Arquivo da Categoria ‘Coimbra’

Fomos recebidos por uma húmida manhã na chegada ao concelho de Arganil. A freguesia de Benfeita era o nosso destino.

A autarquia de Arganil, a Junta de Freguesia de Benfeita e a empresa ADXTUR juntaram sinergias para nos proporcionarem uns belos momentos de convívio e descoberta, num maravilhoso contacto com a natureza. Iríamos percorrer o Caminho do Xisto de Benfeita.

Enquanto aguardávamos pela chegada dos restantes caminhantes que, desde a sede de concelho, chegariam num autocarro cedido pelo município, abrimos os guarda-chuvas e percorremos as ruas da aldeia, vagueando em sentido único para o primeiro café matinal.
O aroma dos grãos acabados de moer misturava-se agora com o odor a terra molhada que a cada brisa mais forte, invadia o pequeno e acolhedor café de Benfeita.

Lá fora, os restantes aventureiros chegavam enquanto a chuva continuava a não dar tréguas. Foi convocada uma reunião de emergência.
Em perfeita democracia a decisão foi tomada. Iríamos iniciar o percurso com cuidado e, evitando as zonas mais perigosa (com piso molhado), avançar até onde S. Pedro nos permitisse.

Alfredo Martins – Presidente da Junta de Freguesia de Benfeita – tomou a dianteira e por entre trilhos de pedra e lama lá nos foi guiando com mestria dentro da rota planeada.

Seguimos, por caminhos públicos agrícolas, em direcção ao vale da Ribeira do Carcavão. Muitos desses caminhos acompanham as levadas utilizadas para a irrigação dos campos agrícolas ou pecuários.

Atravessando a ribeira, começámos a vislumbrar magníficas quedas de água, algumas das quais convidam mesmo à prática balnear.
As casas em xisto eram uma constante para onde quer que a vista escapasse. Infelizmente muitas delas deixadas ao abandono pelos antigos proprietários. Outras há que, a grande custo, lá vão mantendo a sua função de armazenamento de pasto, abrigo e protecção para pessoas e animais.
A cerca de metade dos quilómetros percorridos e numa aberta de bom tempo, brinde de S. Pedro, recheámos os estômagos com um pequeno snack, cortesia da organização.

Continuámos por entre caminhos de mata e pinhal, e após uma descida íngreme em degraus esculpidos na terra, chegámos à magestosa Fraga da Pena.

Com setenta metros de altura esta imponente queda de água está situada em plena Mata da Margaraça, num recanto de xisto com vegetação muito peculiar. Esta paisagem luxuriante está equipada com zona de recreio e lazer.

Após a enxurrada de disparos das máquinas fotográficas digitais, que eternizavam as cristalinas águas em quadros de rara beleza, seguimos para o almoço servido no espaço da Capela da Nossa Senhora das Necessidades onde o convívio entre todos os caminhantes, acompanhado com os grelhados e arroz de feijão foram a melhor forma de selar esta visita a Benfeita.

Depois do repasto, regressámos à aldeia terminando assim o percurso circular (adaptado) do Caminho do Xisto da Benfeita.

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Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Caminho do Xisto da Benfeita - A Frescura das Cascatas (Arganil) Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Pelas ruas do Rabaçal (Penela)

Autor: SolaGasta Em 22 - June - 2010

A caminho de casa fizemos um pequeno desvio para conhecer a vila do Rabaçal. Famosa pelo seu queijo, esta localidade apresenta-nos outras atracções como por exemplo a Villa Romana.

“A Villa romana do Rabaçal é chamada pelo nome da actual povoação na ausência de qualquer testemunho epigráfico ou textual. Está situada a 12 Km a Sul de Conímbriga, parte integrante do território da antiga civitas, junto à via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta, no actual concelho de Penela, Distrito de Coimbra.
A sua implantação “numa meia encosta”, com exposição privilegiada entre uma cumeada com arvoredo e um riacho, está em conformidade com as recomendações de Columella (séc. I).”
in “Penela – Espaço Museu

Infelizmente o nosso tempo era escasso e depois de um breve passeio pela vila, um café no largo frontal à igreja e já com dois queijos caseiros na bagagem para mais tarde saborear, regressámos a casa.

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Rota dos Castelos: Penela – Germanelo (Penela)

Autor: SolaGasta Em 26 - May - 2010

A “Caminhada da Primavera” em Penela foi organizada pela autarquia local e contou com uma presença bem significativa de caminhantes de todas as faixas etárias e de várias zonas do país.
O ponto de encontro foi junto ao Castelo de Penela e cerca das 10h00 já todos os caminhantes estavam preparados para os 7 km de percurso ( 14 km se optássemos pela opção ida e volta ). Este percurso iria ligar o Castelo de Penela ao Castelo do Germanelo.
Classificado como Monumento Nacional, a construção do Castelo de Penela data do séc. XI. No entanto, o que hoje se pode lá observar remonta somente aos séc. XIV e XV.
Protegida pelas imponentes muralhas, a Igreja de São Miguel tem origem no séc. XII.

No Castelo, além da Porta da Vila, existe uma outra porta denominada Porta da Traição ou dos Campos, que, integrada numa torre, apresenta uma abertura dupla em cotovelo, transparecendo a influência da tradição muçulmana na fortificação portuguesa dos finais da Idade Média.

Com um grau de dificuldade médio/baixo, a caminhada foi avançando a bom ritmo.
Após a descida da vila, entrámos em trilhos de terra batida com campos de cultivo, oliveiras e vinhas como motivo principal da paisagem.
Na passagem por São Sebastião deparámo-nos com um rebanho de ovelhas a correr pelas ruelas em pedra, animadas, em direcção ao tenro pasto.

Seguimos para Besteiro.
Após a passagem pelo lugar, era já possível observar o Castelo de Germanelo ao longe.

O Castelo do Germanelo foi erguido, segundo se consta, entre 1140 e 1142, por D. Afonso Henriques. Dele, a paisagem sobre o vale do Rabaçal é simplesmente deslumbrante. As suas origens podem remontar a um castro romanizado.
Actualmente de propriedade particular, deve-se a reconstrução hipotética da sua muralha norte ao Dr. Salvador Dias Arnaut.

Ao chegar no alto descansámos um pouco inspirando fundo e saboreando as estonteantes paisagens que nos eram oferecidas.
Depois de alimentada a alma, descemos para alimentar o corpo com um reforço alimentar oferecido pela Câmara Municipal, antes do regresso a Penela.
Agradecemos mais uma vez a recepção e parabéns pela actividade!

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Rota dos Castelos (Penela) Rota dos Castelos (Penela) Ver Google Maps

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De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 8 - February - 2010

Cascata na Serra da Boa Viagem?!?!…Hmm…
A Figueira da Foz é conhecida principalmente pelo extenso areal que ao longo de quilómetros percorre o Atlântico. É nele que o rio Mondego termina o sinuoso e longo percurso iniciado na Serra da Estrela. A norte, a Serra da Boa Viagem é o pulmão de energia do concelho e destino de muitos veraneantes que ali se deslocam nos meses de férias para um piquenique em família ou apenas encher os olhos com uma visita aos miradouros.
Agora uma cascata??! Poucas pessoas ouviram falar…ainda menos saberão concerteza onde fica….
Fomos investigar.

Iniciámos o percurso junto ao coreto no Largo Padre Costa e Silva. Em direcção à praia de Quiaios encontrámos a sede do Grupo Instrução e Recreio Quiaense. Na bifurcação da estrada em asfalto junto à escola, seguimos pela esquerda, entrando numa rua “sem saída”. Esta rua asfaltada dá lugar a um pequeno trilho de terra batida que inicia a subida pela encosta norte da Serra. Algumas dezenas de metros acima, o correr da água é já perceptível. Redobrámos a atenção.
Não sabíamos exactamente o que iríamos encontrar nem se iríamos encontrar alguma coisa e assim fomos subindo, calcorreando o caminho que deixara de ser apenas em terra batida, apresentando cada vez mais formações rochosas.

Escondidos entre arbustos rasteiros, uns rudes socalcos em terra negra convidavam à descida. À nossa frente vislumbrava-se então a misteriosa cascata.

Deparámo-nos com um lugar encantado, escondido do mundo por uma intensa vegetação que também o protege e embala.
A alcalinidade da ribeira que nasce na encosta da Serra da Boa Viagem deixa como que um rasto “vidrado”, resultante do depósito do calcário no curso da água. Indescritível. Podem observar-se vestígios de raízes que outrora envoltas nesse calcário deixaram agora para a posteridade, depois do seu apodrecimento, apenas os “tubos” onde se encontravam. Fenómenos geológicos deveras interessantes.

Uma presa construída em alvenaria possibilitou-nos a passagem para a margem oposta, não sem antes molharmos os pés até aos tornozelos.
Cuidado nesta travessia devido ao piso escorregadio.
O trilho que acompanha a ribeira leva-nos às ruínas de um antigo moinho de água. Aqui deixámos de respirar. Literalmente.

Constituída por diversos socalcos e protegida por uma intensa vegetação, a queda de água surge-nos como um postal de um qualquer país tropical. Algo que aparenta estar um pouco fora do contexto, da envolvente paisagística da zona. Mas o belo é caracterizado precisamente por isso, algo que se destaca da normalidade dentro da percepção que cada um de nós tem do mundo que nos rodeia.

Regressámos à vila saciados. Mistério resolvido.

Apenas uma nota final:
Infelizmente o civismo e a boa educação são palavras ausentes no dicionário de quem resolve deixar a sua marca em “pinturas rupestres” e “juras de amor eterno” nas ruínas do moinho e nas paredes da cascata.

Eterna deveria ser a magia daquele lugar, por isso aqui deixo um apelo: vamos preservá-lo. Não sabemos por quantos anos mais teremos acesso à sua singularidade.
Se o visitarem, deixem por favor tudo igual ao que encontrarem. Não sujem, não vandalizem, não destruam algo que é de todos e a todos deve ser dado a oportunidade de o apreciar.

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De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz) De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz) Ver Google Maps
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Vila de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 10 - December - 2009

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Visitámos a romântica Vila de Góis.

A cerca de 40 km de Coimbra a vila repousa tranquilamente no Vale do Ceira entre as serras do Carvalhal e do Rabadão.

De “trouxa” às costas chegámos ao Parque de Campismo Municipal ainda cedo, de onde, depois de nos instalarmos devidamente compondo o estômago com uma sandes de queijo, partimos à descoberta da vila e do seu centro histórico.

A panorâmica que, ainda no Parque de Campismo, desfrutámos sobre o centro histórico é de uma rara beleza pois o parque situa-se a uma altitude superior à da vila, num local privilegiado denominado “Morro do Castelo”.

Uma das portas de entrada na zona história é proporcionada pela Ponte Real e Capela do Mártir S. Sebastião.

“A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar por D. João III em 1533, como atesta o alvará editado pelo monarca a 20 de Abril desse ano. À entrada da ponte, na base do morro do Castelo, levanta-se a Capela do Mártir S. Sebastião, do séc. XVIII, vincada de cantarias nas esquinas, entablamento e fogaréus, pequeno campanário à direita, portal armado, cúpula com fecho de pedra.”

in www.cm-gois.pt

Iríamos percorrer as ruas e travessas com a ajuda de um documento presente no website da Câmara Municipal (www.cm-gois.pt) que descreve de uma forma sucinta os principais pontos de referência de Góis: culturais, históricos e naturais.
A vila e o rio Ceira vivem numa união quase perfeita. Toda a zona fluvial está bem aproveitada com infraestruturas de apoio adequadas aos muitos turistas que a visitam na época balnear. Nas suas margens podemos “piquenicar” com a família ou amigos, praticar algumas actividades desportivas ou apenas passear aproveitando as frondosas sombras oferecidas pelas árvores do parque ribeirinho.
Nos dias menos agitados (fora da época balnear), a tranquilidade do serpentear das cristalinas águas do Ceira, a compasso com o sinfónico cantar dos pássaros no Parque do Cerejal são por si só um motivo para visitar Góis.

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Atravessando a Ponte Real, a Praia fluvial da Peneda está logo ali. Caminhámos pelas suas margens, repousámos na pequena ilha formada no Ceira e, pelo açude, atravessámos para a outra margem.
Seguimos percorrendo as estreitas ruas que se revelaram nos Paços do Concelho. Na Praça da República fica também situado o Posto de Turismo que, por azar, estava encerrado aquando da nossa visita.

Continuámos agora em direcção à Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Localizada no extremo sul da vila é nela que podemos encontrar o Túmulo de D. Luís da Silveira (ver vídeo).

Descansámos a vista no Miradouro frontal à Igreja. Dali contemplámos o rio e o Parque de Campismo para onde regressámos no final da jornada.

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Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Mapa
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PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 17 - November - 2009

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de GóisNão estava nos nossos planos iniciais a realização deste percurso.
O dia não inspirava confiança, estava encoberto e na véspera a chuva não parou de cair para os lados de Góis. Não conhecíamos bem a zona e assim sendo, optámos por passear de carro pelo concelho. Possuíamos alguns mapas informativos com as indicações das Aldeias de Xisto de Góis e lá fomos à sua descoberta…

Estacionámos junto ao miradouro na aldeia da Comareira.

A aldeia é composta por pequenas casas “aconchegadas” umas nas outras ao longo da encosta. Com uma paisagem que se estende até perder de vista, o seu miradouro é um local obrigatório de paragem. Vale a pena fazer uma pausa e respirar fundo…

Numa breve visita à aldeia encontrámos uns fiéis companheiros caninos que nos deram as boas vindas enquanto um rebanho de ovelhas chegava depois do pequeno almoço tomado nos pastos da serra. O padeiro soava a buzina e no seu eco os habitantes juntavam-se em redor.
Com as nuvens agora mais dispersas, seguimos em direcção a Aigra Nova deixando o automóvel para trás. Pela estrada em asfalto, as marcas não enganavam: estavamos já a percorrer o PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis.

O Caminho do Xisto das Aldeias de Góis é feito por uma vereda tradicional unindo as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena.
Cada uma com a sua singular beleza, podemos observar para além das típicas habitações em Xisto, moinhos, fornos, currais, palheiros, pocilgas, uma eira, adegas e outras estruturas tradicionais comunitárias ainda em funcionamento.

Numa primeira fase pensámos que regressaríamos após visitarmos Aigra Nova mas a chuva conteve-se e o que vimos levou-nos a querer continuar…
Aigra Nova foi nos últimos anos recuperada e dotada de infraestruras necessárias para fomentar o turismo neste recônditos locais da serra, como por exemplo a loja da rede de Aldeias do Xisto (com a venda de produtos artesanais) ou o Centro de Convívio onde a simpatia transborda.
Esta aldeia ainda dispõe de um original sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país.

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)Saindo de Aigra Nova e subindo o caminho antigo passámos pela Fonte dos Bois, onde ainda hoje os pastores levam os rebanhos a beber água. No topo do caminho, Aigra Velha já não fica distante…um pequeno aglomerado de casas de xisto são já visíveis.
Descemos até lá. A paz reinava na aldeia, o silêncio era por vezes quebrado pelo chilrear de um pássaro mais atrevido, por um sapatear de um cão na estreita rua da sua casota. Na sua rua…
Sentámo-nos por uns instantes enquanto uns pingos de chuva caiam nos telhados de pedra. O cheiro a terra molhada era intenso…que bom o cheiro a terra molhada.
A aldeia é habitada por uma família criadora de gado e que, antes do fogo que destruiu as colmeias há uns anos atrás, recolhiam também mel. Recentes investimentos possibilitaram o restauro de muitas das habitações de xisto construindo-se também a nova calçada com candeeiros de iluminação pública.
Algumas dezenas de metros afastadas da aldeia situam-se três casas de xisto restauradas que podem ser alugadas para férias ou fins-de-semana.

Continuámos a descer, agora em direcção à Ribeira da Pena.
Acompanhámos o serpentear da água da ribeira entre as estreitas margens, seguindo a levada até à aldeia.
Na aldeia da Pena procure os moinhos, antigos palheiros, os fósseis marinhos, o Museu Particular da D. Giselda e vislumbre-se com os imponentes Penedos (o Penedo do Abelha é famoso pelas suas magníficas paredes de escalada) que formam o painel de fundo deste quadro pitoresco.

Subimos a aldeia por um carreiro empedrado agora em direcção a Comareira onde terminaria o percurso. Na encosta passámos por formações rochosas muito interessantes. Vale a pena parar por uns instantes e dar uso à máquina fotográfica…
Por entre pinheiros, em trilhos rochosos e de terra batida, chegámos à Comareira. Num banco do miradouro restabelecemos energias enquanto nos despedíamos da paisagem envolvente.

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FICHA TÉCNICA:

Tipo de Percurso: Circular
Ponto de Partida Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Ponto de Chegada Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Distância:
9 Km
Desníveis:
639 m
Altitude Máxima:
792 m
Altitude Mínima:
543 m
Grau de Dificuldade:
2 – fácil
Época:
Todo o ano. Atenção ao calor no Verão, no Inverno ao piso escorregadio em algumas zonas e às alterações repentinas do clima.

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PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis) PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis) Mapa Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira, Casal de Ermio (Lousã)A Praia Fluvial da Bogueira localiza-se em Casal de Ermio, a mais pequena freguesia do concelho da Lousã. Local tranquilo beijado pelo rio Ceira que continua a sua viagem depois de nascer na Serra do Açor, até desaguar no Mondego, a montante de Coimbra.

O  pequeno passeio pedestre teve inicio no Largo Dr. Pires de Carvalho, junto ao monumento em sua homenagem. Seguimos as placas indicativas da praia fluvial e facilmente lá chegámos.

Fazendo parte da Rede de Praias Fluviais das Aldeias do Xisto a Praia Fluvial da Bogueira possui um bar de apoio e relvado com acesso por passadiço de madeira sobre o rio. É efectivamente um convite a toda a família para umas prolongadas horas de lazer durante a época balnear.
Infelizmente a nossa visita ocorreu já fora dessa época…apesar do dia solarengo, encontrámos a praia deserta e as instalações de apoio encerradas. Ficámos com vontade de voltar para provar uns petiscos à beira rio.

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Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira, Casal de Ermio (Lousã) Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira (Lousã) Ver no Google Maps Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Passeio Pedestre – Vila e Castelo da Lousã (Lousã)

Autor: SolaGasta Em 31 - October - 2009

Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã)“Falar na Lousã, em termos turísticos, equivale a referir monumentos, história, belezas paisagísticas e, designadamente, montanha, para além da sua proximidade geográfica a outros centros turísticos.
De facto, a Lousã, situada no centro de Portugal, caracteriza-se por ser um concelho com bastantes motivos de interesse, quer ao nível da sua história, quer no que respeita aos espaços naturais e respectiva utilização, como sejam os desportos de aventura, cujo palco privilegiado é a Serra da Lousã, que se assume como ex-libris deste concelho.”

in “Câmara Municipal da Lousã

Iniciámos a caminhada junto ao Posto de Turismo da vila, na Rua Dr. Pires de Carvalho, onde nos munimos de mapas e toda a informação necessária para complementar a nossa visita à Lousã.
Na Rua Comendador Montenegro cortámos ao encontro da Avenida do Brasil. Ao cimo e depois da rotunda observámos os Paços do Concelho e pela Rua Dr. João Santos chegámos à Igreja Matriz.
Na Rua Visconde do Espinhal voltámos à esquerda encontrando a Rua Movimento das Forças Armadas e depois a Rua Carlos Reis que nos levou ao Parque com o mesmo nome, onde parámos para saborear um café. Para além da piscina descoberta, este parque possui um anfiteatro ao ar livre com capacidade para cerca de 800 pessoas.
Depois da breve pausa, seguimos descendo a Rua Professor António Baptista de Almeida. Contornando o pequeno jardim entrámos na Avenida São Silvestre em direcção à Praça Luís de Camões para mais umas fotos no jardim central da mesma.

Regressámos à Avenida do Brasil, agora descendo-a em direcção ao local onde o carro nos esperava para a próxima etapa: O Castelo e as Piscinas Fluviais (podíamos ter seguido a pé mas o tempo era escasso e queríamos aproveitar para conhecer ainda outros locais ).

O Castelo da Lousã, também denominado Castelo de Arouce, é um local mágico.
Relata-nos a lenda que no tempo longínquo da dominação muçulmana, um rei ou um emir de nome Arunce teria fundado o castelo para proteger a sua bela filha, de nome Peralta, enquanto ele se encontrasse em campanha no Norte de África ou aí se deslocasse, em busca de reforços contra as tropas cristãs que, cada vez mais, faziam cerco às terras maometanas. Seria em memória deste fantástico rei que o castelo e povoação se passaram a chamar Arouce.
Junto ao Castelo encontramos as Piscinas Fluviais que durante quase todo o ano são o destino de turistas de diferentes classes etárias, uns para se refrescarem nas suas águas, outros para merendarem nas mesas de pedra construídas ao seu redor.
Foi aí que passámos uns tranquilos momentos antes do regresso.

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Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Percurso Pedeste da Sr.ª da Graça – Serpins (Lousã)

Autor: SolaGasta Em 20 - October - 2009

Percurso Pedeste da Sr.ª da Graça - Serpins (Lousã)A praia fluvial da Sr.ª da Graça em Serpins, concelho de Lousã, é durante a época balnear destino de muitos veraneantes que por ali se banham nas refrescantes águas do rio Ceira.
Foi já nos últimos dias de Setembro que decidimos passar por lá. Pernoitámos no Parque de Campismo local.

O Percurso Pedeste da Sr.ª da Graça leva-nos a conhecer a vila de Serpins, o seu património cultural, religioso e natural.
Iniciámos a caminhada junto à entrada principal do Parque de Campismo onde em frente se situa a Capela da Sr.ª da Graça. De frente para a capela, virámos à esquerda na subida que nos encaminha para o centro da vila.
Na bifurcação da pequena fonte continuámos em frente em direcção à Estação de Caminhos de Ferro. Passámos o Quartel dos Bombeiros Voluntários, a Junta de Freguesia / Centro de Saúde e rapidamente lá chegámos.
Regressámos pelo mesmo trilho de asfalto até encontrarmos uma bifurcação, junto à padaria e mercado local. Seguimos pela direita, descendo até à famosa ponte romana de Serpins. Atravessando-a, voltámos à esquerda junto à Casa Cortez, casa esta fundada em 1929.
Cerca de 200m mais adiante encontrámos, no cruzamento, as escadarias de acesso à Igreja Paroquial de Serpins, local de visita obrigatória.
Situada no cimo de um monte e isolada do centro habitacional da vila, é dedicada a Nossa Senhora do Socorro, patrona da freguesia. O seu actual estado de conservação deve-se fundamentalmente a uma remodelação ocorrida na segunda metade do século XVIII. Por entre as árvores e restante vegetação que a circundam, conseguimos, a espaços, observar a paisagem envolvente.

Descemos e seguimos as placas indicativas da praia fluvial. Estávamos a terminar o percurso pois logo alí ao lado estava situado o Parque de Campismo.

No dia em que chegámos a Serpins ainda pudemos observar as comportas da praia fluvial fechadas, o que nos permitiu ver toda a zona de banhos com o nível de água normal para a época balnear. Infelizmente não tirámos fotografias nesse dia e durante a noite as comportas foram abertas e a praia fluvial deixou de o ser pois toda a água acumulada na pequena piscina correu rio abaixo. Ficam no entanto as fotografias.

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Percurso Pedestre da Sr.ª da Graça - Serpins (Lousã) Percurso Pedestre da Sr.ª da Graça - Serpins (Lousã) Ver no Google Maps Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Notas: Apesar do percurso ter o seu início no parque de campismo, o vídeo está gravado em sentido inverso, da Estação de Comboios para o parque de campismo.

Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz)Este foi um percurso muito especial.
Especial por ser realizado na minha terra…especial por parte dele ter sido acompanhado pelo meu avô.
Num dos almoços em família abordou-se a ideia de uma caminhada até às pegadas de dinossauro existentes no Cabo Mondego. Ninguém sabia muito bem ao certo onde se localizavam pelo que, mesmo não as encontrando, pelo menos teríamos percorrido alguns quilómetros a pé, o que de certeza nos faria bem à saúde.
O dia escolhido não se revelou o melhor pois amanheceu debaixo de uma chuva intensa que nos colocou algumas dúvidas quanto à sua realização.
Ainda assim, cerca das 10h (1 hora depois do inicialmente previsto), quando a chuva o permitiu, estava na Estação de Caminhos de Ferro da Figueira da Foz pronto para a “empreitada”.
Em frente à Estação apanhei a ciclovia seguindo para Oeste, paralelamente ao Rio Mondego.
Rapidamente cheguei à Câmara Municipal, edifício frontal à Praça da Europa com o seu imponente relógio de sol. Aqui termina o sintético da ciclovia para dar lugar à típica calçada portuguesa. No pequeno miradouro, observei a foz do Mondego e a panorâmica sobre a cidade onde iria passar de seguida.
Pela marina repleta de barcos de recreio continuei em direcção ao mar, passando pelo Forte de Santa Catarina e pelo seu farol. Subi para entrar na Avenida 25 de Abril, a avenida marginal que percorre a praia ao longo de vários quilómetros.

Junto ao recentemente renovado Aparthotel Atlântico fui brindado por uma carga de água das antigas como há muito não se via. Abriguei-me debaixo da Esplanada Silva Guimarães onde aguardei a “bonança”.

Com muita intensidade mas de pouca duração, pouco tempo depois fiz-me de novo à estrada, seguindo em direcção a Buarcos onde faria a paragem para o almoço.
O almoço foi em casa dos avós onde sem dúvida o alimento para o corpo e alma é do mais revigorante que existe.
O meu avô já estava ansioso e pronto para começar. Depois do café tomado, seguimos rumo em direcção ao Cabo Mondego.
Passando pelas muralhas de Buarcos (parte delas recuperadas à pouco tempo), sempre junto à praia o cheiro a maresia era uma constante. O maravilhoso cheiro a maresia.

Depois da curva do cemitério de Buarcos voltámos a encontrar o piso sintético da ciclovia. Sempre na Avenida Infante D. Pedro, chegámos à bifurcação onde podemos subir para a Serra da Boa Viagem ou seguir pela estrada privada da esquerda que nos levará à entrada da fábrica da Cimpor.
Antes da portaria da fábrica parámos um pouco no miradouro para nos deslumbrarmos com a força do mar que naquela zona castiga violentamente os rochedos e falésias do Cabo Mondego nos dias mais agitados. Lá estivemos durante uns instantes.
Não pudemos continuar sem antes pedir autorização ao porteiro de serviço. A autorização foi amavelmente concedida, com as restrições (por motivos de segurança) de nos deslocarmos sempre pela esquerda e sem fotografar as instalações da fábrica. Assim o fizemos.
O meu avô trabalhou nas antigas minas do Cabo Mondego e este percurso foi também como um regresso ao seu passado, recordando os lugares onde esteve, o que ali existia e já não existe, enfim…foi como se de uma visita guiada se tratasse.
Em pouco tempo chegámos à “Pedra da Nau”, uma formação rochosa assim denominada pela sua forma original a umas dezenas de metros da costa.
Mais à frente chegámos ao nosso destino. Pelo menos assim o pensamos. A localização exacta das pegadas continuamos sem o saber. Pelas informações que conseguimos obter estávamos no local correcto, mas infelizmente não as conseguimos ver pois talvez não estejam acessíveis ao nível da estrada. Não o sabemos.
Para matar a curiosidade podem ver AQUI algumas imagens.

Este património tão importante do nosso Portugal geológico continua assim sem o devido destaque e sinalização. Porque não uma placa informativa, alguma divulgação pelas entidades competentes, talvez com visitas guiadas e acesso restrito para evitar possíveis actos de vandalismo…porque não fazer algo?
O turismo de natureza é cada vez mais uma opção para turistas de todo o mundo. A Figueira da Foz pode desempenhar um papel de extrema importância nesta área devido à diversidade de condições que apresenta. Apenas têm de ser valorizadas, divulgadas e mantidas.

Uma nota final apenas para referir que este percurso não está assinalado mas é muito fácil de seguir. A dificuldade reside talvez na sua extensão que com cerca de cerca de 9 kms para cada lado (18 kms no total) é aconselhável ser feito por pessoas com boa resistência física.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz) Percurso Pedestre - Da Estação às Pegadas de Dinossauro (Figueira da Foz) Ver no Google Maps Por favor faça o Login ou Registe-se para ver o conteúdo protegido.

Deixo aqui também para download um documento de autor desconhecido, fornecido pelo meu avô, escrito e desenhado à mão, com a nomenclatura dos pesqueiros de Buarcos à Murtinheira. Interessante sem dúvida. Download AQUI

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