Arquivo da Categoria ‘Portalegre’

Flor da Rosa (Crato)

Autor: SolaGasta Em 29 - August - 2009

Flor da Rosa - CratoEste post não é propriamente para descrever um percurso pedestre mas não podia de deixar de dedicar algumas palavras a Flor da Rosa e à sua Pousada.
Nem uma suave brisa se sentia naquela tarde de Verão. O calor arrasador sufocava e poucas eram as pessoas que arriscavam sair das suas casas frescas àquela hora…
Deixámos o carro numa das poucas sombras que encontrámos, junto às típicas habitações alentejanas, caiadas de branco e com frente para o largo principal da aldeia. Seguimos à descoberta da Pousada que se destacava das restantes edificações.

A freguesia de Flor da Rosa dista 2 km do Crato, sede de concelho. Segundo a lenda transcrita no livro de Santa Maria de Flor da Rosa:

“Havia em tempos muitos antigos um pequeno lugarejo, onde vivia um cavaleiro de nome ilustre, muito estimado por fidalgos e povo. Ora este cavaleiro adoeceu gravemente e soube-se que poucos dias lhe restavam. Como era muito estimado, iam-lhe levar presentes. Entre as pessoas que o visitavam, uma chamada Rosa levou-lhe uma flor do seu nome. Foi para o cavaleiro a melhor visita e a mais bela prenda, pois ROSA era sua noiva. Todas as pessoas esperaram a morte do cavaleiro, mas o destino é por vezes traiçoeiro e foi ROSA que morreu, tendo-se ele salvo.Desde esse dia, o cavaleiro era muitas vezes encontrado a chorar junto da campa da sua noiva. Então os desgostos matam-no. Mas nos últimos momentos da vida faz dois pedidos: Queria que a flor que ROSA lhe oferecera o acompanhasse à sepultura e que fosse dado àquele lugar o nome de FLOR DA ROSA em homenagem à sua amada”.
In “Junta de Freguesia de Flor da Rosa

Descrita como uma das melhores pousadas portuguesas, a Pousada de Flor da Rosa é constituída por um Castelo, um Convento (o antigo Convento-Sede do Prior do Crato que pertenceu à Ordem Religiosa-Militar de Malta) e o Paço Ducal, todos construídos em diferentes épocas.

Flor da Rosa é também um dos locais apontados como terra natal de D. Nuno Álvares Pereira, recentemente beatificado, cujo nascimento teria ocorrido no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa. Ainda hoje a pousada possui o referido quarto com o seu nome. Aliás, conversámos com um habitante local que defendeu com afinco tal facto. O túmulo do seu pai D. Álvaro Gonçalves Pereira ainda hoje lá se pode visitar. Morreu em idade avançada na Amieira, onde foram feitas as exéquias, sendo depois o seu corpo trasladado para a Igreja de Flor da Rosa, que ele edificara.

Nota: Fotos de José Carlos Silva e Nuno Santos
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Passeio Pedestre - Alter do Chão: Coudelaria e Vila (Alter do Chão)O dia amanheceu soalheiro e depois de um pequeno almoço reforçado com compotas caseiras partimos para Alter do Chão. A sua famosa Coudelaria era ponto obrigatório de visita na nossa estada.
Chegámos mesmo a tempo de uma visita guiada pelo espaço. Depois de adquirirmos os ingressos na bilheteira, seguimos para o Picadeiro Fernando Gomes da Silva, local onde observámos três belíssimos cavalos lusitanos em acção.
A Coudelaria Alter-Real foi fundada em 1748, pelo rei D. João V com o objectivo de melhorar a criação cavalar nacional. Tem actualmente uma área total de 800 ha e desses, 25.000 m2 são de área edificada.
Para além de diversos picadeiros, podemos encontrar núcleos museológicos, núcleos zoológicos como por exemplo a Falcoaria com várias espécies de aves ao vivo e uma diversidade de instalações e projectos dedicados ao cavalo, ao seu estudo, investigação e também à arte da equitação académica lusitana.
Toda a manhã foi ocupada na Coudelaria sem que tenhamos dado conta do passar do tempo. A hora de almoço aproximava-se e seguimos para a vila de Alter do Chão onde estacionámos na praça com o curioso nome de “Largo os Doze Melhores de Alter”. Perto encontrámos o local para almoçar.
Depois do almoço impunha-se um passeio pela ruas de Alter e uma visita ao seu castelo. Assim o fizemos.
No Posto de Turismo local obtivemos todas as informações e documentos necessários.
O Castelo foi mandado construir por D. Pedro I, em 1359 e é hoje pertença da Fundação da Casa de Bragança. Era usado essencialmente pela sua função residencial aquando da visita a esta região dos monarcas da dinastia de Bragança.
Visitámos a Fontinha, um Chafariz Renascentista, o Jardim do Álamo e no final da tarde deixámos Alter do Chão para dar ainda “um saltinho” ao Crato e Flor da Rosa.

Nota: Fotos de José Carlos Silva e Nuno Santos
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Percurso Pedestre – Marvão (Marvão)

Autor: SolaGasta Em 31 - July - 2009

Percurso Pedestre - Marvão (Marvão)Saímos de Castelo de Vide entusiasmados pelo que vimos e ainda mais pela expectativa do que iríamos ver. Marvão era o próximo destino.

Há locais em Portugal que pela sua localização, singularidade ou beleza são de todo incontornáveis para quem vai de “férias cá dentro”. Sintra, Óbidos, Marvão são bons exemplos de localidades que todos de uma forma ou de outra já ouvimos falar…por um amigo, um amigo dum amigo, enfim…todos aconselham uma visita à Vila de Marvão e nessa tarde percebemos porquê.

A vila tem uma localização privilegiada. Situada no topo da Serra do Sapoio, no Parque Natural da Serra de S. Mamede, rodeada pelas suas intemporais muralhas repousa a uma cota entre os 800 e 860 m.
As paisagens são deslumbrantes para onde quer que se desvie o olhar…

A peculiaridade desta vila leva a que exista a forte vontade de elevar Marvão a Património da Humanidade, pela UNESCO.

Deixámos o automóvel fora das muralhas, no parque de estacionamento à entrada da vila. Seguimos a pé pelas suas ruas e típicas ruelas até à Torre de Menagem do Castelo. Pelo caminho repousámos numa esplanada localizada na encosta norte da vila onde aproveitámos para nos refrescar. No horizonte as tranquilas paisagens do norte alentejano convidavam ao descanso.

Com alguma “dificuldade” continuámos a caminhada e com a tarde já longa, iniciámos o caminho de regresso a Alagoa com intenção de parar para um piquenique ao pôr-do-sol. Escolhemos um rochedo junto à estrada onde montámos todo o “estendal”. O rochedo parecia-nos o local ideal para descansar e recuperar algumas energias, tendo por fundo as cores quentes do céu onde o sol já quase desaparecia. Foi neste quadro que de repente recebemos a inesperada visita de umas formigas gigantes! Sim, gigantes! Nunca vi nada assim…tinham a “cauda” vermelha e mediam cerca de uns 15 mm. Tentei pesquisar a espécie na web mas sem sucesso.
Estávamos exactamente por cima do seu “lar” e fomos literalmente atacados…nós, a comida, as bebidas…imaginem a azáfama que não foi arrumar tudo, sacudi-las da roupa saltando e esbracejando no meio da estrada…enfim, só visto.
Acabámos por terminar o lanche à porta do automóvel seguindo depois para o turismo rural com a estranha sensação de ainda transportarmos mais uma ou duas nas nossas costas…

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Percurso Pedestre – Castelo de Vide (Castelo de Vide)

Autor: SolaGasta Em 29 - July - 2009

Percurso Pedestre - Castelo de Vide (Castelo de Vide)Seguimos viagem.

O destino para os próximos dias estava cada vez mais próximo: Alagoa foi a aldeia escolhida para nos receber. A simpatia das suas gentes ficou de imediato patente na forma como a Dorinda e o Tony nos receberam no seu turismo rural.
Sempre disponíveis tornaram a nossa estada ainda mais agradável do que poderíamos alguma vez imaginar.
A seu conselho, almoçámos pela aldeia onde nos deliciámos com umas Açordas e a famosa Sopa de Tomate do “Hilário”. Sem dúvida um petisco a provar se alguma vez passarem por estas zonas.
Bem “aconchegados” seguimos para a nossa primeira caminhada: Castelo de Vide.

Ao chegar à vila, estacionámos o automóvel junto ao Jardim Gonçalo Eanes e Parque João José da Luz seguindo depois as placas indicativas do Posto de Turismo. Queríamos complementar a caminhada com todas as informações extras que pudéssemos obter.
O Posto fica situado na Praça D. Pedro V e foi daí que partimos à “conquista” do Castelo.

A Igreja Matriz de Santa Maria da Devesa destaca-se imponente à nossa passagem.
Sempre a subir pelas pitorescas ruas e travessas, facilmente chegámos às portas do Castelo.
Bem preservado, com diversos espaços multi-usos aproveitados para exposições e outras actividades culturais, o Castelo é assim motivo de visita por imensos turistas de todas as faixas etárias.

Subimos às suas torres e admirámos a magnífica paisagem. Ao longe, no cume rochoso de um monte, observámos Marvão, o nosso próximo destino.
Regressámos à Praça D. Pedro V para nos refrescarmos numa das muitas esplanadas da Rua de Olivença.

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