Em Vila Praia de Âncora respira-se mar. De facto, para onde quer que se desvie o olhar, o mar é sempre o denominador comum em actividades como a pesca ou o turismo. |
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2,05 Km
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Arquivo da Categoria ‘Viana do Castelo’
Caminhada em Vila Praia de Âncora (Caminha)
Caminhada em Caminha (Caminha)
Em Caminha fiz um pequeno percurso pela zona histórica, tomando contacto com a sua Fortaleza, os seus monumentos, igrejas e restante património urbano. Subi ao Miradouro da Boavista, situado junto às muralhas da Fortaleza, onde se tem uma vista privilegiada sobre Caminha e a foz do rio Minho. |
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3,11 Km
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Caminhada em Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)
Foi na Pousada da Juventude de Vila Nova de Cerveira que assentei para mais esta descoberta do norte português. |
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3 Km
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Pelas ruas e fortaleza de Valença (Valença)
Foi a caminho de Vigo, para uns curtos dias de férias, que parámos em Valença para um café e uma caminhada. |
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2,88 Km
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Nota: Para mais informações, visite www.cm-valenca.pt
Lindoso – Espigueiros e Castelo (Ponte da Barca)
S. Pedro acordou mal disposto naquele dia. Todos temos dias assim…alguma coisa que comemos e nos cai mal, alguma preocupação que nos incomoda e não nos deixa pensar direito, algum problema para o qual não encontramos solução e todo o mundo parece desmoronar à nossa volta…
Assim estava S. Pedro, tal foi a descarga que se abateu sobre nós na visita a Lindoso. Não sei qual dos factores atrás referidos afectou o “Príncipe dos Apóstolos” mas mal disposto era o mínimo que se poderia dizer do seu “estado” naquela manhã de diluvio.
Ainda assim, conseguimos percorrer os caminhos entre os espigueiros e o castelo que tínhamos intenções de visitar…mas infelizmente estava fechado ao público.
in “Aldeias de Portugal“
Após o breve passeio, regressámos a casa. Ainda restavam muitos quilómetros de viagem pela frente…
Nos próximos posts partimos à aventura pelo concelho de S. Pedro do Sul, onde encontrámos algumas das mais bonitas aldeias de xisto do nosso Portugal. Acompanhem-nos nessas deliciosas descobertas.
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Vila de Melgaço – Pelas ruas até ao Castelo (Melgaço)
Foi com um “ratinho na barriga” que chegámos a Melgaço. E para o satisfazer, nada melhor do que entrar na primeira pastelaria que vimos.
De imediato começaram a “chover” fatias de empanadas de carne, de pizzas e alguns folhados que empurrados com meias de leite quentinhas ( não combina mas foi o que nos apeteceu… ) lá foram alimentando o incomodativo “rato”…
O concelho de Melgaço é composto por dezoito freguesias. A vila oferece-nos ainda hoje alguns traços da época medieval. Desde o velho castelo com uma imponente Torre de Menagem, construído pelo Prior do Mosteiro de Longos Vales em 1197 (no tempo de D. Sancho I), passando pelas ruas em calçada portuguesa, até ao diverso património histórico, como a Casa do “Solar do Alvarinho”, a Igreja Matriz dedicada a Santa Maria da Porta, o Convento das Carvalhiças, a Capelinha do Santo Cristo e a Capela de Nossa Senhora de Orada.
No Largo Hermenegildo Solheiro deixámos para trás a Câmara Municipal, a caminho da Porta de D. Afonso III. Percorremos a Rua Direita que, orgulhosa, exibia a sua calçada portuguesa, indicando-nos o caminho para o castelo.
- Sempre em frente seguirão e, antes da Igreja avistar, à esquerda virarão!
No castelo, classificado como Monumento Nacional, a sua Torre de Menagem ainda hoje o protege e guarda. Convertida num núcleo museológico, recebeu-nos enquanto vigiava a vila lá do alto. A tarde já ia longa e após uns momentos fotográficos pelas ameias e espaços em redor, regressámos, não sem antes visitar, a Igreja Matriz, também designada por Igreja de Santa Maria da Porta. Segundo reza a história, assumiu primitivamente esta designação por se encontrar junto a uma porta da muralha do castelo. Não conseguimos confirmar a origem do nome, no entanto fica a nota.
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Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Arcos de Valdevez)
Naquela noite fria o jantar estava incrível. Deliciámo-nos com um cozido à portuguesa à moda de Castro Laboreiro bem regado com uma não inferior colheita de tinto.
As carnes e as hortaliças caseiras não arrefeciam no prato. Tudo sabia ao que realmente deveria saber. A cada garfada descobríamos as couves tratadas na pequena horta, as cenouras tenras crescidas em terras férteis, o cuidado tido na alimentação dos animais, os segredos no tempero e a paciência no fumeiro dos enchidos…a travessa ficou assim vazia em três tempos.
Para sobremesa, conversámos um pouco com o simpático cozinheiro. Depois dos triviais assuntos sobre o prato, os seus condimentos e a sua confecção, abordámos a região, as suas atracções turísticas e tradições.
- Já conhecem o Santuário de Nossa Senhora da Peneda? – perguntou.
Encolhemos os ombros.
Peneda era a sua terra natal. Falou-nos do Santuário, da sua beleza singular, das festas e romarias, enfim…do seu amor pela terra onde nasceu e que o viu crescer.
Não podíamos deixar de a visitar tal foi a forma entusiasta do seu relato.
Assim o fizemos.
Depois de uma noite bem dormida, embalados pela chuva que lá fora teimava em não ceder lugar à neve, cedo arrancámos para o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, na freguesia de Gavieira, em Arcos de Valdevez.
Crê-se que neste local existiu uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda (ou Senhora das Neves), cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário, nos finais do século XVIII (data mais provável para o inicio da sua construção).
Diz a lenda que a Senhora da Peneda terá aparecido a 5 de Agosto de 1220, a uma criança que pastoreava por entre aquelas penedias, algumas cabras.
A Senhora apareceu-lhe em forma de uma pomba branca voando ao seu redor. Pediu-lhe que dissesse aos habitantes do lugar da Gavieira para lhe edificarem naquele lugar uma ermida.
A pastorinha, ao chegar a casa, contou o sucedido aos seus pais, mas estes não lhe deram grande crédito.
Mais tarde, quando a pastorinha guardava as cabras no mesmo local, a Senhora voltou a aparecer, agora sob a forma da imagem que hoje existe, e disse que “já que te não querem dar crédito ao que eu mando, vai ao lugar de Roussas onde está uma mulher entrevada há dezoito anos e diz aos moradores do lugar que a tragam à minha presença, para que fique de perfeita saúde, e assim te darão crédito ao que eu te ordeno.”. O nome da mulher era Domingas Gregório.
Assim o fez.
Quando Domingas avistou aquela Sagrada Imagem da Rainha dos Anjos, logo ficou de perfeita saúde, livre e sã de todos os males que padecia.
Daí em diante, todos os anos, na primeira semana de Setembro, muitas centenas de peregrinos, vindos de toda a região e da vizinha Galiza, acorrem a este local de peregrinação.
O nosso percurso pedestre teve inicio no parque de estacionamento sobranceiro à Peneda. Seguimos em direcção ao Santuário.
Um enorme rochedo, o penedo das Meadinhas com a imponência dos seus 300 m de altura, serve de pano de fundo ao local, criando juntamente com o Santuário, todo um quadro envolvente de sagrado e reliogiosidade que dificilmente nos deixa indiferente.
Passámos por alguns pequenos comércios e cafés, onde os souvenirs lutavam pelo seu espaço de visibilidade nas montras e nas entradas dos estabelecimentos.
Descemos o escadório monumental com cerca de 300 m observando à passagem as 20 pequenas capelas que retratam episódios da vida de Jesus. Chegámos à Praça do Calvário com o seu pelourinho.
Regressámos para visitar a imponente igreja e a queda de água que a seu lado compunha a banda sonora perfeita.
A hora do almoço aproximava-se e partimos para Melgaço. A reportagem ficará para o próximo post.
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Porta de Lamas de Mouro (Melgaço)
A aldeia de Lamas de Mouro situa-se a cerca de 18 kms de Melgaço, a sua sede de concelho.
Foi terra com povoamento muito remoto, possuindo alguns vestígios da cultura dolménica e castreja (de origem céltica).”
Aqui foi inaugurada em 2004 a primeira das cinco “Portas” previstas para o Parque Nacional da Peneda-Gerês: a “Porta de Lamas de Mouro“.
É uma estrutura correspondente a uma área com cerca de 10 hectares, vocacionada para a recepção, recreio e informação dos visitantes do Parque que durante todo o ano escolhem o Gerês como destino turístico.
Esta Porta, cujo tema é a “Ordenamento do território”, é composta por três edifícios e diversos espaços ao ar livre.
Foi neste espaço que esquecemos a gélida manhã que se abatia na montanha, realizando um pequeno passeio pedestre com cerca de uma hora de duração.
Parte do percurso percorrido foi dentro do Trilho Interpretativo de Lamas de Mouro que ficará para uma próxima oportunidade.
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Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro (Melgaço)
Uma nuvem de vapor surgia a cada expiração. As faces rubras doíam a cada movimento de ar. O gelo que a noite trouxera estalava a cada passo dado. Estávamos em Dezembro, em Castro Laboreiro.
A vila de Castro Laboreiro integra o concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.
Segundo o website da Câmara Municipal de Melgaço:
”O seu nome vem de duas palavras Castrum, Castro – povoação fortificada pelo povo castrejo, de raça celta, que, depois do seu nomadismo durante milhares de anos nos planaltos, vivendo da caça e da pesca, e depois do pastoreio, se fixou nos outeiros para ali viver em comunidade e se defender das tribos invasoras, desde quinhentos anos antes de Cristo até ao século VI da era cristã: Laboreiro – do Latim “Lepus”, leporis, leporem, leporarium, lepporeiro, leboreiro.”
A freguesia é caracterizada por inúmeras brandas e inverneiras.
As brandas são os lugares de maior altitude, mais produtivos e agradáveis nos meses quentes, fornecendo aos animais melhores oportunidades de alimentação.
As inverneiras, nas zonas de mais baixa altitude, servem de abrigo ao frio nos meses de Inverno e estão localizadas nos vales da freguesia.
Este ciclo anual repete-se há milhares de anos pelos habitantes deste planalto situado a cerca de mil metros acima do nível do mar.
Serpenteando, corre pela vila o rio Laboreiro. Ainda podemos observar ao longo do seu curso velhas pontes da época de ocupação romana.
Pelas ruas da freguesia encontrámos os internacionalmente famosos cães de Castro Laboreiro. É uma raça pura, dócil, altiva e de grande porte, originária desta região montanhosa, que desde o século VIII, são grande motivo de orgulho das suas gentes.
Este percurso inicia-se no centro da vila, em frente a uma unidade hoteleira, onde encontramos a sinalética com o mapa do “PR3 – Trilho Castrejo”. Não era esta a rota que iríamos percorrer mas sim um pequeno trilho pela vila até ao Castelo e de regresso, passar pelo miradouro.
Deixámos para trás a Igreja Matriz, construída primitivamente no século XII, em estilo românico e que é hoje imóvel de interesse público e o pelourinho, monumento nacional que data de 1560.
Iniciámos a subida para o Castelo passando pelo Núcleo Museológico, um centro de documentação que guarda a história e a memória dos castrejos, que acabámos por visitar. Ao lado ainda podemos observar uma casa tipicamente castreja, com a “decoração” e ferramentas usadas durante séculos pelas gentes locais.
Uma curiosidade: foi nessa casa que ocorreram as gravações de um episódio especial da série da RTP “Conta-me como foi“, primeira temporada, quando a família regressou à terra lembram-se?
De volta ao trilho, por entre penedos tão característicos daquela região, estalactites caíam aos nossos pés, derretendo-se com o sol cada vez mais alto.
Em algumas zonas, redobrámos o cuidado a cada passo dado pois o gelo acumulado era tanto que as rudes e ásperas pedras assemelhar-se-iam a pistas de patinagem artística se o cuidado fosse pouco…
Felizmente chegámos ao Castelo sem sustos de maior.
“O Castelo de Castro Laboreiro, diz o povo ter sido obra dos mouros. Pinho Leal, no seu, “Portugal Antigo e Moderno”, afirma mais certo ser atribuível aos romanos. O Pe. Aníbal Rodrigues coloca-o, porém no ano de 955, fundado por S. Rosendo, governador do Val del Limia, desde Maio desse ano, por nomeação de D. Ordonho III, rei de Leão. D. Afonso Henriques rodeou-o de muralhas e, nos princípios do século XIV, quando caiu um raio no paiol de pólvora, que fez todo o polígono ir pelos ares, D. Dinis ordenou a sua reedificação.”
in “Câmara Municipal de Melgaço”Resumindo, em Castro Laboreiro sentimo-nos em casa. A simpatia e acolhimento que desde a nossa chegada recebemos fazem-nos querer regressar…em dias mais amenos de preferência, pois apesar de não nos incomodarmos muito com o frio, 7º negativos chateiam um bocadinho…
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Nota: Pode obter mais informações de Castro Laboreiro no website da Câmara Municipal de Melgaço
Centro Histórico de Ponte de Lima (Ponte de Lima)
Ponte de Lima fala connosco.
Em cada rua, em cada canto, ao virar de cada esquina existe uma história para contar. Basta ter disponibilidade para a ouvir, para saborear as lendas e as vidas das gentes, honrosamente eternizadas para onde quer que o olhar fuja. Encontramos igrejas, capelas, estátuas, bustos, poemas, monumentos contemporâneos, outros góticos e manuelinos, enfim…não conseguimos parar…olhamos e deixamo-nos ir, absorvendo tudo o que conseguirmos.
Chegámos ao centro histórico de Ponte de Lima pela Avenida António Feijó.
Máquina fotográfica a postos, verificação de carga das pilhas concluída, GPS ligado…e iniciámos o passeio.
Descemos até à Praça da República onde D. Teresa, rainha que em 1125 fundou através de foral o “lugar de Ponte” (actual Ponte de Lima) nos deu as boas vindas.
À nossa esquerda, imponente e com uma orgulhosa carga histórica, passámos pelos Paços do Marquês de Ponte de Lima, um edifício de estilo gótico e manuelino datado do séc. XIV/XV. Foi residência de D. Leonel de Lima, Visconde de Vila Nova de Cerveira e Alcaide de Ponte de Lima. O Paço do Marquês foi construído em forma de castelo para servir também como defesa na luta contra os castelhanos. Posteriormente foi também Hospital, Escola secundária, Paços do Concelho e, a partir do ano 2003, Delegação de Turismo e Centro de Exposições.
Seguimos ao encontro do rio Lima. A vila, tida por muitos como a mais antiga de Portugal, nasce virada para o Lima que a vê crescer nas suas margens.
Por entre ruas e travessas rapidamente chegámos ao Passeio 25 de Abril onde pudemos observar toda a frente ribeirinha que Ponte de Lima tem para nos oferecer. Continuámos pelo Parque da Avenida D. Luís Filipe até à Capela de N. Sra. Da Guia onde invertemos a nossa marcha.
Ao chegar à Ponte Medieval/Romana sobre o Rio Lima, fizemos uma pequena pausa numa esplanada do Largo de Camões para um reconfortante café. Naquela gélida manhã aqueceu-nos o corpo e aconchegou-nos a alma. Na praça, crianças acompanhavam os pais, ansiosamente felizes pela chegada do Natal. A umas dezenas de metros, um pequeno cavalo de madeira e o fotógrafo transportam-nos para outros tempos, outras recordações.
Percorremos a ponte em direcção à Capela de St. António e Capela do Anjo da Guarda.
Retornámos em direcção ao ponto de partida, encontrando nas ruas mais umas histórias, monumentos e marcos das gentes que fizeram desta vila aquilo que é hoje: um livro aberto à espera que o desfolhem.
Finalizado o percurso e com a “barriga a dar horas”, petiscámos na taberna mais “original” que encontrámos. Para abrir o apetite e ver a ementa cliquem aqui!
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Percursos Pedestres em Viana do Castelo
Do distrito de Viana do Castelo fazem parte os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
Clique na imagem para ver os percursos pedestres já realizados neste distrito.






























