Caminhada à Descoberta dos Jardins de Powerscourt (Irlanda)O dia de hoje estava destinado à descoberta do Condado de Wicklow, também conhecido por “Jardim da Irlanda”, pelo menos a uma pequena parte dele.
A 30m de Dublin, a cerca de 25kms de distância, localizam-se os 19 hectares dos jardins de “Powerscourt Estate“, classificados em terceiro lugar no top da National Geographic. Com vista para a “Sugarloaf Mountain” e para os campos em redor, existem nesta imensidão de caminhos, cores e formas, um sem número de razões para desfrutar de uma tarde bem preenchida em terras irlandesas.
A grande mansão (“Powerscourt House”), que nos abre as portas, parece retirada de um filme de época ou de um romance clássico de Jane Austen. Nela podemos encontrar diferentes espaços de apoio ao visitante, como por exemplo um restaurante com terraço, onde podemos desfrutar de uma maravilhosa refeição enquanto apreciamos a tranquilidade do jardim, ou uma loja de recordações originais ou até uma mercearia com produtos locais para, se for o caso, optarmos por um piquenique ao ar livre.

A grande mansão (“Powerscourt House”), que nos abre as portas, parece retirada de um filme de época ou de um romance clássico de Jane Austen.

Comprámos os bilhetes e iniciámos a caminhada em direcção a “Tower Valley”. Subimos a “Pepperpot Tower”, construída em 1911 para comemorar a visita do Príncipe de Gales a Powerscourt. Foi erguida com as pedras de uma antiga igreja e tem a forma do pimenteiro (“pepperpot”) favorito de Lord Powerscourt, daí o seu nome. Do alto das suas ameias temos uma perspectiva diferente dos terrenos da propriedade. Espreito entre as árvores a imponente mansão antes de descer as escadas em caracol e continuar a caminhada. Por trilhos bem definidos, entre relvados tratados com brio, chego ao lindíssimo Jardim Japonês. Com passagens estreitas, pequenas pontes de madeira sobre discretos cursos de água e lugares secretos, o convite à contemplação é permanente. Num recanto escondido, a água escorre nas paredes cobertas de musgo de uma espécie de gruta. A tranquilidade e mais do que isso, a serenidade, respira-se e confunde-se com os aromas das flores que agora começam a desabrochar.
Chegamos ao lago “Triton” onde a fonte central foi inspirada na fonte da Piazza Barberini em Roma. A longa escadaria atravessa o jardim italiano com as suas esculturas de deuses e mitos e guia o olhar até à mansão.
Vemos a “Sugarloaf Mountain” em pano de fundo enquanto caminhamos pelo “Rhododendron Walk” até chegar a um dos maiores cemitérios de animais de estimação da Irlanda. Aqui descansam os restos mortais dos animais de estimação da família e nas lápides podemos ainda ler os seus curiosos nomes, bem como as mensagens afectuosas que os seus “donos” lhes deixaram.
Na Lagoa do Golfinho encontro nuvens subaquáticas formadas por ovos de girinos. Impressionante.
Entro agora nos “Walled Gardens” (Jardins Murados), uma das áreas mais antigas dos jardins, antes de regressar à alameda frontal da “Powerscourt House”.
É hora de almoço e num banco de madeira preparámos a refeição da bebé. A sopa, o conduto e a fruta desapareceram num ápice, entre umas tentativas de fuga para explorar os jardins que a seduziam. Nós aconchegámo-nos na mercearia com uns gigantescos scones e café. Seguimos para os portões de entrada onde esperámos pela chegada dos nossos amigos.

FICHA TÉCNICA
5,3 kmscircular
ALTIMETRIA
Altimetria
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