Arquivo da Categoria ‘Góis’

Vila de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 10 - Dezembro - 2009

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Visitámos a romântica Vila de Góis.

A cerca de 40 km de Coimbra a vila repousa tranquilamente no Vale do Ceira entre as serras do Carvalhal e do Rabadão.

De “trouxa” às costas chegámos ao Parque de Campismo Municipal ainda cedo, de onde, depois de nos instalarmos devidamente compondo o estômago com uma sandes de queijo, partimos à descoberta da vila e do seu centro histórico.

A panorâmica que, ainda no Parque de Campismo, desfrutámos sobre o centro histórico é de uma rara beleza pois o parque situa-se a uma altitude superior à da vila, num local privilegiado denominado “Morro do Castelo”.

Uma das portas de entrada na zona história é proporcionada pela Ponte Real e Capela do Mártir S. Sebastião.

“A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar por D. João III em 1533, como atesta o alvará editado pelo monarca a 20 de Abril desse ano. À entrada da ponte, na base do morro do Castelo, levanta-se a Capela do Mártir S. Sebastião, do séc. XVIII, vincada de cantarias nas esquinas, entablamento e fogaréus, pequeno campanário à direita, portal armado, cúpula com fecho de pedra.”

in www.cm-gois.pt

Iríamos percorrer as ruas e travessas com a ajuda de um documento presente no website da Câmara Municipal (www.cm-gois.pt) que descreve de uma forma sucinta os principais pontos de referência de Góis: culturais, históricos e naturais.
A vila e o rio Ceira vivem numa união quase perfeita. Toda a zona fluvial está bem aproveitada com infraestruturas de apoio adequadas aos muitos turistas que a visitam na época balnear. Nas suas margens podemos “piquenicar” com a família ou amigos, praticar algumas actividades desportivas ou apenas passear aproveitando as frondosas sombras oferecidas pelas árvores do parque ribeirinho.
Nos dias menos agitados (fora da época balnear), a tranquilidade do serpentear das cristalinas águas do Ceira, a compasso com o sinfónico cantar dos pássaros no Parque do Cerejal são por si só um motivo para visitar Góis.

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Atravessando a Ponte Real, a Praia fluvial da Peneda está logo ali. Caminhámos pelas suas margens, repousámos na pequena ilha formada no Ceira e, pelo açude, atravessámos para a outra margem.
Seguimos percorrendo as estreitas ruas que se revelaram nos Paços do Concelho. Na Praça da República fica também situado o Posto de Turismo que, por azar, estava encerrado aquando da nossa visita.

Continuámos agora em direcção à Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Localizada no extremo sul da vila é nela que podemos encontrar o Túmulo de D. Luís da Silveira (ver vídeo).

Descansámos a vista no Miradouro frontal à Igreja. Dali contemplámos o rio e o Parque de Campismo para onde regressámos no final da jornada.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Mapa
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PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 17 - Novembro - 2009

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de GóisNão estava nos nossos planos iniciais a realização deste percurso.
O dia não inspirava confiança, estava encoberto e na véspera a chuva não parou de cair para os lados de Góis. Não conhecíamos bem a zona e assim sendo, optámos por passear de carro pelo concelho. Possuíamos alguns mapas informativos com as indicações das Aldeias de Xisto de Góis e lá fomos à sua descoberta…

Estacionámos junto ao miradouro na aldeia da Comareira.

A aldeia é composta por pequenas casas “aconchegadas” umas nas outras ao longo da encosta. Com uma paisagem que se estende até perder de vista, o seu miradouro é um local obrigatório de paragem. Vale a pena fazer uma pausa e respirar fundo…

Numa breve visita à aldeia encontrámos uns fiéis companheiros caninos que nos deram as boas vindas enquanto um rebanho de ovelhas chegava depois do pequeno almoço tomado nos pastos da serra. O padeiro soava a buzina e no seu eco os habitantes juntavam-se em redor.
Com as nuvens agora mais dispersas, seguimos em direcção a Aigra Nova deixando o automóvel para trás. Pela estrada em asfalto, as marcas não enganavam: estavamos já a percorrer o PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis.

O Caminho do Xisto das Aldeias de Góis é feito por uma vereda tradicional unindo as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena.
Cada uma com a sua singular beleza, podemos observar para além das típicas habitações em Xisto, moinhos, fornos, currais, palheiros, pocilgas, uma eira, adegas e outras estruturas tradicionais comunitárias ainda em funcionamento.

Numa primeira fase pensámos que regressaríamos após visitarmos Aigra Nova mas a chuva conteve-se e o que vimos levou-nos a querer continuar…
Aigra Nova foi nos últimos anos recuperada e dotada de infraestruras necessárias para fomentar o turismo neste recônditos locais da serra, como por exemplo a loja da rede de Aldeias do Xisto (com a venda de produtos artesanais) ou o Centro de Convívio onde a simpatia transborda.
Esta aldeia ainda dispõe de um original sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país.

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)Saindo de Aigra Nova e subindo o caminho antigo passámos pela Fonte dos Bois, onde ainda hoje os pastores levam os rebanhos a beber água. No topo do caminho, Aigra Velha já não fica distante…um pequeno aglomerado de casas de xisto são já visíveis.
Descemos até lá. A paz reinava na aldeia, o silêncio era por vezes quebrado pelo chilrear de um pássaro mais atrevido, por um sapatear de um cão na estreita rua da sua casota. Na sua rua…
Sentámo-nos por uns instantes enquanto uns pingos de chuva caiam nos telhados de pedra. O cheiro a terra molhada era intenso…que bom o cheiro a terra molhada.
A aldeia é habitada por uma família criadora de gado e que, antes do fogo que destruiu as colmeias há uns anos atrás, recolhiam também mel. Recentes investimentos possibilitaram o restauro de muitas das habitações de xisto construindo-se também a nova calçada com candeeiros de iluminação pública.
Algumas dezenas de metros afastadas da aldeia situam-se três casas de xisto restauradas que podem ser alugadas para férias ou fins-de-semana.

Continuámos a descer, agora em direcção à Ribeira da Pena.
Acompanhámos o serpentear da água da ribeira entre as estreitas margens, seguindo a levada até à aldeia.
Na aldeia da Pena procure os moinhos, antigos palheiros, os fósseis marinhos, o Museu Particular da D. Giselda e vislumbre-se com os imponentes Penedos (o Penedo do Abelha é famoso pelas suas magníficas paredes de escalada) que formam o painel de fundo deste quadro pitoresco.

Subimos a aldeia por um carreiro empedrado agora em direcção a Comareira onde terminaria o percurso. Na encosta passámos por formações rochosas muito interessantes. Vale a pena parar por uns instantes e dar uso à máquina fotográfica…
Por entre pinheiros, em trilhos rochosos e de terra batida, chegámos à Comareira. Num banco do miradouro restabelecemos energias enquanto nos despedíamos da paisagem envolvente.

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FICHA TÉCNICA:

Tipo de Percurso: Circular
Ponto de Partida Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Ponto de Chegada Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Distância:
9 Km
Desníveis:
639 m
Altitude Máxima:
792 m
Altitude Mínima:
543 m
Grau de Dificuldade:
2 – fácil
Época:
Todo o ano. Atenção ao calor no Verão, no Inverno ao piso escorregadio em algumas zonas e às alterações repentinas do clima.

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