A pouco mais de 10 km a norte de São Pedro do Sul encontramos o Monte de São Macário. Foi ao seu ponto mais alto, a cerca de 1052 m de altitude que fizemos esta caminhada.
Como local de culto religioso atrai todos os anos milhares de peregrinos e forasteiros que lá se deslocam como prova da sua fé.
Como em quase todas as histórias e lendas, existem diversas versões:
In “A Matéria do Tempo“
“A lenda diz que, em tempos remotos, S. Macário terá matado uma serpente enorme que aterrorizava os povos da Pena e da região de Covas do Rio. A serpente escondia-se numa cova funda onde apenas saía para espalhar o terror e a morte naquela zona da serra.
Aliviada com a morte do monstro, a população construiu uma capela no alto do monte em honra de S. Macário que, como eremita, viveu inicialmente na cova da serpente e mais tarde na capelinha que ficou com o seu nome.”
In “Arouca.biz“
A pequena capela que se vê na fotografia acima foi construída no local da gruta onde hipoteticamente viveu São Macário. Esta capela foi alvo de uma disputa entre duas freguesias vizinhas, S. Martinho das Moitas e Sul, que reclamavam para si as esmolas deixadas pelos fiéis. Para a resolver, construiu-se, no ponto mais alto da serra, a poucas centenas de metros desta, uma outra capela, maior do que esta e abrigada dos ventos por um muro de pedra, a qual foi também dedicada ao Santo.
Assim, cada freguesia ficou com a sua “Capela de São Macário” e a disputa ficou sanada. O interesse dos fiéis divide-se agora entre as duas capelas existentes.
O vento gélido que se abatia sobre o cume da serra paralisava-nos o corpo pelo que, ainda que as grandiosas vistas da Serra da Arada fossem dignas de uma observação mais prolongada, não demorámos muito mais tempo. Descemos em direcção à Aldeia da Pena.
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Num vale profundo, a cerca de 20 km de São Pedro do Sul (Viseu), encontrámos a Aldeia da Pena. Protegida dos ventos da serra e onde o sol apenas consegue chegar algumas poucas horas por dia, é uma das pérolas de xisto da Serra de São Macário.
Sem acessos rodoviários, os mortos da Aldeia da Pena eram transportados em ombros num esquife (uma espécie de caixão) até ao cemitério de Covas do Rio. O trajecto entre estas duas aldeia é bastante acidentado e numa dessas viagens, o insólito ocorreu e o azarado que carregava a parte de trás do caixão escorregou e este caiu-lhe na cabeça, matando-o, dando assim origem à história/lenda do morto que matou o vivo.
Esta típica tasca é gerida por um jovem casal que tendo raízes na aldeia, desde sempre viveu na cidade.

“A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar. Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César. Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.”
in “

A “Caminhada da Primavera” em Penela foi organizada pela autarquia local e contou com uma presença bem significativa de caminhantes de todas as faixas etárias e de várias zonas do país.
No Castelo, além da Porta da Vila, existe uma outra porta denominada Porta da Traição ou dos Campos, que, integrada numa torre, apresenta uma abertura dupla em cotovelo, transparecendo a influência da tradição muçulmana na fortificação portuguesa dos finais da Idade Média.
Seguimos para Besteiro.



