Rss Feed
Tweeter button
Facebook button
Technorati button
Reddit button
Myspace button
Linkedin button
Webonews button
Delicious button
Digg button
Flickr button
Stumbleupon button
Newsvine button

Arquivo da Categoria ‘Distritos e Regiões Autónomas’

A caminho da Madeira!

Autor: SolaGasta Em 6 - Março - 2010

O SOLA GASTA juntou-se aos milhares de portugueses que nos últimos dias tudo quiseram fazer para ajudar os nossos amigos madeirenses. Assim ajudámos no que estava no nosso alcance imediato e adquirimos alguns produtos necessários a quem neste momento tudo ou quase tudo perdeu. Enviámos com o apoio dos CTT.

Podíamos fazê-lo de forma anónima sem colocar este post?
Sim, podíamos. No entanto quisemos dar o exemplo e apelar assim a todos os que nos visitam para fazerem o mesmo.

Não custa nada. Basta ir à estação dos CTT mais próxima e pedir uma(s) caixa(s) solidária(a) para ajudar a Madeira. Ao balcão pode ser consultada a listagem dos produtos mais necessitados no momento. Depois é só recheá-la com esses produtos, por exemplo enlatados, cobertores, etc.
Na frente (topo) escrevam “MADEIRA” e devolvam-na aos CTT que se encarregam de a fazer chegar ao seu destino.

Uma bela iniciativa e todos poderão contribuir. Vamos a isto!


Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Arcos de Valdevez)

Autor: SolaGasta Em 20 - Fevereiro - 2010

Naquela noite fria o jantar estava incrível. Deliciámo-nos com um cozido à portuguesa à moda de Castro Laboreiro bem regado com uma não inferior colheita de tinto.

As carnes e as hortaliças caseiras não arrefeciam no prato. Tudo sabia ao que realmente deveria saber. A cada garfada descobríamos as couves tratadas na pequena horta, as cenouras tenras crescidas em terras férteis, o cuidado tido na alimentação dos animais, os segredos no tempero e a paciência no fumeiro dos enchidos…a travessa ficou assim vazia em três tempos.

Para sobremesa, conversámos um pouco com o simpático cozinheiro. Depois dos triviais assuntos sobre o prato, os seus condimentos e a sua confecção, abordámos a região, as suas atracções turísticas e tradições.

- Já conhecem o Santuário de Nossa Senhora da Peneda? – perguntou.

Encolhemos os ombros.

Peneda era a sua terra natal. Falou-nos do Santuário, da sua beleza singular, das festas e romarias, enfim…do seu amor pela terra onde nasceu e que o viu crescer.

Não podíamos deixar de a visitar tal foi a forma entusiasta do seu relato.

Assim o fizemos.

Depois de uma noite bem dormida, embalados pela chuva que lá fora teimava em não ceder lugar à neve, cedo arrancámos para o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, na freguesia de Gavieira, em Arcos de Valdevez.

Crê-se que neste local existiu uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda (ou Senhora das Neves), cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário, nos finais do século XVIII (data mais provável para o inicio da sua construção).

Diz a lenda que a Senhora da Peneda terá aparecido a 5 de Agosto de 1220, a uma criança que pastoreava por entre aquelas penedias, algumas cabras.

A Senhora apareceu-lhe em forma de uma pomba branca voando ao seu redor. Pediu-lhe que dissesse aos habitantes do lugar da Gavieira para lhe edificarem naquele lugar uma ermida.

A pastorinha, ao chegar a casa, contou o sucedido aos seus pais, mas estes não lhe deram grande crédito.

Mais tarde, quando a pastorinha guardava as cabras no mesmo local, a Senhora voltou a aparecer, agora sob a forma da imagem que hoje existe, e disse que “já que te não querem dar crédito ao que eu mando, vai ao lugar de Roussas onde está uma mulher entrevada há dezoito anos e diz aos moradores do lugar que a tragam à minha presença, para que fique de perfeita saúde, e assim te darão crédito ao que eu te ordeno.”. O nome da mulher era Domingas Gregório.

Assim o fez.

Quando Domingas avistou aquela Sagrada Imagem da Rainha dos Anjos, logo ficou de perfeita saúde, livre e sã de todos os males que padecia.

Daí em diante, todos os anos, na primeira semana de Setembro, muitas centenas de peregrinos, vindos de toda a região e da vizinha Galiza, acorrem a este local de peregrinação.

O nosso percurso pedestre teve inicio no parque de estacionamento sobranceiro à Peneda. Seguimos em direcção ao Santuário.

Um enorme rochedo, o penedo das Meadinhas com a imponência dos seus 300 m de altura, serve de pano de fundo ao local, criando juntamente com o Santuário, todo um quadro envolvente de sagrado e reliogiosidade que dificilmente nos deixa indiferente.

Passámos por alguns pequenos comércios e cafés, onde os souvenirs lutavam pelo seu espaço de visibilidade nas montras e nas entradas dos estabelecimentos.

Descemos o escadório monumental com cerca de 300 m observando à passagem as 20 pequenas capelas que retratam episódios da vida de Jesus. Chegámos à Praça do Calvário com o seu pelourinho.

Regressámos para visitar a imponente igreja e a queda de água que a seu lado compunha a banda sonora perfeita.

A hora do almoço aproximava-se e partimos para Melgaço. A reportagem ficará para o próximo post.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Arcos de Valdevez) Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Arcos de Valdevez) Ver Google Maps

Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz)

Autor: SolaGasta Em 8 - Fevereiro - 2010

Cascata na Serra da Boa Viagem?!?!…Hmm…
A Figueira da Foz é conhecida principalmente pelo extenso areal que ao longo de quilómetros percorre o Atlântico. É nele que o rio Mondego termina o sinuoso e longo percurso iniciado na Serra da Estrela. A norte, a Serra da Boa Viagem é o pulmão de energia do concelho e destino de muitos veraneantes que ali se deslocam nos meses de férias para um piquenique em família ou apenas encher os olhos com uma visita aos miradouros.
Agora uma cascata??! Poucas pessoas ouviram falar…ainda menos saberão concerteza onde fica….
Fomos investigar.

Iniciámos o percurso junto ao coreto no Largo Padre Costa e Silva. Em direcção à praia de Quiaios encontrámos a sede do Grupo Instrução e Recreio Quiaense. Na bifurcação da estrada em asfalto junto à escola, seguimos pela esquerda, entrando numa rua “sem saída”. Esta rua asfaltada dá lugar a um pequeno trilho de terra batida que inicia a subida pela encosta norte da Serra. Algumas dezenas de metros acima, o correr da água é já perceptível. Redobrámos a atenção.
Não sabíamos exactamente o que iríamos encontrar nem se iríamos encontrar alguma coisa e assim fomos subindo, calcorreando o caminho que deixara de ser apenas em terra batida, apresentando cada vez mais formações rochosas.

Escondidos entre arbustos rasteiros, uns rudes socalcos em terra negra convidavam à descida. À nossa frente vislumbrava-se então a misteriosa cascata.

Deparámo-nos com um lugar encantado, escondido do mundo por uma intensa vegetação que também o protege e embala.
A alcalinidade da ribeira que nasce na encosta da Serra da Boa Viagem deixa como que um rasto “vidrado”, resultante do depósito do calcário no curso da água. Indescritível. Podem observar-se vestígios de raízes que outrora envoltas nesse calcário deixaram agora para a posteridade, depois do seu apodrecimento, apenas os “tubos” onde se encontravam. Fenómenos geológicos deveras interessantes.

Uma presa construída em alvenaria possibilitou-nos a passagem para a margem oposta, não sem antes molharmos os pés até aos tornozelos.
Cuidado nesta travessia devido ao piso escorregadio.
O trilho que acompanha a ribeira leva-nos às ruínas de um antigo moinho de água. Aqui deixámos de respirar. Literalmente.

Constituída por diversos socalcos e protegida por uma intensa vegetação, a queda de água surge-nos como um postal de um qualquer país tropical. Algo que aparenta estar um pouco fora do contexto, da envolvente paisagística da zona. Mas o belo é caracterizado precisamente por isso, algo que se destaca da normalidade dentro da percepção que cada um de nós tem do mundo que nos rodeia.

Regressámos à vila saciados. Mistério resolvido.

Apenas uma nota final:
Infelizmente o civismo e a boa educação são palavras ausentes no dicionário de quem resolve deixar a sua marca em “pinturas rupestres” e “juras de amor eterno” nas ruínas do moinho e nas paredes da cascata.

Eterna deveria ser a magia daquele lugar, por isso aqui deixo um apelo: vamos preservá-lo. Não sabemos por quantos anos mais teremos acesso à sua singularidade.
Se o visitarem, deixem por favor tudo igual ao que encontrarem. Não sujem, não vandalizem, não destruam algo que é de todos e a todos deve ser dado a oportunidade de o apreciar.

Vídeo Álbum Mapa GPS
De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz) De Quiaios à Cascata da Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz) Ver Google Maps
Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Porta de Lamas de Mouro (Melgaço)

Autor: SolaGasta Em 2 - Fevereiro - 2010

A aldeia de Lamas de Mouro situa-se a cerca de 18 kms de Melgaço, a sua sede de concelho.

“De acordo com o Padre Aníbal Rodrigues, toma o nome da qualidade do seu solo – lamas, pastagens de gado cheias de água – e do rio Mouro, que nasce no seu território.
Foi terra com povoamento muito remoto, possuindo alguns vestígios da cultura dolménica e castreja (de origem céltica).”
in “Câmara Municipal de Melgaço

Aqui foi inaugurada em 2004 a primeira das cinco “Portas” previstas para o Parque Nacional da Peneda-Gerês: a “Porta de Lamas de Mouro“.
É uma estrutura correspondente a uma área com cerca de 10 hectares, vocacionada para a recepção, recreio e informação dos visitantes do Parque que durante todo o ano escolhem o Gerês como destino turístico.

Esta Porta, cujo tema é a “Ordenamento do território”, é composta por três edifícios e diversos espaços ao ar livre.

Foi neste espaço que esquecemos a gélida manhã que se abatia na montanha, realizando um pequeno passeio pedestre com cerca de uma hora de duração.
Parte do percurso percorrido foi dentro do Trilho Interpretativo de Lamas de Mouro que ficará para uma próxima oportunidade.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Lamas de Mouro (Melgaço) Passeio Pedestre - Lamas de Mouro (Melgaço) Ver Google Maps
Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro (Melgaço)

Autor: SolaGasta Em 26 - Janeiro - 2010

Uma nuvem de vapor surgia a cada expiração. As faces rubras doíam a cada movimento de ar. O gelo que a noite trouxera estalava a cada passo dado. Estávamos em Dezembro, em Castro Laboreiro.
A vila de Castro Laboreiro integra o concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.

Segundo o website da Câmara Municipal de Melgaço:

”O seu nome vem de duas palavras Castrum, Castro – povoação fortificada pelo povo castrejo, de raça celta, que, depois do seu nomadismo durante milhares de anos nos planaltos, vivendo da caça e da pesca, e depois do pastoreio, se fixou nos outeiros para ali viver em comunidade e se defender das tribos invasoras, desde quinhentos anos antes de Cristo até ao século VI da era cristã: Laboreiro – do Latim “Lepus”, leporis, leporem, leporarium, lepporeiro, leboreiro.”

A freguesia é caracterizada por inúmeras brandas e inverneiras.
As brandas são os lugares de maior altitude, mais produtivos e agradáveis nos meses quentes, fornecendo aos animais melhores oportunidades de alimentação.
As inverneiras, nas zonas de mais baixa altitude, servem de abrigo ao frio nos meses de Inverno e estão localizadas nos vales da freguesia.
Este ciclo anual repete-se há milhares de anos pelos habitantes deste planalto situado a cerca de mil metros acima do nível do mar.

Serpenteando, corre pela vila o rio Laboreiro. Ainda podemos observar ao longo do seu curso velhas pontes da época de ocupação romana.

Pelas ruas da freguesia encontrámos os internacionalmente famosos cães de Castro Laboreiro. É uma raça pura, dócil, altiva e de grande porte, originária desta região montanhosa, que desde o século VIII, são grande motivo de orgulho das suas gentes.

Este percurso inicia-se no centro da vila, em frente a uma unidade hoteleira, onde encontramos a sinalética com o mapa do “PR3 – Trilho Castrejo”. Não era esta a rota que iríamos percorrer mas sim um pequeno trilho pela vila até ao Castelo e de regresso, passar pelo miradouro.

Deixámos para trás a Igreja Matriz, construída primitivamente no século XII, em estilo românico e que é hoje imóvel de interesse público e o pelourinho, monumento nacional que data de 1560.

Iniciámos a subida para o Castelo passando pelo Núcleo Museológico, um centro de documentação que guarda a história e a memória dos castrejos, que acabámos por visitar. Ao lado ainda podemos observar uma casa tipicamente castreja, com a “decoração” e ferramentas usadas durante séculos pelas gentes locais.
Uma curiosidade: foi nessa casa que ocorreram as gravações de um episódio especial da série da RTP “Conta-me como foi“, primeira temporada, quando a família regressou à terra lembram-se?

De volta ao trilho, por entre penedos tão característicos daquela região, estalactites caíam aos nossos pés, derretendo-se com o sol cada vez mais alto.
Em algumas zonas, redobrámos o cuidado a cada passo dado pois o gelo acumulado era tanto que as rudes e ásperas pedras assemelhar-se-iam a pistas de patinagem artística se o cuidado fosse pouco…
Felizmente chegámos ao Castelo sem sustos de maior.

“O Castelo de Castro Laboreiro, diz o povo ter sido obra dos mouros. Pinho Leal, no seu, “Portugal Antigo e Moderno”, afirma mais certo ser atribuível aos romanos. O Pe. Aníbal Rodrigues coloca-o, porém no ano de 955, fundado por S. Rosendo, governador do Val del Limia, desde Maio desse ano, por nomeação de D. Ordonho III, rei de Leão. D. Afonso Henriques rodeou-o de muralhas e, nos princípios do século XIV, quando caiu um raio no paiol de pólvora, que fez todo o polígono ir pelos ares, D. Dinis ordenou a sua reedificação.”

in “Câmara Municipal de Melgaço”

Resumindo, em Castro Laboreiro sentimo-nos em casa. A simpatia e acolhimento que desde a nossa chegada recebemos fazem-nos querer regressar…em dias mais amenos de preferência, pois apesar de não nos incomodarmos muito com o frio, 7º negativos chateiam um bocadinho…

Vídeo Álbum Mapa GPS
Percurso Pedestre - Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro (Melgaço) Percurso Pedestre - Vila, Castelo e Miradouro de Castro Laboreiro Ver Google Maps
Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Nota: Pode obter mais informações de Castro Laboreiro no website da Câmara Municipal de Melgaço


Centro Histórico de Ponte de Lima (Ponte de Lima)

Autor: SolaGasta Em 10 - Janeiro - 2010

Passeio Pedestre - Centro Histórico de Ponte de Lima (Ponte de Lima)Ponte de Lima fala connosco.

Em cada rua, em cada canto, ao virar de cada esquina existe uma história para contar. Basta ter disponibilidade para a ouvir, para saborear as lendas e as vidas das gentes, honrosamente eternizadas para onde quer que o olhar fuja. Encontramos igrejas, capelas, estátuas, bustos, poemas, monumentos contemporâneos, outros góticos e manuelinos, enfim…não conseguimos parar…olhamos e deixamo-nos ir, absorvendo tudo o que conseguirmos.

Chegámos ao centro histórico de Ponte de Lima pela Avenida António Feijó.

Máquina fotográfica a postos, verificação de carga das pilhas concluída, GPS ligado…e iniciámos o passeio.

Descemos até à Praça da República onde D. Teresa, rainha que em 1125 fundou através de foral o “lugar de Ponte” (actual Ponte de Lima) nos deu as boas vindas.
À nossa esquerda, imponente e com uma orgulhosa carga histórica, passámos pelos Paços do Marquês de Ponte de Lima, um edifício de estilo gótico e manuelino datado do séc. XIV/XV. Foi residência de D. Leonel de Lima, Visconde de Vila Nova de Cerveira e Alcaide de Ponte de Lima. O Paço do Marquês foi construído em forma de castelo para servir também como defesa na luta contra os castelhanos. Posteriormente foi também Hospital, Escola secundária, Paços do Concelho e, a partir do ano 2003, Delegação de Turismo e Centro de Exposições.

Seguimos ao encontro do rio Lima. A vila, tida por muitos como a mais antiga de Portugal, nasce virada para o Lima que a vê crescer nas suas margens.
Por entre ruas e travessas rapidamente chegámos ao Passeio 25 de Abril onde pudemos observar toda a frente ribeirinha que Ponte de Lima tem para nos oferecer. Continuámos pelo Parque da Avenida D. Luís Filipe até à Capela de N. Sra. Da Guia onde invertemos a nossa marcha.

Ao chegar à Ponte Medieval/Romana sobre o Rio Lima, fizemos uma pequena pausa numa esplanada do Largo de Camões para um reconfortante café. Naquela gélida manhã aqueceu-nos o corpo e aconchegou-nos a alma. Na praça, crianças acompanhavam os pais, ansiosamente felizes pela chegada do Natal. A umas dezenas de metros, um pequeno cavalo de madeira e o fotógrafo transportam-nos para outros tempos, outras recordações.

Percorremos a ponte em direcção à Capela de St. António e Capela do Anjo da Guarda.

Retornámos em direcção ao ponto de partida, encontrando nas ruas mais umas histórias, monumentos e marcos das gentes que fizeram desta vila aquilo que é hoje: um livro aberto à espera que o desfolhem.

Finalizado o percurso e com a “barriga a dar horas”, petiscámos na taberna mais “original” que encontrámos. Para abrir o apetite e ver a ementa cliquem aqui!

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Centro Histórico de Ponte de Lima (Ponte de Lima) Passeio Pedestre - Centro Histórico de Ponte de Lima (Ponte de Lima) Mapa
Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Vila de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 10 - Dezembro - 2009

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Visitámos a romântica Vila de Góis.

A cerca de 40 km de Coimbra a vila repousa tranquilamente no Vale do Ceira entre as serras do Carvalhal e do Rabadão.

De “trouxa” às costas chegámos ao Parque de Campismo Municipal ainda cedo, de onde, depois de nos instalarmos devidamente compondo o estômago com uma sandes de queijo, partimos à descoberta da vila e do seu centro histórico.

A panorâmica que, ainda no Parque de Campismo, desfrutámos sobre o centro histórico é de uma rara beleza pois o parque situa-se a uma altitude superior à da vila, num local privilegiado denominado “Morro do Castelo”.

Uma das portas de entrada na zona história é proporcionada pela Ponte Real e Capela do Mártir S. Sebastião.

“A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar por D. João III em 1533, como atesta o alvará editado pelo monarca a 20 de Abril desse ano. À entrada da ponte, na base do morro do Castelo, levanta-se a Capela do Mártir S. Sebastião, do séc. XVIII, vincada de cantarias nas esquinas, entablamento e fogaréus, pequeno campanário à direita, portal armado, cúpula com fecho de pedra.”

in www.cm-gois.pt

Iríamos percorrer as ruas e travessas com a ajuda de um documento presente no website da Câmara Municipal (www.cm-gois.pt) que descreve de uma forma sucinta os principais pontos de referência de Góis: culturais, históricos e naturais.
A vila e o rio Ceira vivem numa união quase perfeita. Toda a zona fluvial está bem aproveitada com infraestruturas de apoio adequadas aos muitos turistas que a visitam na época balnear. Nas suas margens podemos “piquenicar” com a família ou amigos, praticar algumas actividades desportivas ou apenas passear aproveitando as frondosas sombras oferecidas pelas árvores do parque ribeirinho.
Nos dias menos agitados (fora da época balnear), a tranquilidade do serpentear das cristalinas águas do Ceira, a compasso com o sinfónico cantar dos pássaros no Parque do Cerejal são por si só um motivo para visitar Góis.

Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis)Atravessando a Ponte Real, a Praia fluvial da Peneda está logo ali. Caminhámos pelas suas margens, repousámos na pequena ilha formada no Ceira e, pelo açude, atravessámos para a outra margem.
Seguimos percorrendo as estreitas ruas que se revelaram nos Paços do Concelho. Na Praça da República fica também situado o Posto de Turismo que, por azar, estava encerrado aquando da nossa visita.

Continuámos agora em direcção à Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Localizada no extremo sul da vila é nela que podemos encontrar o Túmulo de D. Luís da Silveira (ver vídeo).

Descansámos a vista no Miradouro frontal à Igreja. Dali contemplámos o rio e o Parque de Campismo para onde regressámos no final da jornada.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Passeio Pedestre - Vila de Góis (Góis) Mapa
Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)

Autor: SolaGasta Em 17 - Novembro - 2009

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de GóisNão estava nos nossos planos iniciais a realização deste percurso.
O dia não inspirava confiança, estava encoberto e na véspera a chuva não parou de cair para os lados de Góis. Não conhecíamos bem a zona e assim sendo, optámos por passear de carro pelo concelho. Possuíamos alguns mapas informativos com as indicações das Aldeias de Xisto de Góis e lá fomos à sua descoberta…

Estacionámos junto ao miradouro na aldeia da Comareira.

A aldeia é composta por pequenas casas “aconchegadas” umas nas outras ao longo da encosta. Com uma paisagem que se estende até perder de vista, o seu miradouro é um local obrigatório de paragem. Vale a pena fazer uma pausa e respirar fundo…

Numa breve visita à aldeia encontrámos uns fiéis companheiros caninos que nos deram as boas vindas enquanto um rebanho de ovelhas chegava depois do pequeno almoço tomado nos pastos da serra. O padeiro soava a buzina e no seu eco os habitantes juntavam-se em redor.
Com as nuvens agora mais dispersas, seguimos em direcção a Aigra Nova deixando o automóvel para trás. Pela estrada em asfalto, as marcas não enganavam: estavamos já a percorrer o PR1-GOI – Caminho do Xisto das Aldeias de Góis.

O Caminho do Xisto das Aldeias de Góis é feito por uma vereda tradicional unindo as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena.
Cada uma com a sua singular beleza, podemos observar para além das típicas habitações em Xisto, moinhos, fornos, currais, palheiros, pocilgas, uma eira, adegas e outras estruturas tradicionais comunitárias ainda em funcionamento.

Numa primeira fase pensámos que regressaríamos após visitarmos Aigra Nova mas a chuva conteve-se e o que vimos levou-nos a querer continuar…
Aigra Nova foi nos últimos anos recuperada e dotada de infraestruras necessárias para fomentar o turismo neste recônditos locais da serra, como por exemplo a loja da rede de Aldeias do Xisto (com a venda de produtos artesanais) ou o Centro de Convívio onde a simpatia transborda.
Esta aldeia ainda dispõe de um original sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país.

PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis)Saindo de Aigra Nova e subindo o caminho antigo passámos pela Fonte dos Bois, onde ainda hoje os pastores levam os rebanhos a beber água. No topo do caminho, Aigra Velha já não fica distante…um pequeno aglomerado de casas de xisto são já visíveis.
Descemos até lá. A paz reinava na aldeia, o silêncio era por vezes quebrado pelo chilrear de um pássaro mais atrevido, por um sapatear de um cão na estreita rua da sua casota. Na sua rua…
Sentámo-nos por uns instantes enquanto uns pingos de chuva caiam nos telhados de pedra. O cheiro a terra molhada era intenso…que bom o cheiro a terra molhada.
A aldeia é habitada por uma família criadora de gado e que, antes do fogo que destruiu as colmeias há uns anos atrás, recolhiam também mel. Recentes investimentos possibilitaram o restauro de muitas das habitações de xisto construindo-se também a nova calçada com candeeiros de iluminação pública.
Algumas dezenas de metros afastadas da aldeia situam-se três casas de xisto restauradas que podem ser alugadas para férias ou fins-de-semana.

Continuámos a descer, agora em direcção à Ribeira da Pena.
Acompanhámos o serpentear da água da ribeira entre as estreitas margens, seguindo a levada até à aldeia.
Na aldeia da Pena procure os moinhos, antigos palheiros, os fósseis marinhos, o Museu Particular da D. Giselda e vislumbre-se com os imponentes Penedos (o Penedo do Abelha é famoso pelas suas magníficas paredes de escalada) que formam o painel de fundo deste quadro pitoresco.

Subimos a aldeia por um carreiro empedrado agora em direcção a Comareira onde terminaria o percurso. Na encosta passámos por formações rochosas muito interessantes. Vale a pena parar por uns instantes e dar uso à máquina fotográfica…
Por entre pinheiros, em trilhos rochosos e de terra batida, chegámos à Comareira. Num banco do miradouro restabelecemos energias enquanto nos despedíamos da paisagem envolvente.

——————————————————————————————————————————————————-

FICHA TÉCNICA:

Tipo de Percurso: Circular
Ponto de Partida Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Ponto de Chegada Aconselhado:
Aldeias de Aigra Nova ou de Pena
Distância:
9 Km
Desníveis:
639 m
Altitude Máxima:
792 m
Altitude Mínima:
543 m
Grau de Dificuldade:
2 – fácil
Época:
Todo o ano. Atenção ao calor no Verão, no Inverno ao piso escorregadio em algumas zonas e às alterações repentinas do clima.

Vídeo Álbum Mapa GPS
PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis) PR1-GOI - Caminho do Xisto das Aldeias de Góis (Góis) Mapa Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira, Casal de Ermio (Lousã)A Praia Fluvial da Bogueira localiza-se em Casal de Ermio, a mais pequena freguesia do concelho da Lousã. Local tranquilo beijado pelo rio Ceira que continua a sua viagem depois de nascer na Serra do Açor, até desaguar no Mondego, a montante de Coimbra.

O  pequeno passeio pedestre teve inicio no Largo Dr. Pires de Carvalho, junto ao monumento em sua homenagem. Seguimos as placas indicativas da praia fluvial e facilmente lá chegámos.

Fazendo parte da Rede de Praias Fluviais das Aldeias do Xisto a Praia Fluvial da Bogueira possui um bar de apoio e relvado com acesso por passadiço de madeira sobre o rio. É efectivamente um convite a toda a família para umas prolongadas horas de lazer durante a época balnear.
Infelizmente a nossa visita ocorreu já fora dessa época…apesar do dia solarengo, encontrámos a praia deserta e as instalações de apoio encerradas. Ficámos com vontade de voltar para provar uns petiscos à beira rio.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira, Casal de Ermio (Lousã) Passeio Pedestre - Praia Fluvial da Bogueira (Lousã) Ver no Google Maps Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Passeio Pedestre – Vila e Castelo da Lousã (Lousã)

Autor: SolaGasta Em 31 - Outubro - 2009

Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã)“Falar na Lousã, em termos turísticos, equivale a referir monumentos, história, belezas paisagísticas e, designadamente, montanha, para além da sua proximidade geográfica a outros centros turísticos.
De facto, a Lousã, situada no centro de Portugal, caracteriza-se por ser um concelho com bastantes motivos de interesse, quer ao nível da sua história, quer no que respeita aos espaços naturais e respectiva utilização, como sejam os desportos de aventura, cujo palco privilegiado é a Serra da Lousã, que se assume como ex-libris deste concelho.”

in “Câmara Municipal da Lousã

Iniciámos a caminhada junto ao Posto de Turismo da vila, na Rua Dr. Pires de Carvalho, onde nos munimos de mapas e toda a informação necessária para complementar a nossa visita à Lousã.
Na Rua Comendador Montenegro cortámos ao encontro da Avenida do Brasil. Ao cimo e depois da rotunda observámos os Paços do Concelho e pela Rua Dr. João Santos chegámos à Igreja Matriz.
Na Rua Visconde do Espinhal voltámos à esquerda encontrando a Rua Movimento das Forças Armadas e depois a Rua Carlos Reis que nos levou ao Parque com o mesmo nome, onde parámos para saborear um café. Para além da piscina descoberta, este parque possui um anfiteatro ao ar livre com capacidade para cerca de 800 pessoas.
Depois da breve pausa, seguimos descendo a Rua Professor António Baptista de Almeida. Contornando o pequeno jardim entrámos na Avenida São Silvestre em direcção à Praça Luís de Camões para mais umas fotos no jardim central da mesma.

Regressámos à Avenida do Brasil, agora descendo-a em direcção ao local onde o carro nos esperava para a próxima etapa: O Castelo e as Piscinas Fluviais (podíamos ter seguido a pé mas o tempo era escasso e queríamos aproveitar para conhecer ainda outros locais ).

O Castelo da Lousã, também denominado Castelo de Arouce, é um local mágico.
Relata-nos a lenda que no tempo longínquo da dominação muçulmana, um rei ou um emir de nome Arunce teria fundado o castelo para proteger a sua bela filha, de nome Peralta, enquanto ele se encontrasse em campanha no Norte de África ou aí se deslocasse, em busca de reforços contra as tropas cristãs que, cada vez mais, faziam cerco às terras maometanas. Seria em memória deste fantástico rei que o castelo e povoação se passaram a chamar Arouce.
Junto ao Castelo encontramos as Piscinas Fluviais que durante quase todo o ano são o destino de turistas de diferentes classes etárias, uns para se refrescarem nas suas águas, outros para merendarem nas mesas de pedra construídas ao seu redor.
Foi aí que passámos uns tranquilos momentos antes do regresso.

Vídeo Álbum Mapa GPS
Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Passeio Pedestre - Vila e Castelo da Lousã (Lousã) Por favor faça o Login ou Register para ver o conteúdo protegido.

Para receber os percursos grátis no seu email,
preencha o campo abaixo:
Se considera interessante a informação disponibilizada neste website, ofereça-nos uma água para nos refrescarmos na próxima caminhada. Clique aqui.