Arquivo da Categoria ‘Coimbra’

Percurso Pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)

O Europaradise é o fruto do amor comum de um casal pelos animais e a natureza que os rodeia. É assim que nos é apresentado logo à entrada e efectivamente foi isso que observámos.
Através de um tranquilo passeio pedestre no seio de um belo bosque mediterrânico observámos dezenas de espécies animais originárias de todo o mundo, enquadradas o mais próximo possível do seu habitat natural.
Com mais de 2 km de extensão, este percurso didáctico tem para nos ensinar muito mais sobre as espécies que habitualmente apenas vemos na televisão. Aqui podemos descobrir o seu habitat, as suas características, a sua alimentação e observar as suas reacções num contacto próximo connosco.
Gostei especialmente da zona dos primatas onde comprovei a incrível semelhança com o ser humano em muitas das atitudes e reacções tidas, do bufo-real com o seu olhar penetrante, da imponência do tigre, do casuar-unicarúnculado e as suas cores, das magníficas zebras…enfim, um sem número de espécies exóticas pelas quais este parque privado merece a sua visita. A não perder mesmo!

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Percurso pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)
Percurso pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)
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Percurso Pedestre no Zoo EuroParadise de Montemor-o-Velho (Montemor-o-Velho)
2,41 Km
(circular)
GPS
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Ao sabor do vento nos Moinhos de Gavinhos (Penacova)

Autor: SolaGasta Em 27 - Outubro - 2011
Ao sabor do vento nos Moinhos de Gavinhos (Penacova)

Foi já a caminho de casa, depois de um fim de semana na Serra da Estrela, que fizemos uma breve paragem para esticar as pernas nos Moinhos de Gavinhos.
Situados no concelho de Penacova, os 14 moinhos estão parcialmente abandonados, como toda a sua envolvente.
Segundo informações colhidas, apenas um ainda funciona durante o Verão, moendo o milho, o trigo e o centeio, fonte de sustento que durante anos alimentou a região.
Junto aos moinhos encontramos também uma imagem do Imaculado Coração de Maria. Notando algum desgaste pelo tempo e, infelizmente, alvo de incompreensíveis actos de vandalismo, ali se mantém, ainda de pé, abençoando os moinhos, os ventos que os beijam e a aldeia que neles trabalhou.
São lugares assim que nos fazem temer cada vez mais pelo célere desaparecimento de parte das nossas tradições, parte da nossa cultura. Será que os nossos netos ainda conseguirão ouvir o vento nas velas de um moinho em perpétua rotação? Será que ainda poderão observar a transformação do milho em farinha nas duras e imponentes mós? Será?

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Notas: Para mais informações ver www.folgosinho.com

De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho)

Autor: SolaGasta Em 11 - Junho - 2011

De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho)No cimo de um monte com os campos do Mondego aos seus pés, Verride é vila e freguesia do concelho de Montemor-o-Velho.

Com a torre da igreja a sobressair dos telhados da povoação, nos campos são os cereais, o vinho e os pomares quem mais ordenam.

A caminhada começa no Largo Dr. Alves Guardado, em direcção às ruínas da Capela de Santo António do Cardal. Ruínas porque o que hoje infelizmente resta da antiga capela é apenas parte da fachada que outrora acolheu os fiéis. Após anos de abandono, o tempo e alguns actos de vandalismo deixaram a capela num estado em que é fácil prever o seu fim. O completo desaparecimento.

Continuei em direcção ao lugar de Outeiro da Moura. Situado num pequeno monte a norte de Verride, é constituído por pouco mais do que uma dezena de habitações. Recentemente recebeu obras de melhoramento com a construção de um pequeno jardim e espaço de lazer. Perto deste podemos ainda encontrar vestígios da sua história recente como por exemplo um conjunto de pedras onde até há pouco tempo atrás se ferravam os burros.

O regresso foi feito pela Quinta da Almiara, um espaço com enormes potencialidades turísticas mas deixado à sua sorte, abandonado como tantos outros neste país.

Entrando na estrada asfaltada e após uma íngreme subida, encontro-me novamente já dentro da vila. Passando pela Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, rapidamente chego ao ponto de partida terminando assim esta simpática caminhada de 4,3 km, em percurso circular, por terras do Baixo Mondego.

 

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De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho) De Verride ao Outeiro da Moura (Montemor-o-Velho) Ver no Google Maps
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Pelas dunas da Praia de Quiaios (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 23 - Maio - 2011

Pelas dunas da Praia de Quiaios (Figueira da Foz)Com cerca de 3 Km de extensão, este é um percurso fácil, acessível a todos e desenvolve-se pelo passadiço de madeira da praia de Quiaios.
A norte da Figueira da Foz, esta praia é caracterizada por uma grande extensão dunar, que, para além de proteger a povoação da força do mar, tem presente uma biodiversidade própria que importa preservar.
Com condições propícias à pratica de modalidades desportivas que combinem o mar com o vento, não é invulgar encontrar por estas paragens atletas que aqui aproveitam para treinar ou apenas divertir-se.

Naquele final de tarde melancólico repousei os olhos num mar calmo, que convidava o sol a descansar no seu leito.
A Serra da Boa Viagem olhava ao longe os meus passos. A temperatura, apesar de amena, não permitia o verdadeiro desfrute do mar. Talvez um outro dia merecesse um mergulho gelado nas suas águas.
Segui caminho. Na marginal junto à praia, os estores fechados rotulavam as habitação com alguma desolação sazonal. A maior parte delas apenas conhecia a alegria dos seus habitantes durante alguns dias no Verão, para durante os restantes meses do ano encontrarem a solidão nos seus estores fechados.
O sol tímido surgia a espaços entre as nuvens, provocando uma chama de cor laranja intensa que ofuscava quando reflectida no mar.
As casas assumiam agora cores quentes antes do breu da noite. E foi apenas quando esta caiu que regressei a casa.

 

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Lagoa das Queridas – Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 21 - Maio - 2011

Lagoa das Queridas - Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz)Foi na freguesia de Ferreira-a-Nova, concelho da Figueira da Foz, que descobri naquela tarde de sábado a Lagoa das Queridas.
Perto da povoação com o mesmo nome, esta lagoa nasceu de um pequeno lado, aquando da retirada excessiva de terras, que foi deixado ao abandono durante anos.
Com a ajuda da mãe natureza e com o passar dos tempos, transformou-se numa lagoa de beleza invulgar onde podemos observar uma biodiversidade pouco habitual na zona.

É hoje protegida e cuidada pela Junta de Freguesia de Ferreira-a-Nova, como sendo um dos ex-libris da freguesia.

Antes da recuperação chegou a ser zona de pesca e as suas águas utilizadas na rega dos campos de cultivo que a circundam.

Este trilho desenvolve-se ao seu redor.
Ao primeiro passo dado fui surpreendido pela companhia de patos e gansos que iludidos, esperando talvez um suculento pedaço de pão, ainda me acompanharam, lado a lado, algumas dezenas de metros. Em ruidosos grasnares foram perdendo aos poucos as esperanças, as expectativas iniciais e por último, a motivação para a inesperada caminhada. Um após o outro, regressaram às águas em silêncio.

Continuei pelo parque de lazer, um local com infraestruturas adequadas para um piquenique bem passado em família ou com amigos.
Um pitoresco moinho vigia as águas numa serenidade acolhedora. Como que dando as boas vindas a quem por ele passa. Regressei ao ponto de partida pensando já no churrasco que um dia, obrigatoriamente, voltarei para fazer.

 

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Do Cabedelo à Cova-Gala (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 15 - Maio - 2011

Do Cabedelo à Cova-Gala (Figueira da Foz)A praia do Cabedelo na Figueira da Foz é hoje conhecida internacionalmente pela qualidade das suas ondas para a prática de vários desportos aquáticos.
Foi aqui que iniciei a caminhada bem cedo, aproveitando a brisa que se fazia sentir fresca na face ainda meio adormecida. O perfume a maresia tem em mim um certo efeito sedativo, relaxante. É o perfume a casa, o sentido de regresso às origens.
Atravessando as dunas pelos passadiços de madeira, observo ao longe todas as actividades que o mar tinha para oferecer naquela manhã. Surfistas, bodyboarders e kitesurfers aproveitavam ao máximo as ondas que ao largo se formavam. Deslizavam com mestria, moldando as paredes de água salgada que se erguiam em movimento contínuo.
Os passadiços transformaram-se em asfalto e foi pelo passeio da estrada do hospital que cheguei à Gala, outrora terra de pescadores. Ainda podendo vislumbrar aqui e ali as suas habitações típicas, o aglomerado de casas vive paredes meias com o areal, num estreito relacionamento das suas gentes com o mar que serviu de sustento a muitas famílias. Hoje essa relação é cada vez mais ténue pois a vida dura de pescador não motiva as novas gerações, como acontecia até meados da década de setenta.

Entre quintais e dunas cheguei à Cova onde o labor piscatório sente-se a cada passo dado. Antigos homens do mar, pescadores agora na reforma, repousam nos bancos de madeira e nos muros da marginal. Recordam histórias de outros tempos e relatam as “dores” do dia-a-dia.

A história destes povoados remonta a meados do século XVIII quando surge o povoado da Cova. Segundo o website da Junta de Freguesia de S. Pedro (www.spcovagala.com), este povoado surge “quando pescadores oriundos das cercanias de Ílhavo, nas suas andanças pela orla costeira, na procura de melhores zonas pesqueiras, acabaram por se fixar junto à margem sul do Rio Mondego, muito perto do mar, na cava de uma duna, o que deu origem ao topónimo Cova.

A Gala nasce anos depois quando estes pescadores se deslocam mais para nascente, junto ao braço sul do rio do Mondego, aproveitando as potencialidades que o rio lhes oferecia, saindo a barra em lanchas, tipo poveiro, para pescar sardinha de melhor qualidade e pilado mais longe da costa.”

Regresso pelos mesmos passos. Continua a cheirar a casa.

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Do Cabedelo à Cova Gala (Figueira da Foz) Do Cabedelo à Cova Gala (Figueira da Foz) Ver no Google Maps
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Da Ponte das Três Entradas à Ponte Medieval (Oliveira do Hospital)A caminho de casa, o espírito estava como o tempo: enublado.
Depois do frio da serra e paisagens de cortar o fôlego, o regresso à rotina quotidiana é sempre feito a muito custo. Tentei atrasar o processo optando por um caminho mais longo. Sem querer, regressei a uma localidade já conhecida: Ponte das Três Entradas. A aldeia, fica na confluência do Rio Alvoco com o Rio Alva e o seu nome original deriva da ponte que, com três entradas, divide a aldeia em três partes: uma pertencente à freguesia de São Sebastião da Feira, outra a Santa Ovaia e a terceira, à freguesia de Aldeia das Dez.

Com o estômago vazio, este era o local perfeito para almoçar.
Apesar do adiantado da hora, ainda encontrei um belo peixe assado, acompanhado com batata e salada, num simpático restaurante local.
Lá fora, as nuvens cinzentas, cada vez mais carregadas, não aguentaram muito mais tempo e rebentaram em aguaceiros esparsos.
Ainda assim, impunha-se uma pequena caminhada pela zona. No estacionamento perto do parque de campismo, a placa “Ponte Medieval” ditou o destino. Fui à sua descoberta.
Por trilhos agrícolas e de pinhal, sempre acompanhando o Rio Alva ao longo do seu curso, cheguei a São Sebastião da Feira, onde a “ponte medieval” é o principal acesso à praia fluvial que aguarda pela época balnear para voltar a renascer em gritos de alegria de crianças e adultos que nas águas do Alva se banham.

Após um breve descanso, o regresso foi feito pelo mesmo caminho.

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Da Ponte das Três Entradas à Ponte Medieval (Oliveira do Hospital) Da Ponte das Três Entradas à Ponte Romana (Oliveira do Hospital) Ver Google Maps
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Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 10 - Janeiro - 2011

Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz)O Rio Mondego tem ao longo do seu curso variadíssimos motivos de interesse. Motivos esses mais do que suficientes para conhecer melhor o maior rio com nascente em Portugal, desde a imponente Estrela, até à radiante cidade da Figueira da Foz, onde as suas águas doces encontram as salgadas atlânticas.
Foi na foz do Mondego que descobri esta interessante rota fluvial.
O “Sal do Mondego”, batel com 20 metros de comprimento, descansava ainda na margem do cais de acostagem do Núcleo Museológico do Sal, nos Armazéns de Lavos. Enquanto se engalanava para o passeio, saboreei um revigorante café na pequena esplanada do Museu, com a salina municipal do “Corredor da Cobra” como pano de fundo. Este salina serve de base ao percurso pedestre “PR6/FF – Rota das Salinas“, já aqui descrito.
Os pequenos montes de sal que a salpicavam, temperavam aquela manhã de Agosto. Lá dentro, a história do lugar e da actividade salineira era contada detalhadamente, uma história que serviu de tempero a muitas vidas que pelas salinas do Baixo Mondego passaram.

À hora marcada partimos pelo esteiro dos Armazéns de Lavos em direcção à “boca do Rio Mondego”. A amiúde, carcaças de antigos batéis repousavam nas margens, lembrando a intensa actividade que poucos agora recordam.
Histórias de outras marés, outras luas e ventos eram adocicadas nas palavras do nosso mestre. Agora na reforma, conduzia com brio o batel pelas tranquilas águas fluviais.
Eis que chegámos ao Moinho de Maré ou Moinho das Doze Pedras. Este, como infelizmente tanto outro património pelo País fora, luta sozinho contra a ruína cada vez mais certa. Longe vão os dias onde nas suas mós era moída a farinha e descascado o arroz produzidos na Quinta do Canal, onde este repousa.

Regressámos ao cais. À nossa espera tínhamos um dos mais típicos e apetitosos petiscos do Baixo Mondego: enguias fritas. São servidos?


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Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz) Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz) Passeio Fluvial no Batel de Sal (Figueira da Foz)
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Fomos recebidos por uma húmida manhã na chegada ao concelho de Arganil. A freguesia de Benfeita era o nosso destino.

A autarquia de Arganil, a Junta de Freguesia de Benfeita e a empresa ADXTUR juntaram sinergias para nos proporcionarem uns belos momentos de convívio e descoberta, num maravilhoso contacto com a natureza. Iríamos percorrer o Caminho do Xisto de Benfeita.

Enquanto aguardávamos pela chegada dos restantes caminhantes que, desde a sede de concelho, chegariam num autocarro cedido pelo município, abrimos os guarda-chuvas e percorremos as ruas da aldeia, vagueando em sentido único para o primeiro café matinal.
O aroma dos grãos acabados de moer misturava-se agora com o odor a terra molhada que a cada brisa mais forte, invadia o pequeno e acolhedor café de Benfeita.

Lá fora, os restantes aventureiros chegavam enquanto a chuva continuava a não dar tréguas. Foi convocada uma reunião de emergência.
Em perfeita democracia a decisão foi tomada. Iríamos iniciar o percurso com cuidado e, evitando as zonas mais perigosa (com piso molhado), avançar até onde S. Pedro nos permitisse.

Alfredo Martins – Presidente da Junta de Freguesia de Benfeita – tomou a dianteira e por entre trilhos de pedra e lama lá nos foi guiando com mestria dentro da rota planeada.

Seguimos, por caminhos públicos agrícolas, em direcção ao vale da Ribeira do Carcavão. Muitos desses caminhos acompanham as levadas utilizadas para a irrigação dos campos agrícolas ou pecuários.

Atravessando a ribeira, começámos a vislumbrar magníficas quedas de água, algumas das quais convidam mesmo à prática balnear.
As casas em xisto eram uma constante para onde quer que a vista escapasse. Infelizmente muitas delas deixadas ao abandono pelos antigos proprietários. Outras há que, a grande custo, lá vão mantendo a sua função de armazenamento de pasto, abrigo e protecção para pessoas e animais.
A cerca de metade dos quilómetros percorridos e numa aberta de bom tempo, brinde de S. Pedro, recheámos os estômagos com um pequeno snack, cortesia da organização.

Continuámos por entre caminhos de mata e pinhal, e após uma descida íngreme em degraus esculpidos na terra, chegámos à magestosa Fraga da Pena.

Com setenta metros de altura esta imponente queda de água está situada em plena Mata da Margaraça, num recanto de xisto com vegetação muito peculiar. Esta paisagem luxuriante está equipada com zona de recreio e lazer.

Após a enxurrada de disparos das máquinas fotográficas digitais, que eternizavam as cristalinas águas em quadros de rara beleza, seguimos para o almoço servido no espaço da Capela da Nossa Senhora das Necessidades onde o convívio entre todos os caminhantes, acompanhado com os grelhados e arroz de feijão foram a melhor forma de selar esta visita a Benfeita.

Depois do repasto, regressámos à aldeia terminando assim o percurso circular (adaptado) do Caminho do Xisto da Benfeita.

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Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil)
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Pelas ruas do Rabaçal (Penela)

Autor: SolaGasta Em 22 - Junho - 2010

A caminho de casa fizemos um pequeno desvio para conhecer a vila do Rabaçal. Famosa pelo seu queijo, esta localidade apresenta-nos outras atracções como por exemplo a Villa Romana.

“A Villa romana do Rabaçal é chamada pelo nome da actual povoação na ausência de qualquer testemunho epigráfico ou textual. Está situada a 12 Km a Sul de Conímbriga, parte integrante do território da antiga civitas, junto à via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta, no actual concelho de Penela, Distrito de Coimbra.
A sua implantação “numa meia encosta”, com exposição privilegiada entre uma cumeada com arvoredo e um riacho, está em conformidade com as recomendações de Columella (séc. I).”
in “Penela – Espaço Museu

Infelizmente o nosso tempo era escasso e depois de um breve passeio pela vila, um café no largo frontal à igreja e já com dois queijos caseiros na bagagem para mais tarde saborear, regressámos a casa.

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Rota dos Castelos: Penela – Germanelo (Penela)

Autor: SolaGasta Em 26 - Maio - 2010

A “Caminhada da Primavera” em Penela foi organizada pela autarquia local e contou com uma presença bem significativa de caminhantes de todas as faixas etárias e de várias zonas do país.
O ponto de encontro foi junto ao Castelo de Penela e cerca das 10h00 já todos os caminhantes estavam preparados para os 7 km de percurso ( 14 km se optássemos pela opção ida e volta ). Este percurso iria ligar o Castelo de Penela ao Castelo do Germanelo.
Classificado como Monumento Nacional, a construção do Castelo de Penela data do séc. XI. No entanto, o que hoje se pode lá observar remonta somente aos séc. XIV e XV.
Protegida pelas imponentes muralhas, a Igreja de São Miguel tem origem no séc. XII.

No Castelo, além da Porta da Vila, existe uma outra porta denominada Porta da Traição ou dos Campos, que, integrada numa torre, apresenta uma abertura dupla em cotovelo, transparecendo a influência da tradição muçulmana na fortificação portuguesa dos finais da Idade Média.

Com um grau de dificuldade médio/baixo, a caminhada foi avançando a bom ritmo.
Após a descida da vila, entrámos em trilhos de terra batida com campos de cultivo, oliveiras e vinhas como motivo principal da paisagem.
Na passagem por São Sebastião deparámo-nos com um rebanho de ovelhas a correr pelas ruelas em pedra, animadas, em direcção ao tenro pasto.

Seguimos para Besteiro.
Após a passagem pelo lugar, era já possível observar o Castelo de Germanelo ao longe.

O Castelo do Germanelo foi erguido, segundo se consta, entre 1140 e 1142, por D. Afonso Henriques. Dele, a paisagem sobre o vale do Rabaçal é simplesmente deslumbrante. As suas origens podem remontar a um castro romanizado.
Actualmente de propriedade particular, deve-se a reconstrução hipotética da sua muralha norte ao Dr. Salvador Dias Arnaut.

Ao chegar no alto descansámos um pouco inspirando fundo e saboreando as estonteantes paisagens que nos eram oferecidas.
Depois de alimentada a alma, descemos para alimentar o corpo com um reforço alimentar oferecido pela Câmara Municipal, antes do regresso a Penela.
Agradecemos mais uma vez a recepção e parabéns pela actividade!

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De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 8 - Fevereiro - 2010

Cascata na Serra da Boa Viagem?!?!…Hmm…
A Figueira da Foz é conhecida principalmente pelo extenso areal que ao longo de quilómetros percorre o Atlântico. É nele que o rio Mondego termina o sinuoso e longo percurso iniciado na Serra da Estrela. A norte, a Serra da Boa Viagem é o pulmão de energia do concelho e destino de muitos veraneantes que ali se deslocam nos meses de férias para um piquenique em família ou apenas encher os olhos com uma visita aos miradouros.
Agora uma cascata??! Poucas pessoas ouviram falar…ainda menos saberão concerteza onde fica….
Fomos investigar.

Iniciámos o percurso junto ao coreto no Largo Padre Costa e Silva. Em direcção à praia de Quiaios encontrámos a sede do Grupo Instrução e Recreio Quiaense. Na bifurcação da estrada em asfalto junto à escola, seguimos pela esquerda, entrando numa rua “sem saída”. Esta rua asfaltada dá lugar a um pequeno trilho de terra batida que inicia a subida pela encosta norte da Serra. Algumas dezenas de metros acima, o correr da água é já perceptível. Redobrámos a atenção.
Não sabíamos exactamente o que iríamos encontrar nem se iríamos encontrar alguma coisa e assim fomos subindo, calcorreando o caminho que deixara de ser apenas em terra batida, apresentando cada vez mais formações rochosas.

Escondidos entre arbustos rasteiros, uns rudes socalcos em terra negra convidavam à descida. À nossa frente vislumbrava-se então a misteriosa cascata.

Deparámo-nos com um lugar encantado, escondido do mundo por uma intensa vegetação que também o protege e embala.
A alcalinidade da ribeira que nasce na encosta da Serra da Boa Viagem deixa como que um rasto “vidrado”, resultante do depósito do calcário no curso da água. Indescritível. Podem observar-se vestígios de raízes que outrora envoltas nesse calcário deixaram agora para a posteridade, depois do seu apodrecimento, apenas os “tubos” onde se encontravam. Fenómenos geológicos deveras interessantes.

Uma presa construída em alvenaria possibilitou-nos a passagem para a margem oposta, não sem antes molharmos os pés até aos tornozelos.
Cuidado nesta travessia devido ao piso escorregadio.
O trilho que acompanha a ribeira leva-nos às ruínas de um antigo moinho de água. Aqui deixámos de respirar. Literalmente.

Constituída por diversos socalcos e protegida por uma intensa vegetação, a queda de água surge-nos como um postal de um qualquer país tropical. Algo que aparenta estar um pouco fora do contexto, da envolvente paisagística da zona. Mas o belo é caracterizado precisamente por isso, algo que se destaca da normalidade dentro da percepção que cada um de nós tem do mundo que nos rodeia.

Regressámos à vila saciados. Mistério resolvido.

Apenas uma nota final:
Infelizmente o civismo e a boa educação são palavras ausentes no dicionário de quem resolve deixar a sua marca em “pinturas rupestres” e “juras de amor eterno” nas ruínas do moinho e nas paredes da cascata.

Eterna deveria ser a magia daquele lugar, por isso aqui deixo um apelo: vamos preservá-lo. Não sabemos por quantos anos mais teremos acesso à sua singularidade.
Se o visitarem, deixem por favor tudo igual ao que encontrarem. Não sujem, não vandalizem, não destruam algo que é de todos e a todos deve ser dado a oportunidade de o apreciar.

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De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz) De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz) Ver Google Maps
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Vila de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 10 - Dezembro - 2009

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Visitámos a romântica Vila de Góis.

A cerca de 40 km de Coimbra a vila repousa tranquilamente no Vale do Ceira entre as serras do Carvalhal e do Rabadão.

De “trouxa” às costas chegámos ao Parque de Campismo Municipal ainda cedo, de onde, depois de nos instalarmos devidamente compondo o estômago com uma sandes de queijo, partimos à descoberta da vila e do seu centro histórico.

A panorâmica que, ainda no Parque de Campismo, desfrutámos sobre o centro histórico é de uma rara beleza pois o parque situa-se a uma altitude superior à da vila, num local privilegiado denominado “Morro do Castelo”.

Uma das portas de entrada na zona história é proporcionada pela Ponte Real e Capela do Mártir S. Sebastião.

“A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar por D. João III em 1533, como atesta o alvará editado pelo monarca a 20 de Abril desse ano. À entrada da ponte, na base do morro do Castelo, levanta-se a Capela do Mártir S. Sebastião, do séc. XVIII, vincada de cantarias nas esquinas, entablamento e fogaréus, pequeno campanário à direita, portal armado, cúpula com fecho de pedra.”

in www.cm-gois.pt

Iríamos percorrer as ruas e travessas com a ajuda de um documento presente no website da Câmara Municipal (www.cm-gois.pt) que descreve de uma forma sucinta os principais pontos de referência de Góis: culturais, históricos e naturais.
A vila e o rio Ceira vivem numa união quase perfeita. Toda a zona fluvial está bem aproveitada com infraestruturas de apoio adequadas aos muitos turistas que a visitam na época balnear. Nas suas margens podemos “piquenicar” com a família ou amigos, praticar algumas actividades desportivas ou apenas passear aproveitando as frondosas sombras oferecidas pelas árvores do parque ribeirinho.
Nos dias menos agitados (fora da época balnear), a tranquilidade do serpentear das cristalinas águas do Ceira, a compasso com o sinfónico cantar dos pássaros no Parque do Cerejal são por si só um motivo para visitar Góis.

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Atravessando a Ponte Real, a Praia fluvial da Peneda está logo ali. Caminhámos pelas suas margens, repousámos na pequena ilha formada no Ceira e, pelo açude, atravessámos para a outra margem.
Seguimos percorrendo as estreitas ruas que se revelaram nos Paços do Concelho. Na Praça da República fica também situado o Posto de Turismo que, por azar, estava encerrado aquando da nossa visita.

Continuámos agora em direcção à Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Localizada no extremo sul da vila é nela que podemos encontrar o Túmulo de D. Luís da Silveira (ver vídeo).

Descansámos a vista no Miradouro frontal à Igreja. Dali contemplámos o rio e o Parque de Campismo para onde regressámos no final da jornada.

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Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Mapa
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PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 17 - Novembro - 2009

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de GóisNão estava nos nossos planos iniciais a realização deste percurso.
O dia não inspirava confiança, estava encoberto e na véspera a chuva não parou de cair para os lados de Góis. Não conhecíamos bem a zona e assim sendo, optámos por passear de carro pelo concelho. Possuíamos alguns mapas informativos com as indicações das Aldeias de Xisto de Góis e lá fomos à sua descoberta…

Estacionámos junto ao miradouro na aldeia da Comareira.

A aldeia é composta por pequenas casas “aconchegadas” umas nas outras ao longo da encosta. Com uma paisagem que se estende até perder de vista, o seu miradouro é um local obrigatório de paragem. Vale a pena fazer uma pausa e respirar fundo…

Numa breve visita à aldeia encontrámos uns fiéis companheiros caninos que nos deram as boas vindas enquanto um rebanho de ovelhas chegava depois do pequeno almoço tomado nos pastos da serra. O padeiro soava a buzina e no seu eco os habitantes juntavam-se em redor.
Com as nuvens agora mais dispersas, seguimos em direcção a Aigra Nova deixando o automóvel para trás. Pela estrada em asfalto, as marcas não enganavam: estavamos já a percorrer o PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis.

O Caminho do Xisto das Aldeias de Góis é feito por uma vereda tradicional unindo as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena.
Cada uma com a sua singular beleza, podemos observar para além das típicas habitações em Xisto, moinhos, fornos, currais, palheiros, pocilgas, uma eira, adegas e outras estruturas tradicionais comunitárias ainda em funcionamento.

Numa primeira fase pensámos que regressaríamos após visitarmos Aigra Nova mas a chuva conteve-se e o que vimos levou-nos a querer continuar…
Aigra Nova foi nos últimos anos recuperada e dotada de infraestruras necessárias para fomentar o turismo neste recônditos locais da serra, como por exemplo a loja da rede de Aldeias do Xisto (com a venda de produtos artesanais) ou o Centro de Convívio onde a simpatia transborda.
Esta aldeia ainda dispõe de um original sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país.

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)Saindo de Aigra Nova e subindo o caminho antigo passámos pela Fonte dos Bois, onde ainda hoje os pastores levam os rebanhos a beber água. No topo do caminho, Aigra Velha já não fica distante…um pequeno aglomerado de casas de xisto são já visíveis.
Descemos até lá. A paz reinava na aldeia, o silêncio era por vezes quebrado pelo chilrear de um pássaro mais atrevido, por um sapatear de um cão na estreita rua da sua casota. Na sua rua…
Sentámo-nos por uns instantes enquanto uns pingos de chuva caiam nos telhados de pedra. O cheiro a terra molhada era intenso…que bom o cheiro a terra molhada.
A aldeia é habitada por uma família criadora de gado e que, antes do fogo que destruiu as colmeias há uns anos atrás, recolhiam também mel. Recentes investimentos possibilitaram o restauro de muitas das habitações de xisto construindo-se também a nova calçada com candeeiros de iluminação pública.
Algumas dezenas de metros afastadas da aldeia situam-se três casas de xisto restauradas que podem ser alugadas para férias ou fins-de-semana.

Continuámos a descer, agora em direcção à Ribeira da Pena.
Acompanhámos o serpentear da água da ribeira entre as estreitas margens, seguindo a levada até à aldeia.
Na aldeia da Pena procure os moinhos, antigos palheiros, os fósseis marinhos, o Museu Particular da D. Giselda e vislumbre-se com os imponentes Penedos (o Penedo do Abelha é famoso pelas suas magníficas paredes de escalada) que formam o painel de fundo deste quadro pitoresco.

Subimos a aldeia por um carreiro empedrado agora em direcção a Comareira onde terminaria o percurso. Na encosta passámos por formações rochosas muito interessantes. Vale a pena parar por uns instantes e dar uso à máquina fotográfica…
Por entre pinheiros, em trilhos rochosos e de terra batida, chegámos à Comareira. Num banco do miradouro restabelecemos energias enquanto nos despedíamos da paisagem envolvente.

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FICHA TÉCNICA:

Tipo de Percurso: Circular
Ponto de Partida Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Ponto de Chegada Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Distância:
9 Km
Desníveis:
639 m
Altitude Máxima:
792 m
Altitude Mínima:
543 m
Grau de Dificuldade:
2 – fácil
Época:
Todo o ano. Atenção ao calor no Verão, no Inverno ao piso escorregadio em algumas zonas e às alterações repentinas do clima.

Vídeo Álbum Mapa GPS
PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis) PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis) Mapa Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira, Casal de Ermio (Lousã)A Praia Fluvial da Bogueira localiza-se em Casal de Ermio, a mais pequena freguesia do concelho da Lousã. Local tranquilo beijado pelo rio Ceira que continua a sua viagem depois de nascer na Serra do Açor, até desaguar no Mondego, a montante de Coimbra.

O  pequeno passeio pedestre teve inicio no Largo Dr. Pires de Carvalho, junto ao monumento em sua homenagem. Seguimos as placas indicativas da praia fluvial e facilmente lá chegámos.

Fazendo parte da Rede de Praias Fluviais das Aldeias do Xisto a Praia Fluvial da Bogueira possui um bar de apoio e relvado com acesso por passadiço de madeira sobre o rio. É efectivamente um convite a toda a família para umas prolongadas horas de lazer durante a época balnear.
Infelizmente a nossa visita ocorreu já fora dessa época…apesar do dia solarengo, encontrámos a praia deserta e as instalações de apoio encerradas. Ficámos com vontade de voltar para provar uns petiscos à beira rio.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira, Casal de Ermio (Lousã) Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira (Lousã) Ver no Google Maps
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Passeio Pedestre – Vila e Castelo da Lousã (Lousã)

Autor: SolaGasta Em 31 - Outubro - 2009

Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã)“Falar na Lousã, em termos turísticos, equivale a referir monumentos, história, belezas paisagísticas e, designadamente, montanha, para além da sua proximidade geográfica a outros centros turísticos.
De facto, a Lousã, situada no centro de Portugal, caracteriza-se por ser um concelho com bastantes motivos de interesse, quer ao nível da sua história, quer no que respeita aos espaços naturais e respectiva utilização, como sejam os desportos de aventura, cujo palco privilegiado é a Serra da Lousã, que se assume como ex-libris deste concelho.”

in “Câmara Municipal da Lousã

Iniciámos a caminhada junto ao Posto de Turismo da vila, na Rua Dr. Pires de Carvalho, onde nos munimos de mapas e toda a informação necessária para complementar a nossa visita à Lousã.
Na Rua Comendador Montenegro cortámos ao encontro da Avenida do Brasil. Ao cimo e depois da rotunda observámos os Paços do Concelho e pela Rua Dr. João Santos chegámos à Igreja Matriz.
Na Rua Visconde do Espinhal voltámos à esquerda encontrando a Rua Movimento das Forças Armadas e depois a Rua Carlos Reis que nos levou ao Parque com o mesmo nome, onde parámos para saborear um café. Para além da piscina descoberta, este parque possui um anfiteatro ao ar livre com capacidade para cerca de 800 pessoas.
Depois da breve pausa, seguimos descendo a Rua Professor António Baptista de Almeida. Contornando o pequeno jardim entrámos na Avenida São Silvestre em direcção à Praça Luís de Camões para mais umas fotos no jardim central da mesma.

Regressámos à Avenida do Brasil, agora descendo-a em direcção ao local onde o carro nos esperava para a próxima etapa: O Castelo e as Piscinas Fluviais (podíamos ter seguido a pé mas o tempo era escasso e queríamos aproveitar para conhecer ainda outros locais ).

O Castelo da Lousã, também denominado Castelo de Arouce, é um local mágico.
Relata-nos a lenda que no tempo longínquo da dominação muçulmana, um rei ou um emir de nome Arunce teria fundado o castelo para proteger a sua bela filha, de nome Peralta, enquanto ele se encontrasse em campanha no Norte de África ou aí se deslocasse, em busca de reforços contra as tropas cristãs que, cada vez mais, faziam cerco às terras maometanas. Seria em memória deste fantástico rei que o castelo e povoação se passaram a chamar Arouce.
Junto ao Castelo encontramos as Piscinas Fluviais que durante quase todo o ano são o destino de turistas de diferentes classes etárias, uns para se refrescarem nas suas águas, outros para merendarem nas mesas de pedra construídas ao seu redor.
Foi aí que passámos uns tranquilos momentos antes do regresso.

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Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã)
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Percurso Pedeste da Sr.ª da Graça – Serpins (Lousã)

Autor: SolaGasta Em 20 - Outubro - 2009

Percurso Pedeste da Sr.ª da Graça - Serpins (Lousã)A praia fluvial da Sr.ª da Graça em Serpins, concelho de Lousã, é durante a época balnear destino de muitos veraneantes que por ali se banham nas refrescantes águas do rio Ceira.
Foi já nos últimos dias de Setembro que decidimos passar por lá. Pernoitámos no Parque de Campismo local.

O Percurso Pedeste da Sr.ª da Graça leva-nos a conhecer a vila de Serpins, o seu património cultural, religioso e natural.
Iniciámos a caminhada junto à entrada principal do Parque de Campismo onde em frente se situa a Capela da Sr.ª da Graça. De frente para a capela, virámos à esquerda na subida que nos encaminha para o centro da vila.
Na bifurcação da pequena fonte continuámos em frente em direcção à Estação de Caminhos de Ferro. Passámos o Quartel dos Bombeiros Voluntários, a Junta de Freguesia / Centro de Saúde e rapidamente lá chegámos.
Regressámos pelo mesmo trilho de asfalto até encontrarmos uma bifurcação, junto à padaria e mercado local. Seguimos pela direita, descendo até à famosa ponte romana de Serpins. Atravessando-a, voltámos à esquerda junto à Casa Cortez, casa esta fundada em 1929.
Cerca de 200m mais adiante encontrámos, no cruzamento, as escadarias de acesso à Igreja Paroquial de Serpins, local de visita obrigatória.
Situada no cimo de um monte e isolada do centro habitacional da vila, é dedicada a Nossa Senhora do Socorro, patrona da freguesia. O seu actual estado de conservação deve-se fundamentalmente a uma remodelação ocorrida na segunda metade do século XVIII. Por entre as árvores e restante vegetação que a circundam, conseguimos, a espaços, observar a paisagem envolvente.

Descemos e seguimos as placas indicativas da praia fluvial. Estávamos a terminar o percurso pois logo alí ao lado estava situado o Parque de Campismo.

No dia em que chegámos a Serpins ainda pudemos observar as comportas da praia fluvial fechadas, o que nos permitiu ver toda a zona de banhos com o nível de água normal para a época balnear. Infelizmente não tirámos fotografias nesse dia e durante a noite as comportas foram abertas e a praia fluvial deixou de o ser pois toda a água acumulada na pequena piscina correu rio abaixo. Ficam no entanto as fotografias.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedestre da Sr.ª da Graça - Serpins (Lousã) Percurso Pedestre da Sr.ª da Graça - Serpins (Lousã) Ver no Google Maps
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Notas: Apesar do percurso ter o seu início no parque de campismo, o vídeo está gravado em sentido inverso, da Estação de Comboios para o parque de campismo.

Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz)Este foi um percurso muito especial.
Especial por ser realizado na minha terra…especial por parte dele ter sido acompanhado pelo meu avô.
Num dos almoços em família abordou-se a ideia de uma caminhada até às pegadas de dinossauro existentes no Cabo Mondego. Ninguém sabia muito bem ao certo onde se localizavam pelo que, mesmo não as encontrando, pelo menos teríamos percorrido alguns quilómetros a pé, o que de certeza nos faria bem à saúde.
O dia escolhido não se revelou o melhor pois amanheceu debaixo de uma chuva intensa que nos colocou algumas dúvidas quanto à sua realização.
Ainda assim, cerca das 10h (1 hora depois do inicialmente previsto), quando a chuva o permitiu, estava na Estação de Caminhos de Ferro da Figueira da Foz pronto para a “empreitada”.
Em frente à Estação apanhei a ciclovia seguindo para Oeste, paralelamente ao Rio Mondego.
Rapidamente cheguei à Câmara Municipal, edifício frontal à Praça da Europa com o seu imponente relógio de sol. Aqui termina o sintético da ciclovia para dar lugar à típica calçada portuguesa. No pequeno miradouro, observei a foz do Mondego e a panorâmica sobre a cidade onde iria passar de seguida.
Pela marina repleta de barcos de recreio continuei em direcção ao mar, passando pelo Forte de Santa Catarina e pelo seu farol. Subi para entrar na Avenida 25 de Abril, a avenida marginal que percorre a praia ao longo de vários quilómetros.

Junto ao recentemente renovado Aparthotel Atlântico fui brindado por uma carga de água das antigas como há muito não se via. Abriguei-me debaixo da Esplanada Silva Guimarães onde aguardei a “bonança”.

Com muita intensidade mas de pouca duração, pouco tempo depois fiz-me de novo à estrada, seguindo em direcção a Buarcos onde faria a paragem para o almoço.
O almoço foi em casa dos avós onde sem dúvida o alimento para o corpo e alma é do mais revigorante que existe.
O meu avô já estava ansioso e pronto para começar. Depois do café tomado, seguimos rumo em direcção ao Cabo Mondego.
Passando pelas muralhas de Buarcos (parte delas recuperadas à pouco tempo), sempre junto à praia o cheiro a maresia era uma constante. O maravilhoso cheiro a maresia.

Depois da curva do cemitério de Buarcos voltámos a encontrar o piso sintético da ciclovia. Sempre na Avenida Infante D. Pedro, chegámos à bifurcação onde podemos subir para a Serra da Boa Viagem ou seguir pela estrada privada da esquerda que nos levará à entrada da fábrica da Cimpor.
Antes da portaria da fábrica parámos um pouco no miradouro para nos deslumbrarmos com a força do mar que naquela zona castiga violentamente os rochedos e falésias do Cabo Mondego nos dias mais agitados. Lá estivemos durante uns instantes.
Não pudemos continuar sem antes pedir autorização ao porteiro de serviço. A autorização foi amavelmente concedida, com as restrições (por motivos de segurança) de nos deslocarmos sempre pela esquerda e sem fotografar as instalações da fábrica. Assim o fizemos.
O meu avô trabalhou nas antigas minas do Cabo Mondego e este percurso foi também como um regresso ao seu passado, recordando os lugares onde esteve, o que ali existia e já não existe, enfim…foi como se de uma visita guiada se tratasse.
Em pouco tempo chegámos à “Pedra da Nau”, uma formação rochosa assim denominada pela sua forma original a umas dezenas de metros da costa.
Mais à frente chegámos ao nosso destino. Pelo menos assim o pensamos. A localização exacta das pegadas continuamos sem o saber. Pelas informações que conseguimos obter estávamos no local correcto, mas infelizmente não as conseguimos ver pois talvez não estejam acessíveis ao nível da estrada. Não o sabemos.
Para matar a curiosidade podem ver AQUI algumas imagens.

Este património tão importante do nosso Portugal geológico continua assim sem o devido destaque e sinalização. Porque não uma placa informativa, alguma divulgação pelas entidades competentes, talvez com visitas guiadas e acesso restrito para evitar possíveis actos de vandalismo…porque não fazer algo?
O turismo de natureza é cada vez mais uma opção para turistas de todo o mundo. A Figueira da Foz pode desempenhar um papel de extrema importância nesta área devido à diversidade de condições que apresenta. Apenas têm de ser valorizadas, divulgadas e mantidas.

Uma nota final apenas para referir que este percurso não está assinalado mas é muito fácil de seguir. A dificuldade reside talvez na sua extensão que com cerca de cerca de 9 kms para cada lado (18 kms no total) é aconselhável ser feito por pessoas com boa resistência física.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz) Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz) Ver no Google Maps
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Deixo aqui também para download um documento de autor desconhecido, fornecido pelo meu avô, escrito e desenhado à mão, com a nomenclatura dos pesqueiros de Buarcos à Murtinheira. Interessante sem dúvida. Download AQUI

Passeio Pedonal - Praia Fluvial dos Olhos da Fervença (Cantanhede)A praia fluvial dos Olhos da Fervença situa-se na freguesia de Cadima, concelho de Cantanhede.
As nascentes dos Olhos da Fervença são fonte de abastecimento de água do Concelho de Cantanhede e outros limítrofes.  Pelo facto de estarem localizadas numa zona natural de eleição, o seu espaço envolvente foi potencializado com a construção de uma piscina natural e as adequadas infraestruturas de apoio.

Foi na zona de lazer anexa que iniciámos o nosso passeio pedonal.
Pelo parque de merendas, pelos trilhos em terra batida, pelo areal e estrados que circundam a piscina este pequeno passeio culminou com um bom banho nas suas águas refrescantes e um tranquilo descanso onde à sombra de uma árvore que beijava a água, aguardámos pela hora do almoço.

Aproveitámos a tarde para colocar a leitura em dia e usufruir da tranquilidade do espaço.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedonal - Praia Fluvial dos Olhos da Fervença (Cantanhede) Passeio Pedonal - Praia Fluvial dos Olhos da Fervença (Cantanhede) Ver no Google Maps
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Percurso Pedonal – Lagoa de Mira (Lagoa de Baixo)(Mira)

Autor: SolaGasta Em 20 - Fevereiro - 2009

Percurso Pedonal - Lagoa de Mira (Lagoa de Baixo)(Mira)Foi depois do reconfortante piquenique no parque anexo ao posto de turismo da Barrinha que nos deslocámos para a Lagoa de Mira, também denominada de Lagoa de Baixo.
Iniciámos a caminhada no parque de estacionamento do qual seguimos pela esquerda no pequeno trilho de asfalto que acompanha a lagoa.
No final do asfalto encontrámos uma marca indicativa da direcção a seguir que nos surpreendeu, pois segundo as informações que conseguimos recolher, não existem percursos pedestres registados e homologados no concelho de Mira. Existe sim um privado, assinalado por uma unidade hoteleira mas não homologado. Até à data ainda não conseguimos confirmar mas talvez tenhamos entroncado com parte desse percurso.
Seguimos as indicações e depois de atravessar uma pequena ponte sobre um braço da lagoa, entrámos no pinhal, numa zona de merendas.
Aqui perdemo-nos um pouco pois tentámos seguir sempre junto à lagoa para a circundar mas tal não era possível.
Encontrámos as ruínas de um antigo moinho e após várias tentativas conseguimos encontrar a sinalética que nos encaminhava pelo pinhal a dentro.
Por trilhos de mato e caniçais voltámos a encontrar o caminho asfaltado que nos levou de regresso ao local de partida.

Vídeo Álbum Mapa GPS

Percurso Pedonal - Lagoa de Mira (Lagoa de Baixo)(Mira)

Percurso Pedonal - Lagoa de Mira (Lagoa de Baixo)

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Percurso Pedonal – Lagoa da Barrinha (Praia de Mira)

Autor: SolaGasta Em 20 - Fevereiro - 2009

Percurso Pedonal - Lagoa da Barrinha (Mira)Mira foi o nosso destino no passado dia 14. É um concelho especialmente vocacionado para actividades “outdoor” pois é percorrido por uma ciclovia construída pela Autarquia, com o apoio do Ministério do Ambiente e fundos comunitários.
Em zona de lagoas, pinhais, ribeiros, caniçais, foresta e palhais, podemos encontrar uma diversidade de fauna e flora que nos surpreende.
Foi aproveitando parte desta ciclovia que realizámos o percurso pedonal da Lagoa da Barrinha.
Iniciámos a caminhada na vila, seguindo em direcção ao posto de turismo local, onde entrámos no trilho asfaltado da ciclovia.
Poucas dezenas de metros à frente tivemos a companhia de um “amigo felino” que baptizámos de Félix ( ver fotografias e vídeo ) que pouco tempo depois nos trocou por uma sombra apetitosa junto à lagoa…
Continuámos pelo caminho delimitado, de zonas asfaltadas, passámos para pontes, passadiços de madeira e terra batida.
Ao chegármos à escola de remo virámos à esquerda onde encontrámos um painel de sinalização que nos encaminhou para as ilhas.
Observámos algumas espécies de aves que por ali nidificam e flora característica destas zonas dunares.
Regressámos à vila com muito apetite para o piquenique que se seguia.
À tarde iriamos percorrer a Lagoa de Mira (ver próximo post) .

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedonal - Lagoa da Barrinha (Mira) Percurso Pedonal - Lagoa da Barrinha (Praia de Mira)
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PR5/FF – Rota do Megalitismo (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 26 - Outubro - 2008

PR5/FF - Rota do Megalitismo (Figueira da Foz)No passado sábado, dia 25 de Outubro, escolhemos a Rota do Megalitismo na Figueira da Foz.
A juntar a mais uns momentos de contacto com a natureza quisemos também aprender um pouco mais sobre estes monumentos preservados até aos nossos dias.
O PR5/FF tem o seu início no Dólmen das Carniçosas, a sepultura colectiva mais bem conservada, de uma vasta necrópole que, no período neolítico, foi construída ao longo da cumeada da Serra das Alhadas, concelho da Figueira da Foz. É sem dúvida o ponto alto do percurso que, com grau de dificuldade médio, tem cerca de 10 km de extensão e leva-nos pelas povoações e lugares de Alhadas, Casal do Mato, Fonte do Ramilo, Urzal, Carvalhal e claro, a Serra das Alhadas.
Infelizmente a sinalização do percurso era, em algumas zonas, escassa pelo que tivemos mesmo de tentar adivinhar qual o trilho correcto a seguir…nem sempre acertámos à primeira…

Deixamos aqui um modesto pedido às entidades responsáveis para que tenham em conta que não basta inaugurar percursos pedestres, é também necessário um cuidadoso trabalho de manutenção, como por exemplo colocar e reforçar marcas em bifurcações importantes, colocar placas informativas onde outrora já existiram, etc…isto se o objectivo for atrair amantes deste tipo de actividades desportivas “outdoor” às suas localidades.

Vídeo Álbum Mapa GPS
PR5/FF - Rota do Megalitismo (Figueira da Foz) PR5/FF - Rota do Megalitismo (Figueira da Foz)
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PR3/FF – Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 1 - Setembro - 2008

 

PR3/FF - Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz)O “PR3 - Rota da Boa Viagem” tem o seu início na Capela de St.º Amaro, um dos ícones da Serra da Boa Viagem situada a norte da cidade da Figueira da Foz.

Com cerca de 12 km de extensão o percurso decorre maioritariamente por trilhos de terra batida.
Descemos por entre pinheiros, acácias fetos e eucaliptos e a poucas centenas de metros fazemos um pequeno desvio ao percurso assinalado para visitarmos a Fonte de St.ª Marinha onde nos refrescámos para os quilómetros que se avizinhavam difíceis.

Regressando ao percurso assinalado, continuámos pelas encostas da serra, com o farol do Cabo Mondego no horizonte.
Do alto das escarpas observámos parte da extracção de cal da fábrica da Cimpor no Cabo Mondego.
Depois dos socalcos escavados nas encostas, originados por esta extracção, chegámos ao Vale da Anta.
Existem sérios receios que com esta actividade nas encostas da serra, parte do património natural existente desaparecerá irreversivelmente em poucos anos.
Espero sinceramente que encontrem uma solução concertada e satisfatória para as partes interessadas sob pena de estes receios se tornarem realidade.
Este património natural do concelho é afinal de todos e por todos deverá poder ser conservado e desfrutado. Nunca destruído.

Contornámos o vale e seguimos para as praias da Murtinheira. Do cimo da serra, a paisagem era de corta a respiração. A imensidão das praias que podiamos observar aos nossos pés era de uma beleza indescritível.

Na Murtinheira entrámos numa parte do percurso em estrada asfaltada para logo iniciarmos a dura subida de regresso.
Chegámos à “Bandeira”, o miradouro mais frequentado da serra, onde nos dias mais solarengos e limpos se consegue ter uma visão abrangente sobre as praias a norte (Quiaios, Tocha e Mira).
Aproveitámos para relaxar no parque de merendas adjacente antes de iniciarmos a recta final do percurso, de regresso à Capela de St.º Amaro.

Uff…estavamos cansados mas satisfeitos. Afinal, porquê ficar no sofá quando temos tanto País para ver?

Vídeo Mapa Informação geográfica
PR3 - Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz) PR3/FF - Rota da Boa Viagem (Figueira da Foz)
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PR6/FF – Rota das Salinas (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 16 - Julho - 2008

PR6/FF – Rota das Salinas (Figueira da Foz)Foi no passado domingo, dia 13 de Julho, que decidimos fazer o PR6/FF, a Rota das Salinas na Figueira da Foz. O percurso circular tem o seu início e fim no Núcleo Museológico do Sal. Para quem vem do Norte pela N109, depois da Ponte Edgar Cardoso (Ponte da Figueira da Foz), chegamos a uma rotunda onde viramos à direita para a Gala. Quase de imediato surje uma nova rotunda onde temos de ter atenção à placa indicativa do “Ecomuseu do Sal”. Seguimos pela esquerda, atravessámos a vila e nas primeiras bombas de gasolina virámos à esquerda na placa. Entrámos numa estrada de terra batida, com casas e armazéns típicos para o armazenamento e venda do sal. Pouco depois chegámos ao destino. O Núcleo Museológico do Sal, na Marinha Municipal do Corredor da Cobra (Armazéns de Lavos, Lavos) foi inaugurado em Agosto de 2007. Com a exposição permanente podemos conhecer todos as fases da formação do sal e a evolução histórica que teve em Portugal. O percurso pedestre, com cerca de 3Km de extensão e bem assinalado, é feito por caminhos entre as salinas e pequenas estradas em terra batida.

O dia escolhido foi perfeito. Se por um lado fomos brindados com um sol maravilhoso e temperatura amena, ideial para a realização de caminhadas, por outro presenciámos a recolha do sal das salinas pelos marnotos! Acumalado em pequenos montes ao longo dos estreitos caminhos (como podem ver na foto anexa ao texto e no vídeo), o sal de uma qualidade superior (sim, provámos…) transformava a paisagem.

Por entre salinas e armazéns fomos encontrando várias placas descritivas da fauna e flora local. O percurso com um grau de dificuldade baixo pode ser realizado por caminhantes de todas as idades. Existem pequenos bancos de madeira estrategicamente colocados ao longo da rota para que os mais cansados relaxem um pouco e apreciem as vistas.

Vídeo Mapa Informação geográfica
PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz) PR6/FF - Rota das Salinas (Figueira da Foz)
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Verride - Brulho - AbrunheiraDepois de um borrego assado no carvão e um arroz de cabidela bem condimentado não foi fácil arranjar argumentos para nos mexermos…
Bem, mas a digestão tinha de ser feita e nada melhor do que um pequeno percurso para ajudar…
Um objectivo adicional era também testar uma nova funcionalidade que a partir de hoje iremos adicionar como complemento aos percursos descritivos: o percurso gravado em GPS, formato “.kmz” para poder ser vizualizado e analisado em aplicações como o Google Earth ou o Virtual Earth.

Esta pequena rota teve o seu início em Verride, no concelho de Montemor-o-Velho. Para quem não conhece a vila, pode começar no Largo Dr. Alves Guardado e descer por um caminho em terra batida, em direcção a sul.
Na primeira bifurcação, continuámos a descer pela direita. Encontrámos um rebanho de ovelhas que, atentas à nossa passagem, repousavam.
Seguimos observando as sementeiras de milho até às ruinas de um antigo moinho onde ainda hoje se encontram duas mós à espera de, quem sabe, uma nova vida.
Conta-se na vila que em tempos idos, todos estes campos ficavam submersos durante longos períodos de cheias. Havia assim a necessidade de “subir” os poucos caminhos existentes para que as populações não perdessem o contacto entre si.
Ao elevá-los, foram enterradas lages que alguns dizem ser romanas. Não sabemos…hoje apenas se vislumbra um muro em pedra que, a um nível inferior, nos vai acompanhando no trajecto.
Chegámos à Quinta do Brulho, antiga fonte e estância de banhos, hoje propriedade privada.
Iniciámos a subida do monte até à Abrunheira, por entre pinheiros, eucaliptos e vinhas geometricamente podadas, aguardando o precioso fruto que muitas alegrias nos dá.
A Primavera cobria os vales de verde e amarelo, as papoilas teimavam em salpicar os campos com o seu vermelho vivo e as cerejas pediam para ser colhidas, em cerejeiras abundantes.

Na Abrunheira, entrámos em estrada alcatroada, agora de regresso a Verride.

Vídeo Mapa Informação geográfica

Verride - Brulho - Abrunheira

Ver mapa
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Percursos Pedestres em Coimbra

Autor: SolaGasta Em 19 - Março - 2008
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