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De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 8 - February - 2010

Cascata na Serra da Boa Viagem?!?!…Hmm…
A Figueira da Foz é conhecida principalmente pelo extenso areal que ao longo de quilómetros percorre o Atlântico. É nele que o rio Mondego termina o sinuoso e longo percurso iniciado na Serra da Estrela. A norte, a Serra da Boa Viagem é o pulmão de energia do concelho e destino de muitos veraneantes que ali se deslocam nos meses de férias para um piquenique em família ou apenas encher os olhos com uma visita aos miradouros.
Agora uma cascata??! Poucas pessoas ouviram falar…ainda menos saberão concerteza onde fica….
Fomos investigar.

Iniciámos o percurso junto ao coreto no Largo Padre Costa e Silva. Em direcção à praia de Quiaios encontrámos a sede do Grupo Instrução e Recreio Quiaense. Na bifurcação da estrada em asfalto junto à escola, seguimos pela esquerda, entrando numa rua “sem saída”. Esta rua asfaltada dá lugar a um pequeno trilho de terra batida que inicia a subida pela encosta norte da Serra. Algumas dezenas de metros acima, o correr da água é já perceptível. Redobrámos a atenção.
Não sabíamos exactamente o que iríamos encontrar nem se iríamos encontrar alguma coisa e assim fomos subindo, calcorreando o caminho que deixara de ser apenas em terra batida, apresentando cada vez mais formações rochosas.

Escondidos entre arbustos rasteiros, uns rudes socalcos em terra negra convidavam à descida. À nossa frente vislumbrava-se então a misteriosa cascata.

Deparámo-nos com um lugar encantado, escondido do mundo por uma intensa vegetação que também o protege e embala.
A alcalinidade da ribeira que nasce na encosta da Serra da Boa Viagem deixa como que um rasto “vidrado”, resultante do depósito do calcário no curso da água. Indescritível. Podem observar-se vestígios de raízes que outrora envoltas nesse calcário deixaram agora para a posteridade, depois do seu apodrecimento, apenas os “tubos” onde se encontravam. Fenómenos geológicos deveras interessantes.

Uma presa construída em alvenaria possibilitou-nos a passagem para a margem oposta, não sem antes molharmos os pés até aos tornozelos.
Cuidado nesta travessia devido ao piso escorregadio.
O trilho que acompanha a ribeira leva-nos às ruínas de um antigo moinho de água. Aqui deixámos de respirar. Literalmente.

Constituída por diversos socalcos e protegida por uma intensa vegetação, a queda de água surge-nos como um postal de um qualquer país tropical. Algo que aparenta estar um pouco fora do contexto, da envolvente paisagística da zona. Mas o belo é caracterizado precisamente por isso, algo que se destaca da normalidade dentro da percepção que cada um de nós tem do mundo que nos rodeia.

Regressámos à vila saciados. Mistério resolvido.

Apenas uma nota final:
Infelizmente o civismo e a boa educação são palavras ausentes no dicionário de quem resolve deixar a sua marca em “pinturas rupestres” e “juras de amor eterno” nas ruínas do moinho e nas paredes da cascata.

Eterna deveria ser a magia daquele lugar, por isso aqui deixo um apelo: vamos preservá-lo. Não sabemos por quantos anos mais teremos acesso à sua singularidade.
Se o visitarem, deixem por favor tudo igual ao que encontrarem. Não sujem, não vandalizem, não destruam algo que é de todos e a todos deve ser dado a oportunidade de o apreciar.

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Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz)Este foi um percurso muito especial.
Especial por ser realizado na minha terra…especial por parte dele ter sido acompanhado pelo meu avô.
Num dos almoços em família abordou-se a ideia de uma caminhada até às pegadas de dinossauro existentes no Cabo Mondego. Ninguém sabia muito bem ao certo onde se localizavam pelo que, mesmo não as encontrando, pelo menos teríamos percorrido alguns quilómetros a pé, o que de certeza nos faria bem à saúde.
O dia escolhido não se revelou o melhor pois amanheceu debaixo de uma chuva intensa que nos colocou algumas dúvidas quanto à sua realização.
Ainda assim, cerca das 10h (1 hora depois do inicialmente previsto), quando a chuva o permitiu, estava na Estação de Caminhos de Ferro da Figueira da Foz pronto para a “empreitada”.
Em frente à Estação apanhei a ciclovia seguindo para Oeste, paralelamente ao Rio Mondego.
Rapidamente cheguei à Câmara Municipal, edifício frontal à Praça da Europa com o seu imponente relógio de sol. Aqui termina o sintético da ciclovia para dar lugar à típica calçada portuguesa. No pequeno miradouro, observei a foz do Mondego e a panorâmica sobre a cidade onde iria passar de seguida.
Pela marina repleta de barcos de recreio continuei em direcção ao mar, passando pelo Forte de Santa Catarina e pelo seu farol. Subi para entrar na Avenida 25 de Abril, a avenida marginal que percorre a praia ao longo de vários quilómetros.

Junto ao recentemente renovado Aparthotel Atlântico fui brindado por uma carga de água das antigas como há muito não se via. Abriguei-me debaixo da Esplanada Silva Guimarães onde aguardei a “bonança”.

Com muita intensidade mas de pouca duração, pouco tempo depois fiz-me de novo à estrada, seguindo em direcção a Buarcos onde faria a paragem para o almoço.
O almoço foi em casa dos avós onde sem dúvida o alimento para o corpo e alma é do mais revigorante que existe.
O meu avô já estava ansioso e pronto para começar. Depois do café tomado, seguimos rumo em direcção ao Cabo Mondego.
Passando pelas muralhas de Buarcos (parte delas recuperadas à pouco tempo), sempre junto à praia o cheiro a maresia era uma constante. O maravilhoso cheiro a maresia.

Depois da curva do cemitério de Buarcos voltámos a encontrar o piso sintético da ciclovia. Sempre na Avenida Infante D. Pedro, chegámos à bifurcação onde podemos subir para a Serra da Boa Viagem ou seguir pela estrada privada da esquerda que nos levará à entrada da fábrica da Cimpor.
Antes da portaria da fábrica parámos um pouco no miradouro para nos deslumbrarmos com a força do mar que naquela zona castiga violentamente os rochedos e falésias do Cabo Mondego nos dias mais agitados. Lá estivemos durante uns instantes.
Não pudemos continuar sem antes pedir autorização ao porteiro de serviço. A autorização foi amavelmente concedida, com as restrições (por motivos de segurança) de nos deslocarmos sempre pela esquerda e sem fotografar as instalações da fábrica. Assim o fizemos.
O meu avô trabalhou nas antigas minas do Cabo Mondego e este percurso foi também como um regresso ao seu passado, recordando os lugares onde esteve, o que ali existia e já não existe, enfim…foi como se de uma visita guiada se tratasse.
Em pouco tempo chegámos à “Pedra da Nau”, uma formação rochosa assim denominada pela sua forma original a umas dezenas de metros da costa.
Mais à frente chegámos ao nosso destino. Pelo menos assim o pensamos. A localização exacta das pegadas continuamos sem o saber. Pelas informações que conseguimos obter estávamos no local correcto, mas infelizmente não as conseguimos ver pois talvez não estejam acessíveis ao nível da estrada. Não o sabemos.
Para matar a curiosidade podem ver AQUI algumas imagens.

Este património tão importante do nosso Portugal geológico continua assim sem o devido destaque e sinalização. Porque não uma placa informativa, alguma divulgação pelas entidades competentes, talvez com visitas guiadas e acesso restrito para evitar possíveis actos de vandalismo…porque não fazer algo?
O turismo de natureza é cada vez mais uma opção para turistas de todo o mundo. A Figueira da Foz pode desempenhar um papel de extrema importância nesta área devido à diversidade de condições que apresenta. Apenas têm de ser valorizadas, divulgadas e mantidas.

Uma nota final apenas para referir que este percurso não está assinalado mas é muito fácil de seguir. A dificuldade reside talvez na sua extensão que com cerca de cerca de 9 kms para cada lado (18 kms no total) é aconselhável ser feito por pessoas com boa resistência física.

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Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz) Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz) Ver no Google Maps Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Deixo aqui também para download um documento de autor desconhecido, fornecido pelo meu avô, escrito e desenhado à mão, com a nomenclatura dos pesqueiros de Buarcos à Murtinheira. Interessante sem dúvida. Download AQUI

PR5/FF – Rota do Megalitismo (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 26 - October - 2008

PR5/FF - Rota do Megalitismo (Figueira da Foz)No passado sábado, dia 25 de Outubro, escolhemos a Rota do Megalitismo na Figueira da Foz.
A juntar a mais uns momentos de contacto com a natureza quisemos também aprender um pouco mais sobre estes monumentos preservados até aos nossos dias.
O PR5/FF tem o seu início no Dólmen das Carniçosas, a sepultura colectiva mais bem conservada, de uma vasta necrópole que, no período neolítico, foi construída ao longo da cumeada da Serra das Alhadas, concelho da Figueira da Foz. É sem dúvida o ponto alto do percurso que, com grau de dificuldade médio, tem cerca de 10 km de extensão e leva-nos pelas povoações e lugares de Alhadas, Casal do Mato, Fonte do Ramilo, Urzal, Carvalhal e claro, a Serra das Alhadas.
Infelizmente a sinalização do percurso era, em algumas zonas, escassa pelo que tivemos mesmo de tentar adivinhar qual o trilho correcto a seguir…nem sempre acertámos à primeira…

Deixamos aqui um modesto pedido às entidades responsáveis para que tenham em conta que não basta inaugurar percursos pedestres, é também necessário um cuidadoso trabalho de manutenção, como por exemplo colocar e reforçar marcas em bifurcações importantes, colocar placas informativas onde outrora já existiram, etc…isto se o objectivo for atrair amantes deste tipo de actividades desportivas “outdoor” às suas localidades.

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PR3/FF – Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 1 - September - 2008

PR3/FF - Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz)O “PR3 - Rota da Boa Viagem” tem o seu início na Capela de St.º Amaro, um dos ícones da Serra da Boa Viagem situada a norte da cidade da Figueira da Foz.

Com cerca de 12 km de extensão o percurso decorre maioritariamente por trilhos de terra batida.
Descemos por entre pinheiros, acácias fetos e eucaliptos e a poucas centenas de metros fazemos um pequeno desvio ao percurso assinalado para visitarmos a Fonte de St.ª Marinha onde nos refrescámos para os quilómetros que se avizinhavam difíceis.

Regressando ao percurso assinalado, continuámos pelas encostas da serra, com o farol do Cabo Mondego no horizonte.
Do alto das escarpas observámos parte da extracção de cal da fábrica da Cimpor no Cabo Mondego.
Depois dos socalcos escavados nas encostas, originados por esta extracção, chegámos ao Vale da Anta.
Existem sérios receios que com esta actividade nas encostas da serra, parte do património natural existente desaparecerá irreversivelmente em poucos anos.
Espero sinceramente que encontrem uma solução concertada e satisfatória para as partes interessadas sob pena de estes receios se tornarem realidade.
Este património natural do concelho é afinal de todos e por todos deverá poder ser conservado e desfrutado. Nunca destruído.

Contornámos o vale e seguimos para as praias da Murtinheira. Do cimo da serra, a paisagem era de corta a respiração. A imensidão das praias que podiamos observar aos nossos pés era de uma beleza indescritível.

Na Murtinheira entrámos numa parte do percurso em estrada asfaltada para logo iniciarmos a dura subida de regresso.
Chegámos à “Bandeira”, o miradouro mais frequentado da serra, onde nos dias mais solarengos e limpos se consegue ter uma visão abrangente sobre as praias a norte (Quiaios, Tocha e Mira).
Aproveitámos para relaxar no parque de merendas adjacente antes de iniciarmos a recta final do percurso, de regresso à Capela de St.º Amaro.

Uff…estavamos cansados mas satisfeitos. Afinal, porquê ficar no sofá quando temos tanto País para ver?

Vídeo Mapa Informação geográfica
PR3 - Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz) PR3/FF - Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz) Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

PR6/FF – Rota das Salinas (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 16 - July - 2008

Foi no passado domingo, dia 13 de Julho, que decidimos fazer o PR6/FF, a Rota das Salinas na Figueira da Foz.
O percurso circular tem o seu início e fim no Núcleo Museológico do Sal. Para quem vem do Norte pela N109, depois da Ponte Edgar Cardoso (Ponte da Figueira da Foz), chegamos a uma rotunda onde viramos à direita para a Gala. Quase de imediato surje uma nova rotunda onde temos de ter atenção à placa indicativa do “Ecomuseu do Sal”. Seguimos pela esquerda, atravessámos a vila e nas primeiras bombas de gasolina virámos à esquerda na placa. Entrámos numa estrada de terra batida, com casas e armazéns típicos para o armazenamento e venda do sal. Pouco depois chegámos ao destino.

O Núcleo Museológico do Sal, na Marinha Municipal do Corredor da Cobra (Armazéns de Lavos, Lavos) foi inaugurado em Agosto de 2007. Com a exposição permanente podemos conhecer todos as fases da formação do sal e a evolução histórica que teve em Portugal.
O percurso pedestre, com cerca de 3Km de extensão e bem assinalado, é feito por caminhos entre as salinas e pequenas estradas em terra batida.

O dia escolhido foi perfeito. Se por um lado fomos brindados com um sol maravilhoso e temperatura amena, ideial para a realização de caminhadas, por outro presenciámos a recolha do sal das salinas pelos marnotos! Acumalado em pequenos montes ao longo dos estreitos caminhos (como podem ver na foto anexa ao texto e no vídeo), o sal de uma qualidade superior (sim, provámos…) transformava a paisagem.

Por entre salinas e armazéns fomos encontrando várias placas descritivas da fauna e flora local.
O percurso com um grau de dificuldade baixo pode ser realizado por caminhantes de todas as idades.
Existem pequenos bancos de madeira estrategicamente colocados ao longo da rota para que os mais cansados relaxem um pouco e apreciem as vistas.

Vídeo Mapa Informação geográfica
PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz) PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz) Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.
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