Arquivo da Categoria ‘Leiria’
Pelas Ruas ao Castelo de Porto de Mós (Porto de Mós)
PR3 (PMS) – Lapa dos Pocilgões (Porto de Mós)
Passeio nocturno por Alvados (Porto de Mós)
Após um intenso dia de descoberta nas Serras de Aire e Candeeiros, percorrendo as encostas da Fórnea e explorando as imensas galerias das grutas no subsolo, a noite foi tranquila. Após um delicioso jantar na “Tasca da Ti Maria dos Queijos”, a digestão foi feita com uma ligeira caminhada pelas ruas da aldeia de Alvados.
“Segundo tradição local, o topónimo provém de Albardos, sua primeira designação, e esta de albardar. Conta-se, que D.Afonso Henriques teria pernoitado com as suas tropas neste lugar, hoje chamado Alvados. A certa altura, recebeu notícias sobre os mouros, seus inimigos, e deu ordem para “albardar” (pôr albardas nos animais), rumo a Arrimal . Assim se começou a chamar a esta povoação Albardos. Albardos provém do árabe “al barde”, com o significado de coisa fria ou áspera.”
in “www.freguesia-alvados.pt“Na aldeia encontramos a Igreja Matriz, uma das mais antigas da diocese de Leiria, e no seu adro, o cruzeiro.
Regressámos à Pousada da Juventude para o merecido descanso.
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1,28 km |
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À descoberta das Grutas de Santo António (Porto de Mós)
Se as Grutas de Mira de Aire são as mais imponentes e as de Alvados as mais intimistas, as Grutas de Santo António são talvez as mais românticas, as que mais alimentam o nosso imaginário.
Foi nelas que decidimos fechar esta tarde passada no subsolo da Serra de Aire e Candeeiros.
Chegámos a umas instalações desertas onde outrora deveria ter funcionado um café, um restaurante e várias lojas, talvez de artesanato e outros “souvenirs”. Hoje encontrámos tudo encerrado num desalento e abandono inquietantes.
Descobrimos a bilheteira com a ajuda de umas discretas indicações. O guia tinha acabado de descer com um grupo de turistas, pelo que guardámos os bilhetes no bolso e ansiámos pelo seu retorno.
Entretanto, mais alguns companheiros se juntaram a esta espera.
Com a chegada do guia, de imediato percebemos que, mais do que alguém que nos indicasse o caminho, tínhamos à nossa frente um experiente contador de histórias e porteiro da imaginação. Abriu-nos portas do nosso imaginário enquanto ao som das suas palavras desbravávamos as galerias das grutas.
Foram descobertas em 1955 por um menino de 5 anos que, seguindo o voo agitado de uma “gralha” pelo meio da vegetação rasteira, deu com a entrada de um “algar”, com vários metros de profundidade, onde este pássaro característico da região se refugiou.
Após insistência do rapaz que pediu ajuda a um grupo de trabalhadores de uma pedreira próxima, onde trabalhava o seu pai, desceu até ao fundo do desconhecido “algar”, através de cordas e caixas de fósforos, encontrando aí um novo mundo subterrâneo composto por formações naturais calcárias, com contornos e transparências nunca por ele antes vistas.
Com um percurso de 293 metros, nos seus corredores e galerias deixámos a imaginação voar. As formações rochosas assumiam formas peculiares que assemelhávamos, entre outras coisas, a animais e partes do corpo humano.
Regressámos à Pousada da Juventude de Alvados para uma noite tranquila com um passeio pela vila.
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293m |
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Para mais informações, aceder a: www.grutassantoantonio.com
À descoberta das Grutas de Alvados (Porto de Mós)
Após a visita às Grutas de Mira de Aire, seguimos para Alvados. Ao chegar ao complexo das grutas deparámo-nos com umas instalações que sentiram visivelmente a passagem do tempo pelas suas paredes. Pensámos que talvez estivessem encerradas.
A um olhar mais atento descobrimos um balcão e, por detrás deste, dois funcionários. Entrámos e comprámos os bilhetes que nos dariam acesso a uma visita guiada pelas Grutas de Alvados. Na vitrine, algumas peças de artesanato local, livros e folhetos turísticos da região preenchiam os espaços vazios. Nas nossas costas um pequeno bar servia de apoio aos visitantes. Informaram-nos que não serviam refeições nem petiscos pelo que, enquanto aguardámos pela hipotética chegada de mais alguns interessados “exploradores” (para optimizar o tempo do guia, o que compreendemos perfeitamente), entretemo-nos com alguns snacks e sandes que trazíamos na mochila desde manhã.
Infelizmente e durante o tempo de espera mais ninguém apareceu. Assim sendo, iniciámos a visita e uma conversa interessantíssima a cada passo dado. Foi um descobrir de histórias, sentimo-nos verdadeiros espeleólogos, experientes exploradores do subsolo, vasculhando entre galerias estreitas e túneis claustrofóbicos, captando atentamente toda a informação possível.
Histórias que percorreram o nosso imaginário, como a de um veado que caiu por uma abertura no tecto da gruta e ali ficou, no centro da maior galeria, petrificado para todo o sempre. A formação calcária assim o diz.
Estas grutas, com uma beleza completamente diferente das de Mira de Aire, têm connosco uma relação de maior proximidade. Ao explorar os seus recantos sentimo-nos como que fazendo parte daquelas paredes de cores quentes.
Embora menos imponentes do que as de Mira de Aire, não deixam por isso de ser belas e de merecer uma visita. Sinceramente.
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Para mais informações, aceder a: www.grutasalvados.com
À descoberta das Grutas de Mira de Aire (Porto de Mós)
A hora da visita guiada aproximava-se. Já com o bilhete irrequieto na mão, preparava-me para dar inicio à visita às Grutas de Mira de Aire.
Situadas no Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros estas grutas foram descobertas em 1947 e ainda hoje continuam a decorrer expedições em galerias e canais inexplorados. É uma constante descoberta a que se observa nestes labirintos subterrâneos.
Após um breve vídeo de apresentação sobre as grutas e o parque natural envolvente, iniciei o percurso pelo trilho aberto ao público das Grutas de Mira de Aire. Inserido num grupo com cerca de 20 pessoas, a caminhada foi acompanhada com pormenorizadas descrições das galerias que ia desvendando a cada passo dado.
A imensidão e grandiosidade das grutas é realmente impressionante. Com cerca de 11 km de extensão de galerias conhecidas, apenas cerca de 600 metros estão abertos ao público.
Enquanto descia a uma profundidade de 110 metros tentava captar todas as cores e relevos das paredes calcárias. Estalactites, estalagmites e colunas esculpidas, ao longo dos anos, pela água em contacto com estas paredes sobressaem por toda a parte, resultando em belos conjuntos artísticos, como que nascendo com aprumo e perfeição das mãos do melhor escultor.
A última secção do percurso é talvez a mais artificial e humanizada, onde repuxos e fontes de várias cores e formas dão as despedidas aos seus visitantes.
Daí a pouco regressei à luz do dia, deixando para trás este mundo encantado.
Para mais informações sobre as grutas, visitar: www.grutasmiradaire.com
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PR6 (PMS) – Fórnea (Porto de Mós)
Foi na Pousada da Juventude de Alvados que dei entrada naquele final de tarde de sexta-feira. Pela frente tinha planeado uns dias repletos de actividades pedestres. Estava no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e iria aproveitar cada minuto para o conhecer melhor.
Check-in feito enquanto lá fora, a noite cobria de negro os montes que pintavam a janela do meu quarto .
Apesar das elevadas expectativas que tinha em relação às actividades pedestres que iria realizar, a primeira aventura foi mesmo gastronómica.
Em cada local visitado procuro descobrir aqueles recantos mais típicos, que retratem da forma mais fiel possível as raízes e cultura de uma região. Assim, com o aproximar da hora do jantar, dirigi-me à aldeia do Livramento, à procura da “Tasca da Ti Maria dos Queijos”.
Encontrei um espaço acolhedor onde cada petisco é cuidadosamente preparado para nos confortar, deixando-nos uma sensação de bem estar e saciedade que, no meu caso, se prolongou pelo resto do fim de semana. Os queijos caseiros confeccionados pela “Ti Maria” foram degustados quer como entrada quer como sobremesa…ao mesmo tempo umas boas-vindas e uma despedida de tão deliciosa refeição.
Regressei à Pousada para uma noite de descanso.
Aos primeiros raios de sol de sábado estava já junto ao Café da Bica em Alcaria (na estrada que liga Porto de Mós a Alvados) onde iniciei o PR6 (PMS) – Percurso Pedestre da Fórnea.
A Fórnea “trata-se de uma magnífica estrutura em anfiteatro com cerca de 500m de diâmetro e 250m de altura, corresponde à cabeceira encaixada do Ribeiro da Fórnea escavado em calcários margosos e margas do Jurássico Inferior a que se sobrepõe os calcários do Jurássico Médio.” – in ICNB
O trilho inicia-se por um caminho de terra batida, entre terras de cultivo, oliveiras e figueiras, acompanhando o Ribeiro da Fórnea que nesta altura do ano estava com muito pouco caudal.
Deixando as terras agrícolas para trás encontramos, no inicio da subida para a Cova da Velha, uma pequena cascata para nos refrescar antes da íngreme subida.
A Cova da Velha é uma pequena gruta na vertente da Fórnea com uma nascente de baixo caudal que vai alimentar o Ribeiro da Fórnea. Existem várias nestas escarpas mas esta é talvez a mais importante. O acesso é feito por um pequeno trilho com alguma instabilidade pelo que nesta fase deveremos ter cuidados redobrados.
Após visita à Cova da Velha, o regresso é feito pelo mesmo caminho até Alcaria num total de cerca de 4 km (ida e volta) com um grau de dificuldade média/baixa.
Segui caminho para uma tarde passada debaixo de terra. As Grutas de Mira de Aire, Alvados e Santo António preencheram o resto do meu dia. Nos próximos posts descreverei essas experiências “underground”.
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Trilho das Grutas – Berlengas (Peniche)
- “Há barquinhos para dar a voltinha! Vê-se o fundo do mar!” – gritava o pescador a cada possível oportunidade de ser ouvido em terra.
O seu “ganha pão” dependia disso – passear turistas pelas grutas e escarpas das Berlengas, num barco com casco de vidro para permitir a observação do fundo, nas puras e transparentes águas das Berlengas.
Sendo o meu objectivo principal percorrer a ilha a pé pelo trilho bem definido que a atravessa, não podia deixar também de aproveitar esta oportunidade para ter uma outra perspectiva da nossa Reserva Natural.
Do pequeno porto de pesca partimos ouvindo e absorvendo todas as palavras que o pescador encontrava para descrever a alma das Berlengas. Histórias, contos, lendas, o que lhe quisermos chamar…um pouco de tudo ía cozinhando e associando às belas imagens que tinha pela frente.
Enganam-se os que pensam que só acima d’água a beleza surpreende. Olhando através do casco vitral do pequeno barco descobríamos um novo mundo translucido impressionante. Para além da rica fauna e flora subaquática, os relevos da ilha prolongam-se inversamente para o seu fundo onde podemos observar escarpas, fossos imensos de escuridão, zonas baixas e peixes que nelas brincam.
Percorri o “Carreiro da Inês”, vi a “Flandres” e senti-me minúsculo com a Fortaleza de São João Baptista, que do mar mais imponente se torna. Na “Gruta Azul” a ilusão ganha cor e pela “Tromba de Elefante” contámos os últimos minutos até o pequeno barco se imobilizar no pequeno porto de pesca. Fica a vontade do rápido regresso.
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Trilho da Berlenga – Berlengas (Peniche)
Viajar para uma ilha é descobrir uma porta para um outro mundo. Um mundo de sentidos, odores e prazeres visuais que dificilmente encontramos em outros locais.
Uma ilha encerra em si um habitat especifico, um certo misticismo transmitido talvez pelo isolamento oferecido pelo mar.
As Berlengas não são excepção. Mas nelas são as aves marinhas que mais ordenam, parafraseando a canção.
Protegidas por água a toda a volta, isoladas da invasão do mundo exterior, o espaço é delas. Gaivotas-argênteas, corvos-marinhos-de-crista, falcões-peregrinos, cagarras e airos, cada metro quadrado lhes pertence. Cada metro cúbico de ar é constantemente invadido pelo seu cantar. É difícil não nos sentirmos os “invasores” em casa alheia.
Este “mundo” fica localizado a 5,7 milhas de distância do Cabo Carvoeiro e é composto por 3 grupos de ilhéus: Berlenga Grande (e recifes adjacentes), Estelas e Farilhões-Forcadas.
A ilha principal, a Berlenga Grande, onde este percurso se realizou tem cerca de 1500 metros de comprimento, 800 metros de largura e 85 metros de altura. As suas condições climatéricas proporcionam características faunísticas e florísticas que fazem deste arquipélago um ecossistema único no mundo. Ao arquipélago foi atribuído o estatuto de Reserva Natural em 03 de Setembro de 1981.
As grutas espalhadas pelo granito róseo da ilha são uma das principais atracções, mas são as suas águas abundantes em peixe, tranquilas e transparentes que mais nos lembram uma qualquer ilha tropical do nosso imaginário. O próximo post será dedicado a uma deliciosa viagem de barco por essas grutas (um pouco “off-topic” do tema do blog mas não poderia deixar de o registar).
Chegámos ao pequeno porto já o sol ia alto e no bairro dos pescadores a azafama era já evidente. Iniciavam-se os preparativos para o almoço.
O carvão aguardava nos fogareiros pela hora certa, altura em que conferiria ao peixe fresco que nele se deitava aquele sabor tão especialmente apreciado.
Ao fundo, encaixada entre os penhascos, a pequena praia do Carreiro do Mosteiro estava já repleta de turistas que desfrutavam de algumas horas de sol e se refrescavam nas águas translúcidas.
Subimos pelo trilho bem delimitado em direcção ao Forte de São João Baptista. Como Reserva Natural, não há livre acesso a toda a ilha pelo que é frequente encontrarmos sinalização que nos lembra isso mesmo.
No topo, o farol construído em 1841 guarda a ilha e quem dela se aproxima. Com 29 metros de altura acumula energia através de painéis solares que depois a transmite em forma de luz a cerca de 50 km de distância.
Algumas centenas de metros à frente surge imponente das águas o Forte de São João Baptista. Com forma heptagonal irregular, foi mandado construir em 1651 por D. João IV. Quinze anos depois, em 1666, foi atacado por uma esquadra castelhana. A guarnição de 28 soldados comandados pelo cabo António Avelar Pessoa aguentou as defesas por 3 dias e quando os espanhóis se preparavam para a retirada, um traidor, de noite a nado, informou-os que a pólvora teria acabado no forte. Um novo ataque surge então. Depois de tomada a praça e feito prisioneiros os soldados que estoicamente aguentaram, é já num barco que os conduzia para Espanha que o Cabo Avelar Pessoa acabaria por morrer.
A sua capacidade de resistência e o seu heroísmo são ainda hoje recordados. O seu nome ainda viaja a bordo de um barco que faz hoje a travessia Peniche – Berlenga.
Hoje, o forte está recuperado. Infelizmente permanece fechado o que nos impediu de o visitar. Foi no seu patamar exterior que descansámos e saboreámos o recheio das mochilas.
Regressámos pelo mesmo trilho até ao bairro dos pescadores onde aguardámos o transporte de barco até Peniche.
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PR2 – Buraco Roto (Reguengo do Fetal) (Batalha)
Chegámos à freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, ainda sem o pequeno almoço tomado.
No Largo da Praça da Fonte ou Largo da Palmeira, fazendo jus à imponente palmeira que no centro da aldeia nos recebeu, partilhámos uns pequenos snacks que nos entretinham e davam forças para os mais de 6 km, em grau de dificuldade médio, do “PR2 – Buraco Roto”.
Aí iniciámos o percurso circular, saindo do centro em direcção ao Buraco Roto – gruta necrópole de uma beleza e enquadramento paisagístico deslumbrante e que nos meses mais chuvosos, debita grandes quantidades de água, criando uma cascata.
Seguindo por um caminho empedrado, utilizado como atalho pelos peregrinos em direcção ao Santuário de Fátima, alcançamos o Vale do Malhadouro, uma das zonas em Portugal onde é possível a prática de escalada (Escalada do Reguendo do Fetal).
Entre as escadas de madeira e pedra, encontramos à esquerda a Chaminé – fenómeno natural ocorrente da erosão da água e do vento.
Depois de descidas as escadas de pedra, a Pia da Ovelha encontra-se do lado esquerdo, uma cova natural de grandes dimensões. Impressionante mesmo.
Continuando para Sul, atravessamos um pequeno colo – depressão bem definida num zona montanhosa. Um trilho sinuoso leva-nos ao ponto mais alto do percurso, com cerca de 400 mts de altitude.
Encontrámos campos agrícolas e descendo ao Vale da Pena, rapidamente chegámos a Reguengo do Fetal.
Uma breve nota sobre o nome da aldeia:
Reguengo significa “Terra do Rei”. Fetal foi a forma de distinguir esta freguesia de centenas de outras com o mesmo nome, servindo também para homenagear Nossa Senhora do Fetal, que desde o séc. XVIII tem em Reguengo uma ermida da sua invocação.
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Percurso Pedestre – Praia da Vieira de Leiria (Marinha Grande)
Chegámos à praia de Vieira de Leiria.
Entrando a norte desta zona balnear, vindo de Pedrogão, facilmente encontrámos o parque de estacionamento junto à foz do Rio Lis onde iniciámos a caminhada.
Seguimos em direcção ao pontão acompanhando o rio que no seu curto trajecto entre a nascente, junto da povoação das Fontes, e a foz, a norte da Praia da Vieira, nos oferece locais de rara beleza. O ponto de encontro com o Atlântico é um desses locais. Aproveitado por pescadores desportivos que ali tentam pescar talvez a próxima refeição, as suas margens assoreadas são também um regalo para os veraneantes que ali usufruem de umas boas horas de descanso, do corpo e da mente.
Retornamos em direcção à Avenida Marginal percorrendo-a em direcção a sul.
Ao longe observamos a tradicional pesca desta região, a “arte xávega” e acompanhamos a venda do pescado fresco, ainda saltitante, num mini-mercado de peixe e marisco ao ar livre, junto à praia.
Logo a seguir entramos nuns passadiços de madeira que nos transportam sobre as dunas num dos muitos acessos à praia.
Retornámos ao local de partida pelas ruas da localidade. Descansámos no parque de merendas junto à margem norte onde, abrigados por uma bem-vinda sombra de final de tarde, aguardámos pelo regresso a casa.
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Nota: O ficheiro GPS não foi marcado no local mas sim posteriormente traçado no Google Earth.
Percurso Pedestre – Praia do Pedrogão (Leiria)
Depois do “Osso da Baleia” continuámos a nossa “maratona” e a segunda etapa do dia desenrolou-se na Praia do Pedrogão.
Estacionámos na Rotunda das Pedras, a sul da Avenida O. D. Alves. Iniciámos a caminhada ao longo do paredão paralelo à praia, percorrendo toda a marginal até ao Mercado local onde comprámos o pão quentinho para o piquenique. Não foi planeado, apenas estava no sitio certo à hora certa.
De regresso pelo mesmo trajecto, foi na Rotunda das Pedras, no muro da falésia sobranceira ao mar que teve lugar o repasto. Bolos de bacalhau, croquetes e rissóis foram as atracções principais do momento. Bem acompanhados por umas folhas de alface, umas rodelas de tomate pintalgadas com oregãos e uns “papo-secos” acabadinhos de cozer deram um espectáculo digno de se ver…
Depois do breve almoço demos mais “uns passos” para acelerar a digestão, desta feita para sul através de um trilho misto de terra e areia que percorria a falésia. Depois de atravessar uma pequena ponte de madeira que une os dois lados das encostas e que nos levaria à Praia do Pedrogão Sul, seguimos pela esquerda do café e regressámos ao ponto de partida.
Tínhamos a tarde toda pela frente e continuámos…agora de automóvel e a caminho de Vieira de Leiria…
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Nota: O ficheiro GPS não foi marcado no local mas sim posteriormente traçado no Google Earth.
Percurso Pedestre – Pelo passadiço do Osso da Baleia (Pombal)
Durante toda a semana de trabalho, o sol teimava em nos convidar para actividades outdoor mas as responsabilidades profissionais assim não o permitiram. É certo que não podemos nem nos devemos queixar pois o excesso de trabalho é sempre bom sinal…quanto mais não seja porque o temos (o trabalho, claro, um “bem” cada vez mais escasso). E vendo a coisa por outro prisma…mais valor damos e muito melhor nos sabem as pequenas escapadas ao fim de semana por terras lusitanas.
Assim, no sábado, saímos enquanto o sol ainda bocejava…e sem grande planeamento seguimos para o sul. Queríamos visitar e percorrer algumas praias do litoral centro.
Simplesmente, descontrair.
A primeira paragem foi na praia do “Osso da Baleia” no concelho de Pombal.
O original nome desta praia surgiu no início do século XX aquando do aparecimento de um esqueleto de baleia que, segundo testemunhos de populares da altura, terá dado à costa naquele areal.
Actualmente detentora de bandeira azul, esta praia sofreu nos últimos anos melhorias significativas, quer nos apoios de praia, quer em acessibilidades para pessoas portadoras de deficiências.
Para preservar as dunas e a vegetação envolvente, foram criados uns passadiços de madeira que, ao longo da zona dunar, nos permitem observar sem estragar a natureza envolvente.
Foi por esses passadiços que realizámos a nossa caminhada matinal.
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PR1 FVN – Caminho do Xisto de Casal de S. Simão
A actividade de hoje encerrava em si inúmeras expectativas. O “PR1 FVN – Caminho do Xisto de Casal de S. Simão” foi recentemente inaugurado e fazendo parte das rotas das Aldeias de Xisto não poderíamos deixar de o percorrer.
Chegámos a Casal de S. Simão pouco depois das 11h da manhã.
O percurso circular com 5 km de extensão está classificado com grau de dificuldade fácil. Iniciámos e terminámos o trilho no Casal de S. Simão, aldeia pertencente ao concelho de Figueiró dos Vinhos.
“Depois da passagem pela Aldeia, o trilho leva-nos à maior mancha de sobreiros do concelho.
Ruínas de um antigo povoado e o som da água, marcam a chegada à Ribeira de Alge onde antigas Azenhas e uma levada antecedem as imponentes Fragas de São Simão, grandiosa escarpa rasgada pela força da água.
No Verão, as límpidas águas da praia fluvial são um convite a um banho refrescante.
Depois de contemplada a beleza deste local, rico em floresta laurisilva, é tempo de continuar o caminho.
Na povoação de Além da Ribeira, os habitantes ainda utilizam as Azenhas para moer os cereais.
Pequenas quedas de água, pintalgadas pelo verde da paisagem ribeirinha, são acompanhantes frequentes neste deslumbroso passeio.”
In “Aldeias do Xisto”
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O ficheiro GPS para download está incompleto devido a problemas técnicos durante o percurso.
Para além do álbum de fotografias elaborado pelo Sola Gasta, podem ser visualizadas mais algumas no álbum de fotos do amigo Jorge Melo. Um álbum a visitar em: http://www.flickr.com/photos/melodfts/
Percurso Pedonal – Parque Cinegético de Óbidos
O percurso pedonal no Parque Cinegético de Óbidos tem cerca de 1 km de extensão e um grau de dificuldade baixo.
É um percurso circular no magnífico enquadramento da enconta poente da Vila de Óbidos e Várzea da Rainha. Iniciámos e terminámos o trilho na Porta da Talhada, na muralha virada a oeste do Castelo.
Este percurso faz a ligação pedonal entre a Porta da Talhada, a Igreja de S. João do Mocharro e o Postigo do Jogo da Bola.
Parte do trilho desenrola-se junto à muralha do Castelo de Óbidos onde poderemos observar toda a encosta e descansar num dos vários bancos de madeira estrategicamente colocados ao longo do percurso. Daí podemos deliciar-nos com as as magnificas vistas e reestabelecer energias para o resto da caminhada.
Encontrámos pelo caminho vários equipamentos desportivos de manutenção e depois de passar na Igreja de S. João do Mocharro subimos uma escadaria de madeira regressando ao átrio inicial da Porta da Talhada.
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Percursos Pedonais de Óbidos
Foi com muito entusiasmo que partimos para mais um dia de SOLA GASTA.
Recebemos na véspera uns panfletos enviados pela Câmara Municipal de Óbidos com os trilhos turísticos da região que nos levaram a percorrer agradavelmente os cerca de 250 km (ida e volta) de estrada para os realizar.
Agradecemos desde já ao Município, a disponibilidade demonstrada desde o primeiro contacto.
Depois de assinalados no GPS o inicio dos três percursos existentes seguimos viagem com um acolhedor sol de Inverno que prometia um dia em cheio.
O objectivo passava pela realização do Percurso dos Patos Reais na Lagoa de Óbidos (4 km), seguido do Percurso do Ninho da Cegonha (1 km) e por último o Percurso do Parque Cinegético de Óbidos (1 km).
Não seria um objectivo difícil de atingir tendo em conta a curta distância e o baixo grau de dificuldade de todos eles.
Chegámos à localidade de Arelho onde na companhia de um saboroso café confirmámos a localização exacta do inicio do Percurso dos Patos Reais.
Seguindo pela estrada em terra batida da ETAR da Charneca descobrimos o Miradouro/Parque de Merendas onde teria inicio a primeira caminhada.
As vistas sobre a lagoa eram deslumbrantes e depois de saciarmos os olhos tentámos encontrar a placa de sinalização de inicio de percurso ou alguma marca que nos ajudasse a encontrar o trilho. Nada.
Como o percurso se desenrolava ao longo das margens da lagoa, descemos por umas escadas com delimitação em corda…devia ser aí no inicio.
Ao descer o primeiro degrau, qual a nossa surpresa ao verificar que, se por um lado estávamos certos e ali era o inicio do percurso, por outro logo ali abaixo o trilho atravessava um pequeno braço de rio que desaguava na lagoa…o problema era que a ponte de madeira que devia ligar as duas margens tinha DESAPARECIDO…! É verdade…
Não temos informações suficientes para saber o que originou a queda ou remoção da ponte pelo que não podemos afirmar que é apenas falta de manutenção, no entanto toda a zona nos pareceu um pouco “abandonada” e “desleixada”. (ver vídeo)
A desilusão era grande…
O primeiro objectivo do dia não poderia ser cumprido e por isso avançámos para o seguinte.
O Percurso do Ninho da Cegonha começava nas Portas da Vila de Óbidos. Ao chegar ao local, mais uma vez não conseguimos descobrir qualquer tipo de sinalização. A desilusão aumentava a cada minuto. Nem uma simples placa informativa…
As expectativas eram altas pois pelos panfletos descritivos os percursos pareciam ser interessantes mas sem sinalização, sem condições adequadas, etc…não era fácil realizá-los…
Tentámos percorrer o trilho guiando-nos apenas pelo panfleto, mas sem sucesso e cedo decidimos fazer o nosso próprio percurso.
Não iríamos dar por perdida a deslocação à bonita Vila de Óbidos e assim percorremos as suas ruas e muralhas como poderão ver no ficheiro de georeferência para download abaixo (o ficheiro regista todas as nossas deslocações, incluindo o percurso no Parque Cinegético que descreverei no próximo artigo).
Fica apenas uma nota de que, apesar de tudo, queremos voltar. Vamos aguardar que as entidades responsáveis dediquem mais alguma atenção e recursos a este tipo de actividades e consigam assim criar as condições necessárias para atrair amantes deste turismo de natureza.
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Percursos Pedestres em Leiria
Do distrito de Leiria fazem parte os concelhos de Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Caldas da Rainha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Óbidos, Pedrógão Grande, Peniche, Pombal e Porto de Mós.
Clique na imagem para ver os percursos pedestres já realizados neste distrito.








































