurso Pedonal "O Douro a seus pés" (Miranda do Douro)

Este percurso pedestre denominado “O Douro a seus pés” tem inicio junto à antiga Pousada de Santa Catarina e termina no antigo edifício da Alfândega. Se originalmente termina aí o tapete sintético, eu prolonguei um pouco mais a caminhada até ao cais fluvial, percorrendo o resto do caminho em asfalto, na berma da estrada, que segue até à barragem.
Em toda a sua extensão ao longo da encosta do rio Douro, podemos desfrutar de maravilhosas paisagens sobre o rio, enquanto descemos desde Miranda até tocar nas suas águas que beijam o pequeno cais.
Sentei-me à sombra das árvores que percorrem a margem do Douro e descansei um pouco. Teria agora de regressar encosta acima, com o sol já mais atrevido, fazendo sentir todo o seu fulgor a cada passo dado a custo.

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Percurso Pedonal "O Douro a seus pés" (Miranda do Douro)
Percurso Pedonal "O Douro a seus pés" (Miranda do Douro)
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Percurso Pedonal "O Douro a seus pés" (Miranda do Douro)
5,33 Km
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Caminhada no Centro Histórico de Miranda do Douro (Miranda do Douro)

Miranda do Douro foi a localidade escolhida para pernoitar nos primeiros dias da descoberta de Trás-Os-Montes. Localizada na margem direita do rio Douro, num magnífico planalto, a cidade transborda beleza em toda a sua envolvente. As primeiras impressões são quase sempre as mais importantes e a minha de Miranda foi bastante positiva.
Procurei a pensão onde tinha feito a reserva e após as úteis informações de um residente, consegui facilmente localizá-la.
Depois de feito o check-in, parti para conhecer o Centro Histórico. Não podia perder tempo e estava ansioso para ver tudo.
Após a longa viagem de cerca de 400 Km, apesar das breves pausas em Trancoso e Vila Nova de Foz Côa, sabia bem chegar ao destino e encostar o automóvel.
Por isso, esta caminhada ao final da tarde pelas muralhas de Miranda e estreitas ruas empedradas soube-me mesmo muito bem.
Muito pode ser visto em Miranda do Douro. Para além de umas deslumbrantes paisagens sobre o Rio Douro, dignas de um postal ilustrado, existe um rico património histórico, religioso e cultural à espera de ser descoberto. De salientar a Sé Catedral que recebe os visitantes com a sua imponência e numa localização privilegiada, destacando-se do casario do Centro Histórico.
A noite aproximava-se e enquanto o sol descia no horizonte, Miranda era então invadida por uma luz fascinante. As muralhas ganhavam cor e das ruas brotava uma luminosidade alaranjada. Sentei-me numa esplanada a degustar este espectáculo de cores quentes e acolhedoras.
A caminhada terminou já a iluminação nocturna acendia, confundindo-se ainda com os últimos raios de sol.
Estava perto a hora do jantar e com ele o final de um dia extenuante com três caminhadas em três concelhos diferentes.
Esta noite seria de sono fácil.

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Caminhada no Centro Histo?rico de Miranda do Douro (Miranda do Douro)
Caminhada no Centro Histo?rico de Miranda do Douro (Miranda do Douro)
Mapa no Centro Histórico de Miranda do Douro (Miranda do Douro)
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2,29 Km
(circular)
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Ver mais informação no website da Junta de Freguesia de Miranda do Douro

Pelas Ruas de Vila Nova de Foz Côa (Vila Nova de Foz Côa)

Autor: SolaGasta Em 26 - Junho - 2012
Pelas Ruas de Vila Nova de Foz Côa (Vila Nova de Foz Côa)

Vila Nova de Foz Côa é conhecida pelas gravuras rupestres que o homem paleolítico fez chegar até aos nossos dias. Estas inscrições na pedra, constituem o maior museu de arte rupestre ao ar livre, sendo hoje considerado Património da Humanidade.
Como estava apenas de passagem, não tive muito tempo para visitar a cidade, com muita pena minha. Ainda assim, realizei um pequeno percurso circular pela zona urbana, percorrendo as ruas onde o património civil e religioso sobressai ao virar de cada esquina.

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Pelas Ruas de Vila Nova de Foz Côa (Vila Nova de Foz Côa)
Pelas Ruas de Vila Nova de Foz Coa (Vila Nova de Foz Coa)
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Pelas Ruas de Vila Nova de Foz Côa (Vila Nova de Foz Côa)
2,67 Km
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GPS
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Caminhada pelo Centro Histórico de Trancoso (Trancoso)

Autor: SolaGasta Em 22 - Junho - 2012
Caminhada pelo Centro Histórico de Trancoso (Trancoso)

A caminho de Miranda do Douro, local onde iria iniciar a minha descoberta de Trás-Os-Montes, parei em Trancoso.
O dia apresentava-se soalheiro e a cidade de Trancoso pareceu-me o local ideal para uma pausa na condução, para saborear um café e fazer uma pequena caminhada pelo seu centro histórico.
Sentei-me numa esplanada com vista privilegiada para as “Portas d’El Rei”. O café chegou enquanto configurava a máquina fotográfica para mais uma “reportagem”.
A cidade acordava lentamente. Gentes locais cruzavam-se na Praça com turistas ocasionais, pois apesar de ser segunda-feira, alguns “forasteiros” nos quais me incluo, apostavam numas “férias cá dentro”.
Iniciei a caminhada em direcção ao castelo mas rapidamente descobri que estava com azar pois, por ser segunda-feira, encontrava-se fechado ao público e não pude entrar.
Continuei por entre as ruas estreitas, algumas em pedra, observando o património civil e religioso que aqui e ali fazem do centro histórico de Trancoso um dos mais expressivos do país.
Regressei ao carro para prosseguir viagem.

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Caminhada pelo Centro Histórico de Trancoso (Trancoso)
Caminhada pelo Centro Histo?rico de Trancoso (Trancoso)
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Caminhada pelo Centro Histórico de Trancoso (Trancoso)
1,76 Km
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PR14 – A Aldeia Mágica (Arouca)

Autor: SolaGasta Em 16 - Junho - 2012
PR14 - A Aldeia Mágica (Arouca)

Foi do Parque de Campismo da Fraguinha que parti para o início de mais uma caminhada. Este foi o local de repouso escolhido em mais um fim de semana passado entre amigos.
Parti para Regoufe, uma aldeia encavalitada nas encostas da Serra da Arada e onde começava o percurso pedestre. Sobranceiras à aldeia, as ruínas das antigas minas de volfrâmio contavam historias de júbilo e bonança, de uma outra época, quando o sustento de tantas famílias serranas saíam das entranhas da serra.
Aqui iniciei o PR14 – Aldeia Mágica.
Nas ruas da aldeia o encontro com o passado é uma constante. Galinhas debicam as negras pedras do chão tentando encontrar aquele grão de milho esquecido da última refeição. À frente uma gata protege o filhote de estranhos enquanto o gado irrompe entre os estreitos carreiros da aldeia. Segui com a sombra de altos vinhedos que causavam a estranha sensação de invasão do quintal do vizinho.
Após a pequena ponte sobre a ribeira, deixei a aldeia para trás e o trilho segue bem demarcado até ao cume do monte. A meio da subida enormes carvalhos aguentam imponentes o passar dos anos.
Ao chegar ao cume, as vistas com que sou brindado desaceleram o batimento cardíaco. Relaxo.
Os montes parecem moldados nas mãos hábeis do oleiro. Os cumes redondos lembram bolas de algodão umas sobre as outras. Pelo trilho, a cada passo dado, a expectativa aumentava na relação inversa à distância que me separava de Drave.
Finalmente cheguei. Drave é uma aldeia isolada num vale da Serra. Este isolamento levou ao seu completo abandono não sendo hoje uma aldeia fantasma, graças ao trabalho voluntário e dedicação de um grupo de escuteiros.
Na aldeia, uma cascata teima em servir de água uma pequena maravilha da natureza…entre as rochas escuras e à sombra do arvoredo, uma paradisíaca piscina fluvial convida a um mergulho refrescante. Não me faço rogado e entro nas águas frias sem hesitar. Que bem me soube.
Depois de uma rápida secagem ao sol, retempero energias com uma sandes e uma peça de fruta.
Disparo as últimas fotos e meto-me ao caminho. Estava na hora de regressar.

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PR14 - A Aldeia Mágica (Arouca)
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PR14 - A Aldeia Mágica (Arouca)
8,37 Km
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Ver mais informações no website da Câmara Municipal de Arouca

Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)

Autor: SolaGasta Em 3 - Junho - 2012
Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)

Este percurso foi realizado no Retiro da Fraguinha – um Parque de Campismo Rural no concelho de São Pedro do Sul – e pelos trilhos nas suas proximidades.
A convite de uns amigos para um fim de semana bem passado na natureza, desloquei-me a terras de São Pedro do Sul, onde na Fraguinha encontrei um pequeno paraíso. Situado na freguesia de Candal, em plena Serra da Arada, este pedaço de céu é o local ideal para uns dias de descanso, longe do rebuliço quotidiano das nossas cidades, em pleno contacto com a natureza.
Foi a caminhar pelo parque que descobri todo o seu encanto. Ao som do chilrear dos pássaros desenferrujei as pernas num pequeno percurso antes de abrir as hostes para o jantar.
Na brasa, umas sardinhas iam a assar. Acompanhadas com salada de tomate e pimentos iam ser o prato principal num jantar à luz das estrelas. Era noite de S. João e a tradição assim o ditava.

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Percurso pela Fraguinha (São Pedro do Sul)
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1,03 Km
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Para mais informações sobre o Retiro da Fraguinha, aceder AQUI

Pelas ruas de Viana do Castelo (Viana do Castelo)

Autor: SolaGasta Em 27 - Maio - 2012
Pelas ruas de Viana do Castelo (Viana do Castelo)

Parei em Viana do Castelo para almoçar e regalar-me com as afamadas bolas de berlim para sobremesa.
O dia estava convidativo para uma caminhada e antes do almoço percorri as movimentadas ruas e praças do centro histórico.
Após alguma observação das ementas expostas, foi na tasca do “Tone Bento”, no Bairro dos Pescadores, que parei para restabelecer energias.
Gosto destes locais onde se podem comer petiscos que muitas vezes não vêm na ementa. Foi o caso…
Desejoso de uns peixinhos fritos perguntei ao empregado se não se arranjaria nada do género. Após conversa na cozinha, fui brindado com umas fanecas fritas e um arroz de tomate de comer e chorar por mais.
Estes pequenos espaços despretensiosos, que aliam uma boa cozinha à simpatia e preços baixos são infelizmente cada vez mais difíceis de encontrar pelo que fico
extremamente satisfeito quando tal acontece.
Dali segui para a Confeitaria Natário para provar as prometidas bolas de berlim. Definitivamente fazem jus à fama que têm. Com duas comidas e mais umas quantas para levar, a minha visita a Viana do Castelo estava a chegar ao fim. Podia regressar a casa com a plena convicção que valeu a pena mais esta descoberta.

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Pelas ruas de Viana do Castelo (Viana do Castelo)
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3,83 Km
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Caminhada em Vila Praia de Âncora (Caminha)

Autor: SolaGasta Em 21 - Maio - 2012
Caminhada em Vila Praia de Âncora (Caminha)

Em Vila Praia de Âncora respira-se mar. De facto, para onde quer que se desvie o olhar, o mar é sempre o denominador comum em actividades como a pesca ou o turismo.
Barcos de pescadores descansam ancorados no pequeno porto junto ao Forte da Lagarteira. Foi aí que iniciei a caminhada, na margem direita
do rio Âncora e seguindo pela Avenida Dr. Ramos Pereira.
Junto ao Posto de Turismo local, percorri o passadiço de madeira que nos encaminha para a praia.
Regressei pela Rua da Lagarteira, passando na Praça da República e na Rua 5 de Outubro de onde sai para encontrar o ponto inicial do percurso, o Forte da Lagarteira.

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Caminhada em Vila Praia de Âncora (Caminha)
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2,05 Km
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Caminhada em Caminha (Caminha)

Autor: SolaGasta Em 18 - Maio - 2012
Caminhada em Caminha (Caminha)

Em Caminha fiz um pequeno percurso pela zona histórica, tomando contacto com a sua Fortaleza, os seus monumentos, igrejas e restante património urbano. Subi ao Miradouro da Boavista, situado junto às muralhas da Fortaleza, onde se tem uma vista privilegiada sobre Caminha e a foz do rio Minho.
Regressei pelas muralhas e estreitas ruas onde o comércio local luta diariamente para conseguir sobreviver.
Já na recta final, na Avenida de Camões, aproveitei a sombra de uma das viçosas árvores existentes para descontrair, com as águas do Minho em som de fundo, antes de mais uns quilómetros nas estradas a caminho de casa.

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Caminhada em Caminha (Caminha)
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3,11 Km
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Caminhada em Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)

Autor: SolaGasta Em 14 - Maio - 2012
Caminhada em Vila Nova de Cerveira

Foi na Pousada da Juventude de Vila Nova de Cerveira que assentei para mais esta descoberta do norte português.
Depois do check-in feito, iniciei a caminhada em direcção ao centro da vila. Com o edifício dos Paços do Concelho à direita, repousei a vista no pequeno parque verde que, com um conjunto de obras de arte originais, representa as “Terras de Cervaria”.
Continuei em direcção ao Castelo. Infelizmente encontrei-o fechado pelo que apenas contornei as suas muralhas, agora em direcção ao Parque do Castelinho.
Beijado pelo Rio Minho, este parque é o local ideal para a prática desportiva. Nele percorri o trilho botânico, um pequeno caminho bem delimitado e que nos apresenta espécies autóctones da bacia hidrográfica do Minho, nomeadamente salgueiros, loureiros, choupos, amieiros, vidoeiros ou sabugueiros.
Neste final de tarde quente, repousei um pouco junto ao rio, regressando depois à Pousada para me preparar para o jantar.

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Caminhada em Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)
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Caminhada em Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)
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Pelas ruas e fortaleza de Valença (Valença)

Autor: SolaGasta Em 31 - Março - 2012
Pelas ruas e muralha de Valencia (Valencia)

Foi a caminho de Vigo, para uns curtos dias de férias, que parámos em Valença para um café e uma caminhada.
No Largo Dr. Alfredo Magalhães pedimos o mapa da cidade para planear a visita, enquanto observávamos na esplanada do café, a cidade a acordar para receber os turistas. Nestas povoações fronteiriças, existe ainda hoje um comércio muito activo e era rara a rua que não tivesse uma pequena loja, um pequeno espaço com artigos locais, recordações para quem está de passagem por Valença.
Percorremos os caminhos empedrados dando especial atenção aos monumentos mais emblemáticos da povoação. Nos baluartes da Fortaleza detivemo-nos algum tempo com as vistas estonteantes para o Rio Minho e Tui logo ali ao lado.
Estava na hora de seguir viagem. Pela frente estavam uns dias de descanso e descoberta das “Islas Cíes” em Vigo. Para ver no próximo artigo desta viagem em http://lafora.solagasta.com

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Pelas ruas e muralha de Valença (Valença)
Pelas ruas e muralha de Valenc?a (Valenc?a)
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Pelas ruas e muralha de Valencia (Valencia)
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Nota: Para mais informações, visite www.cm-valenca.pt

Percurso Pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)

O Europaradise é o fruto do amor comum de um casal pelos animais e a natureza que os rodeia. É assim que nos é apresentado logo à entrada e efectivamente foi isso que observámos.
Através de um tranquilo passeio pedestre no seio de um belo bosque mediterrânico observámos dezenas de espécies animais originárias de todo o mundo, enquadradas o mais próximo possível do seu habitat natural.
Com mais de 2 km de extensão, este percurso didáctico tem para nos ensinar muito mais sobre as espécies que habitualmente apenas vemos na televisão. Aqui podemos descobrir o seu habitat, as suas características, a sua alimentação e observar as suas reacções num contacto próximo connosco.
Gostei especialmente da zona dos primatas onde comprovei a incrível semelhança com o ser humano em muitas das atitudes e reacções tidas, do bufo-real com o seu olhar penetrante, da imponência do tigre, do casuar-unicarúnculado e as suas cores, das magníficas zebras…enfim, um sem número de espécies exóticas pelas quais este parque privado merece a sua visita. A não perder mesmo!

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Percurso pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)
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Percurso Pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)
2,41 Km
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Pelas Ruas e Castelo de Avis (Avis)

Autor: SolaGasta Em 26 - Fevereiro - 2012
Pelas Ruas e Castelo de Avis (Avis)

Avis era a última paragem antes do regresso definitivo a casa. O Alentejo ficava agora para trás.
Estacionámos à primeira oportunidade e percorremos as ruas
empedradas do centro histórico, No Largo Cândido dos Reis um grupo de teatro acertava os últimos detalhes para a peça de mais logo. Parámos para observar. Pensei na carolice e no amor que tanta gente entrega à cultura neste país. Pensei no dinamismo de uma juventude que tenta lutar por aquilo em que acredita e faz as coisas acontecerem. Pensei na qualidade de tantos outros grupos que, como aquele, enriquecem as nossas artes.
Seguimos para o posto de turismo local já com um ratinho na barriga. Perguntámos por sugestões gastronómicas na localidade e seguimos as indicações do restaurante do Parque de Campismo. Ao chegar já tarde, ainda conseguimos degustar um delicioso “bitoque” que nos encheu as medidas.
Após mais umas passadas nas imediações do parque, o regresso era já mais que certo.
Até ao próximo encontro, Alentejo!

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Pelas Ruas e Castelo de Avis (Avis)
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Fortaleza de Juromenha (Alandroal)

Autor: SolaGasta Em 23 - Fevereiro - 2012
Fortaleza de Juromenha (Alandroal)

A visita a Juromenha deixou-me triste. A sua Fortaleza é o exemplo concreto do estado em que muito do nosso património histórico se encontra. Entregue à sua triste sorte enfrenta a apatia das entidades responsáveis que nela parecem não depositar esforços com vista à sua recuperação.
Numa localização privilegiada, com o Guadiana aos seus pés e Espanha na outra margem, a Fortaleza de Juromenha foi outrora alvo de tentativas de recuperação mas hoje todo o local está num triste abandono, esperando talvez que o tempo apague parte do nosso passado, que as ervas que por lá crescem desgovernadas engulam as ruínas da nossa história.
Dessas ruínas destacam-se edificações como a cadeia, os antigos paços do concelho, a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz.
Longe vão os tempos de glória, quando ocupava um lugar de relevo na defesa da nacionalidade portuguesa. Vamos acreditar que melhores dias virão.

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Fortaleza de Juromenha (Alandroal)
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Pelas Ruas e Castelo do Alandroal (Alandroal)

Autor: SolaGasta Em 16 - Fevereiro - 2012
Pelas Ruas e Castelo do Alandroal (Alandroal)

No último dia de visita ao Alentejo, foi já a caminho de casa que parámos no Alandroal para o café da manhã. A bonita vila foi o primeiro destino escolhido neste último dia de descoberta alentejana. Depois de munidos com o mapa da vila, fornecido no Posto de Turismo local, percorremos as ruas estreitas e explorámos as muralhas do castelo. Encontrámos o conforto de um café quente numa pequena e acolhedora pastelaria.
Após a caminhada, seguimos viagem para Juromenha.

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Pelas Ruas e Castelo do Alandroal (Alandroal)
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Pelas ruas até ao castelo de Portel (Portel)

Autor: SolaGasta Em 14 - Fevereiro - 2012
Pelas ruas até ao castelo de Portel (Portel)

A hora de almoço estava próxima e depois de abrir o apetite no passeio de barco pela albufeira do Alqueva, Portel foi a localidade escolhida para saborearmos a gastronomia alentejana.
Antes do repasto num restaurante local, optámos por uma pequena caminhada até ao castelo. Assim, por ruas empedradas e onde o branco das casas sobressaía contrastando com o azul do céu, percorremos a vila de Portel. O Castelo sobranceiro esperava a nossa chegada. Infelizmente não foi possível visitá-lo pois estava encerrado para preparativos de uma festa local.
Descemos já com os estômagos “a dar horas”. Iríamos saciá-los em breve.

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Pelas ruas até ao castelo de Portel (Portel)
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De barco pelo Alqueva (Portel)

Autor: SolaGasta Em 7 - Fevereiro - 2012
De barco pelo Alqueva (Portel)

Foi na marina da Amieira, concelho de Portel, que numa manhã fresca de Primavera iniciámos este passeio. Apesar de ser um passeio de barco e não se enquadrar muito com os percursos pedestres disponibilizados no SOLA GASTA, não poderia deixar de o descrever. É sempre uma boa alternativa para quem quer visitar o Alqueva e deixar-se vislumbrar com as suas belezas.
Nesta viagem de cerca de 1 hora e 30 minutos percorremos a albufeira do Alqueva desde o cais na Amieira até à barragem propriamente dita. Por entre pequenas ilhas no grande lado, outrora pequenos montes, o percurso foi feito com a tranquilidade característica de toda a região. Sem pressas e serpenteando entre essas novas ilhas, regressámos com a sensação de satisfação por mais esta descoberta.

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De barco pelo Alqueva (Portel)
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Aldeia da Estrela (Moura)

Autor: SolaGasta Em 2 - Fevereiro - 2012
Aldeia da Estrela (Moura)

A Aldeia da Estrela vive de braço dado com as águas do grande lago da barragem de Alqueva. Neste contacto permanente, a aldeia dinamiza um sem número de actividades como por exemplo a canoagem, a vela, o ski e a pesca.
Situada no concelho de Moura é um local paradisíaco, com magnificas paisagens
e onde podemos respirar a calma e tranquilidade alentejanas.
Visitámos a aldeia já ao final da tarde. O sol, por entre nuvens carregadas de chuva, banhava a aldeia com uma luz cor de laranja intensa. As cores na paisagem eram indescritíveis.
Iniciámos a caminhada à entrada da aldeia e passo a passo, atravessámos todo o aglomerado de casas indo desembocar num local lindíssimo. Uma pequena língua de terra penetrava as águas do Guadiana e nas margens pudemos sentar-nos e apreciar o momento.
O dia estava a chegar ao fim e o regresso a Reguengos de Monsaraz fez-se já de noite, com intensa chuva durante a maior parte da viagem.
O dia seguinte prometia, tendo como ponto alto uma viagem de barco pela albufeira do Alqueva.

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Aldeia da Estrela (Moura)
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Aldeia da Luz (Mourão)

Autor: SolaGasta Em 31 - Janeiro - 2012
Aldeia da Luz (Mourão)

Com a subida das águas do Alqueva, a original aldeia da Luz está hoje submersa. Com ela muitas memórias se perderam, ruas onde outrora crianças corriam, longas conversas nas esquinas das casas caiadas de branco…
Nem tudo se conseguiu reconstruir nesta renovada Aldeia da Luz.
Iniciámos a caminhada no principio da aldeia, para quem chega de Mourão, em direcção ao Museu da Luz. Paz e tranquilidade foi o que pudemos constatar nas ruas empedradas. Na praça central, a nova igreja assume um lugar de relevo no enquadramento. Ao seu redor, casas simétricas cresceram lado a lado, como que reflexos perfeitos de um espelho.
As ruas solarengas convidavam ao descanso. Estávamos a meio da tarde e poucas pessoas encontrámos. Algumas, no café onde bebemos uma água, esperavam o tempo passar olhando a televisão, companheira de tantas horas, em muitos casos, de completa solidão.
O Museu encontra o Alqueva logo nas suas costas. Admirámos por uns instantes a paisagem que nos era oferecida e regressámos pelo mesmo caminho.
Próximo destino: Estrela.

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Aldeia da Luz (Mourão)
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Subida ao Castelo de Mourão (Mourão)

Autor: SolaGasta Em 27 - Janeiro - 2012
Subida ao Castelo de Mourão (Mourão)

Saindo de Monsaraz e seguindo a Estrada Nacional 256 para Este, rapidamente chegámos a Mourão.
O seu castelo destaca-se na paisagem e dele, as vistas sobre o Guadiana são magníficas.
Estacionámos o automóvel à entrada da vila e iniciámos a caminhada em direcção ao Castelo.
Por entre ruas e travessas tipicamente alentejanas, com casas caiadas de branco e árvores de fruto plantadas nos passeios, a cada passo dado diminuíamos a distância para o ponto de maior altitude da vila.
O Castelo de Mourão sofreu, ao longo dos anos, ataques de forças inimigas que levaram à sua reconstrução e redimensionamento. É hoje uma zona térrea ampla, resguardada pelas ameias ainda erguidas de uma fortaleza onde a actual igreja de Nossa Senhora das Candeias se ergueu em 1681.
Regressámos pelo mesmo caminho para continuarmos a descoberta das povoações do Grande Lago Alqueva.

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Subida ao Castelo de Moura?o (Moura?o)
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A caminhar na Marina de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)

Autor: SolaGasta Em 24 - Janeiro - 2012
A caminhar na Marina de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)

Na marina de Monsaraz caminhámos um pouco junto às águas do Alqueva. A digestão da carne de porco à alentejana seria com certeza mais fácil se nos mantivéssemos em movimento…
Chamar marina a uma pequena língua de terra que penetra o grande lago é algo um pouco exagerado se compararmos com outras marinas que todos conhecemos.
Na marina de Monsaraz não existem infra-estruturas de apoio, apenas podemos encontrar algumas empresas que lá têm o seu centro de actividades náuticas, como por exemplo o aluguer de caiaques.
Passeámos por lá, sentindo a tranquilidade das pequenas ondas que o vento baloiçava para terra. Uma ou outra embarcação surgia a espaços no horizonte. O Alqueva é sem dúvida um lago com imensas potencialidades, quer nas suas margens, quer nas suas águas calmas e relaxantes.

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A caminhar na Marina de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
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A caminhar na Marina de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
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À descoberta de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)

Autor: SolaGasta Em 16 - Janeiro - 2012
À descoberta de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)

Chegámos a Monsaraz quase na hora do almoço. Como aperitivo, vagueámos um pouco pelas ruas da vila, com um olho nas ementas dos restaurantes locais e outro no património histórico que caracteriza a povoação.
As casas caiadas características desta região, conferem-lhe a tranquilidade de outros tempos.
Carne de porco à alentejana (que original!) foi o prato escolhido para nos confortar. As nuvens carregadas que permaneceram durante toda a manhã sob as nossas cabeças, transformavam-se agora em pequenos flocos de algodão, deixando o sol espreitar com muito mais frequência.
Conhecemos a Torre de Menagem e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa.
Percorremos as ameias do Castelo, deliciando-nos com as paisagens que nos eram oferecidas.
Lá em baixo o Alqueva tomava conta dos campos, formando pequenas ilhas onde outrora existiam montes.
Iríamos agora visitar algumas das povoações que, com a subida das suas águas do Guadiana, ficaram com um lago literalmente à porta de casa.

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A? descoberta de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
À descoberta de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
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À descoberta de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
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São Pedro do Corval (Reguengos de Monsaraz)

Autor: SolaGasta Em 8 - Janeiro - 2012
São Pedro do Corval (Reguengos de Monsaraz)

Para além de representar uma aldeia tipicamente alentejana, São Pedro do Corval tem outra característica: é terra de artesãos, mais propriamente de oleiros. Quase a cada porta podemos encontrar uma olaria onde estão expostas as peças produzidas na casa.
A chuva era intensa quando estacionámos à entrada da aldeia. Por entre pingos fomos percorrendo as ruas e descobrindo as maravilhosas artes do barro. Peças para todos os gostos podem ser apreciadas nas diversas olarias que abrem portas a todos os visitantes que por ali passam.
Depois de uma volta pela aldeia seguimos para Monsaraz.

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São Pedro do Corval (Reguengos de Monsaraz)
Sa?o Pedro do Corval (Reguengos de Monsaraz)
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São Pedro do Corval (Reguengos de Monsaraz)
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Pelas Ruas de Reguengos de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)

Autor: SolaGasta Em 4 - Janeiro - 2012
Pelas Ruas de Reguengos de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)

Depois de uma noite bem dormida, o dia acordou chuvoso em Reguengos de Monsaraz.
Estacionei na Rua Fernão de Magalhães e dirigi-me para o centro da cidade. Enquanto aguardava a abertura do posto de turismo local, foi numa pastelaria da Praça da Liberdade que tomei o primeiro café do dia.
Contemplando a originalidade da Igreja Matriz mantinha-me abrigado do mau tempo, ansiando também por um rasgo de sol para continuar a caminhada.
Com alguns mapas nas mãos, fornecidos pela simpática funcionária do posto de turismo (de realçar que saí de lá com ideias de actividades e visitas para toda a semana em terras de Alqueva), iniciei a descoberta da cidade.
Segui em direcção ao parque do coreto e passei depois pela Praça de Touros, descobrindo as ruas tipicamente alentejanas de Reguengos.
Cerca 3 kms de marcha depois, parti para São Pedro do Corval – terra de oleiros.

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Pelas Ruas de Reguengos de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
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Centro Histórico de Évora (Évora)

Autor: SolaGasta Em 27 - Dezembro - 2011
Centro Histórico de Évora (Évora)

Caminhar pelo Centro Histórico de Évora é como regressar ao passado. A cidade conserva toda a sua memória dando a conhecer outros tempos, através das edificações presentes ao virar de cada esquina.
Iniciei a caminhada fora das muralhas que cercam o centro.
Pela Porta do Raimundo segui em direcção à Praça do Giraldo. Depois de visitar o Posto de Turismo onde me municiei de mapas de apoio, continuei caminho para o Templo de Diana e para a imponente Catedral de Évora.
Desvendando os mistérios das ruas da cidade, descobrindo recantos inigualáveis, regressei à Praça do Giraldo onde numa pastelaria, perfeitamente enquadrada nas arcadas, aventurei-me na doçaria conventual.
Lá fora a chuva caía sem contemplação. Protegido, olhando através da vidraça molhada, degustava maravilhas da nossa cultura, pecados de ovos, amêndoa e açúcar, muito açúcar…
O tempo galopava e era já quase noite quando saí de Évora para a última etapa do dia: a chegada a Reguengos de Monsaraz. Seria este o “quartel general” durante os próximos dias, o nosso ponto de retorno na descoberta das povoações banhadas pelo Alqueva.

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Centro Histórico de Évora (Évora)
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Centro Histórico de Évora (Évora)
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Bom Natal e Feliz 2012!

Autor: SolaGasta Em 22 - Dezembro - 2011
Bom Natal e Feliz 2012!

O Sola Gasta deseja a todos um Bom Natal e um Feliz Ano Novo, repleto de muitas e boas caminhadas.

Subindo ao Castelo de Montemor-o-Novo (Montemor-o-Novo)

Autor: SolaGasta Em 19 - Dezembro - 2011
Subindo ao Castelo de Montemor-o-Novo (Montemor-o-Novo)

Montemor-o-Novo pareceu-nos um bom local para a breve pausa do almoço. As suas afamadas bifanas colocaram a cidade na nossa rota ao Alentejo.
Mas Montemor-o-Novo tem muito mais para oferecer a quem a visita.
Um dos primeiros retratos que guardámos da cidade foi o sobranceiro castelo que, tomando conta do casario abaixo, convidava a uma visita.
Assim, encontrámos uma boa desculpa para esticar as pernas e encontrar apetite para as tão famosas bifanas. Não foram precisos muitos passos para o estômago iniciar o seu lamento. Já a manhã ia longa e a ideia de umas bifanas para o almoço tomava agora conta de nós.
Pelas ruas de Montemor, subimos ao castelo. Passeámos nas suas muralhas e contornámos as ruínas, descendo em percurso circular até ao centro da cidade.
Resta confirmar que efectivamente as bifanas fazem jus à sua fama. Bom apetite!

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Subindo ao Castelo de Montemor-o-Novo (Montemor-o-Novo)
Subindo ao Castelo de Montemor-o-Novo (Montemor-o-Novo)
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Pelas Ruas de Coruche (Coruche)

Autor: SolaGasta Em 15 - Dezembro - 2011
Pelas Ruas de Coruche (Coruche)

Foi a caminho do Alentejo que fizemos uma breve pausa em Coruche. Serviu para esticar um pouco as pernas e retemperar energias com um café quentinho. Era manhã cedo e a pequena caminhada que fizemos soube muito bem. Iniciámos o percurso junto à Igreja Matriz, seguindo pela Rua de São Pedro em direcção à Praça da Liberdade onde pudemos observar o Pelourinho. Continuámos, descendo a vila até à Praça de Touros. Passeámo-nos pela margem do rio Sorraia e regressámos pela Rua do Couço,  Rua dos Bombeiros Municipais, Rua de Olivença e Rua de Santarém.
Após café tomado, retomámos a viagem com destino a Montemor-o-Novo.

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Pelas Ruas de Coruche (Coruche)
Pelas Ruas de Coruche (Coruche)
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Pelas Ruas de Coruche (Coruche)
2,44 Km
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PR1 – Da Pateira ao Águeda (Águeda)

Autor: SolaGasta Em 12 - Dezembro - 2011
PR1 - Da Pateira ao Águeda (Águeda)
“O percurso pedestre da Pateira ao Águeda foi o primeiro trilho a ser implementado (PR1), e devidamente sinalizado, no concelho de Águeda.
Este percurso pedestre de pequena rota (PR) decorre por caminhos e veredas das freguesias de Óis da Ribeira e Espinhel (concelho de Águeda), junto àquela que é considerada a maior lagoa natural da Península Ibérica – a Pateira de Fermentelos –, e ao rio onde desagua, o Águeda. Sendo em circuito, pode ser iniciado em qualquer dos sítios por onde passa, muito embora se recomende que o ponto de partida seja junto à Pateira de Fermentelos, no Parque de Espinhel ou no Parque de Óis da Ribeira.”

In www.cm-agueda.pt

Iniciámos o percurso no Parque da Pateira em Óis da Ribeira. Pusemo-nos ao caminho, após breve observação do mapa presente no parque.
O percurso com mais de 11 kms bem assinalados desenvolve-se a bom ritmo quase sempre com água “à vista”.
De um lado caminhamos nas margens da Pateira e do outro acompanhamos o curso do rio Águeda. Em ambas as secções do trilho, são muitos os locais que nos convidam a uma pausa mais prolongada. Aceitem o convite.

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PR1 - Da Pateira ao Águeda (Águeda)
PR1 - Da Pateira ao A?gueda (A?gueda)
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11,43 Km
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Para mais informações: www.cm-agueda.pt

Pelas Ruas e Canais de Aveiro (Aveiro)

Autor: SolaGasta Em 10 - Dezembro - 2011
Pelas Ruas e Canais de Aveiro (Aveiro)

A cidade de Aveiro desperta em mim a cada visita, sentimentos intemporais de saudade, amizade e a tal felicidade que valorizamos apenas quando as agulhas da vida mudam de direcção.
Foi em Aveiro que vivi alguns anos, criando laços e relações que ainda hoje perduram, independentemente da zona geográfica em que se encontram.
Cada recanto da cidade conta uma história. Em cada canal, ruela e praça, momentos de boa disposição, sorrisos ingénuos banhados pela ria a cada passo dado.
Com inicio na Avenida da Força Aérea, a caminhada desenvolve-se paralelamente ao canal onde a ria, serena, encontra o Cais dos Remadores Olímpicos.
No Rossio, zona da cidade cada vez mais turística, são hoje muitas as empresas que exploram as viagens de moliceiro pelos canais. É vê-los cruzarem-se no canal, com gente bem disposta e ávida para conhecer os mistérios de uma terra e de uma ria que sempre viveram de braços dados.
Perto da hora de almoço seguimos para o “Ramona”. Aqui compensaríamos as saudades gastronómicas com um hambúrguer de eleição. Os meus preferidos? “À Ramona”, “Com cebola” e “Com bacon”. Não tenho qualquer comissão nas vendas mas, não sendo grande adepto de “fast-food”, antes pelo contrário, prefiro degustar os nossos petiscos com toda a lentidão do mundo, saboreando cada pedaço, acompanhando com o néctar dos deuses que tão bem sabemos fazer neste país, mas é realmente uma pena passar por Aveiro e não provar um “À Ramona”.
Regressámos, agora pela Sé de Aveiro, pelo “Fórum” e na Avenida Lourenço Peixinho já pouco faltava para o término desta caminhada.
Nas nossas cabeças já ensaiávamos o próximo percurso: PR1 – “Da Pateira ao Águeda”.

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Pelas Ruas e Canais de Aveiro (Aveiro)
Pelas Ruas e Canais de Aveiro (Aveiro)
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4,08 Km
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Para mais informações: www.aveiro.eu

Onde ficar alojados quando saimos para um fim de semana de trekking?Um dos maiores problemas com que nos deparamos na preparação de uma caminhada é a escolha do alojamento onde ficar.
Hotéis, Pensões, Residenciais, Turismo rural, Pousadas, “Hostals”, Parques de Campismo, etc…um vasto número de alternativas e ofertas com que somos inundados, desde os inúmeros websites temáticos existentes, cada um com os seus preços, promoções e extras, que tornam o planeamento do nosso descanso um pouco demorado e extenuante.

A pensar nestas situações, existe um espaço online criado para agilizar todo o processo de escolha do seu alojamento.
Em http://hoteis.solagasta.com pode escolher os alojamentos mais baratos e em qualquer parte do mundo para onde vá viajar.
Com uma aplicação que compara o preço dos quartos em vários websites de referência pode assim optar pelo alojamento ideal de uma forma mais prática e célere.
A reserva é efectuada no próprio website de referência. O Sola Gasta apenas o ajuda a encontrar a melhor oportunidade/preço para o alojamento e local que pretende.

Aceda já a http://hoteis.solagasta.com e comprove por si mesmo.

 

Ao sabor do vento nos Moinhos de Gavinhos (Penacova)

Autor: SolaGasta Em 27 - Outubro - 2011
Ao sabor do vento nos Moinhos de Gavinhos (Penacova)

Foi já a caminho de casa, depois de um fim de semana na Serra da Estrela, que fizemos uma breve paragem para esticar as pernas nos Moinhos de Gavinhos.
Situados no concelho de Penacova, os 14 moinhos estão parcialmente abandonados, como toda a sua envolvente.
Segundo informações colhidas, apenas um ainda funciona durante o Verão, moendo o milho, o trigo e o centeio, fonte de sustento que durante anos alimentou a região.
Junto aos moinhos encontramos também uma imagem do Imaculado Coração de Maria. Notando algum desgaste pelo tempo e, infelizmente, alvo de incompreensíveis actos de vandalismo, ali se mantém, ainda de pé, abençoando os moinhos, os ventos que os beijam e a aldeia que neles trabalhou.
São lugares assim que nos fazem temer cada vez mais pelo célere desaparecimento de parte das nossas tradições, parte da nossa cultura. Será que os nossos netos ainda conseguirão ouvir o vento nas velas de um moinho em perpétua rotação? Será que ainda poderão observar a transformação do milho em farinha nas duras e imponentes mós? Será?

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Ao sabor do vento nos Moinhos de Gavinhos (Penacova) Ao sabor do vento nos Moinhos de Gavinhos (Penacova) Ver Google Maps Não disponível Não disponível
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Notas: Para mais informações ver www.folgosinho.com

Pelas ruas de Folgosinho até ao Castelo (Gouveia)

Autor: SolaGasta Em 22 - Outubro - 2011
Pelas ruas de Folgosinho até ao Castelo (Gouveia)

O plano inicial era percorrer o PR1 – “Rota dos Galhardos” mas devido ao agravar das condições climatéricas, fomos obrigados a adaptar a agenda e assim, para evitar “males maiores”, fizemos uma pequena caminhada pela vila de Folgosinho.
Freguesia do concelho de Gouveia, situa-se na encosta norte da Serra da Estrela, a 933 metros de altitude e a 11km da sede de concelho.
Não demos o nosso tempo por perdido pois a vila tem o seu particular encanto. Quase inacessível antes da construção da estrada nacional, em 1914, cresceu entre o Castelo e o Outeiro, dois possíveis castros pré-históricos.
Como rapidamente percebemos, todas as ruas convergem para a Igreja Matriz e a Praça Central. Foi por elas que caminhámos em direcção ao Castelo. O vento soprava forte e teimava em dificultar-nos o passo.
Nas ameias do velho castelo a paisagem assombra-nos. Invejo a torre do relógio que durante os 365 dias do ano se deleita com tão estonteante panorama. Serena, ali permanece protegendo a vila que cresceu sob a sua guarda.
Não precisamos de mais motivos para querer regressar a Folgosinho. Da próxima, concerteza o tempo estará do nosso lado e a Rota dos Galhardos será então cumprida.

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Pelas Ruas de Folgosinho ate? ao Castelo (Gouveia)
Pelas Ruas de Folgosinho ate? ao Castelo (Gouveia)
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Perfil - Pelas ruas de Folgosinho até ao Castelo (Gouveia)
1,85 Km
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Notas: Para mais informações ver www.casasfolgosinho.com e www.folgosinho.com

PR3 MTG – Rota da Vila (Manteigas)

Autor: SolaGasta Em 16 - Outubro - 2011
PR3 MTG – Rota da Vila (Manteigas)

Após a penosa subida da Torre (ver artigo anterior) seguimos para Manteigas.
As condições climatéricas continuavam instáveis pelo que agora, para nos resguardarmos um pouco, optámos pela realização de um percurso mais suave, o PR3 MTG – Rota da Vila.
Sendo um percurso fácil com cerca de 2 km, dependendo das variantes percorridas, não nos causou grandes problemas percorrê-lo. Apesar da chuva que teimava em não nos abandonar e da sinalização ser um pouco deficitária em algumas secções do percurso, com algum sentido de orientação e intuição foi fácil percorrer as ruas da vila de Manteigas, num encontro com a sua cultura, património urbano e religioso.
O final de tarde, com as nuvens em tons de cinzento escuro, dava agora lugar a uma noite precoce. Ainda teríamos de percorrer as curvas e contracurvas da sinuosa estrada que une Manteigas a Gouveia e não o queríamos fazer de noite cerrada. Era em Gouveia que iríamos repousar e beber um chá de limão com mel, tentando afastar a já mais que certa constipação. Metemo-nos ao caminho.

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PR3 MTG - Rota da Vila (Manteigas) PR3 MTG - Rota da Vila (Manteigas) Percursos Pedestres Manteigas
Perfil - PR3MTG - Rota da Vila (Manteigas) 1,68 Km
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Notas: Para mais informações ver www.manteigastrilhosverdes.com

Subida à Torre – Serra da Estrela (Seia)

Autor: SolaGasta Em 12 - Outubro - 2011
Subida à Torre - Serra da Estrela (Seia)

Iniciámos a subida junto à Estância Vodafone onde deixámos o automóvel. Não era definitivamente o melhor dia para caminhar pois as condições climatéricas não permitiam grandes aventuras. Nevoeiro, frio, vento, neve e chuva, muita chuva foi o que encontrámos no dia escolhido para visitar a Torre. Ainda assim, decidimos percorrer cerca de 4 km nestas condições tão adversas.
Apesar de levarmos vestuário apropriado para dias chuvosos, nada nos preparou para o que iríamos encontrar. A chuva, direccionada pelo forte vento, caía de todos os lados e com o frio glaciar que se sentia foi um alivio quando chegámos à Torre. Nas pequenas bancas de produtos regionais, recompensámos o esforço com uma sandes de presunto e outra de queijo da serra.
Aguardámos na companhia de um café quentinho que uma pequena aberta permitisse o regresso mais “amigável” ao automóvel. Tal não aconteceu e voltámos a enfrentar o temporal na descida. Fica a vontade de lá voltar com outras condições.

Nota: Devido ao mau tempo e para proteger o equipamento, as fotografias e vídeos são escassas mas ainda assim são uma pequena mostra do que por lá encontrámos.

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Subida à Torre - Serra da Estrela (Seia) Subida a? Torre da Serra da Estrela (Seia) Google Maps

Subida à Torre - Serra da Estrela (Seia) 4,08 Km
(linear – ida e volta)
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Caminhada no Parque dos Poetas (Oeiras)

Autor: SolaGasta Em 2 - Outubro - 2011
Caminhada no Parque dos Poetas (Oeiras)

No Parque dos Poetas em Oeiras para além de podermos juntar o exercício físico ao convívio com amigos e familiares, podemos também aprender (ou reaprender) sempre um pouco. Na pior das hipóteses, deixar que a curiosidade nos desperte de novo o interesse nos nossos grandes poetas.
Passando literalmente por Florbela Espanca, Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro entre muitos outros, retornamos a uma fase das nossas vidas em que a poesia era parte integrante. Quer de livre vontade, quer tenha sido por obrigação dos programas escolares.
Independentemente disso, uma caminhada no Parque dos Poetas nunca será considerada “tempo perdido”.
Naquela manhã de domingo desfrutámos de um dia soalheiro, na companhia de amigos, enquanto fazíamos também as despedidas de Oeiras.

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Caminhada no Parque dos Poetas (Oeiras) Caminhada no Parque dos Poetas (Oeiras) Caminhada no Parque dos Poetas (Oeiras)
Caminhada no Parque dos Poetas (Oeiras) 760 m
(circular)
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Nota: Para mais informações sobre Oeiras, visitar: www.cm-oeiras.pt e “Arquitectura e Urbanismo”

Caminhada na Marina de Oeiras (Oeiras)

Autor: SolaGasta Em 27 - Setembro - 2011
Caminhada na Marina de Oeiras (Oeiras)

Num domingo soalheiro foi na Marina de Oeiras que decidimos esticar um pouco as pernas. Após um delicioso almoço num dos muitos restaurantes disponíveis para o efeito, fizemos uma curta caminhada pelas margens da foz do Tejo, observando a diversidade de embarcações ali atracadas.
Ao longe, imponentes cargueiros invadiam o rio, a ritmo lento e constante.
O perfume a maresia envolvia-nos enquanto a caminhada avançava para o seu fim. Ainda havia mais Oeiras para conhecer.

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Caminhada na Marina de Oeiras (Oeiras) Caminhada na Marina de Oeiras (Oeiras) Pelas Ruas de Oeiras (Oeiras)
Caminhada na Marina de Oeiras (Oeiras) 760 m
(linear)
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Nota: Para mais informações sobre Oeiras, visitar: www.cm-oeiras.pt

Pelas Ruas de Oeiras (Oeiras)

Autor: SolaGasta Em 22 - Setembro - 2011
Pelas Ruas de Oeiras (Oeiras)

Um dos maiores prazeres da vida reside no simples facto de estar com amigos.
Gastar o tempo em conversas cúmplices, partilhar memórias e vidas, ouvir e agradecer esse bem cada vez mais precioso e escasso, a amizade.
Se a isso pudermos juntar uma caminhada, melhor ainda. Foi o que aconteceu neste fim de semana em Oeiras.
Este concelho, conhecido por diversas razões, nem sempre as melhores, é um dos mais desenvolvidos e ricos da Península Ibérica. Concentra cerca de 30% da capacidade científica do país sendo um dos principais pólos de I&D da Europa.
Iniciámos a caminhada junto à Igreja Matriz tomando a direcção do Jardim Municipal. Era sábado e por sorte pudemos contemplar uma feira de produtos biológicos onde pequenos produtores expunham o que a terra de bom grado lhes dava.
Continuámos em direcção às praias. Chegámos à hora de almoço e aproveitámos para desfrutar um pouco das vistas num restaurante à beira mar. Enquanto o peixe grelhado ocupava o seu lugar no prato, as conversas fluíam ao sabor de uma leve brisa marítima.
Regressámos pela Rua João de Neiva, cruzámos a Estação de Caminhos de Ferro e por entre ruas e pequenos parques, chegámos ao centro, terminando assim a suave caminhada do dia.

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Pelas ruas de Oeiras (Oeiras) Pelas ruas de Oeiras (Oeiras) Pelas Ruas de Oeiras (Oeiras)
Pelas Ruas de Oeiras (Oeiras) 3,60 km
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 Nota: Para mais informações sobre Oeiras, visitar: www.cm-oeiras.pt

Pelas Ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 20 - Agosto - 2011
Pelas ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós)

Foi já no regresso a casa que parámos em Porto de Mós para conhecer a vila e o peculiar Castelo.
Estacionámos junto ao que pensávamos ser o local indicado para iniciarmos a visita, o Posto de Turismo, mas que viemos a descobrir estar fechado.
Num expositor da montra, jazia esquecido um pequeno livro já desbotado pelo sol cuja capa nos despertou a atenção. Em letras gordas dizia qualquer coisa como “Guia Percursos Pedestres – Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros”. Na tentativa de o adquirir e apesar de o Posto de Turismo estar encerrado, ligámos para o número de telefone que se encontrava afixado na porta pois talvez alguém nos pudesse ajudar. Nada feito.
Para adquirir o livro deveriamo-nos deslocar à Batalha ou a Leiria…(passámos na Batalha já ao final do dia e apesar de encontrarmos o Posto de Turismo aberto, não tinham o livro…já não passámos em Leiria…).
Esquecemos este pequeno contratempo e partimos com os nossos meios (basicamente o sentido de orientação e o velhinho “quem tem boca vai a Roma”) para primeiro aconchegar o estômago.
Todos os restaurantes que nos foram indicados estavam fechados ao Domingo, pelo que tivemos que nos contentar com umas deliciosas bifanas no café do jardim público.
Agora sim, pé ante pé, a passos cada vez mais pequenos consoante o grau de inclinação permitia, facilmente chegámos ao Castelo.
Este apresenta uma planta pentagonal irregular em estilo gótico e renascentista. Das suas cinco torres, duas são encimadas por coruchéus piramidais verdes, que recordam os castelos de fadas das histórias infantis. As restantes três estão em destruídas.
Aguardámos, tendo por paisagem a vila em pano de fundo, até as portas abrirem. A espera foi compensada com as conversas trocadas com o responsável/guia/contador de histórias do Castelo (infelizmente não me recordo do nome) que nos encantou com a sua cultura e conhecimento histórico sobre a região.
Bem poderíamos lá passar toda a tarde mas o regresso era inevitável. Despedidas feitas, metemo-nos ao caminho.

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Pelas ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós) Pelas ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós)
Pelas ruas ao castelo de Porto de Mós (Porto de Mós)
www.rt-leiriafatima.pt
Pelas ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós) 1,86 km
(circular)
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PR3 (PMS) – Lapa dos Pocilgões (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 19 - Agosto - 2011
PR3 (PMS) - Lapa dos Pocilgões (Porto de Mós)

Chegámos cedo a Cabeço das Pombas e foi junto ao café da aldeia que iniciámos o PR3 (PMS) – Lapa dos Pocilgões (Porto de Mós).
O percurso pedestre, pertencente à rede de percursos pedestres do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, é fácil mas com uma sinalização manifestamente insuficiente. A uma dada altura a intuição e o sentido de orientação foram os nossos melhores amigos para tentar regressar ao trilho “assinalado”.
Atravessando o Campo de Lapiás, formações típicas de relevos cársticos, dignas de registo e prolongada observação, entrámos em caminhos agrícolas e terrenos pastorícios, indiciando uma forte componente desta actividade na região.
A desorientação e o desconhecimento da zona não permitiram a visita à Lapa dos Pocilgões. A “Lapa” é um fenómeno típico das zonas calcárias, muitas vezes associado a antigas estruturas de escoamento subterrâneo de águas, usadas também pelo homem desde a pré-história como habitação, abrigo e local de sepultura dos mortos.Regressámos à aldeia, agora pela extremidade oposta à do inicio do percurso, percorrendo a etapa final do trilho no antigo núcleo da povoação onde ainda era visível em algumas antigas habitações, a “loja”, dependência no piso térreo onde os animais dormiam.
Seguimos caminho para uma visita à vila de Porto de Mós e ao seu peculiar castelo.
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PR3 (PMS) - Lapa dos Pocilgões PR3 (PMS) - Lapa dos Pocilgões PR3 (PMS) - Lapa dos Pocilgões PR3 (PMS) - Lapa dos Pocilgões (Porto de Mós) 3,85 km
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Passeio nocturno por Alvados (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 16 - Agosto - 2011

Passeio nocturno por Alvados (Porto de Mós)Após um intenso dia de descoberta nas Serras de Aire e Candeeiros, percorrendo as encostas da Fórnea e explorando as imensas galerias das grutas no subsolo, a noite foi tranquila. Após um delicioso jantar na “Tasca da Ti Maria dos Queijos”, a digestão foi feita com uma ligeira caminhada pelas ruas da aldeia de Alvados.

“Segundo tradição local, o topónimo provém de Albardos, sua primeira designação, e esta de albardar. Conta-se, que D.Afonso Henriques teria pernoitado com as suas tropas neste lugar, hoje chamado Alvados. A certa altura, recebeu notícias sobre os mouros, seus inimigos, e deu ordem para “albardar” (pôr albardas nos animais), rumo a Arrimal . Assim se começou a chamar a esta povoação Albardos. Albardos provém do árabe “al barde”, com o significado de coisa fria ou áspera.”

in “www.freguesia-alvados.pt
 

Na aldeia encontramos a Igreja Matriz, uma das mais antigas da diocese de Leiria, e no seu adro, o cruzeiro.
Regressámos à Pousada da Juventude para o merecido descanso.

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Passeio nocturno por Alvados (Alvados) Passeio nocturno por Alvados (Alvados) (não disponível)
Passeio nocturno por Alvados (Porto de Mós)
1,28 km
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À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 3 - Agosto - 2011

À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós)Se as Grutas de Mira de Aire são as mais imponentes e as de Alvados as mais intimistas, as Grutas de Santo António são talvez as mais românticas, as que mais alimentam o nosso imaginário.

Foi nelas que decidimos fechar esta tarde passada no subsolo da Serra de Aire e Candeeiros.

Chegámos a umas instalações desertas onde outrora deveria ter funcionado um café, um restaurante e várias lojas, talvez de artesanato e outros “souvenirs”. Hoje encontrámos tudo encerrado num desalento e abandono inquietantes.

Descobrimos a bilheteira com a ajuda de umas discretas indicações. O guia tinha acabado de descer com um grupo de turistas, pelo que guardámos os bilhetes no bolso e ansiámos pelo seu retorno.
Entretanto, mais alguns companheiros se juntaram a esta espera.

À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós)Com a chegada do guia, de imediato percebemos que, mais do que alguém que nos indicasse o caminho, tínhamos à nossa frente um experiente contador de histórias e porteiro da imaginação. Abriu-nos portas do nosso imaginário enquanto ao som das suas palavras desbravávamos as galerias das grutas.

Foram descobertas em 1955 por um menino de 5 anos que, seguindo o voo agitado de uma “gralha” pelo meio da vegetação rasteira, deu com a entrada de um “algar”, com vários metros de profundidade, onde este pássaro característico da região se refugiou.

Após insistência do rapaz que pediu ajuda a um grupo de trabalhadores de uma pedreira próxima, onde trabalhava o seu pai, desceu até ao fundo do desconhecido “algar”, através de cordas e caixas de fósforos, encontrando aí um novo mundo subterrâneo composto por formações naturais calcárias, com contornos e transparências nunca por ele antes vistas.

Com um percurso de 293 metros, nos seus corredores e galerias deixámos a imaginação voar. As formações rochosas assumiam formas peculiares que assemelhávamos, entre outras coisas, a animais e partes do corpo humano.

 Regressámos à Pousada da Juventude de Alvados para uma noite tranquila com um passeio pela vila.

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(não disponível) À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós) À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós) 293m
(não disponível)

Para mais informações, aceder a: www.grutassantoantonio.com

À descoberta das Grutas de Alvados (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 17 - Julho - 2011

À descoberta das Grutas de Alvados (Porto de Mós)Após a visita às Grutas de Mira de Aire, seguimos para Alvados. Ao chegar ao complexo das grutas deparámo-nos com umas instalações que sentiram visivelmente a passagem do tempo pelas suas paredes. Pensámos que talvez estivessem encerradas.
A um olhar mais atento descobrimos um balcão e, por detrás deste, dois funcionários. Entrámos e comprámos os bilhetes que nos dariam acesso a uma visita guiada pelas Grutas de Alvados. Na vitrine, algumas peças de artesanato local, livros e folhetos turísticos da região preenchiam os espaços vazios. Nas nossas costas um pequeno bar servia de apoio aos visitantes. Informaram-nos que não serviam refeições nem petiscos pelo que, enquanto aguardámos pela hipotética chegada de mais alguns interessados “exploradores” (para optimizar o tempo do guia, o que compreendemos perfeitamente), entretemo-nos com alguns snacks e sandes que trazíamos na mochila desde manhã.
Infelizmente e durante o tempo de espera mais ninguém apareceu. Assim sendo, iniciámos a visita e uma conversa interessantíssima a cada passo dado. Foi um descobrir de histórias, sentimo-nos verdadeiros espeleólogos, experientes exploradores do subsolo, vasculhando entre galerias estreitas e túneis claustrofóbicos, captando atentamente toda a informação possível.
Histórias que percorreram o nosso imaginário, como a de um veado que caiu por uma abertura no tecto da gruta e ali ficou, no centro da maior galeria, petrificado para todo o sempre. A formação calcária assim o diz.

Estas grutas, com uma beleza completamente diferente das de Mira de Aire, têm connosco uma relação de maior proximidade. Ao explorar os seus recantos sentimo-nos como que fazendo parte daquelas paredes de cores quentes.
Embora menos imponentes do que as de Mira de Aire, não deixam por isso de ser belas e de merecer uma visita. Sinceramente.

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(não disponível) À descoberta das Grutas de Alvados (Porto de Mós) À descoberta das Grutas de Alvados (Porto de Mós)
(não disponível)

Para mais informações, aceder a: www.grutasalvados.com

À descoberta das Grutas de Mira de Aire (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 7 - Julho - 2011

À descoberta das Grutas de Mira de Aire (Porto de Mós)A hora da visita guiada aproximava-se. Já com o bilhete irrequieto na mão, preparava-me para dar inicio à visita às Grutas de Mira de Aire.
Situadas no Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros estas grutas foram descobertas em 1947 e ainda hoje continuam a decorrer expedições em galerias e canais inexplorados. É uma constante descoberta a que se observa nestes labirintos subterrâneos.

Após um breve vídeo de apresentação sobre as grutas e o parque natural envolvente, iniciei o percurso pelo trilho aberto ao público das Grutas de Mira de Aire. Inserido num grupo com cerca de 20 pessoas, a caminhada foi acompanhada com pormenorizadas descrições das galerias que ia desvendando a cada passo dado.
À descoberta das Grutas de Mira de Aire (Porto de Mós)A imensidão e grandiosidade das grutas é realmente impressionante. Com cerca de 11 km de extensão de galerias conhecidas, apenas cerca de 600 metros estão abertos ao público.
Enquanto descia a uma profundidade de 110 metros tentava captar todas as cores e relevos das paredes calcárias. Estalactites, estalagmites e colunas esculpidas, ao longo dos anos, pela água em contacto com estas paredes sobressaem por toda a parte, resultando em belos conjuntos artísticos, como que nascendo com aprumo e perfeição das mãos do melhor escultor.

A última secção do percurso é talvez a mais artificial e humanizada, onde repuxos e fontes de várias cores e formas dão as despedidas aos seus visitantes.

Daí a pouco regressei à luz do dia, deixando para trás este mundo encantado.

Para mais informações sobre as grutas, visitar: www.grutasmiradaire.com

 

 

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À descoberta das Grutas de Mira de Aire (Porto de Mós) (não disponível)
(não disponível)

PR6 (PMS) – Fórnea (Porto de Mós)

Autor: SolaGasta Em 30 - Junho - 2011

PR6 (PMS) - Fórnea (Porto de Mós)Foi na Pousada da Juventude de Alvados que dei entrada naquele final de tarde de sexta-feira. Pela frente tinha planeado uns dias repletos de actividades pedestres. Estava no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e iria aproveitar cada minuto para o conhecer melhor.
Check-in feito enquanto lá fora, a noite cobria de negro os montes que pintavam a janela do meu quarto .
Apesar das elevadas expectativas que tinha em relação às actividades pedestres que iria realizar, a primeira aventura foi mesmo gastronómica.
Em cada local visitado procuro descobrir aqueles recantos mais típicos, que retratem da forma mais fiel possível as raízes e cultura de uma região. Assim, com o aproximar da hora do jantar, dirigi-me à aldeia do Livramento, à procura da “Tasca da Ti Maria dos Queijos”.
Encontrei um espaço acolhedor onde cada petisco é cuidadosamente preparado para nos confortar, deixando-nos uma sensação de bem estar e saciedade que, no meu caso, se prolongou pelo resto do fim de semana. Os queijos caseiros confeccionados pela “Ti Maria” foram degustados quer como entrada quer como sobremesa…ao mesmo tempo umas boas-vindas e uma despedida de tão deliciosa refeição.
Regressei à Pousada para uma noite de descanso.

Aos primeiros raios de sol de sábado estava já junto ao Café da Bica em Alcaria (na estrada que liga Porto de Mós a Alvados) onde iniciei o PR6 (PMS) – Percurso Pedestre da Fórnea.

A Fórnea “trata-se de uma magnífica estrutura em anfiteatro com cerca de 500m de diâmetro e 250m de altura, corresponde à cabeceira encaixada do Ribeiro da Fórnea escavado em calcários margosos e margas do Jurássico Inferior a que se sobrepõe os calcários do Jurássico Médio.” – in ICNB

O trilho inicia-se por um caminho de terra batida, entre terras de cultivo, oliveiras e figueiras, acompanhando o Ribeiro da Fórnea que nesta altura do ano estava com muito pouco caudal.
Deixando as terras agrícolas para trás encontramos, no inicio da subida para a Cova da Velha, uma pequena cascata para nos refrescar antes da íngreme subida.
A Cova da Velha é uma pequena gruta na vertente da Fórnea com uma nascente de baixo caudal que vai alimentar o Ribeiro da Fórnea. Existem várias nestas escarpas mas esta é talvez a mais importante. O acesso é feito por um pequeno trilho com alguma instabilidade pelo que nesta fase deveremos ter cuidados redobrados.
Após visita à Cova da Velha, o regresso é feito pelo mesmo caminho até Alcaria num total de cerca de 4 km (ida e volta) com um grau de dificuldade média/baixa.
Segui caminho para uma tarde passada debaixo de terra. As Grutas de Mira de Aire, Alvados e Santo António preencheram o resto do meu dia. Nos próximos posts descreverei essas experiências “underground”.

 

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PR6 (PMS) - Fórnea (Porto de Mós) PR6 (PMS) - Fórnea (Porto de Mós) PR6 (PMS) - Fórnea (Porto de Mós) - Mapa
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De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho)

Autor: SolaGasta Em 11 - Junho - 2011

De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho)No cimo de um monte com os campos do Mondego aos seus pés, Verride é vila e freguesia do concelho de Montemor-o-Velho.

Com a torre da igreja a sobressair dos telhados da povoação, nos campos são os cereais, o vinho e os pomares quem mais ordenam.

A caminhada começa no Largo Dr. Alves Guardado, em direcção às ruínas da Capela de Santo António do Cardal. Ruínas porque o que hoje infelizmente resta da antiga capela é apenas parte da fachada que outrora acolheu os fiéis. Após anos de abandono, o tempo e alguns actos de vandalismo deixaram a capela num estado em que é fácil prever o seu fim. O completo desaparecimento.

Continuei em direcção ao lugar de Outeiro da Moura. Situado num pequeno monte a norte de Verride, é constituído por pouco mais do que uma dezena de habitações. Recentemente recebeu obras de melhoramento com a construção de um pequeno jardim e espaço de lazer. Perto deste podemos ainda encontrar vestígios da sua história recente como por exemplo um conjunto de pedras onde até há pouco tempo atrás se ferravam os burros.

O regresso foi feito pela Quinta da Almiara, um espaço com enormes potencialidades turísticas mas deixado à sua sorte, abandonado como tantos outros neste país.

Entrando na estrada asfaltada e após uma íngreme subida, encontro-me novamente já dentro da vila. Passando pela Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, rapidamente chego ao ponto de partida terminando assim esta simpática caminhada de 4,3 km, em percurso circular, por terras do Baixo Mondego.

 

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De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho) De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho) Ver no Google Maps
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Pelas dunas da Praia de Quiaios (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 23 - Maio - 2011

Pelas dunas da Praia de Quiaios (Figueira da Foz)Com cerca de 3 Km de extensão, este é um percurso fácil, acessível a todos e desenvolve-se pelo passadiço de madeira da praia de Quiaios.
A norte da Figueira da Foz, esta praia é caracterizada por uma grande extensão dunar, que, para além de proteger a povoação da força do mar, tem presente uma biodiversidade própria que importa preservar.
Com condições propícias à pratica de modalidades desportivas que combinem o mar com o vento, não é invulgar encontrar por estas paragens atletas que aqui aproveitam para treinar ou apenas divertir-se.

Naquele final de tarde melancólico repousei os olhos num mar calmo, que convidava o sol a descansar no seu leito.
A Serra da Boa Viagem olhava ao longe os meus passos. A temperatura, apesar de amena, não permitia o verdadeiro desfrute do mar. Talvez um outro dia merecesse um mergulho gelado nas suas águas.
Segui caminho. Na marginal junto à praia, os estores fechados rotulavam as habitação com alguma desolação sazonal. A maior parte delas apenas conhecia a alegria dos seus habitantes durante alguns dias no Verão, para durante os restantes meses do ano encontrarem a solidão nos seus estores fechados.
O sol tímido surgia a espaços entre as nuvens, provocando uma chama de cor laranja intensa que ofuscava quando reflectida no mar.
As casas assumiam agora cores quentes antes do breu da noite. E foi apenas quando esta caiu que regressei a casa.

 

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Pelas dunas da Praia de Quiaios (Figueira da Foz) Pelas dunas da Praia de Quiaios (Figueira da Foz) Ver no Google Maps
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Lagoa das Queridas – Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 21 - Maio - 2011

Lagoa das Queridas - Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz)Foi na freguesia de Ferreira-a-Nova, concelho da Figueira da Foz, que descobri naquela tarde de sábado a Lagoa das Queridas.
Perto da povoação com o mesmo nome, esta lagoa nasceu de um pequeno lado, aquando da retirada excessiva de terras, que foi deixado ao abandono durante anos.
Com a ajuda da mãe natureza e com o passar dos tempos, transformou-se numa lagoa de beleza invulgar onde podemos observar uma biodiversidade pouco habitual na zona.

É hoje protegida e cuidada pela Junta de Freguesia de Ferreira-a-Nova, como sendo um dos ex-libris da freguesia.

Antes da recuperação chegou a ser zona de pesca e as suas águas utilizadas na rega dos campos de cultivo que a circundam.

Este trilho desenvolve-se ao seu redor.
Ao primeiro passo dado fui surpreendido pela companhia de patos e gansos que iludidos, esperando talvez um suculento pedaço de pão, ainda me acompanharam, lado a lado, algumas dezenas de metros. Em ruidosos grasnares foram perdendo aos poucos as esperanças, as expectativas iniciais e por último, a motivação para a inesperada caminhada. Um após o outro, regressaram às águas em silêncio.

Continuei pelo parque de lazer, um local com infraestruturas adequadas para um piquenique bem passado em família ou com amigos.
Um pitoresco moinho vigia as águas numa serenidade acolhedora. Como que dando as boas vindas a quem por ele passa. Regressei ao ponto de partida pensando já no churrasco que um dia, obrigatoriamente, voltarei para fazer.

 

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Lagoa das Queridas - Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz) Lagoa das Queridas - Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz) Ver no Google Maps
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Do Cabedelo à Cova-Gala (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 15 - Maio - 2011

Do Cabedelo à Cova-Gala (Figueira da Foz)A praia do Cabedelo na Figueira da Foz é hoje conhecida internacionalmente pela qualidade das suas ondas para a prática de vários desportos aquáticos.
Foi aqui que iniciei a caminhada bem cedo, aproveitando a brisa que se fazia sentir fresca na face ainda meio adormecida. O perfume a maresia tem em mim um certo efeito sedativo, relaxante. É o perfume a casa, o sentido de regresso às origens.
Atravessando as dunas pelos passadiços de madeira, observo ao longe todas as actividades que o mar tinha para oferecer naquela manhã. Surfistas, bodyboarders e kitesurfers aproveitavam ao máximo as ondas que ao largo se formavam. Deslizavam com mestria, moldando as paredes de água salgada que se erguiam em movimento contínuo.
Os passadiços transformaram-se em asfalto e foi pelo passeio da estrada do hospital que cheguei à Gala, outrora terra de pescadores. Ainda podendo vislumbrar aqui e ali as suas habitações típicas, o aglomerado de casas vive paredes meias com o areal, num estreito relacionamento das suas gentes com o mar que serviu de sustento a muitas famílias. Hoje essa relação é cada vez mais ténue pois a vida dura de pescador não motiva as novas gerações, como acontecia até meados da década de setenta.

Entre quintais e dunas cheguei à Cova onde o labor piscatório sente-se a cada passo dado. Antigos homens do mar, pescadores agora na reforma, repousam nos bancos de madeira e nos muros da marginal. Recordam histórias de outros tempos e relatam as “dores” do dia-a-dia.

A história destes povoados remonta a meados do século XVIII quando surge o povoado da Cova. Segundo o website da Junta de Freguesia de S. Pedro (www.spcovagala.com), este povoado surge “quando pescadores oriundos das cercanias de Ílhavo, nas suas andanças pela orla costeira, na procura de melhores zonas pesqueiras, acabaram por se fixar junto à margem sul do Rio Mondego, muito perto do mar, na cava de uma duna, o que deu origem ao topónimo Cova.

A Gala nasce anos depois quando estes pescadores se deslocam mais para nascente, junto ao braço sul do rio do Mondego, aproveitando as potencialidades que o rio lhes oferecia, saindo a barra em lanchas, tipo poveiro, para pescar sardinha de melhor qualidade e pilado mais longe da costa.”

Regresso pelos mesmos passos. Continua a cheirar a casa.

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Do Cabedelo à Cova Gala (Figueira da Foz) Do Cabedelo à Cova Gala (Figueira da Foz) Ver no Google Maps
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Pelas pontes de Vouzela (Vouzela)

Autor: SolaGasta Em 1 - Maio - 2011

Pelas ruas de Vouzela (Vouzela)Há dias assim. A chuva não parava de cair e por muito que quisessemos, por muita vontade que houvesse, não insistimos e apenas percorremos algumas centenas de metros em Vouzela.

Pelas ruas empedradas do Centro Histórico, chegámos à ponte romana. Subimos ao encontro da antiga ponte ferroviária de Vouzela. Após a sua travessia, regressámos ao local de partida para nos abrigarmos ao sabor de uma jeropiga e castanhas assadas.

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Pelas Ruas de Vouzela (Vouzela) Pelas ruas de Vouzela (Vouzela) Mapa de Vouzela (Vouzela)
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Santa Cruz da Trapa - Vila Nova - Burguela (São Pedro do Sul)A minha travessia do maciço central dos Picos da Europa proporcionou-me, para além de uma experiência inesquecível, para além do registo de memórias de paisagens avassaladoras, um grupo de novos amigos que, até então desconhecidos, partilhavam apenas o gosto pela aventura.

No último dia em Espanha, prometemos um reencontro para breve.
Meses depois, Santa Cruz da Trapa foi o local escolhido para esse reencontro. Perto de São Pedro do Sul e Arouca, era a localização perfeita para à nossa disposição encontrarmos um vasto leque de percursos pedestres assinalados, com diferentes graus de dificuldade e temáticas. Seria uma óptima oportunidade para “matar saudades” de uma forma diferente, juntando o gosto de caminhar à vontade de conviver com quem se gosta.

Um após outro, durante a manhã, fomo-nos instalando efusivamente no alojamento escolhido. As conversas fluíam com facilidade.
Recordar histórias, rir com as peripécias de cada um na montanha e o que a montanha significou para cada um, foi a ementa servida durante o almoço.

Pela tarde, para desentorpecer as pernas, percorremos os caminhos da freguesia saboreando o reencontro tão aguardado.

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(não disponível)
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Da Ponte das Três Entradas à Ponte Medieval (Oliveira do Hospital)A caminho de casa, o espírito estava como o tempo: enublado.
Depois do frio da serra e paisagens de cortar o fôlego, o regresso à rotina quotidiana é sempre feito a muito custo. Tentei atrasar o processo optando por um caminho mais longo. Sem querer, regressei a uma localidade já conhecida: Ponte das Três Entradas. A aldeia, fica na confluência do Rio Alvoco com o Rio Alva e o seu nome original deriva da ponte que, com três entradas, divide a aldeia em três partes: uma pertencente à freguesia de São Sebastião da Feira, outra a Santa Ovaia e a terceira, à freguesia de Aldeia das Dez.

Com o estômago vazio, este era o local perfeito para almoçar.
Apesar do adiantado da hora, ainda encontrei um belo peixe assado, acompanhado com batata e salada, num simpático restaurante local.
Lá fora, as nuvens cinzentas, cada vez mais carregadas, não aguentaram muito mais tempo e rebentaram em aguaceiros esparsos.
Ainda assim, impunha-se uma pequena caminhada pela zona. No estacionamento perto do parque de campismo, a placa “Ponte Medieval” ditou o destino. Fui à sua descoberta.
Por trilhos agrícolas e de pinhal, sempre acompanhando o Rio Alva ao longo do seu curso, cheguei a São Sebastião da Feira, onde a “ponte medieval” é o principal acesso à praia fluvial que aguarda pela época balnear para voltar a renascer em gritos de alegria de crianças e adultos que nas águas do Alva se banham.

Após um breve descanso, o regresso foi feito pelo mesmo caminho.

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Da Ponte das Três Entradas à Ponte Medieval (Oliveira do Hospital) Da Ponte das Três Entradas à Ponte Romana (Oliveira do Hospital) Ver Google Maps
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Pelas Ruas de Unhais da Serra (Covilhã)

Autor: SolaGasta Em 8 - Março - 2011

Pelas ruas de Unhais da Serra (Covilhã)Foi já a caminho de casa, após uma breve estada nas Penhas da Saúde, que conheci a pacata vila de Unhais da Serra.
Vila do concelho da Covilhã e distrito de Castelo Branco, Unhais da Serra, dista aproximadamente 20 km da sede de concelho. Encaixada num vale glaciar, a uma altitude de 750 m, no sopé da vertente sudoeste da Serra da Estrela, desfruta de umas vistas privilegiadas para as altas montanhas.
Foi aforada em 1186 por D. Sancho I e incluída no território da Covilhã. Em 1758 era já sede de freguesia sendo elevada a vila no dia 11 de Julho de 1985.

A Ribeira de Unhais resulta da confluência das ribeiras da Estrela e da Alforfa. Iniciei a caminhada à descoberta da vila acompanhando a ribeira, subindo até ao moderno complexo turístico termal. A sua imponência destaca-se contrastando com a vertente montanhosa da serra. Este complexo é sem dúvida umas das razões pelas quais todos os anos centenas de turistas visitam a vila termal.

“Unhais da Serra viveu a sua grande época turístico termal nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX, sendo na altura conhecida como “Pérola da Beira” ou “Sintra da Covilhã”. A conversão da residência do Conde da Covilhã, pelo próprio, no GRANDE HOTEL de Unhais da Serra tendo anexo o “CASINO” … com espaçosos salões de dança, bilhares, jogos de vaza e buffets…, Contribuiu para o fortalecimento do turismo local, vocacionado na altura para a classe relativamente numerosa de proprietários e industriais têxteis da região.”

In UnhaisdaSerra.com

Contornando o complexo turístico, desci em direcção ao centro da vila, por ruas estreitas e empedradas, parando na Rua Conde da Covilhã junto à Fonte do Castelo onde me refresquei.
Seguindo até à Igreja Paroquial de Santo Aleixo percorri a Avenida Nossa Senhora da Saúde regressando já focado num único pensamento…
“Onde seria o almoço de hoje?” – a engrenagem cerebral “patinou” aqui.
Iria meter-me no carro a caminho de casa e logo se veria…

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Das Penhas da Saúde ao Lago Viriato (Covilhã)

Autor: SolaGasta Em 3 - Março - 2011

Das Penhas da Saúde ao Lago Viriato (Covilhã)A gélida manhã que se abateu sobre as Penhas da Saúde não era anormal. Estava a cerca de 1500 metros de altitude e com o Inverno quase a chegar, estes amanheceres na Serra da Estrela tornavam-se cada vez mais frequentes.
Na Pousada, o gelo cobria os carros e os espaços circundantes. Um mar de algodão formava-se a baixas altitudes enquanto, pé ante pé, inicio a caminhada.
O percurso não estava assinalado e, após um breve olhar sob um mapa gasto pelos anos, que orgulhosamente continuava a servir de guia a muitos alberguistas, fiz-me ao caminho.

Saindo da Pousada, tomei a estrada principal descendo em direcção à Covilhã. No primeiro cruzamento segui pela direita para a piscina fluvial. Na pequena ponte, enquanto o diminuto caudal das águas beijava o arco em pedra num desgaste lento, o manto de nevoeiro que se aproximava era cada vez mais intenso. Os bungalows de montanha, tão procurados por turistas de todo o mundo, eram devorados um a um…
Em breve, todos desapareceram nesta nuvem de algodão.

Continuei, agora deixando o asfalto para, num trilho de terra batida e pedra, serpentear a serra, na direcção que me parecia a mais acertada, na tentativa de encontrar o Lago Viriato.
Alguma centenas de metros adiante, eis que surge a imponente represa que contém as águas de abastecimento público a Penhas da Saúde. O Lago Viriato repousa aqui, sob o olhar atento da “Torre” em pano de fundo.

Contornei as suas águas e já de regresso à estrada principal, os passos perderam-se dentro do nevoeiro que toda a manhã me perseguia. A vila estava já ali e o regresso a casa era cada vez mais certo.

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Pelas ruas até à praia fluvial do Sabugueiro (Seia)

Autor: SolaGasta Em 12 - Fevereiro - 2011

Pelas ruas até à praia fluvial do Sabugueiro (Seia)A aldeia do Sabugueiro é uma das principais portas de entrada na Serra da Estrela.
É também a aldeia mais alta de Portugal, a cerca de 1200 metros de altitude.
Apesar disto, poucas são as pessoas que, tendo por destino a Serra da Estrela, pausam no Sabugueiro para algo mais do que comprar uns deliciosos queijos e umas recordações para a família e amigos.
Efectivamente, o destino de fim de semana eram as Penhas da Saúde mas iria descobrir primeiro que o Sabugueiro tinha muito mais para me oferecer do que os “souvenirs” da rua principal.
Ao chegar à aldeia, o largo junto à Capela de Nossa Senhora de Fátima pareceu-me um bom local para iniciar a descoberta.
Descendo em direcção ao centro histórico não pude deixar de comprovar a importância que o turismo tem nesta pequena localidade. Quase porta sim, porta sim, podemos encontrar lojas com artigos serranos, queijos, licores, têxteis e tudo o mais que puder ser usado como recordação da passagem por esta serra.
Saí da estrada principal em direcção ao centro histórico. As placas de sinalização não enganam.
As ruas recordam outros tempos onde a espaços, as habitações em pedra conferem a rusticidade tão acolhedora, muito própria das aldeia serranas.
Seguindo as indicações, em breve tomaria o caminho de pedra que, atravessando a pequena Ponte do Serro, terminava na praia fluvial.
Um local agradável onde nos dias mais quentes com certeza apetece ir a banhos nas águas frias da Ribeira do Alva. Por agora, restava-me vê-las passar, com caudal tortuoso, descendo a par com o rio com o mesmo nome.
Regressei à rua principal da aldeia para petiscar qualquer coisa. Sandes de queijo da serra e presunto foi a ementa escolhida. Saborosíssimas, claro!

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Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 10 - Janeiro - 2011

Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz)O Rio Mondego tem ao longo do seu curso variadíssimos motivos de interesse. Motivos esses mais do que suficientes para conhecer melhor o maior rio com nascente em Portugal, desde a imponente Estrela, até à radiante cidade da Figueira da Foz, onde as suas águas doces encontram as salgadas atlânticas.
Foi na foz do Mondego que descobri esta interessante rota fluvial.
O “Sal do Mondego”, batel com 20 metros de comprimento, descansava ainda na margem do cais de acostagem do Núcleo Museológico do Sal, nos Armazéns de Lavos. Enquanto se engalanava para o passeio, saboreei um revigorante café na pequena esplanada do Museu, com a salina municipal do “Corredor da Cobra” como pano de fundo. Este salina serve de base ao percurso pedestre “PR6/FF – Rota das Salinas“, já aqui descrito.
Os pequenos montes de sal que a salpicavam, temperavam aquela manhã de Agosto. Lá dentro, a história do lugar e da actividade salineira era contada detalhadamente, uma história que serviu de tempero a muitas vidas que pelas salinas do Baixo Mondego passaram.

À hora marcada partimos pelo esteiro dos Armazéns de Lavos em direcção à “boca do Rio Mondego”. A amiúde, carcaças de antigos batéis repousavam nas margens, lembrando a intensa actividade que poucos agora recordam.
Histórias de outras marés, outras luas e ventos eram adocicadas nas palavras do nosso mestre. Agora na reforma, conduzia com brio o batel pelas tranquilas águas fluviais.
Eis que chegámos ao Moinho de Maré ou Moinho das Doze Pedras. Este, como infelizmente tanto outro património pelo País fora, luta sozinho contra a ruína cada vez mais certa. Longe vão os dias onde nas suas mós era moída a farinha e descascado o arroz produzidos na Quinta do Canal, onde este repousa.

Regressámos ao cais. À nossa espera tínhamos um dos mais típicos e apetitosos petiscos do Baixo Mondego: enguias fritas. São servidos?


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Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz) Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz) Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz)
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Trilho das Grutas – Berlengas (Peniche)

Autor: SolaGasta Em 19 - Dezembro - 2010

Trilho das Grutas – Berlengas (Peniche)- “Há barquinhos para dar a voltinha! Vê-se o fundo do mar!” – gritava o pescador a cada possível oportunidade de ser ouvido em terra.
O seu “ganha pão” dependia disso – passear turistas pelas grutas e escarpas das Berlengas, num barco com casco de vidro para permitir a observação do fundo, nas puras e transparentes águas das Berlengas.
Sendo o meu objectivo principal percorrer a ilha a pé pelo trilho bem definido que a atravessa, não podia deixar também de aproveitar esta oportunidade para ter uma outra perspectiva da nossa Reserva Natural.
Do pequeno porto de pesca partimos ouvindo e absorvendo todas as palavras que o pescador encontrava para descrever a alma das Berlengas. Histórias, contos, lendas, o que lhe quisermos chamar…um pouco de tudo ía cozinhando e associando às belas imagens que tinha pela frente.
Enganam-se os que pensam que só acima d’água a beleza surpreende. Olhando através do casco vitral do pequeno barco descobríamos um novo mundo translucido impressionante. Para além da rica fauna e flora subaquática, os relevos da ilha prolongam-se inversamente para o seu fundo onde podemos observar escarpas, fossos imensos de escuridão, zonas baixas e peixes que nelas brincam.
Percorri o “Carreiro da Inês”, vi a “Flandres” e senti-me minúsculo com a Fortaleza de São João Baptista, que do mar mais imponente se torna. Na “Gruta Azul” a ilusão ganha cor e pela “Tromba de Elefante” contámos os últimos minutos até o pequeno barco se imobilizar no pequeno porto de pesca. Fica a vontade do rápido regresso.


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Trilho das Grutas - Berlengas (Peniche) Trilho das Grutas - Berlengas (Peniche) Trilho da Berlenga (Berlengas - Peniche) Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Trilho da Berlenga – Berlengas (Peniche)

Autor: SolaGasta Em 20 - Novembro - 2010

Trilho da Berlenga - Berlengas (Peniche)Viajar para uma ilha é descobrir uma porta para um outro mundo. Um mundo de sentidos, odores e prazeres visuais que dificilmente encontramos em outros locais.
Uma ilha encerra em si um habitat especifico, um certo misticismo transmitido talvez pelo isolamento oferecido pelo mar.
As Berlengas não são excepção. Mas nelas são as aves marinhas que mais ordenam, parafraseando a canção.

Protegidas por água a toda a volta, isoladas da invasão do mundo exterior, o espaço é delas. Gaivotas-argênteas, corvos-marinhos-de-crista, falcões-peregrinos, cagarras e airos, cada metro quadrado lhes pertence. Cada metro cúbico de ar é constantemente invadido pelo seu cantar. É difícil não nos sentirmos os “invasores” em casa alheia.
Este “mundo” fica localizado a 5,7 milhas de distância do Cabo Carvoeiro e é composto por 3 grupos de ilhéus: Berlenga Grande (e recifes adjacentes), Estelas e Farilhões-Forcadas.
A ilha principal, a Berlenga Grande, onde este percurso se realizou tem cerca de 1500 metros de comprimento, 800 metros de largura e 85 metros de altura. As suas condições climatéricas proporcionam características faunísticas e florísticas que fazem deste arquipélago um ecossistema único no mundo. Ao arquipélago foi atribuído o estatuto de Reserva Natural em 03 de Setembro de 1981.

As grutas espalhadas pelo granito róseo da ilha são uma das principais atracções, mas são as suas águas abundantes em peixe, tranquilas e transparentes que mais nos lembram uma qualquer ilha tropical do nosso imaginário. O próximo post será dedicado a uma deliciosa viagem de barco por essas grutas (um pouco “off-topic” do tema do blog mas não poderia deixar de o registar).

Chegámos ao pequeno porto já o sol ia alto e no bairro dos pescadores a azafama era já evidente. Iniciavam-se os preparativos para o almoço.
O carvão aguardava nos fogareiros pela hora certa, altura em que conferiria ao peixe fresco que nele se deitava aquele sabor tão especialmente apreciado.
Ao fundo, encaixada entre os penhascos, a pequena praia do Carreiro do Mosteiro estava já repleta de turistas que desfrutavam de algumas horas de sol e se refrescavam nas águas translúcidas.

Subimos pelo trilho bem delimitado em direcção ao Forte de São João Baptista. Como Reserva Natural, não há livre acesso a toda a ilha pelo que é frequente encontrarmos sinalização que nos lembra isso mesmo.

No topo, o farol construído em 1841 guarda a ilha e quem dela se aproxima. Com 29 metros de altura acumula energia através de painéis solares que depois a transmite em forma de luz a cerca de 50 km de distância.
Algumas centenas de metros à frente surge imponente das águas o Forte de São João Baptista. Com forma heptagonal irregular, foi mandado construir em 1651 por D. João IV. Quinze anos depois, em 1666, foi atacado por uma esquadra castelhana. A guarnição de 28 soldados comandados pelo cabo António Avelar Pessoa aguentou as defesas por 3 dias e quando os espanhóis se preparavam para a retirada, um traidor, de noite a nado, informou-os que a pólvora teria acabado no forte. Um novo ataque surge então. Depois de tomada a praça e feito prisioneiros os soldados que estoicamente aguentaram, é já num barco que os conduzia para Espanha que o Cabo Avelar Pessoa acabaria por morrer.
A sua capacidade de resistência e o seu heroísmo são ainda hoje recordados. O seu nome ainda viaja a bordo de um barco que faz hoje a travessia Peniche – Berlenga.
Hoje, o forte está recuperado. Infelizmente permanece fechado o que nos impediu de o visitar. Foi no seu patamar exterior que descansámos e saboreámos o recheio das mochilas.

Regressámos pelo mesmo trilho até ao bairro dos pescadores onde aguardámos o transporte de barco até Peniche.


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Trilho da Berlenga (Berlengas - Peniche) Trilho da Berlenga (Berlengas - Peniche) Trilho da Berlenga (Berlengas - Peniche)
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Este foi um percurso há muito desejado e por isso muito especial.
A minha avó é natural de Mortágua, mais propriamente da aldeia de Monte de Lobos. Durante quase uma vida, os meus avós aguardavam ansiosamente por alguns dias de felicidade e sossego passados na terra onde sempre se sentiam tão bem. Era uma fuga à cidade e a todo o seu reboliço.
Lembro-me de passar dias da minha infância com os meus primos no “poço fundo” (uma piscina natural no rio que assim denominámos), ou na ponte à entrada da aldeia, banhando-me na água pura e fresca que corria livremente entre os enormes seixos escorregadios.
Lembro-me das vindimas, da azáfama entre as vinhas carregadas com bagos doces e suculentos, de pisar as uvas no lagar e sentir o odor intenso que varria o monte. Os dias pareciam não terminar.
Ainda hoje os olhos do meu avô brilham, sorriem e quase saem das órbitas quando falamos de Monte de Lobos. Terra que não a dele mas que o acolheu e lhe ofereceu dias de intensa felicidade.
Assim que eu soube que Mortágua tinha um percurso pedestre assinalado, não podia deixar de o levar lá. Era como que um regresso às origens, ao lugar onde tantas vezes foi feliz.
Companheiro também de outras caminhadas não se fez nada rogado e combinámos o dia.
Contactei a Autarquia de Mortágua que de imediato se disponibilizou para me enviar o mapa do percurso.
No dia marcado, chegámos à pequena ponte sobre a Ribeira das Paredes, na estrada que liga a aldeia do Carvalhal a Laceiras, ainda a tempo de sentir o orvalho matinal a escorrer pelas verdes folhas do bosque. Estávamos no início do PR1 – Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes.
A escassos metros encontrámos um Moinho de Água. O percurso, bem delineado e assinalado, segue o curso da Ribeira das Paredes, também designada por Ribeira dos Moinhos.
Encontrámos pelo trilho vários locais que convidam ao lazer, a parar um pouco, observar e ouvir. Tendo a ribeira como banda sonora, descobrimos as ruínas de antigos moinhos de rodízio, locais agora restaurados e convertidos em parques de merendas, corredores com árvores recentemente plantadas, demonstrando o cuidado que a autarquia dedica a este tipo de turismo.
Ao chegar à aldeia de Paredes, localidade com cerca de 50 habitantes, a sinalização indicava que as quedas de água estariam já próximas.
Atravessámos a pequena aldeia para entrar num caminho agrícola que nos transporta para uma floresta verdejante. Sempre com água em abundância, encontrámos uma flora diversa que crescia selvagem ao longo do trilho. Uns pés de morangos aqui e acolá foi o que mais curiosidade nos despertou…
Após serpentear por eucaliptais altivos chegámos finalmente às cascatas. A água que nelas caía e que ao longo dos anos castigou a pedra da sua base, formou pequenas piscinas naturais que agora convidam a um prolongado refresco.
Com as quedas de água em pano de fundo, os bolos de bacalhau da avó nem tempo tiveram para apreciar a paisagem…
Regressámos pelo mesmo trilho. Restava matar saudades da família que ainda em Monte Lobos resiste. Felizmente.

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PR1 - Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes (Mortágua) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Ver Google Maps
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Fomos recebidos por uma húmida manhã na chegada ao concelho de Arganil. A freguesia de Benfeita era o nosso destino.

A autarquia de Arganil, a Junta de Freguesia de Benfeita e a empresa ADXTUR juntaram sinergias para nos proporcionarem uns belos momentos de convívio e descoberta, num maravilhoso contacto com a natureza. Iríamos percorrer o Caminho do Xisto de Benfeita.

Enquanto aguardávamos pela chegada dos restantes caminhantes que, desde a sede de concelho, chegariam num autocarro cedido pelo município, abrimos os guarda-chuvas e percorremos as ruas da aldeia, vagueando em sentido único para o primeiro café matinal.
O aroma dos grãos acabados de moer misturava-se agora com o odor a terra molhada que a cada brisa mais forte, invadia o pequeno e acolhedor café de Benfeita.

Lá fora, os restantes aventureiros chegavam enquanto a chuva continuava a não dar tréguas. Foi convocada uma reunião de emergência.
Em perfeita democracia a decisão foi tomada. Iríamos iniciar o percurso com cuidado e, evitando as zonas mais perigosa (com piso molhado), avançar até onde S. Pedro nos permitisse.

Alfredo Martins – Presidente da Junta de Freguesia de Benfeita – tomou a dianteira e por entre trilhos de pedra e lama lá nos foi guiando com mestria dentro da rota planeada.

Seguimos, por caminhos públicos agrícolas, em direcção ao vale da Ribeira do Carcavão. Muitos desses caminhos acompanham as levadas utilizadas para a irrigação dos campos agrícolas ou pecuários.

Atravessando a ribeira, começámos a vislumbrar magníficas quedas de água, algumas das quais convidam mesmo à prática balnear.
As casas em xisto eram uma constante para onde quer que a vista escapasse. Infelizmente muitas delas deixadas ao abandono pelos antigos proprietários. Outras há que, a grande custo, lá vão mantendo a sua função de armazenamento de pasto, abrigo e protecção para pessoas e animais.
A cerca de metade dos quilómetros percorridos e numa aberta de bom tempo, brinde de S. Pedro, recheámos os estômagos com um pequeno snack, cortesia da organização.

Continuámos por entre caminhos de mata e pinhal, e após uma descida íngreme em degraus esculpidos na terra, chegámos à magestosa Fraga da Pena.

Com setenta metros de altura esta imponente queda de água está situada em plena Mata da Margaraça, num recanto de xisto com vegetação muito peculiar. Esta paisagem luxuriante está equipada com zona de recreio e lazer.

Após a enxurrada de disparos das máquinas fotográficas digitais, que eternizavam as cristalinas águas em quadros de rara beleza, seguimos para o almoço servido no espaço da Capela da Nossa Senhora das Necessidades onde o convívio entre todos os caminhantes, acompanhado com os grelhados e arroz de feijão foram a melhor forma de selar esta visita a Benfeita.

Depois do repasto, regressámos à aldeia terminando assim o percurso circular (adaptado) do Caminho do Xisto da Benfeita.

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Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil)
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PR2 – Buraco Roto (Reguengo do Fetal) (Batalha)

Autor: SolaGasta Em 7 - Julho - 2010

Chegámos à freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, ainda sem o pequeno almoço tomado.
No Largo da Praça da Fonte ou Largo da Palmeira, fazendo jus à imponente palmeira que no centro da aldeia nos recebeu, partilhámos uns pequenos snacks que nos entretinham e davam forças para os mais de 6 km, em grau de dificuldade médio, do “PR2 – Buraco Roto”.

Aí iniciámos o percurso circular, saindo do centro em direcção ao Buraco Roto – gruta necrópole de uma beleza e enquadramento paisagístico deslumbrante e que nos meses mais chuvosos, debita grandes quantidades de água, criando uma cascata.
Seguindo por um caminho empedrado, utilizado como atalho pelos peregrinos em direcção ao Santuário de Fátima, alcançamos o Vale do Malhadouro, uma das zonas em Portugal onde é possível a prática de escalada (Escalada do Reguendo do Fetal).

Entre as escadas de madeira e pedra, encontramos à esquerda a Chaminé – fenómeno natural ocorrente da erosão da água e do vento.
Depois de descidas as escadas de pedra, a Pia da Ovelha encontra-se do lado esquerdo, uma cova natural de grandes dimensões. Impressionante mesmo.

Continuando para Sul, atravessamos um pequeno colo – depressão bem definida num zona montanhosa. Um trilho sinuoso leva-nos ao ponto mais alto do percurso, com cerca de 400 mts de altitude.
Encontrámos campos agrícolas e descendo ao Vale da Pena, rapidamente chegámos a Reguengo do Fetal.

 

Uma breve nota sobre o nome da aldeia:
Reguengo significa “Terra do Rei”. Fetal foi a forma de distinguir esta freguesia de centenas de outras com o mesmo nome, servindo também para homenagear Nossa Senhora do Fetal, que desde o séc. XVIII tem em Reguengo uma ermida da sua invocação.

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PR2 - Buraco Roto (Reguengo do Fetal) (Batalha) PR2 - Buraco Roto (Reguengo do Fetal) (Batalha) PR2 - Buraco Roto (Reguengo do Fetal) (Batalha)
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Pelas ruas do Rabaçal (Penela)

Autor: SolaGasta Em 22 - Junho - 2010

A caminho de casa fizemos um pequeno desvio para conhecer a vila do Rabaçal. Famosa pelo seu queijo, esta localidade apresenta-nos outras atracções como por exemplo a Villa Romana.

“A Villa romana do Rabaçal é chamada pelo nome da actual povoação na ausência de qualquer testemunho epigráfico ou textual. Está situada a 12 Km a Sul de Conímbriga, parte integrante do território da antiga civitas, junto à via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta, no actual concelho de Penela, Distrito de Coimbra.
A sua implantação “numa meia encosta”, com exposição privilegiada entre uma cumeada com arvoredo e um riacho, está em conformidade com as recomendações de Columella (séc. I).”
in “Penela – Espaço Museu

Infelizmente o nosso tempo era escasso e depois de um breve passeio pela vila, um café no largo frontal à igreja e já com dois queijos caseiros na bagagem para mais tarde saborear, regressámos a casa.

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Rota dos Castelos: Penela – Germanelo (Penela)

Autor: SolaGasta Em 26 - Maio - 2010

A “Caminhada da Primavera” em Penela foi organizada pela autarquia local e contou com uma presença bem significativa de caminhantes de todas as faixas etárias e de várias zonas do país.
O ponto de encontro foi junto ao Castelo de Penela e cerca das 10h00 já todos os caminhantes estavam preparados para os 7 km de percurso ( 14 km se optássemos pela opção ida e volta ). Este percurso iria ligar o Castelo de Penela ao Castelo do Germanelo.
Classificado como Monumento Nacional, a construção do Castelo de Penela data do séc. XI. No entanto, o que hoje se pode lá observar remonta somente aos séc. XIV e XV.
Protegida pelas imponentes muralhas, a Igreja de São Miguel tem origem no séc. XII.

No Castelo, além da Porta da Vila, existe uma outra porta denominada Porta da Traição ou dos Campos, que, integrada numa torre, apresenta uma abertura dupla em cotovelo, transparecendo a influência da tradição muçulmana na fortificação portuguesa dos finais da Idade Média.

Com um grau de dificuldade médio/baixo, a caminhada foi avançando a bom ritmo.
Após a descida da vila, entrámos em trilhos de terra batida com campos de cultivo, oliveiras e vinhas como motivo principal da paisagem.
Na passagem por São Sebastião deparámo-nos com um rebanho de ovelhas a correr pelas ruelas em pedra, animadas, em direcção ao tenro pasto.

Seguimos para Besteiro.
Após a passagem pelo lugar, era já possível observar o Castelo de Germanelo ao longe.

O Castelo do Germanelo foi erguido, segundo se consta, entre 1140 e 1142, por D. Afonso Henriques. Dele, a paisagem sobre o vale do Rabaçal é simplesmente deslumbrante. As suas origens podem remontar a um castro romanizado.
Actualmente de propriedade particular, deve-se a reconstrução hipotética da sua muralha norte ao Dr. Salvador Dias Arnaut.

Ao chegar no alto descansámos um pouco inspirando fundo e saboreando as estonteantes paisagens que nos eram oferecidas.
Depois de alimentada a alma, descemos para alimentar o corpo com um reforço alimentar oferecido pela Câmara Municipal, antes do regresso a Penela.
Agradecemos mais uma vez a recepção e parabéns pela actividade!

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Rota dos Castelos (Penela) Rota dos Castelos (Penela) Ver Google Maps

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Pelas Ruas de Castro Daire (Castro Daire)

Autor: SolaGasta Em 20 - Maio - 2010
“A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar. Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César. Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.”
in “Câmara Municipal de Castro Daire

Foi já um pouco cansados e “moídos” de tantos quilómetros percorridos que chegámos a Castro Daire. Ainda assim, após deixarmos o automóvel à entrada da vila, percorremos as suas ruas e travessas com alguma réstia de espírito de descoberta. A possível de encontrar nos nossos espíritos cansados.
Descobrimos miradouros sobranceiros ao vale, a imponente Igreja Matriz que se destaca com o seu estilo Neoclássico (século XIX) e a sua torre sineira.
Após descansarmos uns minutos no jardim da vila, regressámos a casa.
Foi sem dúvida um dia preenchido pelos concelhos de São Pedro do Sul e Castro Daire que nos enriqueceu a alma.

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Pelas Ruas de Castro Daire (Castro Daire) Pelas Ruas de Castro Daire (Castro Daire) Ver Google Maps 

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