Fomos recebidos por uma húmida manhã na chegada ao concelho de Arganil. A freguesia de Benfeita era o nosso destino.
A autarquia de Arganil, a Junta de Freguesia de Benfeita e a empresa ADXTUR juntaram sinergias para nos proporcionarem uns belos momentos de convívio e descoberta, num maravilhoso contacto com a natureza. Iríamos percorrer o Caminho do Xisto de Benfeita.
Enquanto aguardávamos pela chegada dos restantes caminhantes que, desde a sede de concelho, chegariam num autocarro cedido pelo município, abrimos os guarda-chuvas e percorremos as ruas da aldeia, vagueando em sentido único para o primeiro café matinal.
O aroma dos grãos acabados de moer misturava-se agora com o odor a terra molhada que a cada brisa mais forte, invadia o pequeno e acolhedor café de Benfeita.
Lá fora, os restantes aventureiros chegavam enquanto a chuva continuava a não dar tréguas. Foi convocada uma reunião de emergência.
Em perfeita democracia a decisão foi tomada. Iríamos iniciar o percurso com cuidado e, evitando as zonas mais perigosa (com piso molhado), avançar até onde S. Pedro nos permitisse.
Alfredo Martins – Presidente da Junta de Freguesia de Benfeita – tomou a dianteira e por entre trilhos de pedra e lama lá nos foi guiando com mestria dentro da rota planeada.
Seguimos, por caminhos públicos agrícolas, em direcção ao vale da Ribeira do Carcavão. Muitos desses caminhos acompanham as levadas utilizadas para a irrigação dos campos agrícolas ou pecuários.
Atravessando a ribeira, começámos a vislumbrar magníficas quedas de água, algumas das quais convidam mesmo à prática balnear.
As casas em xisto eram uma constante para onde quer que a vista escapasse. Infelizmente muitas delas deixadas ao abandono pelos antigos proprietários. Outras há que, a grande custo, lá vão mantendo a sua função de armazenamento de pasto, abrigo e protecção para pessoas e animais.
A cerca de metade dos quilómetros percorridos e numa aberta de bom tempo, brinde de S. Pedro, recheámos os estômagos com um pequeno snack, cortesia da organização.
Continuámos por entre caminhos de mata e pinhal, e após uma descida íngreme em degraus esculpidos na terra, chegámos à magestosa Fraga da Pena.
Com setenta metros de altura esta imponente queda de água está situada em plena Mata da Margaraça, num recanto de xisto com vegetação muito peculiar. Esta paisagem luxuriante está equipada com zona de recreio e lazer.
Após a enxurrada de disparos das máquinas fotográficas digitais, que eternizavam as cristalinas águas em quadros de rara beleza, seguimos para o almoço servido no espaço da Capela da Nossa Senhora das Necessidades onde o convívio entre todos os caminhantes, acompanhado com os grelhados e arroz de feijão foram a melhor forma de selar esta visita a Benfeita.
Depois do repasto, regressámos à aldeia terminando assim o percurso circular (adaptado) do Caminho do Xisto da Benfeita.
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Chegámos à freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, ainda sem o pequeno almoço tomado.


A caminho de casa fizemos um pequeno desvio para conhecer a vila do Rabaçal. Famosa pelo seu queijo, esta localidade apresenta-nos outras atracções como por exemplo a Villa Romana.
A “Caminhada da Primavera” em Penela foi organizada pela autarquia local e contou com uma presença bem significativa de caminhantes de todas as faixas etárias e de várias zonas do país.
No Castelo, além da Porta da Vila, existe uma outra porta denominada Porta da Traição ou dos Campos, que, integrada numa torre, apresenta uma abertura dupla em cotovelo, transparecendo a influência da tradição muçulmana na fortificação portuguesa dos finais da Idade Média.
Seguimos para Besteiro.

“A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar. Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César. Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.”
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Num vale profundo, a cerca de 20 km de São Pedro do Sul (Viseu), encontrámos a Aldeia da Pena. Protegida dos ventos da serra e onde o sol apenas consegue chegar algumas poucas horas por dia, é uma das pérolas de xisto da Serra de São Macário.
Sem acessos rodoviários, os mortos da Aldeia da Pena eram transportados em ombros num esquife (uma espécie de caixão) até ao cemitério de Covas do Rio. O trajecto entre estas duas aldeia é bastante acidentado e numa dessas viagens, o insólito ocorreu e o azarado que carregava a parte de trás do caixão escorregou e este caiu-lhe na cabeça, matando-o, dando assim origem à história/lenda do morto que matou o vivo.
Esta típica tasca é gerida por um jovem casal que tendo raízes na aldeia, desde sempre viveu na cidade.

A pouco mais de 10 km a norte de São Pedro do Sul encontramos o Monte de São Macário. Foi ao seu ponto mais alto, a cerca de 1052 m de altitude que fizemos esta caminhada.

Não sabíamos o que iríamos encontrar. No website do município de São Pedro do Sul descobrimos uma referência à Aldeia Típica do Fujaco como uma das atracções turísticas da região.

“Localizadas no coração da região de Lafões, as termas de S. Pedro do Sul estão entre as mais procuradas do país. Um espaço que combina bem-estar, saúde e lazer, cujas águas são reconhecidas pelos seus efeitos minero-medicinais.
Devido aos seus poderes curativos, já eram utilizadas pelos romanos e, mais tarde, no século XII, também as frequentaram figuras ilustres do reino português, como D. Afonso Henriques, que viria a conceder foral à vila.
Actualmente, as termas dispõem de equipamento moderno, bem como várias estruturas de lazer. São uma das principais estâncias termais do país.”



S. Pedro acordou mal disposto naquele dia. Todos temos dias assim…alguma coisa que comemos e nos cai mal, alguma preocupação que nos incomoda e não nos deixa pensar direito, algum problema para o qual não encontramos solução e todo o mundo parece desmoronar à nossa volta…





