Caminhada na Marina da Horta (Horta - Faial)

Todas as oportunidades são boas para fazer o que nos faz feliz. Assim, não podia deixar de aproveitar a escala de algumas horas entre voos na Ilha do Faial para conhecer um pouco da cidade da Horta. Caminhar é um prazer e se a isso juntar a descoberta de um local ainda desconhecido, é para mim “ouro sobre azul”. Sendo esta ilha denominada também de “Ilha Azul” este dito popular faz ainda mais sentido.
O tempo era curto e contado ao segundo. Apanhei um táxi no aeroporto e cerca de 15 minutos e 12,50€ depois cheguei à cidade da Horta. Pedi para pararmos junto à sua marina.
Sempre tive alguma curiosidade em observar de perto a colorida manta de retalhos deixada pelos marinheiros provenientes de todos os cantos do mundo que a visitam desde 1986. Acreditam que com estas pinturas nos paredões, alusivas às embarcações, os barcos chegarão em segurança ao seu destino. Muitas vezes são retocadas pelos seus autores após alguns anos, quando regressam ao Faial e as novas são pintadas no lugar das que o tempo foi tomando conta. Foi o caso da simpática aventureira do “Wildeman” (não tenho a certeza que é assim que se escreve), um barco holandês cuja tripulante foi apanhada em “flagrante delito” com o pincel e as tintas na mão.

Visitar a Marina da Horta é assim como que visitar uma autêntica galeria de arte a céu aberto, onde o mundo inteiro expõe originais pinturas e palavras coloridas.

Protegida pelos ventos, parar na baía da Horta é quase obrigatório para quem viaja pelo Atlântico Norte bem como para quem liga as Caraíbas ao Mediterrâneo. Visitar a marina é assim como que explorar uma autêntica galeria de arte a céu aberto, onde o mundo inteiro expõe originais pinturas e palavras coloridas.
Imagino as histórias de mar que todos aqueles que escolheram este porto de abrigo têm para contar. Perto podemos parar no carismático e famoso Peter’s Café Sport e sentarmo-nos um pouco a ouvir algumas destas histórias ao sabor de um gin tónico.
O tempo passou num ápice e quase sem dar por isso a hora do voo chegou. Na Rua Vasco da Gama, junto ao Forte da Horta datado do Séc.XVI, apanho um táxi que me leva de volta ao aeroporto.
Fica sempre algo para conhecer numa próxima oportunidade e pela limitação de tempo não consegui percorrer a baía do Porto Pim e subir ao Monte da Guia, duas boas razões para um regresso em breve. Até já Açores!

 

FICHA TÉCNICA

1,7 kmslinear
ida e volta
ALTIMETRIA
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